Engano de Amor
Tem poesia que vem assim
Tem poesia que vem assim
Do engano e da verdade
Do entendido não entendido.
De um descuido da realidade
Do instinto da felicidade
Vem montando substâncias
Articulando
Regendo
Cometendo suicídio
Vezes dinâmica e ininterrupta
Engolindo passado
Ejetando o presente
Danificando o futuro
São frequentes as mudanças
Elaborando degradações
Revelando histórias de dor
Incubando a sede do amor
Dom sem preço
Virtude órfã de decomposição
Ou será
Defeito
Mania
Pecado ou perversão?
Tem poesia que vem assim
Vem se apossa e fim.
Enide Santos 26/08/15
Já joguei muita coisa fora... Algumas tive que recolher de volta... Outras joguei por engano e não foi possível recuperar... Outras fiz bem em jogar... Outras foi um erro terrível... Ainda tenho muitas coisas para jogar, fico adiando com medo de ter que recolher... Outras vou jogar assim que for propicio o descarte... Mas posso dizer com a consciência tranquila, só joguei "coisas", nunca joguei ou descartei uma pessoa, nunca descartei ou joguei alguém que entrou na minha vida ou no meu ministério, os que foram, foram porque quiseram ir e quando foram, chorei...
Tem um lugar no planeta perto do Hawaii se não me engano, onde o dia começa na meia noite e caso quem esteja lá se desloque em sentido contrário do que a terra gira e volte para onde estava em seguida, pode usar a frase dizendo que foi em tal lugar "amanha" em vez de ontem.
DEFUNTO POR ENGANO
“UM GRAVE ACIDENTE aconteceu hoje na BR que vai de Monte-alto a Guanambi envolvendo um carro e um caminhão, com vítima fatal. O agricultor conhecido por José Tatu veio falecer no local”...
A noticia foi veiculada pela Radio da cidade de Carinhanha que chegava a Cerra do Ramalho em transmissão de boa qualidade. O locutor da Radio interrompe o seu programa que no momento alcançava excelente audiência para noticiar o trágico acidente. O Sr. Joventino que assistia no momento o seu programa no pé do radio estarreceu-se ao ouvir a noticia. Não podia ser outro! Tratava-se realmente, da pessoa que ele conhecia, sem sombra de dúvida. Se o locutor houvesse dito: O agricultor José da Silva, ou Pereira e é de cetra e tal, ele por certo ouviria aquela noticia sem muito alarme; visto que acidente com vítima, nessas rodovias, são fatos corriqueiros e que infelizmente, sempre ocorre com vítimas, que na maioria das vezes são fatais. Mas, neste caso específico, ele não tinha dúvida.
_Meu Deus! Tenho que tomar algumas providências!
Por alguns momentos, o Sr Joventino tenta por ordem nas ideias. Precisava tomar algumas providências, como: dar alguns telefonemas. Precisava avisar aos parentes mais próximos daquele homem. Ele também se sentia parente do defunto que afinal foi casado com uma parenta sua e com ela tiveram muitos filhos que também eram seus parentes. Numa circunstância como essa ele num podia mesmo ficar de braços cruzados. Pensou o Sr Joventino e em seguida lançou uma interjeição: Nossa! O pobre homem ainda tão forte...! É! Deus escreve certo por linhas tortas, vai ver que chegou a hora de ele ir ao encontro da prima, pobre mulher! Morreu tão cedo! É! Deus é quem nos dá a vida e é a Ele que compete tira-la. Dizia O Sr Joventino, deixando na voz um tom de pesar e conformação.
Depois de ele ter absorvido aquela triste noticia, o Sr Joventino se deu conta de que o programa que ele assistia já estava quase no fim. Mas, agora, mediante o acontecido, quem teria cabeça para assistir programa de Radio, por excelente que seja? Amanha no mesmo horário, aquele programa estará lá, mas, o pobre homem, este, por certo, já haverá de está sendo enterrado...
Preciso avisar Osvaldo! Pensou ele em ligar para o irmão, já com o celular na mão. Osvaldo é cunhado de Zé Tatu...
Aquele monologa reticente era proveniente de suas ideias mal organizadas. Não era para menos, ninguém está preparado para fatalidades. Embora a morte seja certa para todos...
_Alô!! Disse Lena, a nora de Osvaldo, ao atender o celular do sogro.
_ Oi Lena! Sou eu, Joventino! Osvaldo tá aí?
Dizia ele do outro lado da linha com uma voz empanada de urgência. A esposa do sobrinho do Sr Joventino responde:
_Não! Ele está no pasto vendo uns bezerros. Mas, aconteceu alguma coisa¿ O Sr me parece preocupado, sei lá! Disse Lena ao notar estranheza no tom de voz de seu locutor.
_Sim! Aconteceu uma tragédia....
_Uma tragédia!! O que aconteceu tio Jove? Disse Lena alarmada.
_Eu acabei de ouvir no Radio uma noticia ruim!
_Mas, o que dizia.
Atalhou Lena.
_Dizia no radio que Zé Tatu morreu hoje num acidente que houve na rodovia que vai de Monte-alto a Gaunambi...
_O Sr ta falando do cunhado de seu Osvaldo?
_Sim! Num há outro Zé Tatu! Que eu saiba, não?
_Mas, ele não mora não é na Barrinha?
_Sim! Mas, vi dizer que ele, volte e meia, ta indo pra essas bandas de lá, tem parentes em Ganambi e Matinha.
_Mas, será que não pode ser outra pessoa, tio Jove?.
_José Tatu? Não! Nunca vi falar em outro por aqui. Avisa Osvaldo.
Disse ele e em seguida desligou, após despedir da mulher do sobrinho. Ele havia feito sua obrigação, avisar a família do morto.
Osvaldo entra em casa momento depois de Lena desligar o celular e ela repassa a ele a noticia que acabava de receber:
_Tio Jove acabou de liga!
_Deixou algum recado?
Disse Osvaldo pondo o chapéu em cima da mesa da cozinha fazendo tenção de tomar um copo d’água.
_Sim! Ele mandou te dizer, que ouviu no radio, que o seu cunhado Zé Tatu morreu hoje, num acidente de carro, indo pra Guanambi.
Disse Lena de modo natural, como se dissesse, sirva-te uma xícara de café, eu acabei de coar.
Aquela noticia dada assim de chofre, demorou um pouco para que ele digerisse, parecia não querer acreditar no que ouvia. Essas noticias são assim mesmo parece não nos cair bem aos ouvidos... Lena observa o sogro como se esperasse dele alguma reação, nesse meio tempo, todavia, o silencio reina entre eles. Ela sai deixando o sogro na cozinha e vai ao quintal, ele pega o celular nesse meio tempo e liga para esposa para dar-lhe a noticia. Daí por diante foi como rastro de pólvora... Essa noticia pegou todos de surpresa e não houve entre os parentes quem não ficara alarmado. Uma de minhas irmãs parecia até que tinha sido ela a perder o marido tamanho foi o chororô por causa do cunhado. Minutos depois de ter recebido a trágica noticia ela telefona para os filhos, esta do chororô. A outra, a qual o marido avisara, também não mediu esforços em propagar a triste noticia. As duas ligaram para os filhos em Brasília dando em primeira mão a fúnebre noticia... A minha outra irmã, a do chororô, liga para outros filhos dela que vive em Florianópolis e dar a noticia. Ela pede para um deles que ligasse para Curitiba e avisasse os filhos do cunhado que morrera. Avisá-los que o pai deles havia morrido num acidente de carro... A ideia que rondava sobre a cabeça de todos era de que o carro envolvido no acidente fosse do filho do morto que acabava de chegar de Curitiba... Viera com duas das filhas e uma sobrinha, outra neta do falecido.
Aquela noticia transmitida pela Radio de Carinhanha percorreu de Serra do Ramalho a Lagoa dos Índios, da Lagoa dos Índios a Coribe, de Coribe a Brasília e a Florianópolis, e de Florianópolis a Curitiba e de Curitiba ao Pará. Percebe-se então, que a ligeireza em que a noticia chegava ao seu destino era da velocidade da luz, portanto, foi percorrido cinco estados em questão de minutos. Eu e uma sobrinha minha filha de outra irmã que não foi citada aqui, saímos desembestadas direto para a agência de ônibus intencionando cancelar as passagens; nós iríamos viajaria no fim do dia...
O artigo dizia claramente em letras graúdas: “o agricultou conhecido por José Tatu se envolveu num acidente com um caminhão na BR indo de Caitité a Guanambi, nas mediações de Monte-alto vindo falecer no local, ele conduzia uma Belina cinza...”.
_ Este não é meu cunhado!
Verbalizei esta exclamação chamando a atenção do irmão do Rogério que nos ajudavam procurar na internet mais detalhe sobre o acidente, conforme orientou-nos o locutor da radio que noticiou a tragédia, e de minha sobrinha, que no momento estava meio descompensada por causa da noticia. Ele disse:
_Como não! Ta aqui dizendo o agricultor....
_Repare! Eu disse. Veja! Continuei, apontando para um detalhe que dizia: “o agricultor conduzia uma Belina cinza”... Percebeu Juca¿ Zé tatu não dirige, nem tampouco possui carro e alem do mais, Dorim não viria de Curitiba num carro como este...
_Verdade! Num é ele mesmo não tia! Graças a Deus!!! Disse ela. Graças a Deus!!! Disse eu. Voltamos ao Rogério, o rapaz da agencia de ônibus e com um sorriso de orelha a orelha pegamos as passagens de volta...
Saia! É engano! Seu engano, pois eu não tenho mais dúvidas de que não vou entregar mais meu coração, romanticamente falando. Amar vou continuar, mas vou continuar a amar como sempre amei: a tudo e a todos como se estivesse vivendo o meu último dia.
O Auto-engano é uma especie de cegueira provocada pelo ego para se "defender" de algo ou para esconder a própria fragilidade.
Mesmo com o sentimento de derrota, jamais pense que o chão é o fundo do poço. Salvo engano, ele é linear e rígido, podemos pisar de forma 'reta' em cima dele e ter sustentação, logo, nos impulsionar para um livre salto rumo à altitude. É o que ele lhe impõe.
Com o tempo a gente vai se acostumando e tudo vai mudando, o que era plano vira engano e o que parecia ser engano vira plano, as vezes o vento vem levando tudo, ou limpando tudo como queira entender, o difícil é que se quando perceber tudo o que há de dizer é Adeus...
Triste engano!
E foi assim que você me deixou.
Aqui neste quarto escuro nesta cama vazia...
Quando vc chegou, eu te disse tantas vezes que tinha medo de amar.
Que ainda havia marcas profundas que faziam meu coração sangrar.
Mas você fazia questão de me afirmar que me amava,
Que eu era a confirmação dos teus anseios .
Quantas vezes eu te disse, inúmeras vezes te pedi, para não me iludir, para não me ferir de novo.
E você me dizia que era destino, nossos caminhos se cruzarem...
Você foi me envolvendo, com suas promessas e juras de amor.
Estão me rendi, baixei a guarda.
Maldita hora que eu confiei em você, no seu falso amor, carregado de dor de maldade de amargura.
Você agora me diz que foi um engano, que se deixou levar pela emoção.
Aquilo que vc dizia de ser um grande amor, na verdade foi só mais um triste engano!
Faz Tempo
Ao meu coração engano, e fico em outras
coisas refletindo.
Quando em ti ele pensa parece que a vida
finda mas, mesmo assim ele tenta de ti saber,
se estás presente, e se nele pensas ainda.
Tempo há que não te vejo,nem falar falamos mais,
esparsos são os nossos contatos.
Faz tempo que em ti penso,muito mais do que pensava.
Quando escrevo, vejo-te ao lado,ouço tua voz,
pelo ar a me chamar.
Faz tempo que assim ando,perdido dentro de mim,caminhando,
achando que logo vens, busco-te em todos os cantos.
Faz tempo, muito tempo, que assim vivo sonhando.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Existe um comentário de que, o homem é quem faz a mulher, isso é um terrível engano, pois elas nos geram e ainda nos permitem provar que somos homens, e nos deixam conquistá-las. Elas que nos fazem!
Meu engano, seu ato...
Foste meu tango, meu fado
Eras meu moreno, meu pardo
Meu tigre, feroz leopardo
Meu amor, conserto e estrago
Que me conduzia desde o tablado
A um céu de magia desencontrado
Vem e me devolve o chão roubado
Para que eu siga meu destino fadado
Príncipe mascarado de mil encantos
Que me lançou à sorte dos lamentos
Dos risos ausentes, a chorar pelos cantos
Num um palácio forjado de sonho inventado
Como chegamos a esse final?
Tudo o que era pra ser alegria, se fez fatal
Porque em ti, vigorou o irracional animal
Que trocou o respeito por todo um mal
Foi no coração que tudo findou
Sua valentia, insana e demente
Marcou mais que minha pele e mente
Foi ela a algoz do amor que uniu a gente
Eu homem, menino alma.
Nasci, talvez que por engano,
em uma tal cidade grande,
feita de concreto armado,
cheia de caras e portas fechadas,
mas, meu nascer mesmo, é no campo,
no mato,no torrão do interior.
Nunca vou esquecer,
como é bom, o prazer,
de subir na goiabeira,
pra comer fruto no pé,
ir até os galhos mais altos,
pra namoradinha assustar,
e na hora de descer ?
e pra tremedeira esconder ?
pra vergonhar não passar...
...vou descendo acanhado,
pra baixo todo santo ajuda!
penso eu, atrapalhado, penso também na mamãe,
junto com os carões, que de certo vou levar,
se caio daqui, e não morro,
minha mãe me mata,
e mesmo que não me mate,
triste será meu castigo,
não vou poder ir a praça,
ver televisão com meus amigos.
Balançar muito e bem alto,
numa rede armada,
no caibro do nosso alpendre,
ouvindo minha mãe, afirmar perguntando,
``vai cair daí ô inteligente!.´´
Coisas assim,
só se vivem no sertão,
o cheiro da terra molhada,
olhar da janela a passarada,
a chuva forte chegando, depois,
brincar nas poças de lama,
assim que chuva se foi.
Também não posso esquecer,
dos banhos de rio, cedinho,
antes de ir pra escola,
ficava feliz quando via,
Tânia, minha melhor amiga,
mulher grande,
mas com alma de menina,
vinha logo assuntar,
com uma voizinha mansa, dizia,
pra eu sempre lavar, as zunha e zurêia,
senão chegando em casa
podia, se preparar, pra entrar na ``peia.´´
Acho muito respeitoso,
um filho aos pais dizer,
bença pai,
bença mãinha,
tá aqui, acesa a lamparina no chão ,
pertinho da santa Maria,
enquanto a mãe de joelhos,
pedindo à todos os santos,
rogando à Deus por seu filho,
nunca cair em tentação.
Tenho respeito e amor,
tudo que Deus criou,
do pouco que tenho,
ao pouco que sou,
do pequeno ao maior,
mas me custa muito aceitar,
deixar minha alma lá,
no meu amado interior.
Colares Filho.
Há quem diga que chorar não é bom, é insegurança tipica de pessoas fracas. Ledo engano, chorar mostra que somos sensíveis e ao mesmo tempo fortes, ao demonstrar que não temos nenhum problema em externar sentimentos. As lágrimas quando derramadas de uma forma natural, lavam a alma, aliviam o coração, acalmam a nossa mente, aquietam o nosso espírito. Chorar é para os fortes, os fracos não choram nunca!!
Precisamos de sonhos e planos
Ou talvés tudo seja um engano
Precisamos não ser tão insanos
Com a vida e com as pessoas.
Esse medo do amanhã não nos deixa viver
Uma vida feliz como deve ser
O nosso medo de amanhã é morrer
Jogamos um jogo mortal
De ganhar ou perder
De viver ou morrer
De crescer e aprender
Grave engano, engodo do Diabo, na Universidade é supor que sou oposição porque não gosto das pessoas que usurpam o poder institucional. Odiar pessoas não é se opor. Trata-se de oposição a projeto social dos candidatos e ocupantes dos cargos maiores. Eu não voto em candidato que defende, intransigentemente, o regime de produção econômica dominante no Brasil e que tantas marcas sociais negativas tem trazido à população carente do país. Depois, não apoio nem participo de campanha de administradores que não tenham preocupações sociais, pedagógicas, compromissos com a Universidade pública, universal e gratuita. Pior, se o candidato é simpático a centralização e a burocracia. Fora disso, no plano pessoal a gente tem que se respeitar e se gostar como colegas. Posso gostar mais, no plano pessoal de quem me oponho politicamente, e votar em que nenhuma simpatia me proporciona.
Não diga que não te amei.
Deixa-me, mas não diga que não te amei.
Diga que foi engano e desse amor estive ausente
Diga o que quiser invente tudo que lhe convier
Diga que sou culpada dessa distância
Que entre nós se fez
Deixe o tempo ser o culpado
Pois, tudo consome destrói corrói.
Deixe o vento ser culpado
Ele traz tempestade
E a tempestade do ciúme levou teu amor
Mas eu digo o mesmo vento traz teu cheiro
E em mim ainda vive esse amor
Deixo o vento saber
Das lembranças
Dos agrados
Dos beijos
Dos anseios
Da liberdade
De tudo que envolva saudade
Com desatino diga
Que ainda sou uma menina
Deixa-me saber
Que na loucura do amor
Com ela veio à desventura
Veio à dor
Apenas diga que eu causei a dor
Que para mim são penas
De um grande amor
Diga o que quiser
Só não diga que não te amei
Eu digo a você ninguém
Jamais ira te amar como eu amei.
A ti confio minha suscetibilidade
Sem limitações para engano
Já que não e de tal confiança magnânimo
Equívoco espero que chegue mais longe
De que todo a melindre
Mas o encoberto é alimento do saber
Para protrair o amor não credite a desconfiança
Só sobreaviso necessário sobre sua malandragem
Aceitar suas palavras, e engolir todo o aleive
A frequência de ações reiteradas
Geram alicerce para todo pessimismo em sua pessoa
Que possa fiar-se um dia sua vida, por que há de sagrado
Não foi escolhido assim
Sua desfaçatez levou a tudo
Aparento crer, mas na mesma moeda abjuro de você.
