Epígrafes Justiça
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“Quando o Direito abandona a esperança, começa a confundir ordem com justiça.”
“Enquanto houver alguém esperando justiça, o Direito ainda terá uma razão para existir.”
“A justiça não é a vitória da lei sobre o homem, mas da razão sobre a arbitrariedade.”
O Direito que tolera a censura assina sua própria certidão de óbito, transformando a justiça em um monólogo do poder.
A justiça cega não pode ser surda; e a censura é a cera derretida nos ouvidos da lei.
A justiça que precisa da censura para se sustentar é frágil como um castelo de areia na maré alta.
Um tribunal que teme o debate livre não é a casa da justiça, mas o santuário do medo.
A Justiça começa quando o Direito aprende a agradecer àqueles que lhe deram uma voz.
A gratidão é talvez a forma mais silenciosa de justiça: devolve ao passado o reconhecimento que o presente lhe deve.
Ser grato à Justiça do passado é assumir responsabilidade pela Justiça do futuro.
A Justiça começa onde a dignidade humana deixa de depender da conveniência do poder.
Punir é atribuição do Estado; vingar-se não é finalidade da Justiça.
O acesso à Justiça começa quando nenhuma pessoa precisa pedir permissão para ser ouvida.
Onde a justiça nasce da raiva, a sentença pode ser legal, mas o coração da lei já adoeceu.
A justiça não deve ser cega ao sofrimento, mas lúcida diante dele.
A justiça começa quando deixamos de perguntar apenas “quem fez?” e passamos a perguntar também “o que aconteceu para que isso fosse possível?”.
A evolução explica por que as instituições mudam; a justiça decide quais mudanças merecem ser preservadas.
A justiça começa quando o homem percebe que sua liberdade termina exatamente onde começa a dignidade do outro.
A igualdade jurídica é uma promessa; a justiça material é o difícil trabalho de cumpri-la.
Quem acredita possuir toda a verdade já começou a perder a capacidade de fazer justiça.