Efemeridade do Tempo
A avó e o Menino
A avó não tinha presente e tão pouco lhe vinha o futuro.
Vivia de si, num tempo em que os dias, só lhe prometiam o passado.
Pela manhã cantarolava cantigas de roda.
A tarde pedia chá e se ria sobre coisas desacontecidas.
Quando a noite lhe vinha, adormecia falando com invisíveis olhares.
Não tinha a estética da memória.
Seus ouvidos acordavam lembranças do sentir.
Suas mãos continham a fermentação das horas.
Seus braços acolhiam porções de vida refluídas.
E de si apenas se ouvia o balbuciar das palavras.
Assim, vivia sob o cuidado das crianças,
Que em certas ocasiões lhe contavam estórias.
Como aquela de uma sábia anciã,
Que para não morar com o tempo findo,
Decidiu torna-se novamente alguém para ser inventada.
Foi assim que numa fração, antes de partir, disse ao menino:
- Descobri que és tão grande, que não pude de ti, ausentar-me.
Tanto e tão pouco
tanto, tampouco
tampouco tanto
um pouco que é tanto
e um tanto
que é sempre pouco
Se estão fazendo pouco caso, desmerecendo ou acomodados com o seu melhor, junte suas coisas e saia fora imediatamente, a vida é uma só, o tempo passa muito rápido, não desperdice.
O tempo ocioso nos leva pouco a pouco a vida. Aplique seu tempo em tudo que lhe fizer bem. Viva o presente.
Quando nos separamos, demos um tchau com a certeza de que nos veríamos em seguida. Demorou um pouco mais do que o previsto.
Viver muito rente às regras é perder um pouco de liberdade, perder prazeres da vida; tudo passa e voando.
bysissym
Um pouco mais de sol - sou fogo...
Um pouco mais de azul - sou além...
Um pouco mais de amor...
É tudo que me convém...
Em minha alma tudo se derrama...
Enquanto quero, busco e sonho...
Antes que o calado tempo esmague tudo...
À ronda dos segredos...
Enquanto toca-me seus dedos...
Aqui chegando de onde venho...
Ver-me se apareço...
Um pouco para chamar sua atenção...
Tentando surrupiar seu coração...
Aqui ficam as coisas...
Somos estrangeiros onde quer que estejamos...
Por tal passo por essa vida...
Hora chorando...
Hora brincando...
Que quer o amor mais que não ser dos outros?
Sandro Paschoal Nogueira
BENS E A SAUDADE
Infelizmente descobrimos um pouco tarde, que devemos viver para deixar saudades, boas lembranças e não bens, já que tudo perece,
menos a alma que é eterna.
Troque o "Perder Tempo" por " Encontrar Tempo", para dar um pouco de atenção a quem sempre esteve à sua disposição.
DEPOIS DA CURVA, HÁ UM RIO
Pouco importa o sol ardente,
O rosto molhado e a garganta seca;
Pouco importa a poeira da estrada,
Os pés descalços e as pedras no caminho;
Pouco importa o andamento sem fim,
As pernas cansadas e o quase parar;
Pouco importa as quedas sofridas,
Os laços desfeitos e o tempo perdido;
Pouco importa o pensamento distante,
A saudade no peito e a incerteza constante;
Pouco importa se a vida é dura,
Os sonhos são muitos e o tempo é pouco;
Depois da curva, há um rio.
Agora ele sabe que há pouco tempo, bem pouco tempo. Na verdade, não tem definido exatamente quanto, mas sabe que é pouco...
A única coisa que ele quer é tempo... tempo o bem mais precioso... mas ele sente que o tempo que tem escorre entre seus dedos... e, por mais que se esforce, não consegue segurar... ele quer correr atrás do tempo, mas está sempre atrasado... o tempo perdido está perdido.
Por que não viveu melhor? Por que não escolheu melhor? Por quê? Por quê? E por quê?
Houve um tempo em que ele não tinha noção do tempo... o tempo passava como ar de primavera... leve. Hoje o tempo passa pesado, ele tem noção de cada minuto no seu relógio tic-tac... tic-tac... pesando nos seus ombros... um assombro... um eco em seus ouvidos sempre lhe lembrando de que o tempo não para... que está lhe levando para o inevitável fim. Por que tem de ser assim?
Ele sabe que o tempo passa pra todo o mundo. Mas todo o mundo não tem importância pra ele. Só importa pra ele ele mesmo - e eu não o culpo por isso... porque no fim dos tempos cada um in-di-vi-du-al-men-te... deverá dar conta de seu tempo.
Todo mundo, por mais disposto que esteja, não poderá ajudá-lo... não estará lá pra justificar seu tempo perdido... inutilmente perdido.
Eu bem que tentei... mas ele bem que não entendeu, não se esforçou pra entender... continuando pondo seu tempo a perder...
Ainda é tempo? Talvez essa pergunta, se sincera, possa lhe dar a resposta... talvez... ainda é tempo, ou não...
E o sol de pleno verão mantém toda a sua força... e queima os ombros cansados dele.
No olhar...
Olha pra mim,
olha de novo,
olha mais um pouco,
se não me compreendes, não perca o seu tempo.
O homem santo que tem propósitos no Senhor o seu tempo é pouco, seu trabalho é muito e sua agenda lotada de compromissos cristãos.
Gaste um pouco do seu tempo em prol de quem trabalha sem propósito para que, pelas suas ações do bem, preencha a vida alheia com algo produtivo como servir o próximo com alegria estilo e prazer.
