Encontro entre Amigos
É a possibilidade do fim que transforma um encontro em memória, uma palavra em legado e uma escolha em responsabilidade.
Eu me perco e me encontro nos teus detalhes. Aquelas três pintinhas alinhadas na tua barriga são a minha constelação particular, as minhas Três Marias na Terra. Olhar para o teu corpo é como ler o céu em uma noite limpa, onde cada sinal seu é uma estrela que me guia e me mostra exatamente para onde eu devo voltar. Você é o meu universo inteiro, Carla.
DeBrunoParaCarla
UM DIA DESSES!
Um dia desses eu te encontro por aí
Te dou um abraço
Olhamos um para o outro
Lembramos várias histórias
Que nos fizeram sorrir e chorar.
Um dia desses nossas vidas se encontram
Para dizer como estamos
De tudo que aconteceu
Quando nos distanciamos
Nos perdendo por aí...
Um dia desses eu te encontro
E vamos lembrar que o tempo
É a maior força do sentimento
Não esquece jamais o que somos
Começo e recomeço do momento
Desse encontro por aí...
Um dia desses
Eu te encontro por aí!
SONHOS
Os sonhos voam fantasias
Onde encontro a harmonia
Onde elimino a minha dor
Sonhando com meu amor.
Sonhar faz bem pra alma
Relaxa e tão bem nos acalma
Nos envia no céu da esperança
Na imaginação de uma criança .
Quero nas ondas dos pensamentos
Viver intensamente todos momentos
Não quero ser pinguela e sim ponte
Para atravessar a linha do horizonte.
Quem não sonha não vive, vegeta
Acaba sempre sem rumo sem meta
Pois que dos sonhos vale toda sorte
Nos livra do mal, nos livra da morte!
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIAS E PENSAMENTOS
RAZÃO E CORAÇÃO
Eu me encontro na prece
Onde minhas palavras voam
Flutuam noutra dimensão
No momento do silêncio
Quando fujo do tempo
Para encontrar com o Eterno
E a paz assim divina
E num canto da solidão
Invade meu coração
Todo sentimento com emoção
Onde sinto toda energia
Viajando por todo universo
O meu encontro sagrado
Pois oração gera energias
Onde me encontro intenso
Pacifica assim meu interior
Nas palavras que sopram ao vento
Daí encontro o meu ser
Ligado ao próprio Deus
Que se manifesta no meu interior
Eu encontro em mim
A essência da vida
Onde toda imaginação
Faz parte da minha oração
Atingindo a fonte do coração
Na real força que vem da razão!
João Batista Barbosa
Poesias e pensamentos
"A realização é o encontro com o que você já é. Quem passa a vida perseguindo o que falta, esquece de viver o que tem."
Geometria do Encontro
Eu não contava os dias por horas,
mas por versos que o acaso não leu.
Havia um deserto onde hoje repousa
o mapa de um tempo que ainda nem nasceu.
Chegaste como quem não pede licença
à casa vazia que o silêncio alugou,
e a parede fria, na tua presença,
aprendeu o calor que a cor não pintou.
Dizem que rio se forma gota a gota,
que o carvalho não brota do chão de manhã,
mas o mar que me invade a garganta e a rota
veio inteiro, de sal e de espuma, de ti, de manhã.
E não é sobre os meses que somamos à mesa,
nem sobre os calendários que a pressa riscou.
É sobre a tua voz sendo a estranha certeza
de que o "sempre" é um lugar, não um tempo que voou.
Cada passo contigo desenha um caminho
que a minha sede de ti faz de novo nascer.
Antes de ti, eu morava sozinho
no avesso do mundo, com medo de viver.
Agora, teu riso é a fechadura
de uma porta que eu nunca soube que havia.
E se a vida me der essa imensa aventura,
quero mais do teu lado, ir mais fundo, mais um dia.
Não me perguntes o "quando", pois o relógio
desaprendeu a correr quando te viu passar.
Ficou preso no instante em que o teu relógio
resolveu, sem saber, me ensinar a ficar.
Pouco tempo no mundo, imenso no peito.
Raiz que se alastra num chão recém-feito.
É que a beleza de estar onde estás
não se mede em segundos, se mede em ficar.
E eu fico. E eu volto. E eu me perco e me encontro.
E quanto mais fico, mais quero morar
nesse azul que teus olhos desenham no encontro
entre o que sou e o que quero ser: o teu lar.
Sou o encontro de passado e presente
uma história que se enlaça
em tantas outras vidas
são anos de aprendizado,
de gente querida
de momentos bons
e outros nem tão presentes
Mas em mim está a força
de seguir em frente
a certeza de que a vida
é mesmo uma partida
e que cada passo dado
nos leva a outra vida
q ue o tempo é gigante
e ao mesmo tempo tão carente
Eu sou um livro aberto,
folhas amareladas pelo tempo
mas ainda trago em mim
a esperança e o sentimento
de que é possível criar
um mundo melhor
E assim vou caminhando,
entre o passado e o agora
tão vasta é minha jornada,
tão grande é o meu tesouro
sou o tempo que persiste
e que não tem borda nem sabor.
## Capítulo XXII
# A Conversa Depois
Durante vinte anos acreditara que o encontro seria o fim da espera.
Descobriu que era apenas o início de outra forma de tempo.
Saíram da cafeteria sem combinar destino algum. Heidelberg permanecia envolvida pela serenidade discreta das cidades que aprenderam a conviver com os séculos. As ruas estreitas conservavam o rumor distante do rio, e o vento da primavera movia lentamente as copas das árvores como se também ele tivesse decidido caminhar sem pressa.
Nenhum dos dois parecia disposto a romper o silêncio.
Não porque lhes faltassem palavras.
Mas porque certas presenças exigem primeiro o reconhecimento da realidade antes de aceitarem a linguagem.
Durante duas décadas haviam conversado através de livros, críticas, perguntas e ausências. Agora precisavam aprender uma tarefa infinitamente mais difícil.
Estar um diante do outro.
Foi Ariadne quem sorriu primeiro.
— Você continua caminhando como quem pensa.
Ele riu.
— E você continua observando como quem escreve.
Ela abaixou os olhos.
— Nunca deixei de escrever.
— Eu sei.
— Como sabe?
— Porque ninguém pensa dessa maneira sem escrever em algum lugar.
Ela não respondeu.
Apenas continuou andando ao lado dele.
Jantaram num pequeno restaurante às margens do Neckar. A conversa atravessou a literatura, passou pela música, alcançou a filosofia e, pouco a pouco, abandonou todos esses territórios para chegar ao único assunto realmente importante.
A vida.
Ela contou dos anos dedicados à universidade, dos alunos que lhe devolveram a esperança quando o mundo parecia definitivamente entregue à superficialidade. Falou dos pais, das perdas, das amizades interrompidas pelo tempo. Confessou que relera *O Cadafalso* muitas vezes, mas que a cada leitura encontrava um homem diferente escondido entre as páginas.
Ele ouviu mais do que falou.
Havia esperado tanto por aquele encontro que agora descobria não possuir qualquer urgência.
A realidade finalmente dispensava a imaginação.
Quando saíram, a cidade já estava quase vazia.
Caminharam sem destino.
Como duas pessoas que sabiam exatamente para onde desejavam ir e, por isso mesmo, não tinham pressa de chegar.
Foi ela quem interrompeu novamente o silêncio.
— Você imaginou este encontro?
Ele sorriu.
— Todos os dias.
Ela baixou a cabeça.
— Eu também.
— E aconteceu como imaginou?
Ela demorou a responder.
— Não.
— Melhor ou pior?
Ela voltou-se para ele.
— Melhor.
Porque a imaginação sempre exagera.
A realidade apenas existe.
Continuaram caminhando.
Chegaram ao apartamento dela já perto da meia-noite.
Havia livros por toda parte.
Partituras sobre o piano.
Uma xícara esquecida sobre a mesa.
Nada parecia preparado para receber alguém.
E exatamente por isso tudo parecia verdadeiro.
Ela abriu uma garrafa de vinho.
Serviu duas taças.
Sentaram-se diante da janela.
Conversaram durante horas.
Não sobre o amor.
Mas sobre aquilo que o amor permite compreender.
Em determinado momento, ela aproximou lentamente a mão da dele.
Não havia hesitação.
Havia reconhecimento.
Ele segurou aqueles dedos com a delicadeza de quem recebe de volta alguma coisa que acreditava definitivamente perdida.
O beijo aconteceu sem qualquer urgência.
Não pertencia ao desejo.
Pertencia ao tempo.
Naquela noite fizeram amor como duas pessoas que já haviam aprendido que o corpo não serve para vencer a solidão.
Serve apenas para lembrar que a alma também precisa de abrigo.
Depois permaneceram deitados.
Nenhum dos dois demonstrava vontade de dormir.
A chuva começava a bater contra a janela.
Foi Ariadne quem quebrou o silêncio.
— Durante vinte anos imaginei uma única pergunta.
Ele voltou o rosto.
— Qual?
Ela sorriu.
— Sobre o que conversaríamos depois?
Ele fechou os olhos por um instante.
Depois respondeu quase num sussurro.
— Descobri que passei vinte anos procurando essa resposta.
Ela esperou.
— E encontrou?
Ele olhou para o teto.
Depois para ela.
— Sim.
— Qual é?
Ele sorriu com uma serenidade que nunca conhecera.
— Descobri que, quando duas pessoas finalmente deixam de pertencer à memória e passam a pertencer à realidade, qualquer assunto se torna extraordinário.
Ela apoiou a cabeça sobre seu peito.
Durante muito tempo permaneceram ouvindo apenas a chuva.
Lá fora, o mundo continuava exatamente o mesmo.
As guerras continuavam.
Os jornais continuavam mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.
Os homens continuavam perseguindo poder.
Nada havia mudado.
Exceto uma pequena vitória invisível.
Depois de vinte anos, o pensamento finalmente encontrara a realidade.
E, pela primeira vez desde a tarde distante na Baviera, nenhum dos dois precisou imaginar o futuro.
Bastava viver a noite.
. O Encontro de Duas Vulnerabilidades
"Abrir a porta exige uma dose imensa de fé de ambos os lados, pois o encontro humano é um espelho de nossas próprias fragilidades. Quem bate, traz nos ombros o peso de uma dor que já não cabe em si e busca, desesperadamente, um sopro de abrigo. Quem abre, por sua vez, muitas vezes também habita o seu próprio silêncio, curando feridas escondidas que ninguém vê. Girar a maçaneta, portanto, é um ato de coragem mútua. É escolher acreditar, mesmo com as mãos trêmulas, que o remédio para a nossa alma está na capacidade de acolher o outro. Nesse instante sagrado, duas histórias se cruzam não para somar dores, mas para multiplicar o consolo e a esperança."
O Caminho, o Encontro e Outras Urgências
Era 15 de agosto de 2026, e o peregrino Nino Carneiro fazia sua peregrinação até Nossa Senhora de Aparecida da Babilônia.
Naquele dia, ele estava especialmente feliz. Tanto na ida quanto na volta, muitos pagadores de promessas o reconheceram. Alguns lhe desejavam uma boa caminhada; outros pediam uma fotografia; e havia ainda aqueles que, percebendo o dia abafado, embora não muito quente, ofereciam-lhe água.
Entre tantos peregrinos, porém, um chamou particularmente sua atenção: um pai que caminhava carregando nos ombros uma pequena “casinha”, dentro da qual estava sua filhinha, uma menina que aparentava ter apenas dois ou três anos.
E não é que aquele pai era justamente um grande amigo do peregrino Nino Carneiro, com quem costumava tomar café da manhã duas ou três vezes por semana?
O encontro foi uma daquelas surpresas que tornam uma caminhada ainda mais especial. Os dois ficaram muito felizes ao se encontrar. Conversaram por alguns minutos, trocaram algumas palavras sobre a caminhada e, depois, o amigo seguiu seu caminho, carregando a filha nos ombros e, provavelmente, algumas boas histórias para contar.
Ao chegar à capelinha de Nossa Senhora, o peregrino encontrou o recinto abarrotado de pessoas. Havia tanta gente que ficou praticamente impossível localizar novamente o amigo e sua pequena companheira de caminhada.
Depois de fazer sua oração de agradecimento a Nossa Senhora, o peregrino comeu algumas frutas, bebeu água, passou rapidamente pelo banheiro e retomou sua caminhada com destino a São Carlos, como de costume.
No dia seguinte, durante o tradicional café da manhã na Padaria Pão do Bairro, eis que apareceu novamente o amigo da caminhada do dia anterior — desta vez, sem a filha nos ombros.
Depois dos cumprimentos, os dois começaram a conversar sobre a peregrinação. Perguntaram um ao outro como havia sido a caminhada e se tinham visto alguma coisa que lhes chamara a atenção.
Foi então que o peregrino Nino Carneiro, naturalmente curioso, fez a pergunta que faltava:
— E a menina? Como ela se comportou durante a caminhada?
O amigo, com a maior tranquilidade do mundo, começou a contar.
Por volta da metade do percurso, a menina pediu para fazer xixi. Como ela havia deixado de usar fraldas poucas semanas antes, o pai pensou:
“Oba! Parece que a menina está se acostumando com a nova fase.”
Ao mesmo tempo, ele sabia que a esposa havia sido mais prudente e colocado uma fralda na menina antes da caminhada. Afinal, mãe experiente sabe que, em certas situações, prudência nunca é demais.
Até aí, tudo corria perfeitamente bem.
Quando chegaram ao Santuário de Nossa Senhora, porém, o pai resolveu levar a filha ao fraldário para verificar se estava tudo em ordem.
Foi nesse momento que a fralda resolveu participar ativamente da peregrinação.
Não houve anúncio sonoro nem aviso por escrito. Apenas aquele discreto, porém inconfundível, sinal de que a situação exigia providências imediatas.
A fralda estava cheia.
E, naquele instante, o pai descobriu uma das mais antigas leis da paternidade: uma criança pequena pode carregar muito pouco peso nos ombros, mas é capaz de colocar um peso enorme na responsabilidade dos pais.
O problema maior era que, dentro da mochila, não havia nenhuma fralda reserva.
O pai conseguiu higienizar a menina, mas percebeu que, para continuar a peregrinação, precisaria de uma ajuda que, naquele momento, valia mais do que qualquer água oferecida no caminho.
Pegou o celular e pediu socorro à esposa.
E assim terminou ali mesmo, nas proximidades da capela de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia, a peregrinação daquele dia.
O peregrino Nino Carneiro ouviu toda a história com atenção e, como não poderia deixar passar uma oportunidade dessas, encerrou o encontro com uma reflexão digna de quem já aprendeu que a vida também gosta de pregar peças:
“A vida tem dessas coisas. Às vezes, um pequeno alívio pode representar uma grande felicidade. E, em certas peregrinações, o maior desafio não é chegar ao destino — é chegar até lá com fraldas suficientes.”
Naquele momento, o peregrino pensou que talvez essa fosse mais uma das lições das caminhadas: ninguém sabe exatamente o que encontrará pela frente. Pode haver sol, chuva, cansaço, fé, encontros inesperados, água oferecida por desconhecidos e até uma fralda capaz de mudar completamente o rumo de uma peregrinação.
E talvez seja justamente isso que torna o caminho tão interessante.
Porque, para quem caminha com o coração aberto, cada passo pode trazer uma história — e algumas delas, inevitavelmente, acabam precisando de uma fralda.
Peregrino Nino Carneiro
Acuda o próximo dentro de suas condições, pois um dia sempre aparecerá alguém ao seu encontro também quando mais precisar.
A morte é o encontro de todas as pessoas, com seus costumes, valores e tradições, onde suas diferenças
se anulam diante da mesma situação.
“Ninguém atravessa a vida de alguém sem deixar marcas. Todo encontro é uma troca silenciosa: deixamos no outro algo do que somos, levamos conosco algo do que ele é e seguimos, inevitavelmente, transformados."
Eu me perco no seu olhar, encontro-me no toque da sua pele e sonho acordado com o mel desses seus lábios. Você é a definição da perfeição em cada detalhe.
Bastou um encontro de olhares para o meu mundo mudar. Lembro de cada detalhe, porque foi ali, à primeira vista, que eu soube que era você.
No calor do seu abraço, eu encontro a paz que preciso. Fica comigo, pois o nosso amor é a coisa mais linda que já aconteceu na minha vida.
Existem momentos que a gente guarda para sempre, e o nosso encontro naquele banco de praça é o meu favorito. Entre sua timidez e o seu olhar meigo, aquele beijo selou uma lembrança que nem o tempo apaga.
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