Era
"Queria ouvir muito, era de poucas palavras, pouca cultura,mas muita sabedoria,seu olhar era como um grito no silêncio,pai."
A graça era tanta que esperou pra compartilhar, isso é a base do falar na hora de se retratar, já que a face ninguém sabe instalar, o que sua voz deixou de regular.
O problema do autoconhecimento era certeiro sem as chegadas bases, pra não esquecer o que ninguém guarda, revelou-se em almofadas lógicas de seu brilhante cóccix.
Nem sei se era monopólio, adivinho ou purgatório, só sei que se for nada, ajuste o tempo sinal é calha.
Era fim da folia, o carnaval tinha acabado mais rápido que começara e as pessoas ainda vibravam loucas sobre efeito da necessidade de voltar no tempo.
Eu já havia aceitado o fim dessa época maravilhosa, mas meus amigos não. Ainda insistiam em sair pelas ruas bêbados e indecentes. E eu acabei por acompanha-los em mais um episódio. Fomos à Lapa como já era de costume, um lugar livre, onde acha-se tudo que precisa mesmo que você não precise de nada. Diferente do que se esperava, acabamos por decidir ir numa festa que nunca havíamos ido, um lugar aparentemente singelo que nunca despertará curiosidade até então...
Ao entrar, não nos surpreendemos muito, o lugar era pequeno como parecia por fora, não havia espaço para dançar, apenas olhávamos imóveis as belas mulheres que ali estavam. No começo aquilo tudo era interessante e estranho..Eu vivia uma condição de espectador mesmo estando dentro de campo. Com o tempo fui me perguntando o que de fato estava fazendo naquele cubículo sem poder deixar que as pessoas me conhecessem, eu era invisível naquele momento ao lado de meros ouvidos atentos a música.
De repente o resultado da minha humilde paciência foi começando a aparecer. Aquele lugarzinho começa a se esvaziar e comecei a enxergar as maravilhas que ali escondido estavam. Começamos a dançar e sorrir bêbados e felizes, eu e meus amigos. As pessoas riam de nós com um ar de admiração que já estávamos acostumados. E no meio daquele novo momento, ela apareceu...
Era ilegível e incerto, quem será ela.. Eu tinha o hábito de ler as pessoas, imaginar um perfil, esteriótipos, facilitava-me muito, pois sempre acertava.. Mas com ela era diferente, parecia tudo e nada ao mesmo tempo. Era algo longe e inalcançável, questionei-me sozinho. Ela se aproximou com um sorriso tão familiar que a dediquei um respeito involuntário. E na sua primeira chance, me fez perdido num mundo desconhecido, falava uma linguagem rapidamente estranha em que já ouvia falar em vida, mas entendia menos a cada palavra. Era uma Argentina de Rosário Central, que Fez o Carnaval brasileiro continuar pra mim e meus amigos, em um universo bem particular..
O resto da história contarei depois, pois está é uma parte que precisa ser relatada em um livro separado e proibido.
Um amor pra sentir e não pra ser
Ele era a melodia preferida dela e ela, a dele.
Se tocavam mesmo sem toque.
Duas almas entrelaçadas no mesmo ritmo.
Um a poesia, o outro, o poeta. Que juntos na mesma linha andavam em sintonia.
Ninguém conseguia explicar tamanha sintonia, ora essa! Nem precisa!
Mapeando cada linha
iam lendo um ao outro, assim como o sol e a lua!
Que a cada pôr do sol, se devoram com o olhar, se perdem no sorriso um do outro, mas enquanto um vai o outro fica.
"Um amor pra sentir e não pra ser."
#Autora #Andrea_Domingues ©
Direitos autorais reservados 19/09/2018 às 20:20
Era uma vez, uma pessoa que vivia no presente, se alegrando do passado, e vivia no momento reclando do presente, e foi vivendo assim que passou a vida inteira com presente sem graça e ainda dizia que tudo era melhor no passado, conclusão não viveu o presente nem o passado e muito menos se preparou para um futuro melhor.
As proteções disfarçadas era de ocasiões desgovernadas e na simplicidade a grandeza de vossas falas.
Reagia a tudo o que era elucidado, pronunciado, feito e executado, de repente começaram a me acusar de usar o silêncio a favor de coisas que eram necessárias no meu ponto de vista. Tentei responder a algumas pessoas que me rotularam de ter desistido, de se situar a parte de tudo o que tinha dado a grande contribuição. Não, não é preconceito sobre os políticos e os fazedores das coisas boas e más. Eu passei a observar, olhar mais, sentir de boca fechada eu aprendi a duvidar do próprio do homem sobretudo aqueles que o mínimo de poder passa a corrompe-lo.
A melhor parte da noite dele, era quando a deixava em casa, dava aquele abraço rápido, porém que significa muito, e ele sentia com o dever cumprido, ela estava segura, e nos braços dela, ele recarregava as energias, e criava força para mais um dia de luta.
Ele era filho único, e nunca teve uma irmã, até que uma garota do coração bom entrou na vida dele, e pra ele ela era irmã que ele nunca teve, mais o que prova que eles não são? Quem sabe eles já era irmãos em outra vida, e apenas se reencontraram, és a questão, irmãos não precisa ser de sangue, mais de consideração, sabe-se quando reencontra um irmão da encarnação passada, quando você daria órgãos, sangue e até á vida por ela.
Sem roubos e, sim, serviços, era das faltas do que fazer e, ou, esperança, dos dias, aguardando o hoje que já podes ser.
