Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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“Como Reikianos, devemos cuidar da nossa saúde de forma preventiva e constante, cultivando hábitos saudáveis, uma alimentação equilibrada, atividade física, descanso adequado e equilíbrio emocional. O autocuidado deve fazer parte da nossa vida diária, sem depender apenas de medicamentos quando surgem os problemas.”

“Como Reikianos, façamos do autocuidado uma prática diária.”

“Como Reikianos, que jamais sejamos indiferentes ao sofrimento do próximo.”

“Reikiano, escolha com sabedoria os Mestres do Reiki que você toma como exemplo e permita-se aprender com aqueles que demonstram, em suas atitudes, bons valores, caráter e coerência. Os exemplos que você escolhe seguir podem influenciar seus pensamentos, suas escolhas e suas atitudes, contribuindo para o seu crescimento pessoal e para a pessoa que você deseja se tornar.”

“Nem todo aquele que se apresenta como Mestre do Reiki vive como Mestre do Reiki.”

“Assim como uma joia precisa ser constantemente polida para preservar seu brilho, o Reikiano deve, só por hoje, cuidar do coração e da alma. A raiva, as preocupações, as mágoas, os ressentimentos e o orgulho podem obscurecer nossa luz interior. Por isso, devemos cultivar diariamente a gratidão, a honestidade, a bondade e o aprimoramento interior, procurando viver, em nossas atitudes, os mesmos valores que o Reiki nos ensina.”

“Assim como uma chama precisa ser alimentada para permanecer acesa, nossa luz interior necessita da constância da meditação e da oração.”

“No Caminho do Reiki, devemos olhar além das aparências, pois, assim como a relva pode esconder valiosas ervas medicinais, cada ser humano pode guardar preciosas virtudes e qualidades espirituais. Cabe-nos cultivar a humildade, a compaixão e o discernimento para reconhecer esses valores.”

O tempo é uma condição como instrumento

vida




perdido nas escolhas da vida
me encontrei contigo perdida na ilha
vida como faço pra você ser minha
pensei enquanto escrevia ao som de jdilla
linda, como as palavras que minha avó dizia
parecida com a princesa que eu salvei outro dia
querida, só me diga seu nome essa noite
mas não sei se amanhã eu lembraria, vida


fodi com a vida ela era tão bela quanto a minha
me disse palavras que a muito foram esquecidas
traguei como a fumaça de um cigarro
mas não sabia, que como Nero ela me queimaria a vida


te senti por várias noites vazias
mesmo quando estava presente se sentia sozinha
te contei as histórias de algumas rimas
mas quem diria, que como tantas outras você também se tornaria, vida


querida, começamos às 6 em ponto
terminamos às 11
percebi que as taças estavam vazias
te levei pra casa e voltei pra minha
não sabia que depois disso nunca mais te veria
contei segredos que nem mesmo eu sabia
fazia algum tempo que não falava sobre minha vida
espero te reencontrar algum dia
pra perguntar da sua, tipo
conseguiu o que cê queria, vida


complexo como poemas que eu escrevo antes de dormir
mas quem diria que todos você entendia
recebi uma encomenda outro dia
só abri a pouco tempo e era uma das cartas que tanto eu escrevia
li reli e entendi o que eu dizia
o começo foi tão bom, mas terminou
melancolia
peço que continue acompanhando as rimas
mesmo que algumas delas não sejam sobre a vida


te pus na minha te vi voar igual cinzas
como as de tantos cigarros que eu fumei por dias
enchi o cinzeiro mas esvaziei
sinto que essa é minha sina
nós nascemos um pro outro
mas fadados a não construir uma vida


sonhei que te teria um dia
mas passou tão rápido, juro nunca esperaria
li você como um poema de bandeira só me identifiquei com algumas linhas
tentei por tanto tempo te falar o que queria
finalmente consegui mas não sabia que seria
te vi em uma fotografia
ainda bela como a tarde em que a conhecia
coincidência estar tocando don
e eu conversando com a vida

Feliz dia dos pais, MÃE!


Mães, que assim, como você, que tiveram que assumir, um papel a que não foram naturalmente chamadas, mas que Deus as chamou para algo maior. Que tiveram que abrir mão de tanta coisa, para que não faltasse nada a seus filhos, mereciam um dia só delas. Um dia reservado! Porque além de se cobrar para que essa presença paterna não falte, ainda não tem com quem dividir. Deve ser solitário!


Mas, esse talvez seja o plano mais bonito de Deus pra você. Porque Ele pede coisas grandes de almas grandes. E a resposta disso tudo está dentro da sua casa.

Perdido

Eu continuo fadado a correr,
como os ponteiros de um relógio,
sempre um atrás do outro.

Eu me sinto como uma bússola desprovida do norte.
Sou como o pesadelo, sempre buscando seu irmão...
Mas o sonho me crucifica … ou será eu a me mesmo?
Não sou nada mais que os despojos de uma névoa tênue e esvaecida, tão abastada de vida como o suspiro de um moribundo.
Apenas vestígios de um destino amargo; triste e olvidado; como uma noite qualquer!

⁠A violência é como tinta de caneta, você pode até tentar apagar, mas ainda haverá manchas... E se rasgar o papel, resolverá o problema? Ou será mais violência usada?

DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO




Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...

As Extremidades de um Ócio Inabitável


O Ócio, prometido como santuário,
revela-se um deserto sem ecos.
Não é descanso, mas uma suspensão ácida,
onde o tempo não cura, apenas se estende.
Um ócio inabitável não possui janelas.
É o silêncio sem paz, a quietude sem centro.
É o lugar onde a alma, despojada de tarefa,
começa a roer os próprios limites.
Chegamos às suas extremidades,
onde a ausência de propósito se torna tão aguda
que se transforma em algo novo e terrível.
A Primeira Extremidade: A Vertigem da Consciência
De um lado, a fronteira se dissolve na Vertigem.
O excesso de tempo livre, desprovido de âncora,
lança o olhar para dentro, sem distração.
É ali, nessa margem, que a mente se confronta
com o volume inteiro de seus não-ditos e não-feitos.
O ócio cessa de ser vazio e se torna um espelho cego,
refletindo a forma pura da ansiedade.
O descanso vira vigília; a calma, tormento.
O ser não trabalha, mas sua consciência freme.
A Segunda Extremidade: A Apatia Gelada
Na extremidade oposta, a fronteira é de gelo: a Apatia.
O ócio se aprofunda tanto em si mesmo
que a vontade de ser, de agir ou de sentir, atrofia.
É a saturação da inatividade,
o ponto onde a ausência de estímulo
transforma a liberdade em paralisia.
O ócio, de promessa, vira destino.
Não há dor, mas tampouco há vida.
A existência se torna fina, transparente,
esperando apenas que o tempo, sem pressa, a esqueça.
O Ócio Inabitável é, portanto, a prova:
O Paraíso só é sustentável quando há um pequeno projeto.
A verdadeira quietude não reside na ausência de movimento,
mas na tensão vital entre o descanso e a criação.
E quem reside nessas extremidades,
sabe que o pior trabalho não é o esforço físico,
mas o esforço mental de dar sentido
a um tempo que se recusa a ter forma.

A síntese de O Cristo Nu pode ser entendida como uma narrativa poética que aproxima a figura de Cristo da realidade cotidiana e social contemporânea.


Síntese


O poema apresenta Cristo despindo-se da glória divina para caminhar entre os homens, tornando-se humano e próximo dos marginalizados. Ele é visto nos trabalhadores comuns, nos diaristas, catadores, ambulantes e nos que carregam cruzes invisíveis. O texto denuncia as injustiças sociais, comparando o sofrimento moderno às imagens bíblicas da Paixão: boletos como chicotes, preços como lanças, mercado como calvário.


As “trinta moedas de pratas” simbolizam a corrupção e a ganância que ainda vendem destinos e silenciam vidas. Cristo chora junto aos Lázaros de hoje — os pobres, os esquecidos, os que dormem sob marquises e disputam restos. Ao mesmo tempo, o poema afirma que não virá salvador externo: cada pessoa é chamada a ser “seu próprio Cristo”, a assumir compaixão, esperança e resistência.


A ressurreição é apresentada como experiência diária, nos gestos simples e na sobrevivência diante da violência. O legado do Cristo nu é a força da humanidade que, mesmo abatida, renasce todos os dias.


Em resumo, O Cristo Nu é um manifesto poético que une espiritualidade, crítica social e filosofia existencial, mostrando que o divino se revela no humano e que a redenção se dá na luta cotidiana pela dignidade e pela esperança.






⁠O Cristo Nu


I – Abertura e cotidiano
Olhai, olhai os pássaros em seus voos misteriosos,
Olhai as flores em seu desabrochar livre.
Vede os lírios nos verdes campos: se vestem tão belos e trazem os aromas pela manhã, espalhando perfumes pelo ar.
Portanto, eu aqui, ao olhar com clareza, avisto: quão formosos são, assim como a alma dos que labutam suas lutas diárias.
Pois, se a alma brilha sob o peso do fardo,
o homem exala em si a rara fragrância da nobreza — o aroma sagrado de quem constrói o mundo.
E quando o Verbo habitou entre nós, revelou-se: Ele, o filho do carpinteiro,
moldou como artífice a madeira e os pregos que o sistema, um dia, usaria contra Ele.
Assim como o construtor de hoje, que ergue o prédio onde jamais terá morada,
Ele se ajusta agora em meio a rostos cansados, a operários e à multidão das ruas.
São os cristos diários, batendo ponto em fábricas e escritórios, sob as luzes das lanchonetes e o óleo das mecânicas.
Cristos na diarista, nos postos, no catador de lixo, no vendedor de água e nos trens com seus ambulantes.
Almas de mão de obra erguidas para construir presentes e futuros,
nos alojamentos distantes e no suor do asfalto.
Eis o corpo: o vigor entregue às máquinas e aos balcões.
Eis o sangue: o fluido que move a economia do cansaço.
O sagrado se transmuta no suor das batalhas, onde cada gota de lágrima é o vinho de uma nova aliança com a vida.
A simplicidade resiste ao ego insano.
Resta um Cristo nu, de braços abertos,
folheando páginas do tempo e da história.
Moedas ainda compram vidas; esperança ainda se esconde nos cantos da alma.


II – O Cristo que desceu patamares
Um Cristo que desceu patamares:
primeiro, despiu-se de sua glória celestial
e caminhou entre os homens;
depois, desceu da cruz para mostrar o caminho —
não de forma divina, mas humana —
o caminho da compaixão, da esperança,
da expiação que se revela no cotidiano.


III – O Cristo chora
Periférico caminha pelas ruas,
a compartilhar o pão vivo da esperança
com os largados nos corredores de hospitais,
com os espremidos nos ônibus e trens
das manhãs de segunda-feira.


São os Lázaros de agora:
os que dormem sob marquises,
disputam restos com ratos nas ruas,
caminham como almas perdidas,
envoltos em sua dura realidade ambígua,
carregando cruzes sem nome,
à espera de um milagre que não vem.


Seu Getsemani é o travesseiro nas noites traiçoeiras.
O traidor que o vende por trinta moedas
é a cegueira diante do enredo criado.
Sua Via Crucis é feita de congestionamentos,
lotações e filas intermináveis.
Um Cristo que não sorri, não reclama;
guarda uma vaga esperança de dias melhores, mesmo desajeitado na cruz.
Uma cruz herdada, uma cruz que nasceu com ele.
Sem saber, grita ao Pai:
“Perdoe, eles não sabem o que fazem.”


Num desses dias, o Cristo calou-se e começou a chorar,
não pelo amigo Lázaro, mas pelo leite azedo que puseram à mesa.
Ali, não teve o bom vinho; fizeram do leite, coalhada.
A esponja de vinagre veio em forma de luz cortada pelo dinheiro que faltou.
Houve quem, como o centurião,
agarrando-se ao seu manto escarlate, surtou;
mas aqui, o manto é a pele no sol a sol,
e o escarlate é o suor e o sangue deixado.
Houve um certo Cirineu que se juntou para arrastar o madeiro,
simpatizando com seu choro e sua dor.


IV – As moedas de pratas
Trinta moedas de pratas
ainda vendem destinos,
ainda compram silêncios,
ainda pesam na balança da injustiça.


São vendidas por um sistema caótico,
num banquete de ganância, prepotência e luxúrias,
onde vidas se tornam mercadorias
e esperanças se desfazem em pó.


V – O Cristo político-social
Eu vi meu Cristo sorrir quando chegaram
com pão e leite frescos, e no mesmo instante soou algo estranho na TV:
falavam dos dois ladrões — o capitalismo à direita, o socialismo à esquerda.
E surgia o terceiro, chamado Barrabás:
um mecanismo chamado governo,
eloquente e audaz, prometendo o céu
já que o paraíso não tinha dado certo.
O pão nosso é a labuta do cotidiano,
o templo se ergue no seio da família,
e o sagrado é a força motriz de quem tece dias melhores.
Meu Cristo Nu habita em cada alma que expia sua existência em dias tempestivos;
pois o sagrado não ocupa palácios majestosos, nem habita catedrais de pedra,
vindo Ele de uma manjedoura para brilhar na resiliência de quem não se dobra ao fardo
e na resistência de quem sustenta o mundo com as próprias mãos.
O cálice deste Cristo é o sistema corrompido, entre ternos, carros de luxo e vida boa.
O chicote que o açoita são os boletos diários e impostos extravagantes.
As carnes continuam rasgadas, sem esforço,
pelo braço forte da indiferença.


VI – O Cristo interior
A lança transpassada
é o anúncio na alta dos preços,
e o mercado é o calvário.


Não virá salvador algum
para fazer o que só você pode fazer.


Tu és o teu próprio Cristo.


O Divino já disse:
“Vós sois deuses.”


E, por isso, como pequenos cristos,
somos levados — dia após dia — cativos,
como ovelhas ao matadouro,
como cordeiros mudos ao abate.


VII – Paixão e ressurreição cotidiana
A Paixão de Cristo são os regalos dos passeios;
o piquenique no parque da esquina,
o vão das coisas ditas nos olhares cheios de ternura,
nos momentos simples.
A ressurreição é o mote diário,
equilíbrio entre estar vivo ou morto nas trevas da violência.
Num domingo qualquer verei o Cristo descansar.
O dia é dele.
E sagrou-se senhor do seu dia.
Um dia tranquilo, movido a cheiro de mirra e aloés:
a fragrância final de quem, enfim, cumpriu sua jornada.
Todos os dias nascem novos cristos.
E quando eu me for, matarão esses novos cristos que vieram à terra.
Só não matarão o legado do Cristo nu.
Nossa ressurreição é diária dentro deste ciclo.


Autor: Israel Soler

O TEMPO COMO ESPELHO


A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.


Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.


Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.


Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.


Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?


Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.


#israelsoler
#filosofia
#cronicas
#presença
#amorfati


Ysrael Soler

Como profissional gestor de pessoas, posso dizer que a política virou politicagens, um quer empurrar o seu mundo na cabeça do outro, viralizam fake news ou bobagens, cada um pintando seu candidato de santo e demonizando o outro, muita gente ficando doente no psicossocial.
Eu não envio nem compartilho este tipo de conteúdo, mas todo dia enchem o meu ZAP e caixa mensagens.

BOLO DE CHOCOLATE


No Piauí, tanto na zona urbana como na zona rural, a oferta de mão de obra está bastante escassa, principalmente em virtude de uma boa parte da classe trabalhadora receber o Bolsa Família.


Para ilustrar com um fato real, recentemente um jovem fazendeiro do interior de Simplício Mendes precisou contratar dois funcionários temporários para executar uma obra em sua propriedade. Depois de procurar muito, encontrou dois jovens que falaram que iam fazer o serviço:


— Nós vamos fazer o serviço para o senhor fala um dos rapazes.


— Que bom! — diz o fazendeiro,pois estava difícil demais encontrar alguém!


— É, mas a gente não terminou de falar. Se o senhor, durante os dias de trabalho, não trouxer pães e refrigerantes e, mais ainda, um bolo de chocolate, que é o mais importante, então nada feito.

Você entrou no meu inferno para me salvar,
mesmo sabendo o quanto iria sofrer.
Como Dante, enfrentou a escuridão,
e me tirou de lá quando perdi a direção.


Quando eu não tinha mais forças para lutar,
você ficou e não me deixou afundar.
Você foi ao inferno só para me buscar,
e eu nunca vou esquecer quem me ensinou a voltar.