Epígrafes Justiça

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A justiça exige que o Direito proteja inclusive aquele de quem a maioria discorda.

Uma sociedade pode tornar suas leis mais complexas sem tornar sua justiça mais profunda.

A justiça humana deve ser suficientemente firme para responsabilizar e suficientemente humilde para reconhecer que não conhece toda a história de uma pessoa.

A justiça não deve perguntar apenas o que alguém merece pelo passado, mas também o que a sociedade pode fazer para que o futuro seja diferente.

A obediência não é prova de justiça; às vezes é apenas prova de poder.

Uma sociedade pode obedecer perfeitamente a uma lei e ainda estar profundamente distante da justiça.

A compaixão não substitui a justiça; impede que a justiça se transforme em crueldade.

A justiça sem compaixão pode produzir ordem; a compaixão sem justiça pode produzir impunidade.

Entre a vingança e a permissividade existe um território chamado justiça.

A justiça restaurativa pergunta aquilo que a vingança raramente pergunta: como reparar o mundo depois que ele foi ferido?

Prevenir uma injustiça é uma forma mais silenciosa de justiça do que corrigi-la depois.

O advogado defende uma versão; a justiça precisa permanecer aberta àquilo que nenhuma das versões conseguiu enxergar.

Prometer um paraíso depois da morte é o jeito perfeito de anestesiar a luta por justiça aqui e agora.

A justiça exige instituições capazes de controlar umas às outras.

A pena que ultrapassa a necessidade jurídica transforma justiça em violência institucional.

A justiça penal não deve medir sua força pela intensidade do sofrimento que consegue produzir.

A justiça penal deve prevenir o dano sem transformar o sofrimento em finalidade.

A justiça começa quando o poder de punir encontra limites que nem o próprio Estado pode ultrapassar.

O Direito procura a justiça entre os homens; a ciência procura evidências sobre o mundo. Confundi-los é tão perigoso quanto separá-los completamente.

A justiça não consiste em tratar todos como iguais diante das diferenças, mas em impedir que as diferenças sejam convertidas em justificativas para a desigualdade arbitrária.