Epígrafes Justiça

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O precedente pode orientar a Justiça, mas não deve transformar o passado em prisão para o futuro.

A Justiça não deve ser confundida com a simples existência de uma norma.

A pena deixa de ser Justiça quando se transforma em vingança institucionalizada.

A sobrevivência de uma norma não prova sua justiça; prova apenas sua capacidade de permanecer.

A seleção natural não é um modelo moral; transformar sobrevivência em justiça seria confundir descrição com prescrição.

A justiça social pode ser compreendida como uma tentativa deliberada de impedir que vulnerabilidade se transforme em condenação permanente.

A justiça humana será tanto mais justa quanto mais compreender que por trás do ato existe um ser em processo de evolução.

A verdadeira justiça não procura apenas castigar o culpado, mas impedir que o erro continue produzindo sofrimento.

Justiça sem humanidade transforma a lei em instrumento de vingança.

A responsabilidade jurídica olha para o passado; a justiça restaurativa também pergunta o que pode ser reconstruído no futuro.

O Direito amadurece quando deixa de confundir sofrimento com justiça.

Não existe verdadeira justiça onde a vítima é esquecida depois que o processo termina.

A justiça humana é imperfeita porque seus julgadores também são humanos.

O magistrado que se considera infalível já começou a afastar-se da justiça.

A compaixão jurídica não deve destruir a justiça, assim como a justiça não deveria destruir a compaixão.

A justiça mais elevada não elimina consequências; procura torná-las proporcionais e transformadoras.

Tratar igualmente os desiguais pode perpetuar a desigualdade sob aparência de justiça.

A justiça restaurativa aproxima o Direito de uma ideia antiga: reparar é mais profundo que simplesmente retaliar.

A vítima precisa de justiça, mas também precisa recuperar a possibilidade de reconstruir sua própria vida.

A justiça precisa reconhecer seus próprios limites para não prometer aquilo que não pode entregar.