Epígrafes Justiça

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Justiça sem humanidade vira mecanismo; humanidade sem justiça pode virar privilégio.

Platão imaginou a justiça como harmonia; o Direito contemporâneo tenta transformar essa harmonia em instituições.

Aristóteles percebeu que justiça não significa tratar todos sempre da mesma maneira, mas oferecer a cada situação o tratamento que lhe corresponde.

Justiça é o esforço permanente para impedir que a força se apresente como razão.

A melhor justiça não é aquela que conhece menos o ser humano, mas aquela que o conhece suficientemente para julgá-lo com cautela.

O dinheiro compra serviços jurídicos, mas não deveria comprar versões diferentes da justiça.

O Direito econômico começa a amadurecer quando percebe que eficiência e justiça não são palavras necessariamente equivalentes.

A justiça precisa distinguir culpa, causalidade, intenção, circunstância e consequência.

A justiça talvez seja uma das respostas humanas mais sofisticadas ao absurdo de nascermos diferentes e ainda assim precisarmos viver juntos.

Quando nenhuma ordem superior garante a justiça, cabe aos humanos construir instituições capazes de buscá-la.

Talvez a justiça seja a arte impossível de equilibrar liberdade, igualdade, segurança, dignidade e responsabilidade sem permitir que nenhuma delas devore as demais.

No fim, o jurista filosófico descobre que fazer justiça não é simplesmente aplicar uma lei ao homem, mas perguntar que ideia de homem aquela lei está ajudando a construir.

A Justiça é a tentativa civilizada de substituir a força pela razão.

A justiça transforma a igualdade abstrata em proteção concreta da dignidade humana.

A justiça não pergunta quem possui poder, mas quais razões justificam seu exercício.

A independência judicial é a liberdade da Justiça diante daqueles que desejam comandá-la.

Punir sem prova é substituir a Justiça pela suspeita.

A justiça exige mais que autoridade: exige razões capazes de convencer além da autoridade.

O acesso à Justiça começa antes do tribunal: começa quando o cidadão sabe que possui um direito.

A Justiça que só pode ser alcançada pelos poderosos contradiz a própria ideia de Justiça.