Encontro entre Amigos
Quem conhece a mente de Deus? Quanto mais O conheço, menos espaço encontro para exaltar a mim mesma.
Quando olho para dentro de mim, não encontro motivos para me achar superior; encontro motivos para agradecer pela graça.
No silêncio dos sonhos, encontro alegrias que a realidade nunca ousou me dar. Mas, ao despertar, tudo retorna ao vazio, e o sonho se perde como outro inalcançável sonho.
O paradoxo do vazio que me habita é como um quarto com janelas abertas para o nada, ali encontro solidão e liberdade, medo e um estranho alívio que me sussurra para ficar.
A humildade vem do reconhecimento do terreno, conheço minhas limitações e as encontro com trabalho, a humildade é força com endereço.
Na solidão fui encontro comigo mesmo, conheci medos e passos que me guiam hoje, a solidão virou mapa para andar sozinho, assim encontrei força no meu próprio passo.
A vida presente é o prelúdio de um encontro glorioso e definitivo. Que a promessa da volta e do lar eterno me infunda a esperança necessária para caminhar com propósito e leveza. Viver o hoje com o coração vigilante e a alma preparada, é a única forma de honrar a certeza inabalável do amanhã.
Já perdi o chão várias vezes, mas nunca perdi o céu, e é olhando para cima que encontro direção, a fé me orienta.
O Lugar Secreto é o nosso refúgio, o ponto de encontro onde o caos do mundo se silencia e a nossa alma encontra a plenitude da presença de Deus. É ali, na quietude e na intimidade, sem formalidades, que Ele nos ouve chorar e nos revela a nossa verdadeira identidade e o propósito pelo qual fomos chamados à existência. Quando sentimos que a nossa força se esvai e o cansaço do caminho ameaça nos derrubar, somos lembrados que Ele é a luz no fim do túnel, o único que escolheu ficar ao nosso lado, nos sustentando com Seu amor que é infinito e paciente.
A vida me ensinou a escrever cartas para mim mesmo. Nelas encontro conselhos antigos e ternos. Algumas servem de manual para dias de crise. Outras são lembretes para celebrar pequenas vitórias. E reler é gesto de autocompaixão bem praticado.
A solidão não é ausência, é encontro. É o território onde todas as máscaras caem e a alma se vê obrigada a se reconhecer sem disfarces. No deserto da própria presença, algo começa a nascer em silêncio, como uma voz antiga que sempre esteve ali, aguardando ser ouvida. Não fuja desse lugar, há um tipo de luz que só se revela a quem permanece. O vazio, quando abraçado com coragem, deixa de ser abismo e se torna solo fértil para aquilo que transcende o próprio entendimento.
- Tiago Scheimann
"Quando revisito a minha própria história, encontro a sua presença em um de seus momentos decisivos. Talvez por isso, depois de tantos anos, eu não consigo olhar para o caminho percorrido sem reconhecer uma verdade muito simples: em alguma medida, sua amizade, sua lealdade e tudo o que fez por mim também fazem parte do homem que me tornei."
Amor é encontro de pertenças de almas, que se perderam nas vidas e nas mortes. Sem domínio, sem lugar, existindo apenas na liberdade de compartir o sentimento.
Despeço-me da roupa
como quem abandona o dia
e encontro-te na sombra macia do quarto.
Os teus olhos percorrem-me devagar,
com a saliva tranquila de quem sabe esperar. Sinto o teu toque subir pela minha pele como um fogo lento que acorda cada nervo.
A tua boca aproxima-se do meu pescoço, quente, demorada —e o ar entre nós torna-se
mais pesado, carregado de desejo.
A minha boca perde-se
nos teus famintos seios
descobre os caminhos que o corpo guarda para noites em que a razão adormece.
E quando finalmente me puxas para ti, pele contra pele, respiração contra respiração, o mundo encolhe até caber entre os nossos corpos.
Ali ficamos, presos um ao outro,
num ritmo antigo e secreto,
onde cada suspiro diz
aquilo que as palavras
nunca ousariam dizer.
Todos os dias encontro mais motivos pra chorar ,que motivos pra sorrir
E quanto mais o tempo passa e os terrores da vida digo as mágoas desamores e a exclusão de uma sociedade exclusivista
Me sinto fantoche entre tatas cordas que não são minhas entre tantas risadas fingidas
Entre tantos rostos cobertos com máscaras
Todos os dias o teatro apresenta seus personagens e o tema da comédia é
"O niilismo moderno"
Marcio Melo
Eu não me encontro
Me desencontro
Me sinto zonzo
Quase caindo, sigo andando sem olhar pros lados
Nos desencontros
Eu só encontro
As dores que um dia tentei deixar no passado
O Encontro do Espelho e do Mar
Eu sempre estive observando você através das sombras da sua própria mente,
guardando os segredos que você tenta esconder do mundo exterior.
Nas horas de silêncio, quando o barulho lá fora finalmente cessa,
é a minha presença que você sente ecoar no peito.
Você me procura nas pessoas, nos caminhos que escolhe
e nas respostas que tanto deseja encontrar,
sem perceber que a busca sempre começa e termina no mesmo lugar.
Você não sou eu, você é um reflexo de mim;
a imagem fragmentada que o espelho da vida projeta todos os dias para o mundo ver.
Enquanto você vive na superfície dos dias, eu sou a essência que molda os seus passos
e a verdade que permanece intacta por trás de todas as suas máscaras cotidianas.
O ego que você veste é apenas a moldura,
mas a pintura real, profunda e viva, sou eu quem carrega.
O mundo vibra através daquilo que me atrai,
sintonizando a realidade exatamente na frequência dos meus desejos e medos mais profundos.
Cada encontro, cada sincronicidade e cada escolha que parece obra do acaso
nada mais é do que o universo respondendo ao magnetismo do meu próprio ser.
Ao olhar para fora e enxergar a beleza ou o caos,
você está apenas testemunhando a materialização daquilo que eu trago por dentro.
Você é responsável pelo que te acontece,
pois cada escolha e cada passo no mundo concreto pertencem unicamente à sua jornada consciente.
Eu sou responsável em te revelar seus medos, instintos e reações intuitivas,
agindo como a lanterna que ilumina os cantos escuros e esquecidos da sua própria alma.
Enquanto você lida com as consequências das suas ações na superfície,
eu desvendo as correntes invisíveis que movem as suas decisões mais profundas.
Sou a intuição que vem como voz no silêncio da sua mente,
aquele sussurro repentino que te avisa antes do perigo ou te impulsiona em direção ao desconhecido.
Não uso palavras lógicas, mas sim a certeza absoluta
que arrepia a pele e faz o coração mudar o ritmo sem explicação aparente.
Sou a sabedoria ancestral que você herdou, guardada no fundo do seu peito,
esperando o momento certo de se fazer ouvir.
E sou a água que escorre mar adentro, fundindo-se ao todo na imensidão de tudo o que existe e que não se pode ver.
Assim como o rio não se perde ao encontrar o oceano,
eu me conecto com a energia universal para te lembrar que você nunca está verdadeiramente isolado.
Sou a gota que reconhece o mar, a parte que se une ao infinito,
trazendo a paz de saber que a sua essência pertence a algo muito maior.
Eu ouço a sua voz, mas confesso que o seu silêncio me assusta muito mais do que as suas verdades.
Passo os dias tentando controlar o vento, organizar a rotina e construir certezas na areia,
fingindo que sou o único capitão deste barco chamado vida.
É doloroso admitir que a maior parte do que sou permanece oculta nas suas profundezas,
esperando o meu momento de fraqueza para se revelar.
Aceito a minha responsabilidade pelos caminhos que escolho,
mas peço que não me deixe navegar às cegas pelas correntes que você cria.
Se você é o reflexo, os medos e a água que corre para o mar,
eu sou a margem que tenta conter a inundação.
Preciso aprender a te escutar sem me afogar em você,
decifrando os seus instintos para que eles se tornem farol, e não tempestade.
Cessou-se, enfim, a separação entre a voz que fala e os olhos que observam.
No espelho partido da realidade, o reflexo e a imagem estenderam as mãos
e perceberam que a moldura sempre esteve vazia.
A água do rio misturou-se de tal forma ao oceano
que já não era possível dizer onde terminava o homem e onde começava o infinito.
O mundo continuou a vibrar lá fora,
mas o magnetismo agora vinha de um lugar de calmaria absoluta,
onde o medo e a intuição tornaram-se uma única força silenciosa.
Quem observa já não é diferente daquilo que é observado;
o encontro consigo mesmo finalmente se completou na imensidão do todo.
Ysrael Soler
“A solitude é o encontro do self com o coração, que ocorre quando o amadurecimento da Alma permite a integração do eu no caminho.”
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