Economia

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"Até quando o extremismo e a politicagem vão sabotar a nossa economia e a nossa imagem internacional? É inadmissível ver setores do agro relativizarem o crime ambiental e, pior ainda, herdeiros políticos irem a Washington bater continência para governo estrangeiro, chancelando tarifas econômicas contra o próprio país apenas para desgastar adversários internos. O verdadeiro patriotismo não vive de idolatria a líderes de fora; vive da defesa real do bolso, da soberania e do prato de comida do povo brasileiro."

É o cúmulo do "bombeiro pirômano": o sujeito joga gasolina na economia, acende o fósforo lá na Flórida e, quando a fumaça começa a subir, aparece de capa e pose de herói gritando: "Deixem comigo, eu sei o telefone do dono da mangueira!". Pedir tarifaço para queimar o rival e depois pedir "por favor" para cancelar é o puro suco do empreendedorismo político: você mesmo fabrica o monstro e depois cobra ingresso para mostrar que sabe domesticar.

Essa gangorra da economia está enguiçada! Quando o dólar sobe, tudo encarece, e quando baixa, o preço permanece! Faltou óleo!

⁠Enquanto formos úteis à economia, teremos valor; quando deixarmos de sê-lo, nos tornaremos cadáveres indignos até mesmo de um simples caixão.

A economia mede o preço das coisas; o Direito deve perguntar quem pagará o preço de perdê-las.

Um Estado que protege a economia destruindo suas próprias condições ecológicas de existência está apenas administrando o próprio declínio.

Criar valor em nível trilionário é mover a economia para o benefício geral.

A economia global expande quando mentes corajosas recusam os limites tradicionais.

"Na economia moral da existência, a gentileza é o investimento que jamais conhece perda."

⁠⁠⁠A Cultura do
Ruído Estrutural retroalimenta a única Economia
que desperta
a preocupação
dos Políticos-influencers: a Economia da Atenção.


Ela não é apenas um efeito colateral do nosso tempo — ela é método.


É estratégia.


É um cenário cuidadosamente mantido para nada ser profundamente ouvido, apenas rapidamente consumido.


No meio de tantas vozes, opiniões, escândalos instantâneos e indignações programadas, o silêncio se torna subversivo.


O ruído constante embaralha prioridades.


Tudo parece tão urgente quanto grave.


Tudo parece definitivo — até que o próximo assunto surja e apague o anterior.


Nesse ambiente saturado, a verdade não precisa ser negada; basta ser abafada.


É nesse palco que prospera a única economia capaz de mobilizar certos Políticos-influencers: a Economia da Atenção.


Não importa tanto resolver problemas quanto performar preocupação.


Nem importa tanto governar quanto engajar.


O termômetro deixa de ser o impacto real e passa a ser o alcance.


A métrica substitui a ética.


A Cultura do Ruído Estrutural retroalimenta esse ciclo porque transforma cidadãos em plateia, problemas e soluções em conteúdos.


A cada nova polêmica, a cada novo corte editado estrategicamente, a atenção é capturada — e, uma vez capturada, monetizada politicamente.


A superficialidade não é acidente; é produto.


Enquanto discutimos manchetes, raramente discutimos estruturas.


Enquanto reagimos a frases, esquecemos de questionar sistemas.


O ruído nos cansa, e o cansaço nos torna menos exigentes.


E quando a exaustão vira regra, qualquer gesto performático parece ação concreta.


Talvez a maior resistência, hoje, seja reaprender a escutar com profundidade.


Reduzir o consumo compulsivo de indignação.


Escolher menos reações automáticas e mais reflexão deliberada.


Porque onde há silêncio suficiente para pensar, há menos espaço para manipulação.


No fim, a Cultura do Ruído só prospera enquanto nossa atenção for distraída.


Quando a atenção volta a ser consciente, ela deixa de ser moeda de troca barata — e volta a ser instrumento de transformação.

A única economia
que preocupa o político-influencer
é a
Economia da Atenção.


Não a economia do pão na mesa, do remédio na prateleira, do emprego que dignifica — mas a economia do clique, do compartilhamento, do engajamento nervoso.


Nessa bolsa de valores invisível, a moeda não é o trabalho: é o tempo do olhar.


E o olhar, quando capturado, se transforma em poder.


Vivemos a era em que o discurso não precisa ser profundo, precisa ser performático.


Não importa a coerência, importa o alcance.


Não importa a verdade, importa a viralização.


O algoritmo não premia a lucidez; ele recompensa o ruído.


E este, por sua vez, é o fertilizante da polarização.


O político-influencer aprendeu que governar exige responsabilidade, mas performar exige apenas estratégia.


Ele troca o gabinete pelo estúdio, o debate pelo corte editado, a política pública pela pauta que inflama.


Quanto mais indignação, melhor.


Quanto mais medo, mais retenção.


Quanto mais simplificação, mais compartilhamento.


E nós, cidadãos, tornamo-nos audiência.


A Economia da Atenção não se sustenta com serenidade; ela precisa de tensão permanente.


Por isso, crises são alongadas, conflitos são dramatizados, e soluções reais são silenciosamente adiadas.


Resolver um problema é muito menos lucrativo do que explorá-lo.


A tragédia é que, enquanto disputamos narrativas, negligenciamos estruturas.


Enquanto reagimos a frases de efeito, deixamos de cobrar projetos consistentes.


Enquanto consumimos escândalos em episódios diários, esquecemos de acompanhar políticas em processos longos.


No fim, a pergunta que fica não é sobre eles, mas sobre nós:
quanto do nosso tempo estamos entregando a quem lucra com a nossa distração?


Talvez a revolução mais silenciosa — e também mais poderosa — seja aprender a retirar a atenção de onde ela é explorada e devolvê-la ao que é essencial.


Porque, se a atenção é a moeda forte, ainda somos o banco central.⁠

⁠Todo bom Político-influencer já sabe que a moeda de troca mais forte na Economia da Atenção é o ruído,
só faltam os apaixonados pela Política do Espetáculo assimilarem isso.


O ruído não precisa ser verdadeiro, nem consistente — basta ser alto, constante e emocionalmente carregado.


Ele ocupa espaço, desloca debates mais complexos e cria a sensação de urgência permanente.


Nesse ambiente, a reflexão perde terreno para a reação, e o pensamento crítico cede lugar ao impulso.


O que se consome não são exatamente informações, mas estímulos.


Há uma lógica quase industrial por trás disso: quanto mais simples a mensagem, maior sua capacidade de circulação; quanto mais polarizadora, maior seu alcance; quanto mais indignação provoca, mais engajamento gera.


O resultado é um ciclo perverso que se retroalimenta — o público reage, o algoritmo amplifica, o emissor intensifica…


E assim, pouco a pouco, o conteúdo vai sendo moldado não pelo que é relevante, mas pelo que reverbera.


O problema não está apenas em quem produz esse ruído, mas também em quem o consome.


Existe um conforto deveras estranho nas certezas rápidas e inquestionáveis, nas respostas prontas e bem empacotadas, nas narrativas que dispensam nuances.


A complexidade exige muito esforço; o ruído, nenhum.


Ele oferece pertencimento imediato, ainda que superficial, e transforma a discordância em espetáculo.


Nesse cenário, a política deixa de ser um espaço de construção coletiva e passa a operar como palco.


Personagens substituem propostas, frases de efeito ocupam o lugar de argumentos, e a performance se torna mais importante que o conteúdo.


A atenção, disputada a cada segundo, já não premia a consistência, mas a capacidade de capturar olhares — ainda que por meio da distorção e encenação.


Talvez o desafio maior esteja em reaprender a escutar o silêncio entre os ruídos.


Em desacelerar o consumo, questionar a forma antes de aceitar o conteúdo — e resistir à tentação de reagir imediatamente a tudo.


Porque, no fim, o ruído só se sustenta enquanto encontra eco dos asseclas ou rivais igualmente apaixonados.

Faculdade, de Economia.
Universidade, de Economia.
Professor(a), de Economia.
De grão em grão,
a galinha enche o papo.
Cheque.

⁠a economia sem
o social é uma ciência
Vagabunda

⁠o cocô da economia liberal sempre fede longe

A seleção natural na economia liberal é artificial ⁠

No momento parece que a sociedade sofre de uma macrocefalia, um crescimento assustador da economia, em detrimento do restante social, que se tornou um monstro moderno e engoliu todos os outros setores da existência (artístico, cientifico, literário etc.) (Trabalho e Capital)

Inserida por famousblue

O problema do Brasil não é de economia, mas de filosofia.

Inserida por drpaccola

Apesar do pouco tempo como estudante de economia, apesar de ter sido jubilada de uma universidade federal tamanha falta de paciência com o sistema desorganizado dessas universidades, uma coisa pude aprender: Os recursos são limitados. Dói-me ver desperdícios de água como se não fosse acabar nunca, me dói ver lixo sendo jogados nas ruas, nos igarapés, nos rios, mares, me dói saber que a coleta seletiva da minha metrópole Manaus não chega a 1%. Dói-me a falta de educação ambiental, a falta de consciência, a falta de cuidado com a natureza, com o meio ambiente.
Sou chatinha quando o assunto é meio ambiente. Ajudei a implantar 2 projetos na empresa, um trocando o copo descartável por canecas personalizadas e individuais e outro de reciclagem de papel que consiste apenas na separação e a empresa vem coletar o material. As enchentes quase contumazes do Amazonas trás junto a doença e o lixo. São toneladas de lixo recolhidas por dias, são infinitas garrafas pets, vidros e pasmem geladeiras, fogões e sofás velhos despejados no rio. O trabalho de conscientização é quase nulo somado a preguiça de jogar o lixo no lixo. Aqui em casa faço a separação do lixo e a cada sacola cheia deixo no porta malas do carro - teve uma vez que fui buscar uma amiga no aeroporto e o porta malas não tinha espaço para a mala da minha amiga- são materiais lavados e secos então não fede, não atrai bichos nem nada. Fica no porta malas pois assim que vou no Makro já os deixo, pois tem ponto de coleta. Porque não fica em casa até eu decidir ir para os Makro? Porque sempre decido passar quando já sai de casa e lembro que falta comprar alguma coisa. Nada é calculadamente programado. Sou muito livre para essa coisas, às vezes me programo pra ir e desisto, outras vezes não programo e quase sempre vou.
Uma coisa eu tenho certeza, Deus perdoa, a natureza não esquece. Depois nos lamentamos por centenas de catástrofes. São apenas colheitas, péssimas colheitas.

Inserida por Arcise

A economia tem se modernizado intensamente, criando desemprego tecnológico, não raro com estímulos oficiais, sem pagar qualquer tributo pelos lucros e benefícios crescentes assim obtidos. Nossa economia, agrícola e industrial, vai se tornando uma economia socialmente irresponsável. Ou o governo transfere para a sociedade uma parte dos benefícios econômicos que recebe através de tributos derivados dessa modernização, ou as próprias empresas terão de ser, de algum modo, penalizadas pelos benefícios da reestruturação produtiva.

Inserida por GitoBastos