Enquanto

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Enquanto o mundo grita ofertas, o
bom homem silencia em
seus valores.

O Duque

Buscas & Encontros


Enquanto uma grande quantidade de pessoas está em uma incessante procura por adversários, há aqueles que apenas contemplam através das janelas de suas esperanças e percebem a beleza nas pequenas coisas;


No amanhecer, mesmo que o sol não se revele,
Na descida da tarde, refrescado por uma breve brisa, ou
Na tranquilidade da noite ao observar o céu uma última
vez em busca de estrelas, percebendo muito
mais do que apenas luz...


A vida se torna magnífica quando
observada com simplicidade.


Marcelo HB

A Poesia 1ª

"Sangra a tinta na folha em branco,
enquanto o peito se esvazia,
entregando ao mundo o que era seu.

Cada verso é um batimento eterno,
uma cicatriz que agora fala,
e que sobrevive além de quem a escreveu.

O amor, esse cinzel implacável,
desenha na pele o preço do canto:
para dar vida à arte,
o poeta morre um pouco."

Jorge B Silva

À Sombra do Sol


Enquanto alguns passam a vida lamentando as falhas dos pais,
outros escolhem superá-los. A grande diferença é que os
primeiros viverão sob a sombra do passado, enquanto os
segundos se transformarão em seus próprios sóis...


Ninguém escapa da própria raiz,
Carregamos a história que o sangue diz.
Mas o destino não é o que herdamos,
É o caminho que nós mesmos traçamos.


Enquanto alguns passam a vida a lamentar,
As falhas dos pais que não puderam mudar,
Outros escolhem a dor de crescer,
E vão além do que viram nascer.


A grande diferença habita no fim:
Uns vivem na sombra, trancados em si,
Reflexos eternos do que os gerou.
Os outros são sóis que a vida acendeu,
Brilhando na luz que o peito escolheu.


Estar à sombra do sol é entender,
Que a própria luz faz a sombra nascer.
Não é apagar o passado ou a história,
É caminhar sob a própria vitória.


Marcelo HB

"Fui mandado embora de casa por minha própria mãe. Naquele instante, enquanto arrumava as poucas coisas que possuía, imaginava ser o fim, sem saber que ali iniciava um dos recomeços da minha vida — um dos meus tantos levantes após as quedas. Perdoei-a após anos, mas não esqueci. Assim, me tornei um bom dublê, profissional em quedas, mas também em ascensão. As pessoas precisam entender que todos temos nossas falências e que, principalmente, somos feitos de carne, ossos e muitas cicatrizes.Glória a Deus por isso!"


Marcelo HB

⁠Enquanto
a FIFA pensa com os pés, os Futebolistas
não usam nem eles
nem as cabeças.


Quando o jogo passa a ser administrado mais como produto do que como arte, algo essencial começa a se perder.


O futebol, que nasceu da improvisação, da inteligência do corpo e da astúcia da mente, lentamente vai sendo comprimido em protocolos, métricas e decisões tomadas aos pontapés longe do gramado.


Quanto mais a engrenagem institucional tenta controlar o jogo, menos espaço sobra para os jogadores pensarem dentro dele.


Há uma ironia quase perfeita nisso: quando quem governa o futebol passa a “pensar com os pés”, transformando tudo em espetáculo coreografado, calendário saturado e regra calculada para o consumo, os protagonistas do campo acabam sendo treinados para obedecer mais do que para interpretar.


A criatividade cede lugar à execução mecânica; o gesto genial vira exceção, quando antes era linguagem.


O futebol sempre foi uma conversa entre pés e cabeça — entre instinto e inteligência.


Quando uma dessas partes é silenciada, o jogo continua existindo, mas algo de sua alma se dissipa.


A bola ainda rola — e até grita —, os estádios ainda vibram, os números ainda crescem.


Mas, pouco a pouco, o jogo deixa de ser pensado por quem joga e passa a ser apenas executado por quem mal assiste.


E talvez o sinal mais evidente disso seja quando os jogadores correm cada vez mais… enquanto o futebol parece pensar cada vez menos.

⁠Enquanto ignorarmos que o Silêncio compra Paz que Ruído algum alcança, tropeçaremos nos Infortúnios do Barulho.


Vivemos como se o mundo exigisse resposta imediata para tudo — opinião pronta, reação instantânea e presença constante.


O barulho não é apenas externo; ele se infiltra nas frestas da nossa mente, ocupando o espaço onde antes habitava o discernimento.


E, pouco a pouco, passamos a confundir movimento com progresso, exposição com relevância, e ruído com verdade.


O silêncio, por sua vez, foi injustamente associado à omissão ou fraqueza.


Mas há uma força quase invisível nele — uma força que não disputa palco, não implora atenção e não se desgasta tentando convencer.


O silêncio observa, absorve e, sobretudo, preserva.


Ele nos protege da pressa de julgar, da ansiedade de responder e da vaidade de sempre ter algo a dizer.


É curioso perceber que muitos dos nossos maiores infortúnios nascem justamente da incapacidade de nos calar.


Palavras mal colocadas, decisões precipitadas, conflitos desnecessários — tudo alimentado pela urgência caprichosa de participar de todo e qualquer barulho.


Como se o silêncio fosse um vazio a ser preenchido, quando, na verdade, ele é um espaço fértil onde a consciência se reorganiza.


Quem aprende a negociar com o próprio silêncio descobre que nem toda batalha merece voz, nem toda provocação exige resposta e nem toda verdade precisa ser dita no calor do momento.


Há muita inteligência em saber escolher o que dizer, mas há mais sabedoria em escolher o que não dizer.


No fim, o barulho cobra caro: desgasta, confunde e fragmenta.


O silêncio, ao contrário, paga em paz — uma paz que não se compra com razão, nem se impõe com argumentos, mas se constrói na disciplina de saber quando se retirar do caos.


Talvez não seja o mundo que esteja excessivamente barulhento.


Talvez sejamos nós que ainda não aprendemos o valor de permanecer em Silêncio quando tudo ao redor insiste em Gritar.

⁠Enquanto para uns, o que dói é a finitude da vida, para outros, o que alivia é a finitude das dores.


Para uns, a morte é a grande inimiga — a interrupção brusca dos planos, dos afetos, dos sonhos ainda inacabados — para outros, ela surge como um descanso prometido, quase um silêncio misericordioso depois de longos e exaustivos gritos.


Há quem tema a finitude da vida porque ama intensamente o que tem, o que construiu, o que viveu e o que ainda espera viver.


Para esses, cada despedida é um rasgo, cada adeus é uma mutilação do possível.


A morte representa a perda de tudo: das mãos que se tocam, das conversas inacabadas, dos abraços que ainda poderiam ser dados.


É o fim das oportunidades de amar mais uma vez.


Mas há também quem, exausto de carregar dores que não cessam, encontre na ideia da finitude um alívio secreto.


Não porque despreze a vida, mas porque já não suporta a forma como ela se apresenta.


Para esses, a morte não é vista como roubo, mas como cessação.


Não é a perda de tudo — é o fim de tudo o que dói.


É o apagar de uma chama que já não aquece, apenas queima.


E aí reside o grande paradoxo da existência: a mesma morte que para uns é tragédia absoluta, para outros é libertação imaginada.


Ela é, simultaneamente, ausência e descanso; ruptura e cessação; perda e alívio.


Talvez isso revele menos sobre a morte e mais sobre a forma como estamos vivendo.


Porque, quando a vida é experiência de sentido, a finitude assusta.


Mas quando a vida se torna apenas resistência, a finitude seduz.


No fundo, não é a morte que muda de significado — é o peso que carregamos enquanto respiramos que redefine o que ela representa.


E talvez a tarefa mais urgente e necessária não seja discutir a morte, mas aprender a tornar a vida menos insuportável para quem já não a reconhece como lar.

⁠Enquanto 'meninos' seguem acusando as mulheres de “Perigo Constante no Volante”, elas seguem desbravando todas as Direções.


Elas conduzem na terra, no ar e na água.


Enquanto muitos ainda insistem em disfarçar o preconceito com piada — apontar o dedo, buzinar certezas gastas e acusar as mulheres de perigo no volante —, elas seguem fazendo do movimento um ato de coragem.


Não pedem licença ao estereótipo, nem reduzem seus sonhos à marcha ré das opiniões alheias.


Elas atravessam ruas, céus e mares porque sabem que direção não se mede pelo gênero, mas pela consciência, pelo preparo e pela liberdade de ir e vir.


Enquanto os meninos se ocupam em vigiar retrovisores imaginários, elas pilotam o próprio destino: na terra que desafia, no ar que exige precisão, na água que não perdoa imprudência.


No fim, o verdadeiro risco nunca esteve nas mãos que conduzem, mas nas mentes que insistem em frear o avanço alheio para não encarar a necessidade de se despir da masculinidade frágil, do machismo e da própria estagnação.

⁠Enquanto muitos fogem do toque que salva, outros fingem bravura nos toques que ferem.


Novembro Azul começou num sábado, e meu amigo já sofre por ter que esperar até segunda pra se cuidar.

⁠Acordar é tão Fácil, basta estar vivo!
E enquanto Deus te deixa acordar, é porque Ele espera que você Desperte.

⁠Enquanto uns precisam de um tropeção para cair nos braços do Pai, outros para tentar quitar o aluguel das cabeças dos asseclas.


Há os que só descobrem a própria fragilidade quando o chão falta sob os pés.


O tropeço, para esses, não é punição: é convite.


Na queda, cessam as ilusões de autossuficiência, e o abraço do Pai deixa de ser discurso para se tornar refúgio.


A adversidade, então, cumpre seu papel mais nobre — revelar limites, ensinar silêncios e reordenar as prioridades.


Mas há os que fazem do tropeço um espetáculo, arrastando para o centro do palco um dos mais nojentos dos comportamentos — o vitimismo.


Não caem para aprender, caem para acusar e se vitimizar.


Transformam a adversidade em vitrine e o sofrimento em moeda, tentando pagar o aluguel das cabeças dos asseclas com versões convenientes da própria dor.


O vitimismo vira estratégia, não confissão; ruído e não arrependimento.


Em vez de atravessar a noite, preferem manter acesa a fogueira da queixa.


A diferença não está na queda, mas no destino dado a ela.


Uns permitem que a dor os humanize; outros a instrumentalizam.


Uns se levantam esvaziados de si e cheios de fé; outros se erguem inflados de razão e pobres de verdade.


No fim, a adversidade sempre cobra seu preço: ou nos reconcilia com o essencial, ou nos aprisiona na necessidade de plateia.


E talvez aí resida o discernimento que nos falta: nem toda lágrima nos cobra empatia, nem toda queda é lição.


Há tropeços que salvam, e há tropeços que apenas alugam consciências.

⁠Enquanto os idiotas da Esquerda e da Direita se digladiam, o encardido aplaude a agressividade cobrada pela medonha distração coletiva.


Porque enquanto imbecis se digladiam na arena da vaidade, convencidos de que lutam por ideias, quando, na verdade, brigam por espelhos, o encardido sutilmente se acomoda na arquibancada polarizada.


Não precisa sujar as mãos: a agressividade já foi terceirizada, cobrada como ingresso para o espetáculo da medonha distração coletiva.


O ódio vira método, o grito vira argumento, e a escuta é tratada como traição.


Cada lado acredita combater o mal absoluto, sem perceber que, ao demonizar — e até desumanizar — o outro, alimenta exatamente aquilo que diz enfrentar.


A distração é tão eficiente que ninguém nota o assalto tão silencioso quanto medonho: enquanto os punhos se levantam, a consciência abaixa a guarda.


O encardido não cria o caos — ele só o administra.


Aplaude quando a raiva substitui o pensamento crítico, quando a identidade vira trincheira e a complexidade é condenada como fraqueza.


Seu aplauso é mudo, mas constante, porque toda vez que alguém prefere ferir a compreender, o trabalho está feito.


Talvez a verdadeira resistência não esteja em escolher um lado mais barulhento, mas em recusar a coreografia do ódio.


Em interromper o aplauso invisível com um gesto raro e subversivo: silêncio para pensar, coragem para escutar, humanidade para discordar sem destruir.


Se a distração acaba, o espetáculo perde público — e o encardido, enfim, deixa de sorrir.


Quando nada mais conseguir nos distrair — senão pensar com a nossa própria cabeça — os inquilinos de mentes não encontrarão tantas cabeças disponíveis e dispostas a retroalimentar essa polarização medonha.

Enquanto os Nascidos Patriotas sacrificam suas próprias cabeças em prol do seu país, Patriotas de Ocasião sacrificam o próprio país em prol das suas cabeças.

Enquanto muitos vivem como se a vida de primeiro mundo fosse um drama, muitos brasileiros tropeçam no drama e fazem comédia.

⁠Enquanto uns choram seus pais que só lhes deixaram aquilo que dinheiro nenhum pode comprar, outros, miseráveis, que não têm nada além do dinheiro — desumanizam os seus.

⁠Enquanto o sistema se esforça para dar alma às máquinas, os humanos perdem as suas.

Meu trio olha a chuva enquanto descansam ao som de Oswaldo Montenegro, Raul Seixas e Moacyr Franco... Gita, Pedágio e Metades. O louco ouvindo Raul ri do filósofo que gosta de Moacyr... O poeta entende Oswaldo...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

⁠Ame e honre a sua mãe enquanto ainda a tem, pois saudade nenhuma será motivo suficiente para trazê-la de volta.

O fogo simboliza a realidade enquanto processo: aquilo que parece permanecer é, em última análise, transformação juridicamente contínua de estados anteriores.