Emil Cioran Frases

Cerca de 212 frases Emil Cioran

⁠Ninguém poderia sobreviver à compreensão instantânea da dor universal, pois cada coração só foi moldado para uma certa quantidade de sofrimentos.

⁠Se todos os que matamos em pensamento desaparecessem de verdade, a Terra não teria mais habitantes.

⁠Quem, lúcido, se compreenda, se explique, se justifique e domine seus atos, jamais fará um gesto memorável.

⁠Nada é indefensável, desde a proposição mais absurda ao crime mais monstruoso.

⁠Sonho com um universo isento de intoxicações celestes, com um universo sem cruz nem fé.

⁠Incapaz de alcançar as claridades da morte, rastejo na sombra dos dias, e ainda existo somente pela vontade de deixar de existir.

⁠A maior estupidez que o espírito humano alguma vez concebeu foi a ideia da libertação através da supressão do desejo.

Emil Cioran
Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.

⁠Podemos encontrar uma justificação para tudo, ou também podemos não encontrar nenhuma.

Emil Cioran
Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.

⁠A beleza não salvará o mundo, mas ela pode aproximar-nos da felicidade.

Emil Cioran
Nos cumes do desespero. São Paulo: Hedra, 2012.

⁠Quando se aprende a beber nas fontes do Vazio, deixa-se de temer o futuro.

⁠Não existe evolução nem entusiasmo que não sejam destruidores, ao menos em seus momentos de intensidade.

⁠Para governar os homens, é preciso praticar os seus vícios e acrescentar algum outro mais.

⁠Deixa-se de ser jovem quando já não se escolhe mais os inimigos, quando a gente se contenta com os que tem à mão.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠No pessimista se combinam uma bondade ineficaz e uma maldade insatisfeita.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Por que nos retirar e abandonar a partida quando ainda nos restam tantos seres a decepcionar?

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Tudo se volta contra nossas ideias, a começar por nosso cérebro.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Cada um com sua loucura: a minha foi julgar-me normal, perigosamente normal. E como me parecia que os outros estavam loucos, acabei ficando com medo, medo deles e, o que é pior, medo de mim mesmo.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Objeção contra a ciência: este mundo não vale a pena ser conhecido.

Acredito na salvação da humanidade, no futuro do cianureto...

Não queria viver em um mundo vazio de todo sentimento religioso. Não penso na fé, mas nessa vibração interior, independente de qualquer crença que nos projeta para Deus e, às vezes, mais acima.