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Era

Cerca de 25316 frases e pensamentos: Era

Nunca Esteve Lá


Queria que fosse apenas um sonho,
pra eu acordar e ver
que nada daquilo era real.
No sonho, a gente era feliz.
Saía junto, fazia planos,
vivia pequenas eternidades.
Éramos um casal perfeito,
só eu e você contra o mundo inteiro.
Mas nesse sonho,
você partiu soltando minhas mãos,
entrando num paradoxo
e simplesmente sumindo.
Acordei desesperado
por ter perdido o grande amor da minha vida.
E quando olhei pro lado,
você nunca esteve lá.
Fiquei sentado na cama, pensando
se foi apenas um sonho
ou uma visão de que
nosso amor nunca iria pra frente.

Na infância, teu nome era refúgio
e o amor morava nos gestos simples.
Eu te amava sem promessas,
como quem ama sem medo do fim.




As memórias ficaram espalhadas em mim,
no cheiro do tempo, nas músicas antigas.
Teu riso ainda atravessa meus dias,
mesmo quando a saudade insiste em doer.




Nesta última carta, confesso o que calei:
que nunca parti por falta de amor.
Parti porque amar também cansa,
quando só um coração insiste.




Infelizmente, o tempo não volta
e nós viramos lembrança.
Mas se um dia pensar em mim,
saiba: eu te amei inteiro, até o fim.

Você foi a flecha,
eu nem sabia que era alvo,
mas quando teu amor veio,
meu coração já estava marcado.


Não foi acaso nem impulso,
foi mira firme, foi intenção,
me atravessou com cuidado
sem destruir meu coração.


Teu olhar fez a promessa
antes mesmo da palavra sair:
“não vim pra ferir teus medos,
vim pra ficar aqui”.


E desde então carrego em mim
essa marca que não se apaga,
não sangra dor, sangra amor,
é ferida que nunca se fecha.


Se eu sou o alvo, eu aceito,
se você é a flecha, eu confio.
Que a promessa seja eterna
no ponto exato onde você me atingiu.

Antes do olhar ( era você )


Quero sonhar com você quando eu dormir, porque acordado o coração já não se contém.
Acho que já te conheci antes,
quando te encontrei num lugar
de onde não se esquece um olhar.
Teu rosto me era familiar,
e minha alma nunca duvidou
que era você.


Você tem ideia do efeito que causa em mim?
É como se o silêncio dissesse teu nome, como se cada detalhe teu
desarmasse minhas defesas
sem pedir permissão.


Você chega sem pressa
e fica sem prometer,
mas muda tudo.
E eu, que nem planejava amar,
me vejo esperando você
até nos meus sonhos.

Eu sigo vivendo


Todo mundo diz que já passou,
Que esse amor não era pra ser.
Mas eu ainda acordo pensando em você,
Tentando entender onde foi que eu errei.


Me pedem pra superar, mas não sabem como dói,
Tem ferida aberta que o tempo não fecha.
Eu sigo vivendo, mas você ainda é nós,
Superar você tá mais difícil do que parece.


Não foi falta de vontade, nem falta de tentar,
Foi excesso de sentimento sem lugar pra ficar.
Ficou saudade demais pra pouco final,
E um amor inteiro sem poder amar.


Me pedem pra superar, mas meu peito não vai,
Tem lembrança que insiste em ficar.
Eu tô indo, eu sei…
mas dói demais,
Porque superar você não é só deixar passar.

Percebi que era você quando o mundo ficava em segundo plano
e a minha vontade era só ouvir tua voz,
mesmo no meio do caos,
mesmo sem assunto.


Percebi que era você quando o meu peito aprendeu teu ritmo,
quando meu corpo reconhecia tua ausência
antes mesmo de eu admitir,
e o silêncio passou a ter teu nome.


Percebi que era você quando baixei as defesas,
quando te entreguei meus medos sem ensaio,
quando confiei minhas partes quebradas
sem medo de você ir embora.


E entendi que era amor quando não precisei provar nada,
quando cuidar virou natural,
quando te escolher todos os dias
pareceu a coisa mais simples do mundo.

Já doeu amar quem não soube ficar,
Já doeu entregar o que era inteiro.

Atalho vs Caminho


Te encontrei no atalho,
rápido como um olhar que promete abrigo,
era fácil te querer sem pensar no depois,
como quem foge da chuva
sem perguntar se a casa tem teto.


Mas o amor, descobri, mora no caminho,
onde o passo cansa, o tempo ensina
e cada pedra vira história compartilhada.
Ali, a gente se escolhe
mesmo quando dói continuar.


Hoje sei: o atalho seduz,
mas é no caminho que o amor cria raízes,
não pela pressa de chegar,
e sim pela coragem
de seguir junto até o fim.

Dizem que mito nasce do medo,
mas o meu nasceu da esperança:
era mais fácil crer em nós
como lenda eterna
do que aceitar a carne frágil
dos dias que passam.

⁠Ainda guardo teu nome nas dobras do tempo,
como quem esconde uma carta nunca enviada.
Era um amor simples, quase tímido,
mas grande o bastante para caber em mim inteiro.

Eu demorei para entender que o que eu sentia não era mentira… mas também não era exatamente o que eu pensava que fosse. As conversas existiram, sim. Em algum lugar distante no tempo, em alguma versão de nós que um dia foi real, elas aconteceram. Não eram invenção da minha cabeça. Mas o que eu fiz com elas depois… ah, isso já foi outra história.


Eu peguei lembranças vivas e transformei em abrigo. Fiquei ali dentro, revivendo cada palavra como se ainda tivesse calor, como se ainda tivesse presença. E, por muito tempo, eu confundi memória com continuidade. Como se só porque algo foi bonito um dia, ainda tivesse o direito de existir no agora.


E é aí que mora o engano mais silencioso de todos.


Porque não é sobre ter sido real ou não. Foi real. Foi sentido. Foi vivido. Mas não é mais. E aceitar isso exige uma maturidade emocional que a gente evita, porque, no fundo, dói menos continuar visitando o passado do que encarar o presente sem ele.


Eu chorava não porque era fraca, mas porque eu ainda estava conectada a algo que já não me pertencia. Eu alimentava aquilo como quem tenta manter acesa uma chama que já virou brasa. E, de certa forma, eu conseguia… mas só dentro de mim.


Até que chegou um momento em que eu percebi que lembrar não era o problema. O problema era me prender.


Foi quando eu resolvi escrever. Não para recriar nada, não para reviver… mas para encerrar. Eu coloquei para fora tudo o que ainda ecoava aqui dentro, tudo o que ainda me atravessava. E quando eu terminei, não foi mágico, não foi instantâneo… mas foi definitivo.


Porque eu entendi que aquilo que existiu não precisa continuar doendo para continuar sendo válido.


Ele também sentiu, também reconheceu, também olhou para trás com aquele mesmo “e se…”. Mas a vida não se constrói com “e se”. A vida exige presença, escolha, responsabilidade com o agora. E nós dois, de alguma forma, escolhemos respeitar isso.


Não houve drama, não houve volta, não houve recaída. Houve silêncio. E, dessa vez, um silêncio que não machucava… um silêncio que curava.


Hoje, quando eu penso, já não pesa. Não porque eu esqueci, mas porque eu parei de carregar. Eu não apaguei a história… eu só devolvi ela para o lugar dela: o passado.


E isso me ensinou uma coisa que eu carrego comigo todos os dias… nem tudo que foi bonito precisa continuar. Às vezes, a maior prova de amor, inclusive, é deixar ir.


Eu sigo. Leve. Inteira. Sem precisar negar o que vivi, mas sem permitir que isso defina o que eu sou hoje.


Se você ainda está aí, segurando algo que já foi… talvez o que você precise não é esquecer. É só aceitar que existiu, honrar o que foi… e ter coragem de continuar sem.


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⁠A peça
mais ignorada da
era moderna:
a Liberdade de Pensar Por Conta Própria.


Na vitrine da era moderna, a peça mais ignorada não é rara nem cara: é a liberdade de pensar por conta própria.


Ela não falta — é caprichosamente deixada de lado.


Troca-se o esforço do pensamento pelo conforto da opinião pronta, o risco da reflexão pelo abrigo das certezas emprestadas.


Pensar dói, cansa e nos expõe.


Concordar, não.


Vivemos tempos em que repetir é mais seguro do que questionar, e discordar já até virou afronta.


A liberdade de pensar exige silêncio, tempo e coragem — três luxos considerados improdutivos numa época que recompensa barulho, velocidade e alinhamento.


Quem pensa por conta própria, normalmente desagrada.


Não serve bem a rótulos, não marcha em fila, não ecoa slogans.


Por isso, essa liberdade é tão evitada: ela nos cobra muita responsabilidade.


Obriga-nos a sustentar ideias sem muletas, a errar sem terceirizar culpas e a rever posições sem chamar isso de fraqueza.


Talvez o maior sinal de maturidade não seja ter opinião sobre tudo, mas saber quando ela realmente nasceu de dentro — e não do medo de não pertencermos à manada.


Na era dos excessos de informações e das verdades fabricadas, pensar por conta própria virou um ato de resistência extremamente silenciosa.


E, ironicamente, um dos poucos espaços onde ainda é possível ser realmente livre.

⁠Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.


Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.


Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.


Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.


Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…


Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.


É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.


E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.


O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.


Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.


Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.


Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.


Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.

⁠Fui jogado em um canteiro qualquer,não perceberam que eu era semente,brotei e floresci.

⁠As coisas mudam na velocidade de uma flecha,
você fecha os olhos,
e o que era,
deixou de ser.

“Amar em Silêncio”


Eu te amei nos dias
em que não havia cor,
Quando o mundo era
cinza e eu também.
Te abracei com pedaços
de mimque ainda respiravam,
Mesmo sabendo que já não era inteiro ninguém.


O teu sorriso era luz
em quarto fechado,
Mas eu tinha medo de acender.
Porque quem vive na sombra por tanto tempo
Esquece que também pode viver.


Te quis mesmo quando
o peito doía em segredo,
Quando amar parecia um
erro bonito demais.
Eu me perdi tentando
te encontrar inteiro,
E no fim… não me achei mais.


Mas ainda te amo
— e isso é o que me assusta,
Porque até na dor você ficou.
E se amar é isso… um tipo de ausência que permanece,
Então talvez eu nunca tenha te deixado… nem quando acabou.

Antes de ser sequestrado pela Medonha Polarização, o cabo de guerra era só uma das inúmeras e ingênuas brincadeiras de crianças dos bons e velhos tempos.

Há 18 anos eu já tinha fé, mas descobri — às duras penas — que ainda não era fiel o suficiente para não lamentar a “volta para casa do Pai” do meu pai.

Na era do striptease,
Muita máscara e pouca roupa,
Corpos à mostra, caracteres escondidos.

Dizia que era amor,
Mas tinha uma taxa de paz a ser paga.
Prefiro não expor tá?