Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Assim como o vento
balança a Palma Real
assim age no pensamento
a sua presença sem igual
Nas tuas mãos tens
o tempo e a urgência
apenas levo a inspiração
até a última consequência
Tem se erguido a cada
dia no destino a poesia
mansa com total sinestesia
Assim anda agindo o destino
combinador para unir
incansáveis passos no caminho.
A inspiração deve
ser tecida como
que tece Bichará,
Que é um poncho
feito para o frio
do Pampa enfrentar,
Quem diria que sobre
isso iria te contar...
Florescermos para resistir
as erupções da vida
como a Red Heliconia
da Montserrat magnífica.
Assim é o melhor do amor
que nós dois queremos,
e ele para nós virá
no tempo que merecemos.
O amor é doce dádiva
para quem sabe o receber,
e faz de tudo para o manter.
Se sou o seu último pensamento
da noite como você é do meu,
algo diz que já sou tua e você é meu.
Se pudesse pedir
algo ao firmamento,
pediria de joelhos,
que o trajeto esteja
escrito tal como
Linhas de Nazca
apontando o infinito
para que o amor
em paz seja percebido,
para que não seja
desencontrado e perdido.
O Toropi que floresce
amoroso em Outubro
no Rio Grande do Sul
carrego dele em mim,
como se fosse preciso
de alguma explicação
para a Primavera ser
entendida para quem
nunca presta atenção.
Do Toropi amoroso
levo o quê é sublime,
o estar sob o glorioso
céu austral que basta
diante do banquete
do ego alheio que passa.
A minha existência não
precisa ser fantástica
como alguns pensam
que morro de desejo,
a convicção enraizada
que levo desde berço
do meu Pampa imenso,
porque sou Chimarrão,
pão com Chimia, poesia
e paz pro nosso coração.
Florescer como a Bunga Raya
leal à terra e a Via Láctea,
Colocando os passos na direção
de Deus e da Rukun Negara,
É para quem entendeu
o quê é importante para a vida,
que render lealdade e devoção
ao Rei é retribuir a quem
o faz o mesmo todos os dias:
sem com que ninguém esteja
perto para que o melhor aconteça.
(Alimente só o quê isso fortaleça).
Ser leal ao Rei e ao País
como a Bunga Raya
é leal para com a própria terra,
Prestar devoção ao Rei,
ao próximo e todos unidos
sempre colocarem os motivos
diante da Rukun Negara
para que nada os distraia
de cuidar da amada casa
para que seja uma Nação
sempre por Deus abençoada.
Doce e suave como Tarap
e o meu nome na sua alma,
na sua mente e coração,
Sou feita de amor e paixão.
Quando as capuchinhas
florescem coloridas,
Algo me diz que as fadas
e a poesia moram nelas,
Como voltasse a infância
o olhar fica investigando,
Mesmo que pelo caminho
que esteja passando
com o espírito de diversão
sem se preocupar
do que os outros vão pensar,
assim sigo a caminhar.
(Porque de ser feliz
jamais irei me poupar).
Fé como alicerce da sua vida,
e o respeito a quem tem
fé como você mesmo sendo
de religião diferente,
Seguir o Rukun Negara é
a orientação para seguir
em união com a sua gente,
O quanto você é capaz
de colocar em prática,
fala profundamente
sobre você e do encontro
com a segurança em Deus
para se proteger e proteger os seus.
Conto uma Bunga Akar Kuning
por uma como quem despreocupada
conta muitas estrelas douradas
na Via Láctea sem me importar
como o tempo por mim passa,
Sou o poeta exilado que conta
versos nos poemas no silêncio
d'alma inspirados pelo tempo
inventado do Homem como remédio.
...
Bunga Jejarum
floresce no caminho,
Nos teus olhos
está escrito o destino,
E no meu coração
o quanto pressinto.
...
Bunga Tasbih esplendente
tal qual o coração
que pelo teu amor sente,
Tudo entre nós é crescente.
...
Anggerek Ungu florescendo
serena enquanto outros
querem se sobressair uns aos outros,
Sou como ela que não
se permite nada que interrompa
o seu florescimento,
sem me importar quanto tempo,
e sem temer o esquecimento.
Bunga Pecah Kaca
alva como a Lua Cheia
encanta o olhar
que a lê como um poema.
...
Bunga Tiga Bulan
crescendo selvagem nas encostas,
Faz parte das minhas memórias
e das minhas poesias amorosas.
...
O florescer da Bunga Bangkai
sob as estrelas do céu da Pátria,
O revelar dos mais magníficos
poemas e deste nó que não é nó,
e de tudo o quê não nos ata,
descobri que nunca fui só.
...
Begonia Merak florescida
enfeitando o meu olhar
e concedendo a vida
ficar bem mais colorida.
...
Begonia rajah florescida
no jardim do amor,
Tem tudo de poesia
e de doce candor.
...
Algo que penetra
como Kunyit na terra
e o paladar tempera,
É a busca do poeta
que não se encerra.
Caminhos do destino
como os do interior
da Sarang Semut,
É algo muito superior
que guardo silenciosa
com todo o meu amor.
...
Se encantar com a poesia
escondida da Bunga Hantu,
É celebrar o dom da vida
que Deus nos concedeu,
Na nossa fragilidade está
a nossa maior fortaleza
porque cultivamos a fé
que nos mantém de pé.
Como quem beija o céu
a Escumilha oriental
revela as suas flores
como quem beija o amado,
Igual à ela os dias
com poesia o tenho beijado.
A sua existência distante
no coração tenho embalado,
O desejo pelo romance
e o inevitável têm capturado
o quê era outrora impensado.
Ainda que de tudo talvez
esteja em algum lugar distraído,
e não tenha me reconhecido:
O tempo tem o próprio laço.
Adstritos pela atração fatal latente,
pela paixão como idioma influente.
O coração nos põe em gravitação
evidente sem nenhuma explicação.
Envolvidos na mútua imantação,
crescente e imparável e a atração.
A geometria do contato no espaço
aproxima e o cria para ser destinado.
Para adjacentes assumir o domínio
a sedução, a proximidade e o destino.
Encontrar e nos confiar à concavidade
primaveral do jardim em plena liberdade.
Assim embalados pela reciprocidade
saborear os guabijus da sensualidade.
Como o Condor-dos-andes,
cruzar o céu austral
do meu para o seu coração,
Fazer que o meu
nome nos teus lábios
se valore como a oração
ancestral reconhecida,
E se transforme na canção,
que desperte a paz,
sem tardar nas auroras.
Ao mesmo tempo ser
arma e a flor em disparo,
para que a guerra
não encontre abrigo
na nossa amada terra,
Tornar o peito abandeirado
do amor convicto,
para que não haja rendição
nas mãos de nenhum inimigo.
Como os frutos da Chilco
com absoluta veneração,
para dar sabor o que falta,
sem colocar nada à prova,
Cultuo o telúrico e visto-me
de fúcsia para a sedução -
com o alvo de te transbordar,
e dos pés à cabeça - degelar.
(Está certo que vou te inundar).
Raízes fincadas tais
como as do Jatobá
que plenamente florido
reverencia janeiro,
Mesmo com o meu jeito
rebelde e imperfeito,
Os meus olhos são teus,
os da alma e do peito,
com tudo o que posso
tatear e ainda não posso,
Porém, admito que não
estou livre de perscrutar.
De forma crescente tem
entranhável envolvido,
Com a sua canção de amor
ainda não resolvido,
e bem claro que nos destina.
Percebo o que se está
acontecendo comigo,
é porque também está
acontecido igual contigo.
Com vieses e sentidos
sussurrantes nos ouvidos,
sinais de tudo o que se passa,
é ardente, sublime e querido,
e nos é sedutor e explosivo.
O aroma do Cipreste-patagônico
continua intacto na memória,
eis-me como teu observatório
principal, terreno e astronômico -
presente em todos os cenários
preservada no íntimo caleidoscópio.
Não estou ao alcance das mãos,
mas o suficientemente enraizada
nos teus sentidos e vãos afetivos -
não há mais como ser arrancada,
pelo fato de reinar nos teus territórios.
Os teus impulsos e silêncios
todos de banquete têm servido,
por me colocarem no mesmo
passo na dança do mesmo destino.
Nadando em límpidas águas rasas
tal como Cisne-de-pescoço-preto,
O olhar tem a altura de um Coihue,
e no coração guardo-te o segredo
de amar sem nome, sem rosto
e que sequer tenho o endereço.
Sei que de tudo o que mereço,
mas afinidade e tanta que de ti
nem que eu queira me esqueço,
Essa é a razão que insisto por
ânsia de amor e pleno desejo.
(Sei que não tem um só dia
que não me namore em silêncio).
