Entenda como Quiser So Nao me Julgue
___Senhor cuida de mim,de nós e de todos
Como seus filhos de quem tanto amas
Retire do nosso caminho todas as pedras
E ilumine nossa caminhada nos fortalecendo
Segure das nossas mãos e nos de um colo
Enxugue nossas lágrimas com seu sorriso
E derrame sobre nós toda a paz e felicidade.
_______Eliani Borges.
"...como é difícil reconstruir tudo de novo", falou a menininha, olhando para as ruínas que restaram nos setores de sua vida... #Micro_conto
Olhos Cor do Céu
CAPÍTULO 6:
Na manhã seguinte acordei tarde, como de costume. Foi um dia normal. Apesar de eu estar com a mente ali no vizinho.
À noite, quando eu estava indo para aula, dei de cara com o Gabriel.
- Oi.
- Oi.
- Então, dormiu bem à noite passada?
- Aham. E você?
- Também.
O sinal da escola bateu. Provavelmente nós íamos chegar juntos na escola. Então, quando chegamos, todas as alunas da nossa turma ficaram olhando. Para não dizer babando. Então, me obriguei a fazer uma provocação:
- É, parece que você está fazendo sucesso com as garotas da escola.
- É, parece. Acho um saco isso, se você quer saber.
- Porque? Não é bom se sentir lindo popular?
- Não. Não gosto disso. As garotas só se aproximam porque me acham lindo, não porque sou alguém realmente interessante.
Fiquei um pouco sem jeito. Eu era uma garota próxima, certo? Acho que ele reparou nisso.
- Ah, desculpe. Me expressei errado. Não quis dizer isso de você...
- Tá tudo bem, sem problemas.
Eu disse isso sorrindo, enquanto entrávamos na sala.
Acho que a Andi também reparou que chegamos juntos. Mas nós só conseguimos nos falar na hora do intervalo.
- Vocês chegaram juntos. Todas as garotas ficaram se perguntando como isso. Eu, inclusive. Cara, eu não acredito que ele é seu vizinho. Não pode ser. Você é de sorte, hein? Fala sério.
- Ah, cala a boca, Andi. Ele não tá nem aí pra mim, o que já era de se esperar não é? Eu já nem cultivo esperanças com garotos por isso. É tudo ilusão mesmo, não?
- Ah, cara, vai começar? Para com depressividade.
- Depressividade? O.k.
Nós estávamos descendo a rampa da escola, quando escutei alguém me chamando. Era ele.
Olhos Cor do Céu
CAPÍTULO 8:
Quando acabou a aula, todos saíram rápido, como sempre. Menos Gabriel e eu, claro. E ,mais uma vez, ele veio até mim.
- Então, você costuma dormir á que horas?
- Depende. Mas costuma ser entre às uma e meia e as duas da manhã.
- E faz o que até essa hora?
- Internet, livros, músicas, poesias...
- Poesias?
- Ah, droga. Esqueça disso.
- Não, não. Você disse que faz poesias? Você escreve?
- Hum... É. Não sou boa, apenas gosto de escrever, então...
- Cara, você é demais. Sério.
- Ah, valeu.
Nós estávamos já em frente às nossas casas. Eu ia me despedir quando ele perguntou:
- Você tem facebook?
- Aham.
- E qual é o seu sobrenome?
- Findemberg.
- Amanda Findemberg. Vou procurar você no facebook agora. Você vai entrar?
- Bom, já que tenho um propósito, sim.
- Legal. Até daqui a pouco então, Findemberg.
- Até.
Entrei em casa. Fui para a internet. Cerca de dois minutos depois, um pedido de amizade. Era dele. Gabriel Alvarez. Aceitei. Ele logo me chamou no bate-papo.
- Oi.
- Oi.
- Achei você.
- É, acho que sim.
- Então, Amanda, onde você deixa suas poesias?
- Eu salvo elas num site que tenho. Ninguém além de mim e da Andi sabem da existência dessas poesias.
- Legal. Será que você pode me enviar o link?
- Ah, não me peça isso.
- Que tal então nós trocarmos links? Eu ainda não disse, mas eu também tenho um site de poesias.
- Não brinca. Sério? Então passa aí.
- Passa o seu primeiro.
- Vamos passar juntos. Vou enviar agora, o.k.?
- O.k. Já.
Nós trocamos os links. Li as poesias dele. Incríveis. E como eu queria ser as garotas para quem ele deve ter escrito essas maravilhas. Então comentei:
- Você parece ter sofrido muito na mão de algumas garotas. Ou será apenas mentiras de poetas?
- Pra ser sincero, é mais a segunda opção.
- Sério? Nenhuma fala dos teus sentimentos?
- Apenas uma. Que eu me referi ao meu pai.
- Acho que sei qual é. Parece doloroso. Você o perdeu?
- Sim. Leucemia.
- Lamento muito.
- Não lamente. É a vida, não é?
- É. Mas às vezes a vida é injusta. E algumas vezes só o que podemos fazer é lamentar.
- É. Falou a poeta. Você também parece ter sofrido bastante. Ou será apenas mentiras de poeta?
- É mais a primeira opção. Raras vezes a segunda.
- Uau. Isso significa que vou conhecer bastante sobre você aqui, certo?
- É, acho que sim. Já eu não sei muita coisa sobre você.
- Você sabe algo que muitas pessoas não sabem. Esse assunto, meu pai, eu não falo muito sobre. Nem com a minha mãe. Eu não cheguei a conhecer ele, sabe.
- Sério?
- É. Duas semanas depois do enterro de meu pai, minha mãe descobriu que seria mãe. Ele se foi sem se quer saber que seria pai.
- É realmente uma história... triste. Imagino que deva ser difícil para você.
- Na verdade não. Saudades eu não posso dizer que sinto, pois não o conheci. Eu apenas fico pensando como seria ter um pai presente. Ou mesmo como seria ter um pai... Mas vamos mudar de assunto, por favor. Então, foram um ou mais caras para quem você fez essas poesias?
- Foram cerca de uns 3 ou 4.
- É. Não é muito para uma poeta. Isso significa que quando você se apaixona, seus sentimentos duram bastante tempo, certo? Ou você muito tempo sem se apaixonar?
- Na verdade as duas opções. Quando eu gosto de alguém, gosto mesmo. E um sentimento verdadeiro demora para sumir do dia pra noite. Então levo um certo tempo para esquecer. E depois mais um tempo até aparecer outro alguém... Mas eu também não quero falar sobre isso...
Nós dois ficamos até tarde conversando sobre poesias e livros. A noite passou serena e tranquilamente enquanto eu me apaixonava mais.
As pausas fazem parte da composição da música, entre notas e pausas a obra se completa. Assim como as pausas (o silêncio) de Deus em determinado período da sua vida, fazem parte da composição de uma canção de vitória.
Isso é esquisito demais, mas existem pessoas que ganham para ser prefeito , vivem como deputado e trabalham como um aposentado de férias em uma praia particular.
E foi nos meus erros , que procurei os resultados certos afim de me torna uma pessoa melhor como nunca fui antes .
Útil e Necessário
Afinal como podemos definir a maneira de como vemos a vida? Com qual olhar observamos? Como definir oque é útil, e oque é necessário? Será por exemplo útil um farol iluminar a orla onde ninguém passa, apenas para que saibam que por lá há um farol? Ou é necessário um farol para mostrar caminhos a navegantes? Só sei que útil e necessário tem eficácia quando a conta fecha e somatória da prova bate, dar certo.
Observo pais enlouquecidos onde ensinam a seus filhos adolescentes a dirigir seus possantes motorizados, onde com certeza adquirem hábitos infundáveis tornado-os tumultuadores verdadeiros catedráticos em negligencia dos bons costumes causadores de sofrimento, pessoas medíocres que se quer valorizam o que foi doloroso para conquistar banalizando anos até de luta e suor. Onde o certo seriam ensinar hábitos de trabalho, moral e bons modos; mas ao contrário invertem papeis e esquecem de que certos modos só lhes são permitidos com passar do tempo em que terão idade e responsabilidade onde estarão amadurecidos.
Até que ponto é útil ou necessário, fornecer o melhor pro seus filhos sem medir consequências, alegando que farão o seu melhor para eles uma vez que não tiveram oportunidade ou alegar que tiveram menos ``Sorte´´ transformando seus rebentos em verdadeiros seres desumanos e egoístas. Será que é útil ou necessário fazermos parte de uma raça onde oque se mostra são fatos e notícias de desgraças e morte por inserirmos valores de ostentação e cobiça, deixando de lado ideais de vida feito; ajuda mutua, e reciprocidade deixando de lado interesse escusos.
E por ultimo acreditar numa mudança interior de elevação como solidariedade, perseverança, onde o principal valor para agregarmos para vida toda seria a dignidade e sermos multiplicadores de alegria, onde o útil é amar. O necessário é amar! Sem essa do meu ou minha. Sem a vantagem pessoal. Fazendo-nos melhor com o outro, sem a vergonha de olharmos para traz, sem ter que ter sido manchete em jornais, e tendo o orgulho de dizer oque foi útil foi está agradecido, e necessário o obrigado. Que a paz esteja sempre em sua mente, ou quem sabe em seu coração.
Quando nossos olhares se encontram é como se tudo no mundo paralizasse por aqueles poucos instantes.
Tenho um sonho em que acreditar.
Um passo, um vacilo, uma queda,
E como uma pedra jogada ao mar,
Afundo sem suspeitar.
Eis Que um mundo novo consigo enxergar,
um caminho, uma jornada, sigo pela estrada.
Esse dia não terá fim, estará sempre muito distante,
não desistirei, seguirei em frente, sempre adiante,
sempre...sempre...adiante...
Por todo o infinito...e
...eterno mundo distante.
Porque todos somos seres humanos, e como tal nascemos hipócritas com ódio da verdade, você decide aceitá-la ou não.
Tenho ideias ditadas por uma mente independente, que funciona como “aquelas” inteligências artificiais que em um instante do seu percurso, necessita do homem para funcionar.
Teu jeito em mim..
Me faz querer um amor proibido,
Me faz querer ser como o Romeu e a Julieta.
Teu jeito em mim me enlouquece,
Pois..eu deliro..deliro no teu sorriso perfeito.
Deliro no teu corpo como se fosse um monumento,
Deliro no teu olhar inresistivel,
Teu jeito em mim é o amor que eu quero plantar sem querer saber de limites..
- Era como se fossem os sonhos, os nossos sonhos se encontrando escondido
Ainda que eu desfolhe todas as árvores da primavera não enxergo o lampejo da tua alma. Ainda que eu desfaça os girassóis em milhares de mal-me-quer, cada pequena pétala é transformada em uma mera recordação. E eu fiquei ali, estática. Temendo a noite, ansiando o dia, me perguntando o porquê das garrafas jogadas ao mar nunca retornarem. Tua presença criou raízes e tua voz confundiu os meus sentidos, se misturando com as espumas do mar através da orla do vento. Ao longe eu avistava dois olhos negros como os teus, mas espera, teus olhos não eram tão turvos. Nem tão escuros. Nem tão tristes. Da vaga lembrança que tenho, tua mirada cinzenta refletia a lua nascendo num horizonte límpido. E na maioria dos sonhos tu estavas lá, padecendo sobre ruínas, as quais vistas do espaço gravavam nossos passos nas pedras rígidas. Oh, não consigo mais desenhar o teu semblante, sucumbi às tremuras da perda enquanto tentava com perspicácia e meia esperança desenhar as linhas da tua face, contornando aqueles teus traços na testa que intercalava incertezas e dúvidas. E tu foste embora como quem nunca cogitou em ser o mal do meu bem. Esqueceu meu nome, meu endereço, o modo como minhas aflições demoram a cicatrizar, você perdeu a oportunidade de ser a sutura das minhas feridas expostas. Saudade do tempo ao qual tu eras o meu refúgio e não abismo para o esquecimento aquele que costumo andar pelas beiradas, na ponta dos pés, de vez em quando. E se caso tu não souberes mais o que fazer, sabe para onde tens que voltar. Não, não estarei aqui quando tua percepção aflorar e fizer-te perceber que eu estava te equilibrando o tempo todo. Faz assim, pega as lembranças do passado e as faça de alimento, as mesmas que me serviram de cobertor nas noites desertas de outono. Garrafas nunca voltam quando jogadas ao mar, baby, e eu não precisava dessa resposta, assim como a cada vez que engano a vida enterrando o meu passado, pareço conseguir dez anos a mais. As curvas das conchas tratavam de sussurrar tua risada de vez em quando. Contudo eu estremecia, forte, oscilando meus batimentos cardíacos com minhas vontades inquietas de reconhecer o teu espectro em cada fonte de vida. Mas tu não eras nada disso. E você se foi. E a cada fim de tarde o sol não se pôs mais.
Ele morria.”
- E de certa forma parte da minha memória morria junto.
