Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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Encontrar no Araguaney em flor,
como prova de amor e lirismo
latino-americano no coração,
nas tuas mãos se entregar
no embalo emotivo do Joropo,
como o curso do Rio Orinoco.


Deixar que a urgência de amar
domine absoluta os sentidos,
e que se cruzem os destinos
no mesmo passo e ritmo,
para que não se conheça
mais os anteriores caminhos.


Entender que o amor é mistério
que não precisa ser explicado,
mas que precisa ser vivido
intensamente acompanhado
com desejo, entrega e calor,
contigo gamado aqui do meu lado.

Fanático tem que ser tratado como fanático para ter vergonha de ser fanático.

O meu veleiro
na tua riviera,
amar como navega.

Nossos pulsos magnéticos
plenos no disco de acreção
como estrelas de nêutrons,
Quando houver escuridão
para agir com intimidade,
e agarrar a oportunidade.


[Elucidação e intensidade].

Braço Espiral de Perseu
recebe e envolve como
a tua Nebulosa da Carina,
Começamos a encontrar
tudo o que magnetiza
e por inteiro nos reinicia.


[Seduzidos pela sinergia.]

Cobiço a sua existência,


como os ghuts anseiam


ser inundados pela chuva


para verdejar a flora;


Com discrição de dama,


a curiosidade te namora.






A imaginação viaja longe,


ansiando estar contigo


na Antígua e Barbuda,


sob o sol e sob a lua,


sem pressa nenhuma.






Calipso quero dançar


na beirinha do mar,


sem se preocupar


se haverá alguém


olhando para nos julgar.






Sob a Antigua whitewood


abraçados descansar,


com a certeza de que


não são só juras de amor


que por nós irão passar:


O amor irá nos arrebatar.

Eclipsar-te
como Sol.
Amar-te
como gente:
humanamente.

Sistemas binários de contato
como estrelas tocar e no fundir
sob o testemunho do Universo:


Buscar o amor infinito e certo,
por mais de mil e uma noites,
assim será, e assim te quero.

Ser consumida como a absoluta
estrela companheira num
pulsar binário de eclipses mútuos,
na Via Láctea dos apegos,
Os dois livres, profundos, despidos
e entre nós sem segredos.


Não é pedir muito...

Como sintoma de amor
e de paixão, contando
com a sombra da Caoba,
o meu coração canta
canções de Merengue
como o Rio Yaque del Norte
canta ao encontrar o mar.
É bem deste jeito intenso
que vamos nos enveredar.


Meu é todo o seu amor,
e assim sou o teu amor;
e é assim que, enamorados,
nós vamos nos encontrar.
Não há nada que distraia
quando há vontade de amar,
seja na República Dominicana
ou em qualquer outro lugar.


No teu ouvido tu haverá
de ouvir o meu chamado
de amor baixinho até vir
me encontrar e para mim se dar;
E deliciosamente vou retribuir,
e de nós orgulho vamos esbanjar.

O racismo é um mal a ser combatido, mas generalizar um país inteiro como racista nunca trouxe uma solução real. O correto é dizer: há pessoas que ainda não se desfizeram do pensamento colonial racista.

O Solstício de inverno
faria de fato sentido,
se eu tivesse você perto.


Como querer no momento
não tem sido poder:
rendo culto aqui dentro.

Todos os dias tenho desejado
como manda a lei dos namorados:
vir a contar galáxias contidas
nos teus olhos apaixonados.


Compartilhar contigo sonhos
absolutos no banco da praça,
para não pedir à vida mais nada.

Carregar algo de extrema beleza
como o aricá enfeitando o destino,
Criando jardins com terra preta
sendo convencida que é poema.


Buscar preservar a tranquilidade
da época a inocência era intocada,
Mantendo alguma parte preservada
para que o que é indomável liberdade.


Capturar o subtexto que se desfere
para não deixar entrar o que fere,
Deixando por conta da nossa liberdade
indomável para que o melhor se preserve.


Não se deixar levar pelas correntes,
caminhando com todas as coragens.

Como Bochica transformado no Sol
e Huitaca transformada na Lua,
nós seguimos no ritmo da Cumbia;
não deixo jamais de ser toda tua,
e você não deixa de ser todo meu.


​Unidos pelo coração e pela música,
tu hás de enfeitar a minha orelha
com uma flor de mayo enquanto leio
sobre a entrega d'alma num poema,
para que na entrega tu te converta.


​Quero ir contigo para bem longe,
e até por onde a gente não conheça,
para que falta de amor e de aventura
a gente na vida jamais padeça —
e por tudo a gente sempre se mereça.

Doce existência
e possante ritmo
que brincam comigo,
acendendo o desejo
como acendem
as luzes de uma cidade inteira
diante da vista romântica
de numa lagoa serena.

Flutuou e entregou
tudo nos braços
dos espaços do tempo
como quem descarrega
bagagens em alto mar
até esvaziado ficar.

É algo próprio que tem
pela parte de dentro,
como areia da ampulheta
caindo no tempo.
É sobre a Rússia e a Ucrânia
que estou falando,
e não por capricho ou like.
Só quem carrega a imersão
na herança é quem sabe.


Não tens ideia da bagunça
que fica na cabeça
de quem tem duas de suas
partes tão queridas:
uma matando sem parar
a outra em dias e dias.


Ambas as partes são alvos
do grande teatro de vampiros
que, por decreto amaldiçoado,
pode parar todo o hemisfério.
O nome do Lago Ontário
mudou para Lago América,
e quer também o nome
do Estreito de Ormuz modificado.


Sempre quando sair do eixo,
tem paciência comigo;
é porque muito estou sentindo.
Quem carrega memórias
de guerras sobrevividas
pela própria família sente algo próximo,
como também tivesse vivido.

Pessoas são como flores.
Flores são como pessoas.


​Existem pessoas nativas.
Existem flores nativas.


​Existem pessoas de origem.
Existem flores de origem.


​Flores nativas nasceram
e cresceram no mesmo chão.


​Flores de origem nasceram
e cresceram no seu chão,
Foram levadas para nascer
e crescer em outro chão.


Existem flores e pessoas
de várias sementes
e de vários chãos coincidentes ou não,
e continuam sendo
flores e pessoas inquestionavelmente.


Flores e pessoas nativas, de origens,
de várias sementes e de vários chãos,
por onde fores sempre existirão,
aprenda a lidar, você goste ou não.

Desabrocha a Flor de Izote,
algo bem próximo e forte
como Tenancín e Cipitío
nos põe em terno silêncio.


Rendidamente de amor,
neste tempo que pede
para não sermos ingênuos:
nós dois nos escolhemos.


Parece que a esta época
não pertencemos mesmo;
sabemos as nossas rotas
e não nos perderemos.


Ignoramos receitas e dogmas,
estamos crescendo por dentro,
certos do nosso modo e tempo:
[Por nós estamos vivendo...]