Era
-Ele caiu, acontece com as pessoas.
-Era fraco! Foi isso.
-Viva um pouco mais e verá que, até os mais fortes caem...
"Ela era o ar da primavera,
por onde passava, refrescava a alma.
Mas, como o vento, ela foi brisa leve,
e, no céu do outono, a brisa argélida,
que traz o frio, o inverno e a impermanência,
passou e foi embora.
Deixou saudades:
saudade do que foi
e do que poderia ter sido.
Mas ela era o vento,
que assoprou em minha direção.
Apesar do pouco tempo,
passa-se igual a um furacão,
deixando marcas, sonhos e imaginação.
Foste tão rápido,
tão rápido como a eternidade.
E assim foi:
foi a amizade que não cabia no amor.
Todavia, deixaste um ponto final
em nossa história.
Queria que fosse eterno,
como a amizade,
mas o destino quis que fosse assim,
tão breve, tão passageiro...
Nossa história:
um poema sem final,
que levo comigo,
em cada verso,
em cada memória,
em cada batida do meu coração."
Mamãe era uma dessas mães que vivia repetindo esses ditos populares:
"Quem nunca comeu melado quando come se lambuza!"
..escutei muitas vezes.
Como qualquer criança curiosa, fiz a pergunta sobre o tal ditado popular:
- Mamãe, por que você fala isso?!
-Ela me respondeu:
"Filha, essa expressão quer dizer que, quem nunca teve uma boa oportunidade (ou alguma coisa boa), quando a consegue, acaba não aproveitando da melhor maneira possível".
Eu me sentia indisposta, mas não era de rejeitar serviços.
Atendimento agendado para o sábado, tínhamos que viajar, a professora e no momento minha cliente, tinha casa em outra cidade.
No caminho todas as conversas possíveis, eu sempre atenta a ouvir e aprender, e blá-blá-blá...
Lá pelas tantas... Silêncio absoluto! (e sequer um "aham"... eu dizia)
A professora fez uma pergunta:
– Jô, você está direitinha?
– Não professora! – proferi quase em agonia. – Estou mal, tenho calafrios.
– O que posso fazer para ajuda-lá?
A viagem ainda era longa...
Dos dois lados da estrada canavais, lá ao longe se avistava uma casa... dois agricultores do lado de fora...
A professora desceu do carro...
Perguntou se a dona da casa estava.
Um resmungo e um aceno de cabeça afirmavam que sim...
Da porta da frente se avistava o quintal, vindo em nossa direção aquela senhora simpática... nos acolheu.
Uma curta cortina servia de porta, no lugar do chuveiro um pote com água e uma cuia.
Era ali que eu tinha que me aliviar do mal estar.
Muita agradecida pelo gesto de carinho...
E nossa viagem prosseguiu serena até o destino previsto.
(Contos que conto)
O legado
Aurélio era o mais velho dos irmãos, tornou-se arrimo de família.
Aos 16 anos trabalhava como ajudante numa oficina mecânica de máquinas agrárias.
Morava com sua avó paterna...e uma tia.
Seu pai era agricultor e morrerá ainda jovem.
Sua mãe já viúva... morava com os seus outros filhos.
Aurélio herdara do avó uma caixa de ferramentas de carpintaria e muito habilidoso fazia consertos em portas e janelas. Passou a fabricar mesas, tamboretes e bancos de igreja.
De ajudante a "Mestre" e, assim o chamavam...
Aos 27 anos viajou para São Paulo e realizou o Curso de Mecânica Agrícola Manutenção de Tratores e Colheitadeiras, tornou-se funcionário público.
Casou-se, teve filhos, os dois primeiros também se tornaram mecânicos.
O Mestre, além de muito capacitado era solícito e não media esforços para ajudar as pessoas, foi sempre indicado por realizar um serviço de excelência.
Repleto de verbos e lembranças, contava sempre suas histórias.. fazendo referências a diversas situações... umas engraçadas, outras nem tanto!
Aurélio...levantava todas as manhãs ...muito cedo e mesmo aposentado era sua rotina. No galpão construído por ele, no quintal de sua casa, expunha suas ferramentas...como uma coleção.
Pontualidade era uma de suas maiores qualidades, seus dias eram resumidos....entre o trabalho e a família. As vezes brincalhão outras vezes muito bravo..
Mesmo doente, Aurélio não perdeu sua vitalidade, seu senso crítico e sua imensa vontade ajudar. Fez muitas doações e, uma de suas últimas para o hospital onde fazia seu tratamento..
Era hora de parar... Aurélio sabia que, como uma máquina, tudo tinha seu tempo.
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
Quintina nunca chamou Benvinda de tia.
A diferença de idade entre elas era de apenas cinco anos, mas isso não as impedia de ter uma conexão especial. Benvinda era a caçula de seis filhos, e Valência, sua irmã mais velha, era mãe de Quintina. Quintina adorava ouvir as histórias que a tia contava, sempre repletas de aventuras e ensinamentos.
A cada visita, elas se divertiam juntas, criando memórias que ficariam para sempre em seus corações.
Quintina admirava Benvinda pelos ditos populares, sabedoria e paciência. Sentia-se confortável em compartilhar seus segredos e sonhos com a tia, que sempre a ouvia atentamente, sem julgamentos. À medida que o tempo passava, Benvinda se tornava não apenas uma mentora para Quintina, mas também sua confidente e amiga. Elas compartilhavam risadas, conselhos e momentos especiais que fortaleciam ainda mais o vínculo que as unia. Contavam uma com a outra em todas as situações.
E assim, Benvinda e Quintina seguiram cada qual com sua jornada, aproveitando cada momento precioso e construindo laços inquebráveis que perdurariam para sempre. Em certo momento, Quintina casou-se e teve como dama de honra sua prima Betina, filha de Benvinda.
E o tempo passou...
Chegou a hora de descer do trem, o trem da vida... Assim como Benvinda outrora desceu do trem, Quintina também chegou em sua última estação...
Seraphina era apaixonada por mapas, culturas e lugares distantes.
Desde pequena, gostava de geografia.
Seraphina dedicada estudante, sempre buscava aprender sobre as maravilhas do nosso planeta. Seus olhos ficavam brilhantes ao falar sobre paisagens e climas que existiam pelo mundo.
Seraphina foi cursar a faculdade em uma cidade vizinha ao seu estado, arrastando também, sua irmã Sephora,.
Seraphina formou-se professora, graduada em geografia. Casou-se e teve Celeste, sua única filha, hoje motivo de orgulho.
Com o passar dos anos, Seraphina se tornou uma respeitada professora, por seu comprometimento com a educação. Seus alunos não apenas aprendiam sobre mapas e coordenadas, mas também descobriam o valor de respeitar e cuidar do nosso planeta.
Sephora, também graduou-se, mas não optou ser docente. Preferiu
continuar em seu trabalho, secretariando uma instituição de ensino, ora então graduada, alçou uma melhor posição. Sephora casou-se, tornou-se mãe de Cândido e Romeu, mas esta é outra história...
E assim, Seraphina vem deixando ensinamentos por aí!
Os primeiros ensaios do que hoje é conhecido como calvinismo já era combatido pelos pais da igreja.
"...é preciso chamar atenção desses heterodoxos para esta passagem, eles buscam textos no antigo testamento para mostrar apenas maldade no Criador, vontade de retribuir o mal com o mal, apenas para dizer que não há bondade nAquele que tudo cria". Orígenes, Tratados e Princípios.
A religião de Calvino era o demonismo. Se alguma vez o homem adorou um deus falso, ele o fez. O que estar descrito em seus cinco pontos é ... um demônio de espírito maligno. Seria mais perdoável não acreditar em deus nenhum, do que blasfemar ele pelos atributo atrozes de Calvino. Thomas Jefferson em sua carta a John Adams de 1823.
Ensinar o povo de Israel a ser santo e obediente era mais complexo do que libertá-lo do Egito! Ainda é assim nos dias de hoje.
Quem era o Evangelista nos Dias de Jesus
Poucos sabem, mas a palavra Evangelho foi uma palavra inicialmente usada pelo império Romano. O evangelista do império Romano era um homem que tinha a função de trazer as noticias das guerras. Tudo que era importante, o evangelista Romano saia correndo até a cidade dando as noticias do que estava acontecendo nas guerras. Era ele quem informava em que pé estava à guerra, quem estava ganhando, quem estava perdendo, e como à batalha estava se desenrolando.
Algumas guerras duravam anos, pois aconteciam em locais remotos, e por isso, quando as guerras terminavam, esse evangelista Romano vinha na frente do exercito, que demorava meses ou até anos para retornar para casa. Esse evangelista vinha na frente do exercito, e quando chegava em Roma anunciava: “eu tenho boas noticias para todos, vencemos a guerra”.
Outro fato interessante era que quando um general ambicionava o cargo de imperador, guerras eram travadas pela disputa do trono; e quando uma das partes vencia, a parte vencedora enviava esse evangelista até o lado derrotado e ele dava a noticia: “arrependam-se, passem para o lado vencedor, pois em alguns meses o novo imperador vai chegar”.
Então agora, fica mais claro entender Jesus pregando: “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4.17). O que Jesus estava dizendo era: “Eu venci a morte, o pecado e o diabo; Se arrependam, pois é só uma questão de tempo para que Eu volte novamente e estabeleça Meu Reino definitivamente (Ap 1.4-7).
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Superman e o Cristianismo
Muitos não sabem, mais o personagem Clark Kent (Superman) era Metodista. Criado em 1938 por uma dupla de quadrinistas; Jerry Siegel e Joe Shuster, ambos judeus, que inseriram referências bíblicas na estória de origem do personagem. Clark Kent cresceu em uma família Metodista em Smallville, Kansas, estado norte-americano, onde a religião da maioria local e Metodista.
Clark Kent, em sua juventude, frequentava os cultos em todos os domingos regularmente com sua mãe, conforme estabelecido em uma edição lançada em 2007. Após a morte de seu pai adotivo (No filme O Homem de Aço 2013), procurou os conselhos de seu pastor, hábito que continuou durante a sua vida adulta. Nesse filme, Superman é visto entrando em uma igreja durante um dos momentos mais difíceis da sua vida refletindo sobre decisões importantes que deveria tomar, ao fundo há um vitral que representa Jesus no Jardim de Getsêmani, local em que o Filho de Deus toma a decisão mais importante para a história humana, isto é, escolheu o seu próprio sacrifício a fim de salvar a humanidade pecadora.
A imagem do Superman agrega muitos valores ensinados pelo Evangelho de Cristo tais como: Fidelidade, verdade, bondade, empatia, amor aos mais fracos, justiça, temperança, etc. A desconstrução que está ocorrendo há anos pelo marxismo cultural do personagem, expõe o ódio desses grupos a Jesus e ao cristianismo (Misocristia), eles não vão poupar nem as HQs da aculturação marxista.
A relação entre Jesus Cristo e Superman não é uma teoria da conspiração. Existe desde a criação do personagem. Mas está maliciosamente desaparecendo nas últimas décadas por militantes do marxismo cultural. (leia a entrevista de Zack Snyder, em 2013, durante o lançamento de O Homem de Aço). Nessa entrevista o diretor afirma que as origens do personagem possuem claras alusões ao Primeiro e Segundo Testamento.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia (João 15.19).
Amados, sejam fortes e corajosos, não se intimidem com o cancelamento do mundo! Não tenham vergonha de defender a fé diante dessa sociedade corrompida. Lembrem-se das palavras do Nosso Senhor: "Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós... (João 15.20).
A igreja primitiva era marcada com a simplicidade, amor, santidade e a manifestação de Deus entre eles, hoje a igreja é marcada pela vaidade, politicagens, escândalos e frieza espiritual dentro dela.
A Era dos Isentões
“Não julgueis” é o mantra dos isentões gospels (mornos de Ap 3.16) do nosso tempo. Muita gente e lideranças da igreja foram doutrinadas pelo liberalismo teológico e pela agenda progressista, que colocou uma focinheira chamada politicamente correto neles. E essa focinheira tem o objetivo de calar a todos, para não se manifestarem contra a agenda obscura praticada por essa gente. Mas a eclesiologia ensina a esses isentões modernos, como os primeiros cristãos agiam e enfrentavam a essas agendas maléficas; e não foi com o mantra do “não julgueis”.
Cristãos dos séculos I-III defenderam a fé:
Contra os judaizantes
Contra os ebionitas
Contra os montanistas
Contra os docetistas
Contra os gnósticos (atuais calvinistas).
Cristãos dos séculos IV-V defenderam a fé:
Contra os arianos
Contra o pelagianismo
Contra os maniqueus (atuais calvinistas)
Cristãos escolásticos séculos XII-XIII defenderam a fé:
Contra os averróis
Contra o avicenismo
Contra Algazel
Cristãos pré-reformadores e reformadores séculos XV-XVI defenderam a fé:
Contra a inquisição
Contra os dogmas da igreja
Contra o poder papal
Cristãos contemporâneos (isentões, mornos)
Quem sou eu para julgar?
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
