Emil Cioran Frases

Cerca de 212 frases Emil Cioran

⁠O universo começa e acaba com cada indivíduo, seja Shakespeare ou joão-ninguém; pois cada indivíduo vive no absoluto seu mérito ou sua nulidade.

⁠Instaura-se uma crença? Mais cedo ou mais tarde a polícia garantirá sua “verdade”.

⁠Todas as autoridades têm sua bastilha: quanto mais poderosa é uma instituição, menos humana.

⁠Os valores não se acumulam: uma geração só produz algo novo pisoteando o que havia de único na geração precedente.

⁠Uma das maiores ilusões consiste em esquecer que a vida é prisioneira da morte.

Emil Cioran
Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.

⁠O sono faz esquecer o drama da vida, as suas complicações, as suas obsessões; cada despertar é um recomeço e uma nova esperança.

Emil Cioran
Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.

⁠A injustiça constitui a essência da vida social.

Emil Cioran
Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.

⁠Suportaria eu um só dia sem esta caridade de minha loucura que, diariamente, me promete o Juízo Final para o dia seguinte?

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠A duração e a consistência de uma coletividade coincidem com a duração e a consistência de seus preconceitos.

⁠O orgulho de um conquistador empalidece comparado à ostentação do devoto que dirige-se ao Criador.

⁠Só sou eu mesmo acima ou abaixo de mim, na raiva ou no abatimento; em meu nível habitual, ignoro que existo.

Emil Cioran
Silogismos da Amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Todo o prazer insaciado é uma oportunidade perdida pela vida.

Emil Cioran
Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.

⁠Todos os nossos rancores provêm do fato de havermos ficado abaixo de nossas possibilidades, sem ter conseguido alcançar a nós mesmos. E isso nunca o perdoaremos aos outros.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠O cético gostaria de sofrer, como o resto dos homens, pelas quimeras que fazem viver. Não consegue: é um mártir do bom-senso.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quando se cessa de invadir, se aceita ser invadido.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Ninguém se recupera do mal de nascer, chaga capital entre todas. É, no entanto, com a esperança de nos curar dele um dia que aceitamos a vida e nos submetemos às suas provações. Os anos passam, a chaga permanece.

Emil Cioran
The Fall into Time (1964).
Inserida por Graciele_Mariana

⁠É próprio das pessoas normais considerar a morte como algo que surge do exterior e não como uma fatalidade inerente ao ser. Uma das maiores ilusões consiste em esquecer que a vida é cativa da morte.

Emil Cioran
Nos Cumes do Desespero. São Paulo: Hedra, 2012.
Inserida por IntoTheVoid

⁠O homem faz um doloroso esforço para salvar – mesmo na total ausência de certeza – o mundo dos
valores em que vive e ao qual contribuiu; faz uma frustrada tentativa de vencer o Nada da dimensão temporal a fim de alcançar o universal.

Emil Cioran
Nos Cumes do Desespero. São Paulo: Hedra, 2012.
Inserida por IntoTheVoid

⁠O espermatozoide é o bandido em estado puro.

Emil Cioran
Silogismos da Amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.
Inserida por Claudineidias

⁠Só nos tornamos cúmplices da vida quando dizemos – de todo coração – uma banalidade.

Emil Cioran
Silogismos da Amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.
Inserida por Claudineidias