Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos teus
sedutores olhos.
Se você irá entender,
realmente não sei;
da minha parte,
pistas e poesia dei.
A expectativa, bem
próxima da florada
da Guaria Morada,
continua vívida,
embora recolhida,
desenhando na beira
do mar na Costa Rica
Com leveza, romance,
calma e delicadeza,
com os fios do tempo,
sedutora irei tecendo
o seu pertencimento,
embora convicta assuma
a apaixonada urgência
da partilha do sentimento.
À espera do consentimento...
.
De ti nada meu dá incerta:
tudo serena e com amor
infinito sempre se entrega.
Como quem mergulha
aqui no Parcel da Deserta,
na intimidade não encerra.
[Conhece a linguagem poética.]
O liberalismo é discriminatório na essência e tem sido usado como arma de guerra contra países não hegemônicos.
Uma lembrança aos católicos:
Na tradição os bispos são os sucessores dos apóstolos como o Papa é o sucessor de Pedro. Entrar em contenda por causa de política é de um reducionismo brutal da vossa fé e da própria inteligência.
Ninguém tem autoridade para falar que enxerga Maria como serva, enquanto a própria se declarou como serva de Deus.
Resistir na mesma canoa,
como Anaru e Teya,
ir juntos além da intenção:
viver de fato o poema.
Nestes tempos estranhos,
na floração da Bwa Kwaib,
partilhar a contemplação,
a doçura e a sedução.
Nos permitir a distração
da atmosfera kaligana,
a gente se pertence,
o coração jamais engana.
[Não temer o amor no destino,
a paixão plena e o infinito...]
Geralmente quem olha e aponta o outro como ameaça é sempre os lados da polarização política para conter o surgimento de novas lideranças.
É preciso perder o vício de seguir problemas alheios como se fosse novela, isso gera sobrecarga cognitiva. Todos nós temos os nossos próprios problemas.
Haverá no Médio Vale do Itajaí
entre nós o alinhamento
como estrelas e planetas
além deste sábado bonito
no nosso austral firmamento,
e assim viveremos em Rodeio
com todo amor e encantamento.
Minhas raízes são eurasiomeridionais-ameríndias; como sou coerente com o meu chão, sou orgulhosamente brasileira e latino-americana.
Agir por impulso conduz
ao caminho enganoso
como menos tortuoso,
Porém, que pode distrair
e levar a perder forças
para continuar a seguir.
Agir pela razão conduz
ao caminho estreito
considerado imperfeito,
mesmo mais lento,
Você não perderá
a margem segura
da sua movimentação.
Entre o impulso e a razão,
por onde a convergência
abraâmica nos orienta,
não nos leve à queda
no abismo da tormenta.
O espelhamento
é a sua projeção
do entendimento,
que se estende
como roupa no varal
daquilo que falta,
fazendo eco n'alma.
Nada tem a ver
com a realidade,
e sim com perda
de energia, de verdade.
Às vezes, um atraso vira tempestade.
Um silêncio pesa como despedida.
E um abraço, por menor que seja, tem força para reorganizar o mundo.
Há quem chame isso de exagero.
Eu chamo de sentir sem pele.
Porque alguns corações vivem entre o medo do abandono e a coragem de amar por inteiro. Caem, levantam, quebram, recomeçam... e seguem procurando um lugar onde finalmente possam descansar sem precisar duvidar que alguém ficará.
Talvez a palavra nunca tenha sido "demais".
Talvez sempre tenha sido apenas intenso.
Há pessoas que passam pela nossa vida como o vento. Outras ficam como raízes. A sabedoria está em não insistir no que foi levado, mas em cuidar daquilo que escolheu permanecer.
O Eclipse Vermelho
A lua vestiu-se de vermelho
e mergulhou devagar na escuridão,
como quem guarda no próprio silêncio
uma antiga transformação.
Por um instante, cessou o brilho,
o céu perdeu sua direção...
e aquilo que parecia vazio
podia ser outra dimensão.
Há mudanças que chegam caladas,
sem anúncio, sem explicação,
fundem antigas partes quebradas
numa nova forma de inteireza e chão.
Quando a sombra deixou o céu,
a lua voltou a respirar...
não era outra, nem deixou de ser ela,
apenas aprendera a se transformar.
E talvez todo eclipse seja assim:
um breve mergulho no que não se vê,
até que o que estava disperso em nós
encontre um lugar onde possa florescer.
Ela tocava baixo,
como quem conversa com a própria dor
sem querer acordar o mundo.
Enquanto a casa ria atrás dela,
Tentava afinar o peito
na mesma frequência do violão velho.
Porque existem noites
em que a gente não quer companhia,
não quer respostas,
não quer promessas.
Só quer sobreviver
mais algumas horas
sem desabar por dentro.
E talvez fosse exatamente isso
que aquela música fazia:
segurava sua alma
no lugar
enquanto o resto dela
ainda aprendia a ficar.
Livro: La Vereda por Lucci Santz
