E nos teus Olhos que me Perco
Se você voltar não sei se terei mais aquela alegria nos olhos, pois a espera me fez olhar em tudo ao redor, e vi muitas imagens bonitas
Ah! Minha amada,, quando poderei olhar em seus olhos e passar o que eu sinto por você sem pronunciar nenhuma palavra.
tudo está num espaço vazio,
pode olhar nos meus olhos,
tudo tem a dizer queima,
me responda pelo menos uma vez,
todo foi uma passagem que acabou...
mais uma noite de pesadelos...
Sozinha em meu quanto,
sentada em minha cama,
com os olhos cheios de água
e meus pulsos
sangrando...
Relembrando o nosso passado,
percebo que tudo acabou,
quando você saiu
batendo a porta
sem ao menos
olhar para trás.
Agora não sou mais a mesma,
pois não estou mais com você.
No meu quarto fico chorando
e me pergunto
porque você foi embora,
sem me dizer
Adeus.
Hoje trancada em meu quarto
sofro calada,
para não dar explicação
sobre meu passado.
AS LUZES DO DIAMANTE
Fascinam os olhos dos tolos de espírito,
Propagam uma luz artificial que engana a alma.
Procurem a paz interior,
A riqueza infinita,
Sejam símbolos de amor...
Batidas do tempo
Tentei fechar os olhos, adormecer,
Tua presença distante, fustiga
Beijando-me com saudade
Distante de tudo, transborda o amor
Abraços que sentimos
Sem nos tocarmos
Beijos que trocamos
No pensamento
Em sintonia, perdidos
Na dimensão do tempo
Planos que fazemos, extasiados
Que espera para acontecer
O âmago sente...
Como um doce sonho
Acalentado no coração
Amo-te apesar da distancia
Para isso jamais terá Adeus.
Embora sejamos, partidas...
A Cada dia...pelo tempo...
Mas nunca do coração teu.
Este já vive e pulsa dentro do meu
Como as batidas do relógio
Que cada vez mais perto marca
A hora do abraço teu.
NOSTALGIA
(Branquinho Lourenço)
Os meus olhos...
Tochas de fogo ardendo de tristezas...
E a nostalgia veste-me trapos de solidão! E eu caminho na procura louca das alegrias que perdi na imensa noite das desilusões.
Tem dias que eu gostaria de fechar os meus olhos e não mais sentir dor, não mais fingir que sou forte, não mais fazer parte dessa covardia de esquecimento.
Eles parecem tão diferentes ao olhos alheios, mais isso é um engano , eles são o barulho e o silêncio, eles são o sorriso e o choro, são o sim e não, são pai e mãe, são a vida e a morte, são o fogo e a água, eles são simplesmente o que querem ser quando estão juntos.
Olhos pressionados, típico “olhar 43”, semiabertos, fixos no alvo, medindo minuciosamente cada movimento. Sei que tenho excelente pontaria, afinal foram longos anos de dedicação e treinamento, mas, ainda assim, hesito toda vez, tenho medo de errar. Cautelosamente tenciono as fibras do arco até que elas cheguem praticamente ao limite, então, vou pouco mais além, percebi que esses milímetros a mais tem surtido melhor efeito. Inspiro profundamente, solto a flecha e vibro em silêncio até que a lâmina atravesse o pulsante coração. O sangue escorre, vermelho, quente e brilhante. O amor explode, envolve, engrandece, o corpo estremece e deixa um discreto sorriso escapar. Eu sou o Cupido e amo meu trabalho. Executei-o por muito tempo com grande êxito, mas assim como em qualquer outro, enfrentei um período de provação. Distribuir amor, confesso, passou a ser uma tarefa muito difícil. Engana-se quem pensa que distribuo somente amor entre casais. Engana-se. Tenho em estoque todo e qualquer tipo deste lindo sentimento. No início da turbulência, pensei ter perdido a técnica, a força, troquei o arco, afiei um pouco mais as lâminas e até reformulei a poção, mas de nada adiantava. Percebi que o ser humano estava mudando, os corações agora, carregavam escudos que o envolviam permanentemente. Eles passaram a olhar para si e somente para si. Percebi que nada mais importava, eles não se importavam. Desanimei, enfraqueci, entristeci e desAMEI. Eu também passei a não me importar mais, e então, ninguém mais se importava com nada nem ninguém. Desiludido, perdi as esperanças, não sabia o que fazer. Peguei minhas coisas e fui em direção ao baú onde os guardaria para sempre. Coloquei tudo lá, carinhosamente, o arco, as flechas e as poções. Prestes a fechar a tampa, olhei aqueles objetos fixamente e vi a solução bem ali, diante dos meus olhos, andando comigo o tempo todo. O amor! Meu próprio amor. Tão logo, apanhei uma das lâminas carregada, fechei os olhos e cravei-a no peito, senti aquela explosão me envolver, correndo por todo o corpo, cena que vi milhares e milhares de vezes. Como era bom! Agora, mais uma vez eu me importo, ainda que não seja fácil, eu acredito na força do amor.
Miopia
Traça-se, até mesmo em 2D, uma certa euforia resplandecente na proporção de seus olhos, manifestada evidentemente antes mesmo do seu destino final. Primeiro paralisa, depois estremece com o sussurro de uma gargalhada estrondosa que não dobra nem a esquina de tão silenciosa. 360 graus, pura escuridão. Sequer pode-se ver três palmos a frente do nariz. Desce o Sol e converge a luz, ainda assim, negativo, nada se consegue ver. Ela permaneceu estática. Teve medo de dançar. Preferiu não arriscar. Tirou os sapatos, respirou a atmosfera. Riscou algumas flores no chão e deitou-se no meio delas. Quantas flores perfumadas. Agora sim, confortável. Alucinada, conectada e reconfortada pelo seu grande amor permaneceria ali por mais uma eternidade.
Profundeza dos olhos
A água quente percorria meu corpo sentado embaixo do chuveiro, a escuridão vista dos meus olhos fechados induzia-me a voar longe com os pensamentos, a tristeza dominava no meio do peito e a decepção me corroía. Abalado fisicamente e psicologicamente. Cansado, pedi a Deus que me trouxesse novamente os sonhos, a força para continuar meu caminho, minha boca estremeceu e as lágrimas se uniram a água corrente. Não me segurei, deixei sair, deixei levar. Fui me deitar e rapidamente adormeci.
Acordei ao amanhecer com o coração mais leve, antes de levantar, fiz uma prece, e com a força das palavras pude ver claramente: Privei-me do mundo, dos amigos, da família, da minha vida. Privei-me de mim mesmo para lutar por algo que nunca valeu a pena. Um território desconhecido, engambelado, superficial. Fui apunhalado ali, tantas vezes, por todos os lados possíveis. Já havia deixado tudo aquilo ir e decidi seguir na direção oposta. Foi o que fiz.
Sinto agora, que uma pequena esperança cresce no fundo do coração, ressuscitando o sorriso da minha alma. Volto a admirar as pequenas maravilhas do mundo: O sol, as nuvens, a lua, as estrelas... Penso que um dia tudo se encaixará, e então, serei capaz de aceitar e entender que tudo aquilo foi imprescindível para uma melhor evolução do meu ser, minha essência, que lá na frente se postergará a outros patamares.
Eu precisava conversar com meus pensamentos, olhar meus olhos no espelho, refletir, ficar sozinha, mas você estava lá, me repreendendo a todo tempo. Tomei um banho quente e demorado. Fui me deitar. Tentei pegar no sono mesmo com o coração agoniado. Pensei em ler algo e você apareceu, fingi estar dormindo evitando te encarar. Senti que me observava. Cobriu-me com o lençol e saiu caminhando na ponta dos pés. Ouvi o som das chaves e a porta ranger. Saltei da cama rumo à janela. Camuflei meu rosto na cortina e vi você correndo na areia em direção ao mar. Tínhamos noites claras, uns e outros coqueiros na praia. Uma bela visão do horizonte. Desatou o velho barco manchado de azul, entrou na água e começou a remar. Flutuou até a ilha e contornou-a pela água. Pensei que fosse voltar, mas remou mais metade da margem e desceu. Lembrei-me de quando nos conhecemos, ainda tão jovens, tão parecidos, nadando até a ilha para ver os grandes navios mais de perto. Ficávamos brincando, conversando, compartilhando sonhos, horas e horas. Inocentes. Até a vida nos obrigar a crescer. As coisas mudam tão rapidamente. Por quê? Peguei meu caderno velho de poucas folhas e entrelacei meus sentimentos por entre suas linhas desbotadas. Assinei meu nome. Arranquei a folha, dobrei-a e coloquei no bolso do avental. No dia seguinte colocaria numa garrafa e discretamente jogaria ao mar, pelo menos ali, feita de rabiscos, eu podia ser eu mesma...
"Por quê?
Este é o livro que nunca li
Estas são as palavras que nunca falei
Esta é a trilha que nunca seguirei
Estes são os sonhos que passarei a sonhar
Esta é a alegria que é raramente compartilhada
Estas são as lágrimas
as lágrimas que derramamos
Este é o medo
Este é o pavor
Isto é o que há na minha cabeça
Estes são os anos que passamos juntos
E isto é o que eles representam
E isso é o que eu sinto
Você sabe como me sinto?
Porque eu acho que você não sabe
Annie Lennox"
Meus olhos se abrem
Nada posso ver
Penso em você
Estendo minhas mãos
A buscar suas mãos
Mas elas recuam
Sua imagem se dilui
Escorre em meu rosto
Goteja o chão
Que se abre
Desmorona
As nuvens gritam
O céu chora
O mundo te engole
Te absorve
Te devora
O solo se fecha
Uma pequena fresta
Traz um fio de luz
Que vem do núcleo
Me ajoelho
Me aproximo
Então eu vejo
Não era você
Era eu
Imediatamente
Puxo-o de volta
E com força
E consigo
Volto
Sobrevivo
Eu
Ali
Renascido
Não basta apenas fechar os olhos, prender-se na escuridão e dar vazão aos pensamentos, acreditando que estes chegarão ao topo do mundo. A vida pede mais, quer o corpo arrepiado, o sangue fervendo na face, o brilho nos olhos, ela quer o sorriso da alma, da minha alma. Por certo, já sei onde quero chegar. E onde estou? Dançando na melodia da música? Apreciando o formato das nuvens ou olhando meu próprio reflexo ir embora no riacho com o tempo? Eu quero viver. Ser a música favorita. Quero voar tão alto, até tocar as estrelas, e nadar, sem perder o fôlego. Vou elevar meu coração, vou absorver a luz do Sol, vou abrir os olhos, levantar e caminhar. Dê-me sua mão, vamos juntos.
Meu corpo está se desmaterializando, levado pelo vento forte que me obriga a fechar os olhos. Partícula por partícula. As primeiras gotas de chuva começam a tocar o chão e em segundos tudo se transforma num estrondoso borrão cinza petrificado e embaçado que é a cidade. As pessoas estão correndo de um lado para o outro. Ninguém se importa. Nada é mais importante que seus próprios paletós, sapatos e penteados impecáveis. Terrivelmente bom, se não fosse tanto egoísmo, fantasticamente ruim, se não fosse tanta maledicência. É assustador. Abri os braços, agora sorridente, e implorei: “Leve-me! Leve-me daqui!”. Senti a dor no flash de um raio atravessado. Uma nova vista. A ternura e o calor das mais belas lembranças transbordaram no meu coração. Agradeci a tudo e a todos, a cada simples nascer do Sol que me dediquei. Nada daquilo seria mais necessário. Nem dizer, sequer fazer. Aproveitei o último minuto. Deslumbrado, vi o fim. Vi a redução, o pó. Vi a vida. Eu vivi. Eu fui FELIZ.
Já calei muitas bocas que me subestimaram e calarei ainda, muitas mais. Abrirei também, vários olhos de espanto ao saberem o quão longe eu cheguei.
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