Epígrafes Justiça

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Ninguém se torna justo por admirar a justiça, mas por transformar repetidamente a escolha justa em forma de existência.

Uma lei humana que abandona completamente a razão e a justiça pode conservar autoridade formal, mas perde parte de sua legitimidade moral.

Justiça não é favorecer quem possui maior força, influência ou voz; é reconhecer a cada pessoa aquilo que lhe é devido.

A justiça começa onde termina o privilégio de transformar convicções particulares em deveres universais.

A justiça começa quando cada indivíduo compreende que liberdade não é ocupar o lugar do outro, mas cumprir dignamente o seu próprio dever.

A justiça não é simplesmente dar a cada um o que deseja; é construir uma ordem na qual o desejo individual encontre limites diante do direito do outro.

A justiça começa quando reconhecemos a vulnerabilidade como parte da condição humana e fundamento de proteção jurídica.

A justiça não pode ser reduzida inteiramente à aplicação mecânica de uma regra.

O reconhecimento transforma relações pessoais em questões de justiça.

Ouvir alguém também pode ser um ato de justiça.

Onde a dúvida é proibida, a justiça começa a perder sua liberdade.

A justiça não pode depender da certeza do julgador, mas da qualidade da prova.

Quando a autoridade dispensa a prova, o poder começa a julgar no lugar da justiça.

A justiça perde sua dignidade quando decide primeiro e procura fundamentos depois.

A justiça não deve perguntar quem fala, mas se aquilo que se afirma pode ser demonstrado.

A justiça não pode nascer do preconceito e depois chamar-se imparcialidade.

Quando a lei abandona a razão, conserva a forma da justiça e perde sua alma.

A justiça é a tentativa humana de impedir que a força tenha a última palavra.

A justiça criminal precisa proteger a sociedade sem transformar o processo em instrumento de vingança.

A justiça criminal precisa compreender o homem que praticou o ato sem transformar a compreensão em absolvição automática.