Ela
Empada para chamar
alguém de chato,
A Empada não merece
tal injustiça,
Ela merece mesmo
é espaço no meu prato,
Porque ela é uma delícia.
Taioba todo mundo
tem a sua,
O quê se faz com ela,
não me interessa,
Da sua Taioba
e da sua vida cada
um é quem devem cuidar,
Se tem gente falando de você,
deixar falar: é só não se importar.
Anambucuru tem
muita experiência,
Por isso escuto
com paciência,
Ela zela como
pedra esta chuva
que vem do mar,
E peço para ela
sempre me zelar.
Dizem que
há uma
entrevista
circulando
aos quatro ventos,
Ela é por razões
bem óbvias
mentirosa
e filha de toda
falsidade,
Pois ele está
há mais de
um ano
injustamente
preso na prisão
de cinco letras
onde naquele
lugar até o oxigênio
passa muito mal,
e as vezes nem
sequer passa,
Sei que ali
há uma tropa
em igual injusta
e terrível desgraça
causada por gente
de imaginação
que vê chifre em
cabeça de cavalo
que prende porque
uns ouviram,
uns falaram
e outros calaram.
Por estes versos
eu respondo mim,
Elevo o grito
latino-americano
indignado
contando esta
outras histórias
com o coração
magoado,
e todo o santo dia
não me conformo.
Entenda para não
se levar por
qualquer intriga,
só quem pode ir
naquele maldito
lugar é a Família,
Não existe
nenhum grupo
de resistência
em nome
do General,
Quem insistir
em insuflar
que existe um,
merece ser
presenteado
com um nariz
de palhaço
em nome
do mais
rotundo rechaço.
A verdade triunfará
mesmo que dependa
que não olhemos
mais para trás;
ela é indomável
por mais que a
tornem represada.
O sangue do povo
originário derramado
não há como apagar,
A exaustão da tropa
e a desconsideração
com a fragilidade civil
não há como ignorar.
Ciente disso não
necessito lançar
nenhuma maldição,
Pois o destino não
nega à ninguém
a compensação,
por isso prefiro
a reconciliação.
O cansaço dos olhos
do General injustiçado
já faz parte dos meus,
e não há como apagar,
mas ainda há tempo
de colocar a verdade
no lugar e o libertar.
Por ela sou
lágrimas,
desespero
e agarramento
pelas patas,
garras, cantos
terras,
correntezas
das águas
e no mais
alto dos
mil céus;
ela existe
por todo
o lugar,
e até mesmo
nas brumas
das cavernas
e profundezas.
Por ela sou
desconforto,
inquietação
e tormento
pelas peles,
faros, plumas,
asas, ossos,
barbatanas,
ruídos, sons,
escamas,
e pegadas;
ela existe,
deixa rastros,
é só observar.
Por ela sou
altiva, grito,
e assumo
que sempre
tento pelos
caules, folhas,
troncos,
sementes,
frutos,
espinhos,
pedras
fósseis
e areias,
há muito
mais Pátria
do que
te ensinaram,
e muitos
imaginam:
é nelas
que estão
a mística
do Estado
e tua vida.
Por ela sou
aquilo que
você ignora,
e mesmo
resistindo
me atormento.
Soberania
não se
negocia,
não se
flexibiliza,
não se
anistia,
não se
usa de
enfeite,
e tampouco
de amuleto,
e não se
coloca
em degredo,
e não se
desperdiça
nem em
cumprimento.
Quando sabem
que se tem
consciência
do que está
errado,
Falando ou não,
ela sempre
incomodará,
Darão à ela
sem pena
a punição,
Farão qualquer
comparação
para a sua
importância
evaporar,
Cercearão
o teu direito
a defesa
Para o mundo
não te escutar,
Porque aquele
que prende
uma consciência
acusando-a
de traição,
O destino já
se encarregou
de desmascarar.
A roda viva não para
De somar vítimas,
Ela vai condenando
De fome e os doentes,
Se alguém gritar
Ela segue girando,
Porque a preferência
Evidente é sempre
Capturar os inocentes.
Não há mais como
esconder o caráter
dos incoerentes.
Não há mais como
apagar a injustiça
dos impertinentes.
Não há mais
como retroceder,
Depois de tudo
o quê fizeram,
Só nos obrigam
seguir em frente.
Nada se compara
a amável florada
do Pau-d'arco-amarelo
no magnífico Amapá,
O quê torna ela ainda
mais bela são os teus
olhos felizes em dias
de Sol e em noites de luar
me inspirando escrever
Versos Intimistas para amar.
A poesia que te faz fluir
é a poesia que me faz caronear,
juntos seremos ela
e ela nos será por todo o lugar,
Assim nós três a nós espalhar.
A minha poesia não está a venda, ela é o meu colete salva-vidas que no máximo posso emprestar. Vender nunca.
A Independência não se conclui somente quando a ocupação colonial
deixa o território, ela é um processo a ser continuamente construído e preservado para que não nos degrademos e nem venhamos cair nas mãos do Colonialismo Moderno.
Entre Independência ou morte dá para perceber que infelizmente alguns muitos nesta nossa Nação optaram pela morte visível denunciada pela seca dos rios, pela fuligem em virtude das cinzas das nossas florestas consumidas por incêndios que estão em curso, pela falta de apreço e falta de preservação do nosso Patrimônio Cultural e Artístico.
Eu sempre bebedora constante da fonte de Ariano Suassuna, sou uma "realista esperançosa", sonho sempre em festejar a Independência com vida como o meu segundo aniversário e que venhamos a gostar mais de nós mesmos ou até mesmo nos respeitar mais entre si (porque ninguém é obrigado a gostar de ninguém) e amar o nosso Brasil que é um país que nasceu com tudo aquilo que outras Nações não tiveram a mesma oportunidade de nascer.
Independência e vida,
Independência com vida,
Independência é vida!
Com amor,
Anna Flávia. 🇧🇷🎉💚🎊💛
Não se preocupe
com o quê fazer
com a poesia,
Permita que ela
faça por você,
Se você não acha
que é poesia:
a poesia acha você.
Uma cena que ninguém imagina,
Ela se passa amena, tranquila,
Poeticamente amanhecida,
No meio considerado como nada,
Mas todos querem estar lá,
Esbanjando celebração e vida,
Repletamente praiana,
Sobre a charmosa duna,
Que ninguém questiona ou duvida,
Tão tranquila cena,
O ninho das corujas, bem ali,
Um símbolo de glória e de sabedoria,
Morando muito bem na Praia de Salinas.
Em Balneário Barra do Sul,
Tudo se celebra:
o tempo, o mar e a vida,
Aqui tem mar azul,
E o céu de todo dia é motivo
Para escrever a nossa poesia.
Ali, logo ali, após as dunas,
Elegantemente esculpidas,
Por areias monazíticas,
Vejo o barquinho deslizando,
As gaivotas bailando,
Fazendo a festa da pescaria,
Logo, logo, chegará a Festa da Tainha,
- soberana
Ela que é a nossa rainha,
Festa do povo barrasulensse,
Que esbanja sorriso,
Poesia,
E intensa alegria.
Você que saiu em busca da poesia,
Ela surpreendeu te dando uma
rasteira,
E agora? Como encontrá-la?
Ela entrou e passou pelos teus poros,
Sobrevoando as
(dunas),
E agora, está escondida atrás dos cactus,
E bem agasalhada no ninho das
(corujas).
Você que não sabia nada sobre poesia,
Ela descoberta por meus pequenos versos,
Te seduziu com todas as plumas...,
Com o voo
(silencioso),
Macio e
(carinhoso),
A poesia entrou e passou,
Deixando a saudade inteira em você.
Sendo notada ou não,
Voa poesia voa,
Escreve até sobre a garoa,
Mas voa porque a vida é boa,
Não desista de mim não,
Não saia desse meu coração.
Quem te disse?
Fotografia é poesia,
Se ela não sabe,
A pessoa desconhece,
Ou mentiu vergonhosamente...
A fotografia registra,
Inclusive, até a mente;
eterniza aquilo que se sente.
É a arte de trazer tudo
Num clique o segundo, e o mundo,
Doce, triste e profundo.
Falando sempre silenciosamente,
Sobre o espaço e a vida,
Em todas as gotas,
No desabrochar de cada tulipa,
- ao Sol
Como um brinde em celebração
- sempre -
à verdade!
Porque a fotografia
é a arte franca;
A fotografia
é a arte
que nunca engana.
Que te disse que poesia
não é fotografia?
Mentiu deslavadamente...
A poesia é a fotografia de tudo,
- ela registra além do que você pode ver
É a arte que mais sabe envolver,
Transparente, assimétrica e melodiosa,
Falando abertamente ao teu coração,
Segurando na tua mão,
Olhando nos teus olhos,
Regando os teus sonhos,
Preparando o jardim da tua emoção,
- em devoção ao luar dos amantes
Dos bons gostos e das doçuras plenas,
- fragrâncias eternas -
Plenas, marcantes e serenas;
Assim a poesia mexe com o mundo,
- ninguém duvida
Misturada com a fotografia,
Combina bem a franqueza de viver a vida.
Arrancaram a voz de Odoyá,
Ela como Rainha não se prostra,
- Calaram-na!
Mas não lhe furtaram a autoridade,
A verdade ninguém pode apagar:
Odoyá é a Soberana do mar.
O silêncio tem muitas vozes,
Os ventos levam os gritos,
A opressão fura os tímpanos;
Não há outra alternativa,
Temos que acreditar:
Um dia tudo muda,
Assim como as ondas do mar.
Odoyá sereia,
Odoyá guerreira,
Esse jogo ela vai virar,
O povo ela irá libertar;
Não duvide!
Ela é a Rainha do mar,
Odoyá não perde nada,
Ela é vaidosa,
E toda formosa dará uma lição
Em toda essa gente muito maldosa...
A liberdade tem asas,
- ela pode voar
Ela tem asas de ouro,
À prova de desdouro.
Liberdade é um canto,
Que não há como calar,
Ela pertence ao ser humano,
Isso ninguém pode negar.
A liberdade ignora amarras,
- ela é constelação solar
Ela segue para todos os cantos
É livre para vivenciar – flutuar.
A liberdade é um mistério,
À prova de bala,
E de bomba a-tô-mica;
É beleza de gente indignada,
Que subverte a moral catatônica.
Existem pessoas que lutam
Pela liberdade,
E que depois passam a se identificar
com os seus algozes;
Assim, desse jeito, segue o triste
curso da História da [Humanidade.
A minha poesia é assim:
ela nunca vai atrás.
É você que sente quanta
a falta que só ela faz.
É grande a nossa alegria,
- doce e particular
Nela não cabe nostalgia,
É lira de amor a tocar...
Eu não preciso sair por
aí para te procurar;
- o teu amor sempre te traz.
Fonte que não seca jamais.
Porque tudo em nós é
escrito à quatro mãos,
Nossos suspiros vertidos
do nosso céu são bênçãos...
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