Encontros
Eu quis você ..não pedi uma vida de muitos encontros, pedi que fosse amor ,pedi que tivesse versos e com eles viver para todos os possíveis amores.
"Des" encontros.
Nos conhecemos em meio as palavras, ditas e ocultadas.
Escrevemos sentimentos vividos e desejados,encontros marcados não acontecidos e palavras.
Palavras que carregavam verdades e desejos jamais vivenciados, jamais vividos, palavras em versos, em prosas.
Palavras ditas e sentidas a distância, mesmo que parecendo perto a um toque de distância .
Palavras, inundadas de sentimentos e de sentir,mas sem o derradeiro encontro,mesmo que por várias vezes marcados....
Ficaram apenas nas palavras,mesmo que sempre ditas...
Condenados a se evitar, destinados a se encontrar.
Acho que nossos encontros não deveriam acontecer...
É como se o destino sussurrasse, com voz firme e misteriosa:
"Vocês não podem se encontrar.
Não foram feitos para se cruzar..."
Somos como o Sol e a Lua — tão intensos, tão opostos —
e, ainda assim, tão conectados pelo mesmo céu.
Mas a minha alma responde, com esperança e ousadia:
"Para isso, existe o eclipse."
E então me vem a lembrança...
O eclipse é raro, é breve, é mágico.
Não acontece todos os dias.
Mas quando acontece…
o universo inteiro para pra ver.
Estamos em muitas coisas, em muitos amores, em partidas e encontros.
Nessas idas e vindas, muitos eu vi, poucos eu conheci...
Entre tantos abraços, até hoje procuro o meu.
Quantos de nós estamos, mas não pertencemos?
Não pertencemos ao nosso trabalho,
não pertencemos à nossa cidade,
não pertencemos ao nosso casamento.
Mas estamos.
Estamos tentando ser parecidos com o que esperam de onde estamos.
"Há encontros que parecem promissores, mas só nos testam. Onde reina a vaidade, o amor não cria raízes. E enquanto muitos disputam o efêmero, a verdadeira paz está em não ser escolhido por aquilo que nunca teve essência."
Gosto dos meus encontros com a noite. Aprecio a lua como se estivesse num divã; ela sempre sabe dizer em silêncio o que eu preciso ouvir.
Seja nos encontros familiares ou entre amigos é muito comum as pessoas lembrarem de ti quando os smartphones descarregam.
Para encontros inevitáveis, qualquer coisa é uma desculpa. Ficar parado é a maneira mais eficaz de atrasar o destino.
Nos amores, laços
Nos rostos, traços
Nos encontros, abraços
Nos nós, entrelaços
Nos descansos, cansaços
Nos vidros, estilhaços
Nos poemas, compassos
Nos problemas, embaraços
Nos grandes centros, inchaços
Nos meus pensamentos, mormaços.
Animal Doméstico
Quando às vezes me recordo admirado
Do deleite dos encontros casuais
Ponderava uma vida despojado
Dos amores e paixões de calmaria
Em meu âmago de afetos ilibados
Renegados em meus dias perspicaz
Postergava apegos inacabados
Passeando entre o lirismo e a boemia
Do encanto dos casais desavisados
À ironia do entendimento tão fugaz
Desguardei o sentimento resguardado
Mais que insulto ao amor, eu proferia!
Sem notar que já tinhas me domado
Fui cativo em teu colo tão voraz
Não previ que tal amor era meu fado
Há quem viva sem amor, à revelia?
Entre idas e vindas, encontros e
desencontros, vamos vivendo a vida e descobrindo novos horizontes.
Não chamo de coincidência, esses gostos em comum... Não chamo de acaso esses encontros que não foram planejados. Nem chamo de mera ilusão essa necessidade que tenho de tua atenção.
Eu olho para ti e vejo a felicidade que a anos anseio. Quando vc diz que nasceu no tempo errado e eu me identifico tão facilmente, pois desde sempre repeti que esse tempo não é meu! O meu tempo se chama passado e nele a melhor fase se perdeu. No tempo em que os costumes e pudores eram o maior galardão de uma sociedade, atualmente se chama de velho e antiquado. Mas te ouvir, tão gentilmente e doce, dizendo que essa vida a qual necessitas já se perdeu no tic e tac do relógio, nos dias intermináveis de um calendário redondo que se repete mensalmente como uma uma cachoeira circular, no decorrer desses anos e séculos, te admiro ainda mais. Não citarei amor, pois desse não me sinto digna ou talvez tenha apenas receio de não saber usá-lo com veemência. Já não controlo mais as minhas atitudes impulsivas e descontroladas de chamar tua atenção e me colocar muitas vezes a beira de um precipício tribunal chamado sociedade. Por muitas vezes a razão me tem salvado, mas e quando esta falhar? E a emoção falar mais alto? As consequências, a quem irão pertencer?
Há momentos que precisamos nos afastar dos encontros do mundo... para nos encontrarmos com nós mesmos.
Respeito minha ignorância. Convivo bem com coisas que não entendo, cantos escuros e encontros silenciosos.
