Era

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"Seja como o diamante: aceite a pressão do agora, pois é ela que transforma o que era comum em algo raro, brilhante e indestrutível."


SerLúcia Reflexões

Sua intuição não estava louca, seu coração é que era bondoso demais para acreditar que alguém seria capaz de tanta frieza. Levante-se: sua lealdade é o seu maior troféu.O que o outro fez diz respeito ao caráter dele, não ao seu valor. Não deixe a sujeira de ninguém manchar a sua luz.


SerLucia Reflexoes






​Dói perceber que a segurança que você sentia era baseada em uma fachada que o outro mantinha apenas para não ter que lidar com o desconforto da verdade.


SerLucia Reflexoes

⁠A gente era feliz e sabia, só não sabia que era a última vez. 🥺🧸"

O Sócrates quase nada sabia, por isso era desperto.

A melhor parte de mim nasceu do que eu observei quando era criança, depois me encheram de palavras e eu me transformei num robô.

Quando eu era criança, eu degustava a água, agora vou engolindo para matar a sede. Comer sem prestar a atenção no alimento é não se alimentar. Viver sem sentir o gosto da vida, não é viver.

Cego


Deus chegou a um ponto em que percebeu que era Deus. Acordou-se de fazer tudo automaticamente, de criar mundos sem saber. No fundo, nunca admitiu ser estúpido, pois acreditava que era onipotente, onisciente, não um idiota. Nem o universo triste e sem sentido que inventou o convencia da sua fraqueza. Gostava da sua onipotência e fingia acreditar que era um pequenino. O mundo era um teatro que criava sonhando e não era responsável pela maldade e pela dor. Imerso no seu poder imenso, era presa desse mesmo poder. Bêbado de vaidade, o seu medo era o medo de realizar as suas aspirações, medo do terror que desejava. Então se manteve inconsciente, anulando a racionalidade, até que chegou o momento em que teve de admitir as suas limitações e perguntar o que, acordado, faria em seguida. Deus sabia que esta história não poderia ser apreciada por ninguém mais, fora ele próprio. Não havia quem lhe dissesse o que era certo e o que era errado, ou o caminho a seguir. Era a própria imagem da solidão. Quando descia ao mundo dos homens e abandonava o seu mundo das ideias, ficava confuso porque o mundo inferior o adoecia com o nada. Grande era o medo da concussão que viria pelo desejo de abandono, pelo desejo da morte. Na verdade, era a preguiça de tudo recriar, como das outras vezes, e também pelo apego aos seres, que não sabia reconstruir fielmente: Ah, nunca seriam como antes! Ele gostaria de falar e chorar, mas as criaturas nunca poderiam entendê-lo, jamais conseguiriam se colocar na sua posição. Assim, era o responsável por se fazer apreciado. Tudo o que inventava, ele achava aquém de si próprio, justamente porque era o máximo. Ao se ver, podia perceber as suas falhas: o tempo, o movimento, a repetição, a vontade, que o impulsionavam para o abismo, pois, embora não houvesse o futuro, ele não tinha completa consciência da ordem de tudo.

Pobre figura


Deus era um guri que vivia aqui em Porto Alegre. Era franzino e bobo e não imaginava o que era. Criar o universo era a sua diversão, mas não tinha ideia da profundidade e das consequências do seu ato. À medida em que o tempo passava, as coisas que criou foram se voltando contra ele mesmo. A inércia fazia com que os pensamentos malignos se acumulassem, e o mundo virou um inferno, graças à sua tendência negativa. Assim, sofreu por incontáveis eras, prisioneiro da realidade que criara. Quando ele percebeu que o mundo era apenas um reflexo dele mesmo, se viu na maior solidão que poderia haver. No entanto, como tinha criado o mundo por diversão, ele viu que era bom. Foi um empreendimento e tanto, as ideias presentes nas mais variadas formas, a repetição para que não se esquecesse da sua condição, impedindo que mergulhasse na ignorância do esquecimento, o passado construindo o presente, sempre atrasado, mas antevendo o futuro. Pobre Deus, uma criatura insignificante e perdida que já se achou o todo-poderoso.

Era só uma dor de barriga, mas acreditou que era câncer. E morreu.

A era da criação desenfreada deu lugar à era do refinamento consciente; o desafio atual não é mais produzir o novo, mas elevar a essência do que já existe à sua máxima evolução.

“O nome que tiraram da mulher era mais do que sobrenome; era tentativa de apagar sua autoria sobre si mesma.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A mulher foi ensinada a obedecer antes de ser autorizada a perguntar quem realmente era.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Não era abandono; muitas vezes, era amor desesperado procurando para o filho uma chance que a mãe nunca teve.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.

"Não tente ser perfeito. Apenas tente ser uma versão melhor de si mesmo do que você era ontem."
– Hwang Hyunjin

Quando tudo era tristeza,
eu era alegria,
na longa noite,
eu era o seu dia,
mesmo me causando dor,
eu era o seu amor!

⁠De tanto ouvir sem interpretar, quase virei tamanduá. Vovó falava que formiga era boa pras vistas.

⁠A peça
mais ignorada da
era moderna:
a Liberdade de Pensar Por Conta Própria.


Na vitrine da era moderna, a peça mais ignorada não é rara nem cara: é a liberdade de pensar por conta própria.


Ela não falta — é caprichosamente deixada de lado.


Troca-se o esforço do pensamento pelo conforto da opinião pronta, o risco da reflexão pelo abrigo das certezas emprestadas.


Pensar dói, cansa e nos expõe.


Concordar, não.


Vivemos tempos em que repetir é mais seguro do que questionar, e discordar já até virou afronta.


A liberdade de pensar exige silêncio, tempo e coragem — três luxos considerados improdutivos numa época que recompensa barulho, velocidade e alinhamento.


Quem pensa por conta própria, normalmente desagrada.


Não serve bem a rótulos, não marcha em fila, não ecoa slogans.


Por isso, essa liberdade é tão evitada: ela nos cobra muita responsabilidade.


Obriga-nos a sustentar ideias sem muletas, a errar sem terceirizar culpas e a rever posições sem chamar isso de fraqueza.


Talvez o maior sinal de maturidade não seja ter opinião sobre tudo, mas saber quando ela realmente nasceu de dentro — e não do medo de não pertencermos à manada.


Na era dos excessos de informações e das verdades fabricadas, pensar por conta própria virou um ato de resistência extremamente silenciosa.


E, ironicamente, um dos poucos espaços onde ainda é possível ser realmente livre.

⁠Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.


Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.


Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.


Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.


Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…


Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.


É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.


E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.


O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.


Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.


Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.


Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.


Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.

Há 18 anos eu já tinha fé, mas descobri — às duras penas — que ainda não era fiel o suficiente para não lamentar a “volta para casa do Pai” do meu pai.