Eco
No eco suave do tempo passado,
Repousam as tristezas que um dia afligiram.
Memórias antigas, em brumas mergulhado,
Um véu de saudade, ao coração restringiram.
Lágrimas derramadas, em noites longas,
Marcas no peito, em sombras enterradas.
Saudades que ecoam em melodias de tangas,
Amarra o passado em suas redes trançadas.
Mas no ciclo eterno da vida que flui,
As tristezas se dissipam, devagar se vão.
Em seu lugar, floresce um novo viço, um sopro de alívio,
E o coração se ergue, em busca de uma nova canção.
O passado, agora uma estrela distante,
Ensina lições que o tempo confiou.
E no presente, erguemo-nos, vibrante,
Para abraçar um futuro que se desenha, promissor e repleto de amor.
"No espelho, um eco, verso controverso,
Círculos, versículos, fascículos, perverso.
Traços do mal, demônios em cada olhar,
Reflexos que ferem, dor a se espelhar.
Elevar a consciência, buscar sapiência,
Sons que reverberam, nova essência.
Cada ferida, portas ao mal se abrir,
Infernos pessoais, é tempo de redescobrir.
Círculos do inferno, como versículos ardentes,
Consequências do mal, vida de dissidentes.
Elevar a consciência, expulsar o ruim,
Caminhos melhores, sabedoria sem fim.
Neste compasso sonoro, vida de aflição,
Rimas e reflexos, nossa transformação"
Sou a sombra na aurora, o eco no abismo. Sou a busca incessante, a alma inquieta. Sou o sonhador incansável, mergulhado em mistérios. Sou a chama ardente, a inquietude dos versos. Sou o eu que se desvenda, nas entrelinhas do ser, em constante renovação, buscando se compreender.
Perdido no labirinto da incredulidade,
Eu sou um eco que busca identidade.
Na procura do eu verdadeiro, mergulho,
Liberto-me das sombras do meu casulo.
Amar à sombra do impossível é uma arte, Entre risos e lágrimas, a vida parte. No eco do silêncio, o coração reparte, Um amor impossível, na poesia a se retratar.
Na dança intricada entre o efêmero e o eterno, a morte não é apenas um fim, mas um eco que ressoa na eternidade da beleza que deixa para trás em um toque celestial ao ato final...
“A política não é apenas o que acontece nos corredores do poder, mas sim, a voz de cada cidadão ecoando nas decisões que moldam o nosso destino.”
Na penumbra dos sonhos desfeitos,
O coração pulsa em compasso errático.
Um eco de promessas não cumpridas,
A melodia do amor desafinou no trágico.
No jardim das esperanças murchas,
As flores da paixão perderam o viço.
A promessa de eternidade, agora apenas cinzas,
Desfeitas pelo vento frio do descompasso.
Os olhos que outrora brilhavam como estrelas,
Agora refletem a escuridão da desilusão.
A doce sinfonia do amor, um mero lamento,
Na partitura da alma, uma triste canção.
Palavras ditas, mas nunca verdadeiramente sentidas,
Como pedaços de vidro, cortaram a confiança.
O amor, que parecia eterno em sua essência,
Agora desmorona como castelo de areia na bonança.
As lágrimas, testemunhas silenciosas da despedida,
Escorrem pelos sulcos da face marcada.
A desilusão, uma sombra que se insinua,
Um véu que encobre a luz que um dia brilhava.
Mas, no âmago da desilusão, brota a resiliência,
Um renascer das cinzas, como fênix em ascensão.
A dor se transforma em força, a tristeza em aprendizado,
E no coração ferido, germina a semente da renovação.
Dentro de cada alma repousam sacrifícios e renúncias, sombras ocultas aos olhos mortais, mas que ecoam como hinos silenciosos na tapeçaria do destino.
Renascimento
Ele caminhava pela rua com passos leves, mas a mente pesava como nunca antes. O eco das palavras que nunca foram ditas rodopiava em sua cabeça, criando um turbilhão de emoções que ele não conseguia conter. O dia estava cinza, uma coincidência ou talvez um reflexo do que sentia por dentro. O silêncio ao seu redor parecia zombar da confusão que o consumia.
Lembrava-se de como ele era diferente, ou pelo menos parecia ser. Naquele início, quando cada gesto dele parecia prometer algo novo, algo que jamais o faria reviver os medos do passado. Ele se entregou de corpo e alma, acreditando que dessa vez seria diferente, que ele ficaria. O sorriso dele tinha aquele brilho de esperança que ele tanto desejava encontrar em alguém. E ele se permitiu acreditar, contrariando os próprios receios, que ele não era como os outros.
Mas o tempo, cruel como sempre, revelou sua verdade. Ele se tornou aquilo que ele mais temia: alguém que parte. Não importava o quanto ele tivesse planejado, sonhado ou desejado; ele se mostrou efêmero, uma presença passageira, quase como um sonho bom que, ao despertar, se desfaz no ar. Ele percebeu, com amargura, que havia criado expectativas em torno de algo que nunca fora real.
Sentiu-se vazio, como se todas as suas forças tivessem sido sugadas por um abismo sem fim. Mas então, algo dentro dele começou a mudar. Uma força antiga, quase esquecida, emergiu das profundezas de seu ser. Uma lembrança de quem ele realmente era, antes dele, antes de todos.
Ele parou de caminhar por um momento e olhou para o céu. As nuvens cinzentas começavam a se dispersar, permitindo que alguns raios de sol atravessassem, iluminando suavemente a cidade. Sentiu uma onda de determinação invadir seu peito. Ele foi um momento, um capítulo em sua vida, mas não o fim da história.
Ele seguiria em frente, como sempre fez. A estrada à frente era longa e cheia de incertezas, mas ele estava pronto. Não mais dependeria de promessas alheias para ser feliz. Seu caminho seria traçado por seus próprios passos, fortes e decididos. E assim, ele seguiu, deixando para trás as sombras do passado, caminhando em direção ao futuro, onde sabia que encontraria a si mesmo novamente.
A saudade de quem partiu é um eco eterno no coração, uma lembrança constante do amor que nunca se apaga e das memórias que permanecem vivas.
Amor & Música
O amor é um som que não cessa,
um eco sem fim, descompassado, perfeito.
Nasce no silêncio que antecede o toque,
respira na pausa entre os olhares
e desliza suave entre os acordes do peito.
Quando o verbo já não alcança,
o amor canta.
Cada sentimento, um som a vibrar.
Nas cordas invisíveis da alma,
ele se tece, se dobra, se desfaz
para renascer nas notas que o vento embala.
Há uma dança no ar,
quando os corpos, em segredo,
seguem a partitura invisível da paixão.
Movimento que fala mais que o murmúrio,
e nas curvas de um abraço,
se perde a razão.
Na música, o amor é
o que nunca se explica.
Ritmado ou solto, ele flui,
puro, intenso, inefável.
O compasso se quebra,
mas nunca o encanto.
Assim, na pauta do tempo,
amor e música caminham lado a lado,
um só poema,
sem palavras.
[POESIA]
"A saudade dos meus filhos é um vazio que o tempo não preenche, um eco de risos e abraços que ainda ressoa no meu coração
O tempo, cruel e implacável,
Nos arranca do mundo, sem piedade,
Deixando apenas o eco da saudade,
E a lembrança, de sonhos que jamais se realizaram.
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