Claudia Ametista

Encontrados 11 pensamentos de Claudia Ametista

Antes eu tinha uma completa admiração por quem era cheio de certezas e levava embaixo do braço um manual pro sucesso na vida. Achava que se sentir perdido era terrível, angustiante e coisa de perdedores...e confesso que me doía um bocado sentir-me perdida e ter aquelas inúmeras crises existenciais... ( e ainda as tenho...). Hoje, as pessoas que mais admiro são as que se sentem ou já se sentiram perdidas. Quem se perde, é porque busca se encontrar. É porque busca respostas, pois se questiona. Aprendi vivendo, que cada calo que a gente tem nos pés, pelos tantos caminhos que a gente já andou, se transformam em experiências que nos constroem enquanto seres humanos. E sinceramente, eu não abriria mão de nenhum dos meus calos, olhando para todos eles, sorrio e choro por perceber que não mais me ferem, mas que me fazem ser quem eu sou, e me deixam cada vez mais próxima da vida... mais próxima de mim.

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"Não quero viver como essa gente que segue todas as regras e tenta se encaixar em todos os padrões. Minha alma sempre foi diferente: e pra reconhecê-la, só sendo diferente também."

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“Sou bicho arredio, desconfiada por natureza. Mas se confio, é de graça, pelo olho no olho, pela fala que afaga, pelos gestos delicados e pelo cheirinho de alma lavada que só gente com flores na alma é que tem.”

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“Aprendi me olhando no espelho, que aparências enganam.
Aprendi ouvindo minha própria voz, que palavras passam.
Aprendi observando o mundo, que pontos de vista mudam seus pontos.
Aprendi com cartões que escrevi, que este tipo de registro não significa permanência ou estabilidade.
Aprendi com meus olhos, que o olhar é mesmo o espelho da alma, mas a alma nem sempre reflete sentimentos que nos orgulham.
Aprendi com meu coração, que o amor não é algo que se consiga controlar, por isso mesmo, não posso exigir o amor de ninguém.
Aprendi com meus pés cansados, que caminhos errados podem nos levar a destinos agradáveis, e se não forem, ainda assim nos trarão alguma lição, porque às vezes, o que realmente importa é sair do lugar para que nossa história possa de fato continuar.”

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E se o tempo que era indeciso se esgotar
nas pegadas surpreendentes do destino,
prometo a mim nesse ou noutro lugar,
que os caminhos não ficarão marcados com migalhas de pão.
Tudo que vi, ouvi e vivi,
jamais precisará ser gravado em papel,
tampouco documentado.
Historiadora, mas não de minha própria existência...
não agora.
Não quero narrar minha vida,
minha alma,
meus pontos de vista.
Só quero sentir a cada dia o novo,
que não se repete ciclicamente,
mas que me remete passado e presente,
porém não me permite avançar visão ao futuro.
E ainda que permitisse,
não o escolheria ver,
ou prever.
Escolhi viver,
e o que tiver de vir,
que venha.
De preferência sem demora,
mas se demorar,
terá a espera não ter sido vã,
pois não esperarei,
no mais,
viverei.

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E quantas vezes ela observara a lua pela janela, se modificando radiante a cada novo ciclo. Incontáveis vezes, ela olhara para o sol que brilhava no azul do céu, e aquelas nuvens de algodão a convidavam a acalentar sua alma. Era só uma menina, cujo olhar não enxergava sol, lua, céu. Era uma alma, que procurava seu caminho, pois sabia que além daquele horizonte, poderia sonhar seus sonhos, parear com suas quimeras e encontrar-se na luz mágica e quase imperceptível, capaz de mover todo o universo.

“Bonito mesmo é encontrar-se dentro de um abraço. Um abraço acolhedor e tranqüilo, capaz de desarmar orgulhos e medos. Perder-se no caminho do abraço, e achar-se por entre ele. Dar de cara com sua respiração forte, quente, viva. Bonito é essa coisa de querer sair correndo pelas ruas do mundo, com uma vontade arrebatadora de sentir-se achado na vontade de encontrar por algumas frações de tempo, o sentimento de querer estar num lugar que tem um quê de humano, alguma coisa de magia e uma essência toda perfumada, de divino.”

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“Porque às vezes só preciso de um café forte, papel e caneta e toda a minha solidão, para fazer mover dentro de mim os meus anseios, os meus gritos, os meus risos e toda a minha humana complexidade.”

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“Era preciso vencer seus medos. Certo dia, marcado clandestinamente para acontecer, viu-se por entre os carros, por entre os prédios, por entre a vida. Não havia mais tempo para desistir. Tudo acontecera tão rapidamente, que sem planejamento e totalmente desarmada, teve que concordar com as rédeas do destino. Em fim era chegada hora de percorrer aqueles caminhos. De malas prontas e emoções à flor da pele, seguia para a viagem mais importante da sua vida: rumo ao seu próprio ser.”

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“Tem dias em que a minha alma acorda repleta de harmonia, pura, leve com perfume de primavera. Há momentos em que a razão grita com a minha alma, pedindo respostas, estipulando prazos, acusando-a dos dissabores do caminho. Nesses momentos, eu costumo ficar em silêncio, escutando o turbilhão que se passa dentro de mim... nesses momentos peço ao universo, que este silêncio seja logo ocupado por um barulho suave, de coração batendo e respiração se aproximando. São nesses momentos que de forma ou de outra, sinto um afago divino na alma, capaz de findar toda a minha tempestade.”

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Aprendi que nunca começamos nada do zero, porque nossa vida está em constante construção.

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