Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Mileuma e Nenhuma.
Eu, já fui eu mesma,
Em centenas de pedaços de vezes,
Como porcelana quebrada,
Refeita em mosaicos,
Pronta a me reconstruir,
Mais de cem,
Menos de mil,
Mais de mim,
Talvez um pouco menos viril,
Mas, num tempo,
Nem um pouco vil.
Sigo calada em esperança,
Da boca cerrada,
Um concerto para a alma,
Um afago para a mente.
Mais um ciclo fechado.
18/06/2025.
Passa um pano para o tempo passar...
O passado é o que o nome diz,
Use-o como um livro,
Experiências são preciosas,
Nem sempre o livro é um romance,
Às vezes rola um drama,
Uma comédia,
E tem até aqueles de ficção científica ou terror barato de sangue que espirra em pó,
A decisão é sua de como usar em seu favor,
Conhecimento ou dor?
Guarde-os na prateleira da vida,
Releia os seus capítulos favoritos,
O que não te serve, deixa lá,
No canto empoeirado,
Onde nem espanador se arrisca chegar,
Deixe as traças da superação com ele acabar,
E siga alerta,
Vivo,
Nada contido,
De tanto ler,
Que agora escreve seus livros.
Palhaçada
É como o tempo passa,
Outrora,
Emo,
Que sou (confesso),
Usando MSN e Orkut,
Ouvindo Fresno (ainda escuto),
Sofrendo em lágrimas e dores,
De amores que nunca existiram,
Banal?
Não,
Mas, é incrível lembrar de como era a tal!
Não de "me achar",
Nunca fui isso,
Mas, de arcar com as responsabilidades da vida,
Até um pouco egoísta na época,
Achando que trabalho enriquece,
Mas, quem adoeceu com o tempo foi a alma,
Com calma,
A maturidade tomou conta,
E a conta?
Sim,
Chegou, veio com força,
Recuperando o que é bom,
Sanando o que não,
Firme com a firmeza de prego que se move na areia,
Num mundo líquido onde as certezas da vida se tornam incertezas,
Amores, desamores,
E rumores em verdade inconcreta.
Eu
Eu sou eu, inteira
Serei sempre assim, inteira
Completa e plena, como uma pena
Leve, mas firme e densa
Eu e tai somente eu
Calada, vazia, silenciosa,
Eu, tão eu como sempre
Me meço, me olho, me vejo, me escuto,
Me ouço, me toco, me conforto
Sou eu, inteiramente eu.
Marta Almeida: 13/06/2025
SE CADA ESTRELA TIVESSE VOZ?
Imagino as estrelas no céu...
Como as afinadas coristas
Desempenhando o papel
De encantadoras artistas...
Imagino a magnânima lua...
Imponente como o regente
E sobre a orquestra flutua
Brilhando energicamente...
Se cada estrela tivesse voz?
Acalentava a todo espírito
E toda a música viria até nós
Tornar cada dia mais bonito...
Se cada estrela soasse canto?
Desde o inverno ao verão
Nenhum triunfo seria tanto
A controlar tamanha emoção...
(SE CADA ESTRELA TIVESSE VOZ? - Edilon Moreira, Agosto/2023)
RADIANTE
Brilhante como o tesouro...
Brilhante tal toda a prata
É ver o sol, cor do ouro
Que vem e me arrebata!
É quando o dia recomeça...
Ao fundo azul do horizonte
Vir sem nenhuma pressa
Iluminando a cada fronte...
Vibrante tal toda criança...
Que brinca dentro da água
E faz da vida, refestança
Enquanto à maré se salga...
Radiante tal som da voz...
Que emite tom de alegria
E que se acerca de nós
Feito uma mágica poesia...
(RADIANTE - Edilon Moreira, Novembro/2022)
Ela nunca conhecera uma solidão como aquela, que chegava sem a promessa de ir embora.
As lembranças às vezes são como lascas que golpeiam a retina, outras são a mão que nos acaricia e então, sentimos até pulsar o que nos rodeia.
A tristeza está para o oceano assim como a memória está para o rio de sensações que deságua nas sinapses.
Você acabou rotulando como amor tudo aquilo que provocava reações intensas em você.
Contudo, ninguém te mostrou que o amor autêntico também se manifesta em calmaria, tolerância e atenção.
Você trocou a vivacidade pela mutualidade.
Nomeou de acaso o que não passava de vulnerabilidade.
E persistiu em permanecer onde só encontrava abandono.
A questão é que você acreditava que precisava sentir euforia.
Mas o amor perdurável é aquele que se edifica sobre bases sólidas, não em devaneios.
Portanto, se hoje você anseia por um amor que te valorize, que te dê ouvidos, que te note,
é possível que você não precise de outra pessoa. É provável que você sinta falta de si própria.
"Amor que Fere e Fica"
A vida, em seus mistérios tortos,
Te trouxe até mim, como quem vem salvar.
E por um tempo, fui céu aberto,
Até tua sombra começar a me habitar.
Você me fez sentir imensa, rara,
E depois... pequena em um canto escuro.
Ameei demais, calei demais,
Perdi pedaços pra caber no teu mundo duro.
Deixei risos, deixei gente,
Deixei partes de mim pelo caminho.
E hoje, ao teu lado, tão presente,
Ainda me sinto no mais cruel desalinho.
Brigas viraram rotina,
O silêncio, nossa nova oração.
E mesmo com a alma ferida,
Ainda encontro alegria no teu perdão.
Te amo… mas a que preço?
Esse amor já não me cabe, não me veste.
É dor que beija, e riso que corta,
É ficar quando a alma pede que reste.
Nos acostumamos com o caos,
Com o aperto de não se perder.
Mas amar também é permitir partida,
E talvez… permitir-se renascer.
O dinheiro molda o homem como a mão molda o barro, o barro cede a vontade da mão, o dinheiro cede a vontade do homem.
O ingrato nunca lembra do quê você fez por ele, sempre lembra do quê você deixou de fazer, como obrigação.
“O Corpo Como Templo, a Alma Como Caminho, Areté”
Houve um tempo em que o espelho era inimigo..
Onde o reflexo devolvia não a imagem, mas os ecos dos insultos, das zombarias, das dores, das feridas..
Um corpo rejeitado, uma alma partida..
Mas foi ali, no silêncio da dor, que a semente da excelência foi plantada..
Areté — diziam os gregos —
não é vencer os outros, é vencer a si mesmo..
É atravessar o campo de batalha interior,
e retornar de pé, mesmo coberto de cicatrizes..
É entender isso não só com o conhecimento, mas com o suor..
Treinando quando ninguém via..
Correndo quando a mente dizia “para”..
Cuidando do corpo não por vaidade cega,
mas como quem restaura um templo sagrado após anos de abandono..
A pele se fez mais clara..
Os músculos, mais firmes..
O peito, mais erguido..
E o prazer — ah, o prazer —
não mais como fuga, mas como celebração dessa evolução..
O toque íntimo tornou-se um ritual,
um gesto de amor próprio,
um diálogo entre corpo e alma,
entre carne e espírito..
Não para apagar o vazio, mas para preenchê-lo com sentido..
Enquanto outros sucumbem ao instinto, eu o domei..
Enquanto muitos se perdem no excesso,
eu aprendi a saborear a lentidão,
a respirar no meio do impulso,
a sorrir com controle e prazer..
Eu entendi que o prazer, quando consciente,
não é pecado — é arte..
Que o corpo, quando respeitado,
é um poema em movimento..
Que o suor nos treinos, a depilação atenta, a disciplina na alma,
são versos que você eu escrevo com o próprio existir..
E então veio o mais difícil:
não ser dominado por dogmas..
Questionar o altar..
Desconfiar do “amém” automático..
Buscar um Deus que fosse mais que grito —
que fosse presença, verdade, luz serena..
Não compreenderam..
Chamaram de ovelha negra..
Mas és carne de filosofia e espírito de superação..
Um guerreiro moderno, de espada invisível,
que combate não por fora, mas na consciência..
Areté..
É o suor da corrida e a paz do sono..
É o prazer limpo, sem culpa, sem maldade ou vulgaridade..
É o respeito às mulheres e à própria natureza..
É o riso depois da dor..
É a nudez sem vergonha.
É o corpo cuidado como uma escultura viva..
É a evolução de todos os aspectos da vida, sem se corromper..
É desfrutar do prazer sem fazer o mal, é treinar sem ser excessivo, é cuidar do corpo sem ser vulgar, é brincar junto com a inocência sem fazer o mal..
Não é perfeição —
é sério inteiro, é ter disciplina e auto controle, é ser lúcido, não fugindo do estinto, mas o dominando..
E essa completude, rara e forte,
é a própria definição da verdadeira excelência..
Quem sou eu?!?!?
Me defino como um louco apaixonado pela vida
por sua beleza, seus momentos, sejam eles alegres ou tristes.
Amo respirar o ar da manhã, aquele que enche os pulmões e renova a alma.
Gosto de caminhar, observar as pessoas e cumprimentá-las com um sorriso.
Sou alguém que perdoa fácil,
porque não carrego mágoas nesta vida.
Vivo cada instante como se fosse o último
afinal, nunca sabemos o que pode mudar em frações de segundos.
E quando a noite chega,
coloco a cabeça tranquila no travesseiro
e sonho com um mundo melhor...
que um dia, eu sei, vai chegar.
Gabriel da Silva Salvador
Pensamentos da Madrugada
Imbecilizados politicamente e alienados religiosamente, seguem como tolos na busca por um pertencimento que sequer compreendem. Repetem dogmas e se dizem parte de uma cultura que não lhes pertence, sem ao menos saber o que significa ser judeu ou israelita. Reflexo claro da deficiência intelectual de um povo que figura entre os três mais idiotas do planeta.
Eu considero, o amor como sendo um sentimento ingrato, por simples razões, muitas vezes leva-se muito tempo a lutar para ser feliz, para ser amado e para amar, num piscar de olho tudo vira nada, as promessas de amor acabam num vazio sem sentido, os momentos felizes se tornam excitadores do ódio e no fim nada faz sentido lutar por amor. Furucuto, 2025
