Eco
Memórias de você
Dentro das minhas poesias, está você,
Um eco da nossa história, um refrão do nosso amor.
Dentro do meu peito, não está mais,
A sua presença física, o seu calor.
Deitada no meu peito, não está,
Mas nas memórias, você permanece.
Longe do meu carinho, dos meus beijos,
Mas não das lembranças boas, que ainda me fazem sorrir.
Caio Vinícius dos Santos costa
O Tempo que Não Volta
Eu sou a memória que dança no vento,
um eco de risos, um doce lamento.
Sou a criança que correu no quintal,
com os pés descalços, num mundo imortal.
Eu vi nos olhos dos homens de bem,
a força do caráter, o amor que se tem.
Vi nas virtudes, tão simples e puras,
a luz que curava as dores mais duras.
Eu brinquei com o tempo, sem medo de errar,
construí castelos que o vento levou.
Pulei amarelinha, subi em árvores altas,
e nas noites de lua, contei tantas estrelas.
Eu sou a alegria que não se repete,
o abraço apertado, o doce biscoito.
Sou a inocência que o tempo levou,
mas que em meu peito ainda vive, ainda dói.
Eu vejo agora, com olhos de gente,
que o tempo não volta, que o tempo não mente.
Mas guardo comigo, no fundo do ser,
os valores que ensinam a gente a viver.
Eu sou a criança, o adulto, o passado,
o futuro que espera, o sonho guardado.
E mesmo que o tempo não queira voltar,
Guardo minhas virtudes, pra nunca parar.
Ah...esse silêncio ensurdecedor, que invade toda a minha alma, explodindo em um grito surdo que ecoa no infinito, buscando respostas que nunca virão...
O Eco do Silêncio
Lanço palavras como quem atira pedras
num lago sem margens,
esperando que o silêncio as devolva
sem distorção.
Mas o mundo é um espelho partido,
onde cada olhar lê o que já esperava ver,
onde cada voz se perde
num labirinto de ecos esquecidos.
Não sou feito de aço,
nem de pedra erguida contra o vento.
Sou a sombra de um pensamento que passa,
o reflexo de um instante que já se foi.
Se digo, não ouvem.
Se calo, suspeitam.
Mas sei que a raiz cresce no escuro
e a verdade não precisa de nome.
No fim, talvez reste apenas um vestígio,
um traço de luz na poeira do tempo.
E quem escutar, quem souber ler as entrelinhas,
saberá que sempre estive aqui.
"A paz, quando ausente, não silencia—ela grita no eco do desalento. É o clamor de uma alma exilada de si mesma, sufocada pelo ruído do mundo. Porque, no fim, a verdadeira urgência não é o silêncio externo, mas o reencontro com a morada interior que tantas vezes deixamos vazia."
O Abismo e o Eco
Eles vêm, de olhar vazio,
sem ver, sem saber, sem perguntar.
Marcham—não, rastejam—
com a certeza tola dos que nunca duvidam,
com o fervor triste dos que nunca pensam.
Erguem aos céus um nome, um vulto,
uma sombra que os consome,
um charlatão de feira, um embusteiro de trapos,
que lhes promete um mundo feito de espelhos
onde só veem o que querem ver.
E riem!
Riem do meu desespero,
da minha fúria que a ninguém toca,
do meu nojo que os diverte.
Saboreiam o ódio que os denuncia,
porque sabem que nada os toca,
que nada os convence,
que nada os redime.
E eu, que vejo?
Vejo ruínas erguidas como templos,
mentiras coroadas como verdades,
a história dobrando-se sobre si mesma
como um espectro de vergonha.
Dizem-me: "A história julgará."
Mas que história?
Se forem eles a escrevê-la?
Se o mundo for seu?
Se a verdade for extinta
como um lume apagado no vento?
E então?
E então nada.
Talvez reste apenas o eco,
o resquício de um tempo que poderia ter sido.
Talvez reste apenas este grito—
este grito inútil,
este grito impotente,
este grito que ninguém quer ouvir.
Reflexão sobre a Vida sem Amigos
Na vastidão da vida, um eco de solidão,
Já fui acolhida por amigos, um abraço de coração.
Quando a família se virou, as contas se tornaram pesadas,
Foi na amizade que encontrei as luzes apagadas.
Mas a vida é um ciclo, cheias de nuances,
E eu, que fui abrigo, também fiz as minhas danças.
Péssima amiga, talvez, em momentos de dor,
Ferindo quem foi bom, sem saber do valor.
Traições marcaram, como cicatrizes na pele,
A confiança despedaçada, um amor que se enredou em um fel.
A dor do abandono, um lamento profundo,
Quando quem amei se foi, deixei vazio em meu mundo.
A vida sem amigos é um horizonte embaçado,
Um deserto sem riso, um caminho isolado.
Mas, ao refletir, percebo que cada dor ensina,
E que as lições são parte da própria sina.
Os amigos que se foram, deixaram seu legado,
Cada risada, cada lágrima, um amor que foi amado.
E mesmo na ausência, guardo suas memórias,
Um mosaico de vivências, entre risos e histórias.
É preciso aceitar que a vida é assim,
Um jogo de perdas, onde o amor pode ter fim.
Mas na solidão, uma força eu descubro,
Que, mesmo sem amigos, ainda sou um ser puro.
Custo a perdoar a mim mesma, pelas falhas,
Mas a busca por crescimento, em cada lágrima que estilha.
A vida continua, mesmo sem o calor de um abraço,
E em cada amanhecer, renasço no meu passo.
Que eu aprenda a ser amiga de mim mesma,
A encontrar na solidão um espaço de beleza.
E que, quem sabe um dia, novos laços se formem,
Em uma dança de almas, que, juntas, se transformem.
O Amor como Essência e Questionamento da Existência
O amor é o eco da alma no abismo,
A busca incessante pelo que não se vê,
É a verdade oculta, o eterno paradoxo,
Onde ser e não ser se entrelaçam ao viver.
É a essência que transcende o corpo,
Mas que ainda assim, o abraça em fogo,
É o abismo e o céu, a queda e o voo,
O desejo de ser e de se perder no outro.
Não é a posse que o define, mas o vazio,
O espaço que se preenche de presença e falta,
É o questionamento do ser e do não-ser,
A dúvida que nos molda e nos exalta.
Amar é entender que nada se sabe,
E, ainda assim, buscar, persistir e crer,
É a eternidade fugindo do tempo,
E o momento, carregado de infinito, a se fazer.
O amor é a pergunta que se torna resposta,
É o mistério que nos habita e nos chama,
O que existe e não existe, o que é e não é,
A filosofia do ser que se desvela na trama.
Liberte-se de qualquer doutrina contida em sistemas de ideias: política partidária, religiosa e econômica.
Na agitação da vida, podemos ouvir o suave eco da harmonia quando nos permitimos encontrar a paz que necessitamos.
Na tapeçaria tecida por horas vazias,
Em cada fio, um eco: "Cadê você, amada ausente?"
A solidão, uma cortina que desvela e esconde,
Recordações que sussurram, "Esquecera de mim?"
No compasso de uma melodia esquecida,
Toco teu nome nas cordas da minha lira,
Para falar de amor, de desejos entrelaçados,
Pura beleza emergindo das sombras do esquecimento.
Luz de grande prazer, um farol na penumbra,
Sabendo que meu pensamento em ti se imerge.
A solidão se agiganta, ecoando em câmaras vazias,
"O meu coração tão só," um lamento ao vento.
Basta um encontro, uma visão tua no caminho,
Para que a felicidade desabroche como flor após a chuva.
Não procuro possuir, mas um carinho, às vezes,
É um bálsamo, um suave toque em pele febril.
Quando afeição é verdadeira, cuidamos sem medidas,
Tua essência, um viver límpido, um lindo existir.
Tu me fazes feliz, em cada gesto, cada sorriso partilhado,
Uma canção que nos envolve, confissão de almas.
Por onde andei enquanto me procuravas?
Ignorava que eras o que a minha essência clamava.
Guardei teu nome, Beija-Flor, em segredo,
Um codinome para o amor que entre lágrimas cultivei.
Eu sei, demorei a chegar,
O arrependimento um manto pesado nos ombros.
Mas, ainda é tempo, tempo de amar e ser feliz,
De mostrar caminhos, de nos doarmos mutuamente.
Ainda posso te dizer, reafirmar no infinito dos dias,
Que és tu quem expande o universo em mim.
Tarde demais foi ontem, mas hoje,
Hoje é o momento de tecer, de novo, nosso laço de amor.
Assim, amemos com a urgência de quem descobre,
Que na dádiva de amar e ser amado, nada é em vão.
Hoje ainda dá tempo de amar, de curar,
De reinventar o amor que pensávamos perdido.
O horizonte ermo e noturno,
E eu aqui, desorientado, sem razão, No eco do silêncio, um coração soturno,
Estou perdido, num tempo já perdido, na solidão.
Espírito sociangustista
Nas ruas da desilusão,
Onde o eco da injustiça ressoa,
Caminhamos com o peso da opressão,
Na sociedade que nos despoja e magoa.
Erguem-se muros de indiferença,
No labirinto do progresso vazio,
Onde a esperança é uma crença,
E o amor, um bem desafio.
Mas ainda na angústia coletiva,
Há uma chama que persiste,
A luta por uma vida ativa,
Onde a justiça enfim existe.
Quebraremos as correntes do medo,
Com a força da união e da palavra,
Por um futuro onde haja mais enredo,
E menos dor que a alma lavra.
Pois somos mais que meros números,
Somos vozes, sonhos e ação,
Contra os abismos sombrios e erros,
Levantamos a bandeira da transformação.
No eco das palavras, nossos pensamentos são bordados, criando a realidade onde somos moldados. Pensamentos e discursos sem o poder delas, bem organizados, são retardados...
Na dança sutil dos corações,
O eco do desdém se desfaz em sutileza,
Como pétalas de rosa, delicadas e efêmeras,
A falta de consideração, um manto que se desata,
Em distância, em silêncio, em amor-próprio, se traduz.
Não envie mensagens ao vazio,
Pois lá, apenas o eco da solidão responde,
Em vez disso, reserve suas palavras,
Para aqueles que sabem ouvir a canção da alma.
Não desperdice sua vida em lamentos vazios,
Em amores que não sabem reconhecer seu brilho,
Aprenda a dar-se ausência,
Para aqueles que não sabem apreciar sua presença.
Não tema a perda das pessoas,
Mas sim a diluição de sua própria essência,
Ao tentar agradar a todos,
Perdendo-se em um mar de expectativas alheias.
Exclua, em silêncio, aqueles que não merecem,
Pois suas almas sabem exatamente o que fizeram,
Às vezes, cortar os laços é uma necessidade,
Uma libertação, um renascimento, uma verdadeira proeza.
Dizem que toda pessoa é a certa,
Mas alguns vêm para amar,
Enquanto outros, com suas lições árduas,
Nos ensinam a arte do próprio amor.
Que estranha coincidência é o amor,
Uma sinfonia que às vezes se cala,
Mas que ressurge, vibrante e etérea,
Quando encontramos a harmonia dentro de nós mesmos.
Assim, estabeleçamos limites saudáveis,
Afastemo-nos daqueles que não nos valorizam,
Pois priorizar nosso próprio bem-estar emocional,
É o caminho para encontrar a verdadeira felicidade.
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