Encontro entre Amigos
Entre nós há uma bruma
que te esconde dos meus olhos...
Sei que estás em algum lugar além dela
mas, não quero buscar-te...
prefiro pensar que, do outro lado,
por mim procuras.
Cika Parolin
O amor que os uniam era mais forte do tudo!
E entre eles não existiam limites quando o desejo
Falava mais alto
Que as contendas que rodavam seus dias
Rasgando sedas entre beijos e abraços ardentes
Sempre que se encontram para trocar farpas de sentimentos
Mútuos.
NO TEU SILÊNCIO
No teu silêncio
Sonho e divago
Entre delírios
E versos.
No teu vácuo
Me aquieto
Sentindo o gosto amargo
Da indiferença.
No teu nada
Me lanço, perdida
No ar pesado
Entre galáxias e estrelas.
No teu vazio
Permaneço com o que me resta
A solidão
Carente como sempre fui
Do amor essencial.
A lua entre nuvens
As estrelas olhares
Recordo e acordes
Atual não há males
Noite clara eu vejo
Na visão profunda
Vejo alma e a vida
E toda hora muda
O meu tudo doei
Antes eu de supri
A toda imensidão
universo eu aqui
Senso e gratidão
A lua é magnífica
Felicidades amor
Meu coração a ti
Não vou contar o tempo, nem os passos, quero apenas que chegue aquele abraço, que fica entre o nó e o laço. Entre o ficar e o depois. Não quero medir o espaço, entre o esperar e o cansaço. Quero corrigir todos os traços, vindo de um abraço. Marilina Leão no livro "Pelos Caminhos do Viver"
Muitas são as forças que nos movem numa disputa eleitoral. Entre elas, a vontade de trabalhar por Pio IX, as amizades conquistadas, a esperança em nós depositada. Mas nada se compara a energia das crianças.
O VERDADEIRO AMOR
Quem sempre vive em dúvidas entre dois ou mais amores, não ama nenhum deles (se amasse não viveria em dúvidas).
O verdadeiro amor te abduz de todos os outros ditos possíveis amores; ele te torna visionário para a felicidade e, sendo assim, te cega e te mortifica para os encantos de qualquer outra pessoa; ele despreza tudo o que não seja o objeto do seu desejo.
O verdadeiro amor é fiel não por uma mera questão de caráter, ética ou moral, mas porque é da sua própria natureza sê-lo.
Dizem que a gente só ama de verdade uma ou duas vezes na vida. Dizem que o verdadeiro amor é eterno.
Penso diferente:
O verdadeiro amor acontece sempre, e em vários momentos durante a nossa vida: é quando você, ainda que por pouco tempo, quando está com alguém sensacional, muito além de especial, simplesmente não lembra ou não quer mais saber de ninguém.
A espantosa semelhança entre o macro e o microcosmo sempre nos leva refletir.
Somos pequenos universos, tão perecíveis, supostamente oriundos do macro, ou seria o inverso, infinita e eternamente perplexos, ante tantos mistérios que nos rondam.
Que importância nós temos para essa imensidão de energia que pulsa? Somos parte desta energia, dizem.
Como?
Observo a matéria inerte que apodrece após a morte. E grita o contraste com a manifestação que ali havia, desta matéria, repleta de vida.
Havia algo bem mais vivo, ali. Infinitamente mais inexplicável que a carcaça que habitou.
Que equação misteriosa é essa, tão difícil de decifrar, que poderia nos fazer ver o que hoje não conseguimos, com esta rudimentar capacidade de entender esse mistério que nos cerca? Melhor mesmo é seguir sem entender. Aceitar o mistério eterno. A resposta deve ser muito óbvia. Bem por isso não a enxergamos... bem por isso contemplamos o céu em eterna interrogação... Ajusto o foco, apenas mais dez cliques pra garantir a captura. E só mais um gole de vinho. Hora de juntar tudo e aterrisar.
As vezes me pego refletindo sobre coisas entre elas algumas pessoas, "Midas" as avessas onde tudo que tocam vira ódio, rancor e amargor anulando assim suas vidas em si mesmas, de modo que ali nada floresce, em constante sentimento de mágoa alimentada não dão espaço ao perdão e esquecimento, como homem de máximas que me fiz sempre digo, "deixai andar... A vida é uma vez só ao menos nessa configuração atual" portanto veja, devemos esgotar as possibilidades e tentar ao máximo viver os momentos doces sem olhar o passado como algo ácido, o ácido corroe e nos suga ao fosso escuro da decrepitude depressiva, vejo tão boas pessoas com tão boas possibilidades que da vontade de dizer, " psiu... Ei você aí... Corre a vida é uma vez só..."
Tem um abismo entre as reticências. Cada um interpreta da maneira que lhe é favorável.
De qualquer jeito, o poeta insiste em viver sonhos e ilusões que não cabe na vida real. São pensamentos sobre pessoas, com coisas e em lugares onde talvez jamais tornarão em realidade.
Esse é o preço de ser poeta, de ser amante, de ser sonhador, ainda que não sendo confiante, pois sabe que está em solo frágil, areia movediça, prestes a ser afogado por outro que tenta roubar o seu lugar. E as vezes consegue, as vezes se insere de uma maneira, que a disputa por aquela pessoa machuca, pois o amor não é disputa, nem tão pouco zombaria, é coisa séria, é um monte de energia misturada com bondade e bons olhos.
Se não for isso, corre, que chove lá fora, lava tua alma e joga fora esse desperdício de atenção que corrói você em favor do outro.
Se me atirares pedras, eu as usarei para ornar os caminhos, por entre as flores que estarei plantando. Não as devolverei e ofereço-te as mais lindas flores que possam ser produzidas nestes caminhos, embelezados pelas pedras ali depositadas.
O TUDO E O NADA
Entre as grades de um vício é assim que eu me sinto, será que existimos apenas para um ofício? Ficamos parados como se não existisse princípios...
Todos nós giramos com o mundo, parece absurdo, giramos tanto que ficamos mudos, surdos, confusos... Como? Quando? E onde? Um pequeno ponto, onde já existiu misericórdia como Jesus, Deus o decidiu.
Um tão pequenino ponto redondo e flutuante que vagueia, como o único navegante dos Sete Mares entre milhares e milhares. Somos sozinhos estamos presos e limitados a tais caminhos, não sabemos de nada e queremos tudo, sabemos de tudo e não fazemos nada...
Poder? Glória? Um dia você irá falecer... então porque viver? Tudo que eu fiz vai ficar, o que eu trabalhei vai passar, não importa se eu sou tolo ou sábio, somos todos limitados à morte, se tivermos sorte.
Me sinto preso mas não é por desprezo é a vida que levamos a nós mesmos. Eu tento entender-los, até entendo qualquer tipo de sofrimento.
Eu vejo o passado passando pelo futuro, o presente deixando de existir no passado, não sou triste ou algo assim... apenas conheci erros demais sem nem sair daqui, será que a vida é sempre assim?
Todo mundo chora, todos sofremos não tem erro nem saída, seja do lado de Deus ou da própria vida, quem diria que nossa dádiva é sofrida.
Eu quero sair, quero me mexer mas preciso de algo para que eu possa me locomover, eu preciso de alguém mas não sei quem... não sei nem se existe.
Eu sei que sou tudo e o nada o princípio e o fim, o que mais vai me preocupar em ficar triste assim?
Vocês acham um tolo esperto e o esperto tolo sem se esquecer que esta atrás de um único tesouro, de ouro em ouro quem aqui é ignorante demais Intolerante demais... eu? Você? Eles? Todos nós?
Como já disse, eu sou o tudo e o nada, o tolo e o esperto, o intelectual e o "burro", o sábio e o ignorante, você tem coragem pra seguir adiante?
"Sei que nada sei" disse Sócrates que talvez sabia de tudo sem precisar de sorte, quem é bem? Quem é refém? Quem te faz sorrir?
Só sei, que eu entendo o mundo mas o mundo não me entende, jamais irão nos entender... Mas, quem disse que eu gosto do mundo? Eu gosto é de viver.
"Entre tudo o que poderíamos ser para alguém, em alguns casos a gente escolheu ser simplesmente saudade."
Gosto De Você, É Óbvio Que Vou Mim Esforça Pra Te Conquista... Mas Tem Uma Grande Diferença Entre Esforço e Papel De Trouxa. '
Existe todo um relativismo entre as condições do estado de bem e mal-estar social.
Há dos homens e dos bichos; homens que se servem do lixo, e bichos da lixeira moral.
Namorar ou casar é muito mais que uma formalidade. É uma união entre duas pessoas que se amam. Que se desejam. É o ato de aliar-se na busca da felicidade, da realização amorosa, na intenção de construir família, ter filhos, alcançar objetivos pessoais e profissionais de forma conjunta, de viver boas aventuras a dois, ver um bom filme na companhia da pessoa amada. É o ato de ter coragem para assumir a responsabilidade de um relacionamento, de dispor do seu tempo para o seu amor, de estar sujeito a se machucar e mesmo assim não se importar.
