Era
é difícil ficar pensando no que eu escrever ...pois o que eu queria era mesmo dizer o que eu sinto por vc
Era quinta-feira, um dia normal, para uma vida abalada; minha vida.
07:20h e o meu celular tocou, imaginei que seria você, e era você. Atendi as pressas e algo me surpreendeu; sua voz, num timbre tímido, calmo e culposo. Então, te ouvi atentamente, não deixando escapar uma palavra se quer. Atordoado em meio às emoções, você me acalmou, dizendo: “Eu não faria isso com você! Eu te amo muito, quero ser feliz ao seu lado!” Mas eu não conseguia entender nada, parecia até que era eu que não queria entender de propósito.
Fatos, evidências e provas de mentiras estavam estampados em seu rosto, gravadas em sua voz. Porém, naquele momento e só naquele momento eu realmente senti o seu arrependimento e o teu pedido de desculpas e perdões vieram em seguida de mãos dadas às lágrimas de seu choro. Por ventura tudo o que eu tinha que fazer era te perdoar, e perdoei, mesmo sem saber claramente o que tinha acontecido. O que tinha acontecido?? Não sei e nem quero mais saber!! Verdades e mentiras andam sempre juntas, queiram ou não queiram! Duvido muito se um dia saberei o que foi isto em minha vida... Se foi verdade... Se foi mentira... Pra mim não importa.
Enfim fizemos as pazes, te perdoei por tudo e desligamos o telefone no mesmo instante, como fazíamos antigamente.
Perdoado.
Eu, você... Perdoados.
No banheiro, enquanto me olhava no espelho, dediquei-me as lágrimas, não tive como evitar. O poder do amor é indestrutível, é imenso, incrível. Como eu poderia esquecer? Somos incapazes de não chorar por quem amamos de verdade, acho que quem não chora... seja por causas boas ou ruins, desconhece o amor.
As felicidades em forma de lágrimas escorreram pelo meu rosto por eu ter você de volta, por eu te querer bem, por eu te amar tanto.
Estou confiando em você e sei que confias em mim, vamos fazer do passado meras piadas para que possamos sorrir muito disso tudo no futuro. Estou contigo pro que der e vier. TE AMO!
Quando eu era criança e corria pra cama dos meus pais por causa de um pesadelo, ou quando ficava doente e com medo, tudo mudava, ficava mais leve quando meu pai me abraçava e dizia: "Filha, o papai está aqui!"
Era nele que eu encontrava segurança pra dizer aos meus problemas: "Escutaram? O meu pai está aqui e vai acabar com todos vcs!!"
Cresci. Agora diante das minhas angústias adultas ele diz: "Vc precisa me dizer o que está acontecendo pra eu poder te ajudar!" Claro que as palavras dele mudaram, são menos infantis mas eu ainda ouço a velha frase: "Filha, o papai está aqui!" E novamente eu olho para os meus problemas e digo: "Vcs entenderam, né? Já conhecem o meu pai!"
Pais... são anjos! Acho que Deus os criou para que a gente pudesse experimentar um pouco do que é o Seu próprio amor. Enfrentando os problemas da vida e experimentando o Seu cuidado, a Sua providência e a Sua direção, apesar das minhas imperfeições, Ele me mostra a cada dia o quanto me ama. Ouço nítida e clara, mesmo através das pequenas coisas, a doce voz do Senhor me dizendo aquela frase tão familiar: "Filha, Eu estou aqui!" E então eu olho meus problemas e não preciso dizer nada. Todos imediatamente passam a ser apenas experiências.
Obrigada, pai, por me mostrar Deus através da sua vida!
Obrigada, Senhor por poder Te chamar de PAI!
Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (1 Pedro 5:7)
porque o caminho
era incerto
tomou atalhos;
não chegou onde queria,
mas viu do mundo
o que ninguém viu:
as coisas pequenas
e os esquecidos.
------------------------♥Luciete Valente
Passei anos querendo provar ao mundo que eu era "á louca", que ironia, foi o mundo que me provou que sou...
Aí você percebe que nos seus sonhos ele era o cara, mas ao reencontrá—lo, vê que ele nem é tudo isso...
Tenho saudade de quando vencer
era apenas rotina
o sucesso não vinha
com o trabalho
apenas sobrevinha.
O fracasso era desconhecido
E nem sonhava pesar minha
consciência.
A impotência acumulada nos fatos
A incerteza de minha capacidade
Me faz refletir "será eu capaz?"
O narcisista
caiu do cavalo
E pelos cantos,
Entre trancos e barrancos
tenta se reerguer
Não sabe mais se é capaz
A queda não foi simplesmente
A exemplificação de alguma lei de Newton
Algo mais agiu sobre ela
Uma força desconhecida
Auxilia na não levantada.
No fundo algo o diz que é capaz
Só que o momento é de insegurança
Uma hora vai passar.
Tem que passar . . .
Um Conto bobo.
Era uma vez em um reino
Confundido entre eterno e para sempre
Onde no reino há um bobo
Que diz o que pensa
E não pensa o que sente.
No reino não havia só bobo
Havia o rico
Chamado Eurico
E havia o herói
Chamado Leroy
E havia Anciã
Irmã de Jean
Mas entre toda população
Aquele bobo
Era o de melhor coração.
Como era certo e certamente todos sabem
Eis que o reino um incerto dia os males invadem
O reino distante confundido
Entre eterno e para sempre
Estava agora ameaçado e perdido
Entre toda confusão e os gritos da nação
Havia o rico
Eufórico e aflito
Corria e chorava Eurico
Gritavam ao herói:
“-Pega a espada e destrói!”
Este grande dragão
Mas nosso grande Leroy
Era frouxo que dói
E correu em outra direção
Então disse Anciã
Irmã de Jean
Que herói fanfarrão!
Dentre a correria e as chamas
Um rosto ao alto da torre nos chama
E vamos então apresenta-la:
Loura, linda, Kiara.
Seu rosto era tão belo
Mas agora esta chorava
Ao ver a chama brava
Temendo o destino de seu povo
Na torre do enorme castelo
E o bobo com suas bobagens
Escondido entre suas miragens
Tinha como plano planejar
Sem fraquejar uma idealização
Uma certa forma de lutar contra o dragão
Ou se possível contar-lhe uma piada
Para que o coração da fera parasse
Com sua forte gargalhada
Ou que ao menos se engasgasse
E caísse desmaiada.
Com suas piadas na cabeça
E seu coração na mão
Foi o bobo muito aflito
Ao encontro do dragão
Todo o reino escondido
Assistindo àquele conflito
Que parecia ser uma explosão
Eis que o bobo começa a falar
E o dragão a fogo soltar
O bobo correndo a esquivar
Engole o medo
Segura o choro
E decide ganhar
O bobo entra em uma casa
E o dragão o persegue cuspindo brasa
O bobo se esconde com um garfo de metal
O dragão o vê e cospe uma bola de fogo fatal
O bobo muito bobo se esconde atrás da parede
Mas o garfo fica em brasa em sua mão
Sem pensar em sim ou não
O bobo corre e espeta o nariz do dragão.
Choramingando foi embora o dragão
Muito contente ficou toda a nação
Aliviado por estar vivo sem um borrão
O bobo chora e ri de emoção
Porque não há má condição
Quando existe um bom coração
E o bobo agora herói
Riu da cara de Leroy
E a Anciã
Oferecendo um cesto de maçã
Com toda convicção
Gritou:
-Diga seu nome herói!
E o bobo disse:
-Meu nome não é bobo
E agora quero que berre
Para toda essa gente do reino
Que meu nome é Pierre!
E seu nome todo o reino gritara
E sorriu para Pierre, Kiara.
Moça
Havia algo naquela moça que me polia...
De tão rude que eu era
Perto daquela vela
Ser algo melhor me valia.
Moça serena e severa
Doce sereia com olhos de fera
Teu sorriso de areia derretia no mar
Espumava ao me encontrar...
E quando me invadia o teu mar
Eu sentia forte rebentação
Dentro do meu coração
O mar é fundo e misterioso
Esta moça também
Era turva e misteriosa
Mas tinha a vista bondosa
Pois enxergava em mim algo além
O que ela via em mim
Não via mais ninguém.
Com passado salgado e oneroso
A moça tinha olhar piedoso
Como quem por piedade
Vestida da própria deidade
Desfazia meu sinuoso
Caminho pouco majestoso.
Não sei dizeres quem era o anjo que me abraçaste em sonho,a única certeza que tenho é que acalentaste minha dor.
Volto no tempo e me recordo de uns dez anos atrás. Era muitos amigos, muitos casos, diversas risadas. Hoje não me sobraram quase ninguém dessa imensa lista. Será que foi eu que perdi por falhas minhas, ou foi o tempo que me fez o favor de levar as pessoas falsas que me rodeavam?
Naquele exato instante, a única coisa que me restava era o silêncio. Queria compactuar minhas dores, expandindo meu senso crítico, pelas páginas do Talmude, mas o absurdo dialético, estampou sobre o que me restava de sanidade, aqueles sons grotescos de gostos amargos, que habitam minhas ruas, sedentas dos glóbulos arrancados na cidade surtatiana.
Descobri o que era amar quando me perdi num
beijo teu! mais nao foi qualquer beijo, nem foi o
melho beijo, foi apenas o primeiro..
MENSAGEM DE FORMATURA : Mulheres, quando se formam... :Era uma longa escadaria, compridíssima. Você foi subindo degrau por degrau, com esse todo cuidado que caracteriza nós, mulheres. Os cadernos cuidados, os livros pesados mas conduzidos com flexibilidade, os trabalhos apressados tudo por um compromisso : essa luz do saber que nos faz mais almas e úteis ao mundo. Agora foi só um passinho ( talvez tenha ajudado saber um pouco de balé!...rsrsrs...) ___ eis aí você __ e o céu esplende de luzes... : Denise, Marta, Clotilde ___...chamam o teu nome. Com chama você recebe o canudo. Abre aos amigos e o mostra : uma só flor cheia de folhas de ... Parabéns !... Parabéns merecidos e lindos. nesse Saber que te eleva__ e leva às coisas mais altas diretas... É aí que a tua __ direção __ Começa !... Parabéns !...
O amor não era uma grande fogueira que penetrava na alma e ardia até impedir qualquer reconhecimento. Eram momentos cotidianos simples que se acumulavam uns sobre os outros feito tijolos, até formarem um fundação tão sólida que nada podia derrubar. Nem o vento, nem a chuva.
Antes eu tinha uma completa admiração por quem era cheio de certezas e levava embaixo do braço um manual pro sucesso na vida. Achava que se sentir perdido era terrível, angustiante e coisa de perdedores...e confesso que me doía um bocado sentir-me perdida e ter aquelas inúmeras crises existenciais... ( e ainda as tenho...). Hoje, as pessoas que mais admiro são as que se sentem ou já se sentiram perdidas. Quem se perde, é porque busca se encontrar. É porque busca respostas, pois se questiona. Aprendi vivendo, que cada calo que a gente tem nos pés, pelos tantos caminhos que a gente já andou, se transformam em experiências que nos constroem enquanto seres humanos. E sinceramente, eu não abriria mão de nenhum dos meus calos, olhando para todos eles, sorrio e choro por perceber que não mais me ferem, mas que me fazem ser quem eu sou, e me deixam cada vez mais próxima da vida... mais próxima de mim.
