Epígrafe de Livro
Ler é seguir por longas viagens sem sair fisicamente do lugar.
A leitura permite que sejamos levados para quaisquer distâncias,
em qualquer tempo, passado, presente ou futuro,
pela nossa máquina chamada "imaginação".
Entre o que você é e o que você gostaria de ser.
Entre o que você é e gostaria de parecer.
Entre o que você quer e o que diz querer.
Entre o que você quer ser quando crescer e o que deixou se perder.
Entre o que você vê e o que não vê.
Entre tudo o que você vai esquecer,
das lembranças que nunca irão se apagar.
Entre o muito rápido e o quase devagar.
Entre o tempo e a idade. Entre o futuro e a saudade.
Entre o desperdício e a sobra.
Entre a triste verdade e a alegre mentira.
Entre a mulher e a menina.
Entre o que cega e o que fascina. Aqui entre nós.
Entre mentes, entendendo que entre eu e mim, entre nós dois e vocês. Entre!
Ainda que seja a porta de saída, entre sem bater.
Aceitar as pessoas como elas são, e a vida como ela é.
Todos nós somos sorrisos, abraços, preguiça, ânimo
e jamais perderemos nossa sensibilidade.
Somos o que pensamos.
Tudo o que somos surge com nossos pensamentos.
Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.
Você faz ideia do porque poesias são penduradas em varais?
Talvez para escorrer lágrimas de tintas e dos que escrevem.
Usando poesia de forma errada
Com pessoas não amadas
Me desprezam ou me usam
De uma forma valentia
Me usando me acalentando
Sou de conversa boa, fácil
Porém não me satisfaço
Tenho, ou melhor
Não sou obrigado a ter
Apenas bagunçar ainda mais meu ser
O seu já me basta.
Não fico orgulhoso,
Aliás,
A tempos não o sinto.
Um café e um livro barato
A ordem exata não nos importa
Não sou o dedo na sua cara
Lhe dizendo o que deva fazer
Sou o rosto e as vozes
Que te dão todo o prazer.
Prazer é o seu
O meu é dever.
Eu sempre recorri a escrita.
Se estava feliz ou triste eu queria escrever.
Um dia eu quis escrever um livro!
E talvez ainda role quem sabe.
Mas estar aqui no pensador já me faz sentir melhor.
Libertar tudo que está na minha cabeça e no meu coração!
O que se salva?
Confiava cegamente neles. Aí aprendi o Braille.
“De tanto ver triunfar as nulidades”, exclamou Ruy Barbosa por volta de 1914, “...o homem chega a desanimar da virtude”. Naquela época, como hoje, o desânimo se justificava, dizem. Será? Para quem a tarefa de endireitar o mundo parece excessivamente aborrecida, resta o consolo de entender que o que puder ser salvo, um dia, o será. Dito de outra maneira: Se estiver confuso, confunda os demais e ganhe tempo. Sobretudo, jamais interpele os impostores. Para quê? A credulidade substitui a contestação; o fraco andará a reboque de conceitos que não entende, sempre disposto a amaldiçoar uma verdade em conflito com a crença que acabaram de lhe instilar. O ingênuo contemplará boquiaberto o espetáculo que lhe é oferecido. Existe justificativa melhor para os chamados showmícios? Nada como a estridência de um espetáculo para determinar uma opção política. Um espetáculo de ópera-bufa protagonizado por um candidato comunicador e pronto, muda o destino de um país. A tal consciência política tira férias remuneradas, para em seguida se indignar com uma escolha desastrada.
Isso só acontece na Namíbia, aquele país tão limpinho que não parece África, já que por aqui, os showmícios foram eliminados.
Exigir algo de meros títeres subordinados aos próprios instintos, é um pensamento utópico e, sobretudo, indigesto, já que a injustiça jamais se limitou a gerar um filho único. Quanto à justiça, ela é cega por definição.
Importante é deixar sempre um espaço para um recuo, que permita contemplar o todo hostil com um sorriso, mesmo com o risco de saber que a qualquer momento, poderá virar um ricto. O segredo, se é que existe, é tocar sempre com a ponta dos dedos, roçar sem o compromisso de aprofundar-se, sem provocar a alergia à verdade daqueles que dela se proclamam donos. Ressaltar o mal, que se esconde atrás de argumentos traiçoeiros, é, seguramente, uma armadilha ao nosso comodismo, a ser cuidadosamente evitada.
Visto assim, tudo passa a ser mero objeto de escárnio. Não há mais o risco de tombar empunhando a bandeira de um ideal com seu prazo de validade vencido. Aos que imaginam ser esse um caminho para a superficialidade, para a alienação, termo abusivamente presente em debates acalorados, Pascal retrucaria ser importante ter um pouco de tudo e não tudo de alguma coisa. Não é uma receita de vida nem um convite ao alheamento e sim, uma forma menos tensa de examinar o palco da existência, no qual um detalhe irrelevante pode arruinar o mais ambicioso projeto, um toque inoportuno de celular consegue dissipar a aura de um momento mágico, onde, finalmente, ídolos adquirem essa condição, enquanto iluminados pelo jogo de luzes de um diretor experiente, para se desintegrar quando baixa a cortina. O “para sempre” dura no máximo até o fenecer da estéril paixão.
Indiferente a reflexões desse jaez, a sociedade se encarrega de ignorar a imagem tétrica do relógio sem ponteiros de “Morangos silvestres”, soterrada pelo advento de inexpressivos relógios digitais. O diálogo encontrou substituto digno no discurso vazio, sem contestação possível, a arenga insossa do “vender o peixe”. Tão compacta é a fala que rege a sociedade, que não há espaço para discussão. Aforismos sem valor, e não vale a pena enumerá-los, passam a governar as mentes. Contestar? Por acaso existe a certeza – e se existe, onde é que ela fixou residência? Deve estar perdida entre a teia de Penélope e o vão esforço de Sísifo, entre o ardil e a sentença.
Levar a sério a realidade? Melhor dirigir-lhe um olhar zombeteiro. Será essa a desforra. A pretexto de estarmos vivendo intensamente determinado momento, não faz sentido afirmar ser determinado instante mais importante do que outro. Não há mais nada de excepcional, inexistem encruzilhadas históricas, a não ser para nós mesmos. Se houver alguma perspectiva inebriante, bastará um olhar irônico para demolir qualquer arcabouço ou dogma, para transformar em bagatela ao invés de sofrer por conta de males, cuja cura teima em fugir à sabedoria. O caniço pensante precisa, com urgência, aprender a dar de ombros.
Nossa jornada é apenas o atalho para descobrir, algo tardiamente, a inutilidade de ser sério. Os mais nobres sentimentos abdicam da sua solidão majestática ao chocarem-se com o trivial. Entre sermos inconsoláveis cassandras, ou torcer pelo fracasso das nulidades, manter o sorriso é uma medida de sobrevivência. Saída poética, talvez, já que sem sermos poetas, saberemos ser fingidores. Ante a falta de pudor do político, o sorriso do sábio. Isso não irá mudar algo, mas se não é a solução, proporcionará pelo menos um agradável fim de semana, sabendo que o Febeapá do saudoso Ruy Porto possui ainda várias páginas em branco.
E as nulidades? Bem, quantos têm na ponta da língua o nome de quem derrotou Ruy Barbosa, nas urnas? Eis a resposta definitiva, ainda que disfarçada de pergunta.
Lira das tradições
Em vinte anos de vida,
Olhando minha felicidade aprisionada
Em convicções abstratas,
Que se sustentavam em colunas de medo,
Tentava eu entender as tradições
Que havia herdado.
Desprezei o pragmatismo,
E, o esquecimento do passado,
Me fazia repetir os erros,
Hospedando-se em mim
Lembranças sem aprendizado.
Tenho agora todo o meu prazer buscado.
A consciência, por inteira,
Se remonta à ideia
Da privação de imortalidade.
A felicidade sem sofrimento é frágil edificada
E, se eu deixar a inquietação, perco a poesia.
A biologia que aprendi na escola
Levou-me à previsão
Das mudanças fenotípicas que viriam;
Recuso tê-las e elas vem sem titubear.
Apertei num abraço
O sentimento da Indesejada
E soltei a vida que havia em mim.
Livros, músicas e cidades
Que não apreciarei:
O tempo é uma especialização
Selecionada de escolhas.
Eu sei o que a minha amiga pensa de mim:
O mal da primeira impressão é que,
Quando boa,
Vincula o preocupado a viver
Das expectativas dos impressionados.
Uma tempestade
Ameaça o meu navio.
Sávio Oliveira Lopes
Ontem, hoje, amanhã
Cogitei viver o hoje,
Intensamente,
Alheio as inquietações
Do ontem e do amanhã.
Se me prendo ao passado,
Tenho melancolia,
E, se me amarro ao futuro,
Vem-me ansiedade.
Mas como acharei a reflexão
Sem a experiência pretérita
E a esperança vindoura?
Perdendo a inquietação,
Deixo ir a almejada maturidade,
Que leva consigo a poesia.
Para cada hora,
Realmente vivida,
Passo incontáveis momentos
Na doce entrega de meditá-la.
Escolhas nascem em lembranças
E a razão do meu presente
Se justifica nos planos porvir.
Não devo,
Por conseguinte,
Viver um só tempo.
O equilíbrio do
Ontem, hoje e amanhã
Me fará Ser Inteiro.
Sávio Oliveira Lopes
A cega dos fartos pensamento a ver,não o ideal ser,não há e nem a de nascer!
O que digo que não há ninguém perfeito,nem o paraíso nesta babilônia conturbada e que todos se expressa sua filosofia em suas canções,poesias que cantam e se lança em suas próprias loucura do dito,mal dito lendário livro do dito verbo futuro a de vir.
Oque esperamos do ano que virá ?
Esperamos sempre mudanças e coisas novas .
Mas, será que fazemos a mudança,será que você tenta se melhorar ?
Será que você que deseja tanto um ano diferente age diferente?
Será que você está disposto a ser melhor ou a fazer o seu melhor?
Esperamos muito de um ano novo,e muito de pessoas novas.
Não podemos esquecer que o NOVO quem faz somos nós mesmo.
Deixe o seu livro aberto,esteja disposto a começar uma nova história e deixe que o nosso melhor escritor escreva nosso nome no livro da vida.
Críticos Carreirolíticos
Bem sabe, depois que as caravanas foram passar,
Todos de uma vez se puseram a observar
Latidos caninos que as acompanhavam,
Mas de forma alguma atrapalhavam.
Outra, porém, é a sina do artista,
Pois, por melhor que seja, acredita que resista
A investidas cegas desses críticos?
Numa palavra: são 'carreirolíticos!'
Não há autor, ator ou prima dona,
Seja ela encantadora ou solteirona,
Que resista a um epíteto mordaz.
Responderá sorrindo: Tanto faz?
Pois, nesse caso, vai palpite de amigo
Esse aí é o domicílio do perigo!
Desprezar a corja ululante,
A pretexto que o alvo segue avante,
Desprezando os atos da matilha
É esquecer que essa camarilha
Tem o poder de vida ou de morte
Sobre carreiras. Não o fazem por esporte.
Mas, por serem desprovidos de ideias
Destroem sem pudor obras alheias.
Tão fácil é dizer: ‘Isso não presta’,
Com ar soturno de um final de festa!
Jogar no lixo um autor que ia avante
Como fazia o Flávio Cavalcanti.
Quebrava discos? muito bem , esses senhores
Numa penada destroem os autores.
Isso porque com seu poder mediático
Ressaltam num tom denso e enfático,
Ser a leitura desse pobre diabo uma besteira.
Outros fizeram melhor. E a peneira
Que eles ao serviço do público deixaram
Soterra infelizes que tentaram
Por um momento, ou menos, um segundo,
Deixar o pensamento vagabundo
Soltar uma imagem. Que importa
Se um amor eterno escala a aorta.
Mas imaginem quanta leviandade!!
Exclama enfurecida a ‘autoridade’
Essa metáfora, essa alegoria
Provém de quem ignora anatomia.
E vão falando sobre a veia cava:
´Por ela corre sem parar a lava
Dos sentimentos que esse pobre autor.
Um misto de palhaço e trovador,
Que de modo absoluto ignorava
Ser rota do amor veia cava’.
E a metáfora se perde na história,
O grande crítico a retira da memória
De quem por um acaso a decorasse
a amasse
interpretasse
Rotulasse.
O papel glorioso da aorta,
O sofrimento? Ora, letra morta...
Meus parabéns, meu caro amigo crítico,
Receio agora ter que ser político.
Terei que reduzir minhas patadas
Pois prezo muito minhas obras publicadas.
Desafiar você? Nem tento,
Não vou fazer pipi contra o vento.
Contudo , ó crítico, respeito-lhe o cetro,
Sobeja-lhe razão prá mais de metro
O seu oficio apreciaria a distância
Pontificando em algum jardim de infância
Impondo suas regras sem moral.
Ó crítico, egresso de um Mobral
E para poder espetar você de jeito
Eu acrescento: Mas que Mobral mal feito!
Dizia o Ionesco :estúpido animal
Louvando sua mente vegetal.
Quando uma idéia assim incubo,
O ventilador espalha o adubo.
Talvez a situação seja esquerda,
Mas todo crítico, afirmo, é uma merda.
Era difícil conversar com as pessoas porque elas não tinham tempo para ouvir. Então eu escrevi um livro.
Não sou forte. Nem um pouquinho. Por mais que esteja doendo, não consigo jogar tudo para o alto e deixar a vida segue em frente. Não consigo fingir que não me importo. Me importo sim, e muito! E talvez esse seja o problema: meus exageros. Me importo exageradamente, me preocupo exageradamente, me esforço exageradamente e amo exageradamente. Queria optar por não sentir tanto e por não ser tão exagerada, mas não consigo. Não consigo simplesmente deixar de lado, já se tornou importante demais para simplesmente deixar para trás. Se tornou parte essencial, só de imaginar sem, parece que falta um pedaço, fica incompleto. Todo esse amor me deixou vulnerável. Bem lá no fundo admitiu que sei com quase certeza que estaria muito melhor seguindo em frente, mas tenho essa coisa de tentar e tentar até o final. Não consigo deixar inacabado. Não consigo deixar se ainda tiver esperança. Não sou forte o suficiente para deixar tudo para trás e simplesmente esquecer. Acredito em segunda chances, pelo menos no nosso caso.
Muitas vezes, algumas pessoas me falaram que eu vivo num mundo utópico, que a vida não é um conto de fadas. E sempre respondi: Mas o que é a vida, se não um conjunto de fatos, escritos por Deus num grande livro chamado Destino. Onde cada personagem tem o livre arbítrio de escolher o tipo de enredo que vai dar a sua história. Uns preferem o drama, outros a ficção, alguns se encantam com os romances, mas eu sempre preferi levar a minha vida como um conto de fadas, pois neste enredo tenho a oportunidade de sonhar, torná-lo possível e o mais importante, que no final da história o mal sempre padece, aprendemos uma lição com o que vivemos e temos a certeza de que viveremos felizes para sempre, se acreditarmos e formos bons.
Ele:
E foi assim, no sorriso fácil entre nossas conversas melífluas, que você encantou quem a observava...
Ela:
E foi assim, na leitura de um livro, que você encantou quem o observava...
e quando ela olha nos meus olhos, tudo para. Tudo deixa de existir. Naquele momento é só ela. Tudo é ela. Eu sou ela.
É aí que eu percebo que nada faz sentido sem ela.
Quando ela chegou uma música divina escapou pela calçada. Acalmaram-se rostos na alegria do seu nascimento. Alma de nuvem, o sol se fez mais bonito transpassando os dias que iluminariam seus dias vindouros.
A estrada de Amanda é longa, como o infinito. E o infinito parece uma luz se acendendo junto a um punhado de estrelas brilhando na imensidão que paira diante de seus olhinhos cor da esperança.
Amanda é um pássaro de papel desenhado por mãos hábeis – uma menina que veio com o dom de trazer a alegria do Altíssimo em nome de Marlucia e Aparecido.
E como a vida, que inspirou os dois, assim é a presença dela, pujante e real como fios paralelos tecendo janelas de instantes imorredouros dentro da magia da sua própria existência.
Amanhã ela brincará na areia – como a vida nos seus sonhos. Ela é a morada do bem-te-vi voando no fio da alegria. Da alegria que recolhe, na sua caminhada, a esperança que fortalecerá eternamente o porvir.
