E cada vez que eu Fujo eu me Aproximo mais
Toda vez que achamos que o que precisamos está no outro, seja para nossa felicidade ou realização, acabamos nos diminuindo e nos tornando mais dependentes.
"O medo é bom, e seria muito perigoso se o eliminássemos de vez, porém, se ele for demasiado torna-nos servos dele pelas reações inconscientes, aparentemente racionais."
– Joel Fonseca Reis (setembro, 2018)
ABRAÇO-TE.
Márcio Souza. 06.07.18 681
Abraço-te como se fosse pela primeira vez,
Abraço-te, carinhosamente, com emoção,
Abraço-te sem qualquer timidez
Abraço-te com toda a força do coração.
Abraço-te para que os corações sintam em silêncio,
O pulsar do amor a todo instante e momento,
Para sentir, no peito, todo amor intenso,
Num encontro de almas no silêncio do tempo.
Abraço-te docemente com todo amor
Num afago suave, carinhoso e solto,
Na doce magia de todo teu calor,
Em ondas de amor ao desnudar teu corpo.
Abraçamos nós e nossos corações,
Num carinho de amor, de ternura e paz,
Porque o amanhã será um futuro sem quaisquer previsões,
E o hoje terá sido a saudade de um passado que jaz.
Cada abraço é uma chegada ou despedida,
Sentimento de amor ou de ilusões,
Uma alegria na alma da saudade sentida,
No silente encontro de dois corações.
Márcio Souza.
(Direitos autorais reservados pelo autor)
de vez em quando
me olho no espelho
não só pra ver a beleza
mas também os defeitos
as imperfeições
as linhas de expressões
tão sublimes e intensas
quando muito rarefeitas
sou bem suspeita
ao falar de mim
sem ao menos me conhecer
me convencer a ser tão eu
cheia de tudo
e vazia de sentimentos
faltam-me emoções
sou rígida e ríspida
tento me controlar
voam meus pensamentos
fogem de mim
somem no ar
fluidificam as lágrimas
que insistem em rolar
me vem a tona
a plenitude de amar
a vontade de voar
pra bem longe
e no céu encontrar
meu anjo e meu alento
meu amigo sem fingimento
minha luz e meu sustento
e Jesus meu acalento
e com o olhar mais persistente
não desisto de me observar
sou crítica ao extremo
e não me canso de reparar
na minh'alma que vai muito além
do que eu espero me tornar
dou um grito de susto a ecoar
então remexo e reviro
no meu leito a delirar
o que me resta agora
é acordar e buscar
aquela singela flor
no meu peito a brotar
descanso as asas e a alma
neste mundo a me faltar
e levarei daqui somente
o amor que acabo de encontrar
num sonho infinito
onde tudo é mais bonito
e em breve te encontrarei
do outro lado do espelho
a beleza do espírito
que em mim vai reencarnar!!!
vez ou outra
viro borboleta
que é para não perder
o encanto da vida
e nem a essência
da natureza
confiar no Alto
voar para o alto
e avante
brilhar
dançar
rodopiar no ar
pro coracao continuar
a amar
e amar
e amar!!!
Hmm..
Queria que soubesses o quanto que te amo.
Mas em vez disso,
Prefiro esconder , sofrer e ficar sozinho.
Prefiro tapar a cara , e esconder oque sou e o que sinto.
Vejo-te passar e meus olhos te fixam.
Te espreitão , te seguem , te acompanhem.
Te amam , te adorma e te esperam.
Mas nunca chegarás a dizer um "TE AMO"
Quero que sejas feliz.
Feliz mesmo que seija sem mim.
Irei sofrer?
Sim irei.
Mas ao menos sei que ficarás feliz.
Ficarás feliz , e alegre
Como eu te gosto de ver.
Como eu gosto que seijas.
Ás vezes fico aqui a pensar?
O que o mundo ganha com tristezas?
Mas sabes a resposta é simples.
Não é o mundo que faz tristezas mas sim nós.
Somos nós que lixamos com tudo.
Que lixamos o amor , a alegria e a compaixão.
Um dia acaba???
Não eu duvido.
Eu acho que o mundo sempre irá existir.
Existir com sofrimento e com alegrias.
Com pessoas felizes e outras a sofrer por outras.
A tentar ser alguem e a ver se tem hiposteses.
Quando te vejo sorrir.
O meu coração para de bater devagar...
E em vez de devagar , bate depressa.
Mas mesmo muito depressa.
Bate e fica todo mas todo vermelho.
Fica a brilhar..
A dar uma luz entensa.
Uma luz que me fascina , mas que no fundo só me magoa.
Essa luz é traiçoeira.
Pensamos cá para nós..
Tou apaixonado , e ficamos tão felizes.
Mas depois... ficamos sem essa cor.
E em vez de vermelha , ficamos com a cor "PRETA"
Uma cor escura
Comparada e parecida á "ESCURIDÃO"
E essa escuridão é comparada e parecida a que??
A resposta ou melhor a minha resposta é !
É comparada á dor e tristeza que eu sinto.
Á dor que sinto ao te ver chorar.
Á tristeza que sinto ao te ver a pensar que estás sozinha.
Mas oque posso fazer??
Não te posso ir aí e arrancar-te o cerebro.
Meter uma faisca aí
Que te faça ver a realidade
Que te faça ver que com esses pensamentos só irás sofrer.
Não consigo compreender.
Fico a tremer e triste quando vejo te assim.
Fico ao escrever esse poema.
Fico e sempre ficarei.
Apenas sofro.
Sofro , choro , sinto me sozinho , sinto-me perdido.
Depois fico obsecado com o teu sofrimento
E o meu sofrimento fica 2 vezes maior.
Depois fico depressivamente ao olhar-te nos olhos.
A ver-te triste e mal com isso tudo.
A ver que não me queres magoar .
E agora digo não és tu que me magoas.
Mas sim esse teu coração.
Esse teu coração descontrolado
Que tá confuço.
Que tá perdido.
Que tá... que tá sozinho.
Tá sozinho no meio de um labirinto.
E não tens nehum mapa para de lá saires.
Mas eu agora digo.
Eu tenho esse mapa.
Tenho esse mapa que te pode ajudar.
Agora falta tu aceitares esse mapa.
Aceitares ajuda.
E saires de lá comigo.
Muitas pessoas me perguntar se namorasses com ela oque serias ou melhor oque fazias?
A resposta é simples.
Eu iria dar-te tudo oque te posso dar.
Amor , Felicidade , Carinho , e o que mais?
Haw já sei.
O mais? irias descobrir se tu comigo ficasses :)
Sei que vou sempre ouvir um não.
Mas sabes ao mentos fui um homem e eu admiti oque sentia.
Admiti que te amava.
Admiti que te queria para mim , que te queria nos meus braços , que te queria bem quente e junto a mim.
O riacho e sua música
Certa vez, olhamos para o rio, no auge do seu esplendor, chegamos à conclusão de que suas águas,ao declinarem e batendo em suas pedras, são bastante
parecidas com a regência de um grande coral, regido pelo horizonte... Quando as águas, ao descerem em direção ao mar, cantam suas canções...
Os nossos corações se aquietam, para poderem ouvir aquela cantiga...
Há uma infinidade de vozes, ali, dentro daqueles talentos... Ali, parece existirem clamores de sopranos,contraltos, baixos e tenores e, de cada um deles,parece haver o maior ajustamento possível, que permitirá
que todos eles sigam o ritmo, criando o mistério da sinfonia da música...
Como um rio calmo, vai correndo com sua melodia...Ela é perfeita e cresce conforme ele desce, regendo o coral, dominando profundamente o nosso ser... Com os raios derramados pelo sol, que refletem,em suas águas. Ali, acharemos a calma e a paz...
Ao lado da sonata, que é executada, para nossa admiração, observamos que, sempre, há flores em suas margens...
O útil e o belo precisam onviver,iluminando-se, mutuamente, pois, do contrário, não
haveria a harmonia, de que muito a música precisa...Mas, quem invade o espaço do rio somos nós, que não paramos para ouvir a sua melodia, que é bem gostosa de se ouvir, alegrando o nosso ser..
Pessoas se aproximam e logo dizem para as crianças: – Não se abeire, pois pode ser perigoso...
E nós a escutar, pensamos com os nossos botões: – Perigoso por quê?
As crianças aprenderiam a ouvir sua música e, com isso, aprenderiam a cantar...
Mas quem abonaria o aproximar das crianças perto das beiras, que têm suas margens floridas?...
Ninguém permitiria que elas se aproximassem, pois não haveria segurança, conforme eles diziam...
Então, elucubramos: – garantia do quê? Vista como uma maravilha da natureza, a música, que esse coral executa, não averia o porquê, de não haver uma abonação...
Muitas vezes, quando estamos em suas margens, ouvindo sua canção, tentamos imaginar, naquelas águas, que correm para o mar, rostos de pessoas, que, a nós, são caras... Às vezes, parece-nos que ainda estamos vendo seus gestos, quando olhamos para o rio... As nossas mãos são como as delas, calejadas por remarem todos os dias, contra a correnteza das águas da vida... Mãos machucadas de tanto remar contra os infortúnios da vida, elas são vigorosas, mas, ao mesmo tempo, capazes de transformar, de uma hora para outra, sua força em delicadeza...
Do mesmo modo que ele se encontra com o oceano, cantando a sua canção, o nosso mundo está cheio de fatos misteriosos, abitolado e restrito, apenas àquilo que, a nós, é visível... Nunca ficamos irritados
com suas histórias, pois, para nós, suas temulências trazem uma espécie de pozinho mágico, que alegra nosso navegar pelas águas calmas...
No fundo, estávamos convencidos de que aquele ribeirão fosse algo, extremamente, feminino, onde o feminismo significa uma atitude própria, de quem não precisa se empenhar, seriamente, nas coisas concretas da vida...
Não contestamos e, muito menos, procuramos explicações acerca daquilo, que defendemos, pois, evidentemente, não temos a capacidade de fazê-lo, pois as torrentes descem, com uma tal velocidade, que não seria possível a uma fêmea possuir a força daquelas águas...
Acostumamos a ver, todos os dias, as carraspanas descerem violentamente, levando os barcos, com uma violência, que chegamos a pensar que a vida poderia ser assim, tal qual a sua correnteza, mas, que levassem as nossas dores...
Que avaliassem as nossas relações, cantando suas melodias, que, hora parecem ser uma sonata e, em outra, um adágio a nos embalar em suas margens floridas...
Sentiríamos o seu perfume e, certamente, encontraríamos o andamento e aprenderíamos a navegar juntamente com suas moafas... Nesses assuntos, a única coisa, que poderia nos unir, às suas correntezas, além de sua música, seriam as flores em suas margens...
Dispomos de mais tempo que os arroios, pois eles descem velozes e não conseguimos acompanhá-los, pois eles dispõem de mais tempo do que nós...
Há dias em que, ouvindo a melodia, que é executada por ele, com nossos barcos aproximados, colocamo-los no rio e, juntamente, com suas correntes, vamos navegando e, juntos, seguimos a sua regência, cantando-a juntos com ele...
E, de fato, quando retornamos, desse passeio, parecemos pescadores de contentamentos, garimpeiros em busca da jovialidade, que suas melas parecem nos oferecer por toda a nossa vida, afora...
Porém, enquanto o rio corre na perfeita paz, marcando o tempo dos nossos pensamentos, com seus cantares, nossas palavras parecem suspensas, no silêncio...
Já não eram meras palavras, mas pedras preciosas, que dançavam, à nossa volta...
Entorno de nós, corria o rio do mistério... E era, justamente, esse mistério, que nos dava a certeza de que pequenas janelas são abertas, com suas melodias...
Marilina Baccarat no livro "Corre Como Um Rio" página25
Quantas vezes, quando criança ficava à olhar as nuvens no céu, e às comparava com figuras.
E as vezes que ficava admirando as estrelas, sonhando em um dia alcança-las, mesmo tendo medo de altura.
Inocência de criança!
Naquele tempo nem tinha idéia o quanto a vida seria dura.
Tudo o que falamos uma única vez de forma clara, não precisamos repetir! pois se ficarmos repetindo, repetindo, repetindo, repetindo...
perdermos todo o respeito posto em algum momento.
Lembro da primeira que vez que te vi. Foi meio tipo "Bum" sabe, aquela coisa de quando você entra num shopping Center bem no meio do mês de dezembro, todo enfeitado com as luzes de natal, musiquinhas natalinas, bolas de todas as cores, lojas cheias, pessoas felizes com suas sacolas coloridas ou papéis pardos, gente bem vestida, todas perfumadas, crianças correndo nas escadas rolante, casais de mãos dadas fazendo Selfies nas mesinhas da praça de alimentação. Acho que o coração da gente é meio isso, um pouco de festa e de tudo aquilo que nos encanta quando a gente bate o olho pela primeira vez, e no susto, faz silêncio e diz pra si mesmo: Ué, onde é que você esteve todo este tempo? Da uma sensação de desequilíbrio e ao mesmo tempo uma motivação de estar se sentindo em paz, que é improvável saber ou poder admitir o que é de verdade que se passa por dentro de nós. Não estou dizendo que minha vida virou festa só porque encontrei um pote de ouro no meio da estrada, estou dizendo que o coração da gente ganha mais vida, e quando a gente achava que já ia terminar o jogo, que o relógio já ia fechar os quarenta e cinco do segundo tempo... pronto!, vem o destino e me dá um acréscimo, um sobressalto porque não dizer: estamos todos propensos a sustos. A vida da gente é um mistério mesmo, a gente não sabe e não entende de nada, somos tolos e não acreditamos nas possibilidades e no quanto nossa vida pode mudar inteira de um dia para o outro. Somos frágeis demais por não acreditarmos na nossa própria capacidade de poder conceber um bem para alguém, seja lá qual alguém este alguém for. Gerar algo bom fora daquela sequência cotidiana dela, arrancar um sorriso espontâneo no meio da tarde, enquanto ela toma um refrigerante e divide com você as coisas mais simples da vida. Sabe, a gente pode dar alegria, podemos sim ser importantes, ser necessários, ser indispensáveis, ser amados por nossa alegria farta, por nossa opinião que nunca bate, por nossas diferenças(talvez seja isso que nos faça ser quem somos dentro da vida de uma outra pessoa). A gente aceita por amor, a gente muda por amor, a gente aprende por amor, e ai descobre que vida de tão simples e tão incrível, só respira se for por amor.
Ricardo F.
Enfim, o velho poeta louco voltou
Desta vez trás consigo o desejo de mudanças, não a sua, mas de outrem.
No pedestal é o teu lugar, líder nato, dá pra ver na fala. Do envólucro onde estás posso ouvir-te, apenas isto, nada mais. Não chorarei tuas lágrimas, nem passarei adiante os teus poemas tristes, pois cá, todos dormem felizes e tranquilos, e assim, há de continuar.
( O conselheiro)
Para com isso de uma vez !
Pare de tentar se o que não é, pare de fingir que não sente nada.
Pare de acordar todos os dias de manhã ou as vezes de madrugada,
E fingir que o sentimento não existe, que você esta ficando louca.
Entenda que fugir da realiadade, fingir ser o que não é, esconder o que sente,
Só te vai te fazer sofrer dia após dia .
Pare de torturar, achando que o mundo vai sempre te dar uma rasteira.
Que o mundo vai sempre lhe fechar as portas.
Pois não acontece bem assim, muitas das vezes que achamos isso,
Somos nós mesmos que fechamos, quando achamos que somos melhores que muitos por
arrogância, quando achamos que não somos nada comparado a outras pessoas.
Pare de correr, sem olhar para onde esta indo e com quem esta indo.
Pare de querer se matar todo dia com essa dor essa angustia que carrega.
Pense que a muitos iguais a você alguns vão e se libertam outros se entregam
a total desgraça.
Pare olhe para frente veja o que esta perdendo dessa forma.
Porque negar o que o coração sente o que a alma manda ?.
Porque achar que sua dor pode ser maior ?.
Não sofra por abstinência, ainda a muito o que sorrir.
Pare de achar que esta sempre sozinha, olhe para frente veja quem esta com você
e sempre esteve.
Reflita com o coração aberto não se perca por orgulho.
Só não negue o que bem claro.
Não finja se o que você não pra agradar quem não merece o teu amor.
Não se entregue para quem nunca será capaz de te dar o coração com amor.
Não se perca em braços de pessoas que fingem gostar.
Não de o teu abraço a quem nunca vai ser capaz de se entregar de verdade.
Não finja que não percebeu, só não acorde tarde demais.
Escrevi procê...
Escrevi procê porque não consegui te falá. Escrevi procê porque toda vez que te oio, meu zói não consegue mais fechá.
É uma coisa que não se exprica, uma coisa que me dá. Uma sensação de que se eu ficá ali te oiando, não vou ter coragem de falá.
Eu num sei te dizê desde quando isso começô, ou se teve começo um dia, porque quando tô perto docê, parece que te conheço a tanto tempo, que tenho a impressão que antes docê aparecê, dentro de mim cê já existia.
Num repare na minha letra torta, toda cheia de garrancho, nem na minha falta de pontuá ou coisa assim, só te escreví pra dizer que meu coração é todo seu, e que, se um dia, ocê também quizé, eu queria ter o seu pra mim.
Ricardo F.
"Não é sempre que me permito chorar. Vez ou outra me sinto assim: humano, finito e insignificante. É da própria natureza do ser humano a angústia.
E me pergunto sempre que o sentimento desnuda minh'alma: o que fazer diante de enorme pequenez?"
🦋
BIRRA:
Sou um feto, quase 40 semanas e lá estou no ato do parto fazendo birra pela primeira vez, eu não queria ter saído de lá onde estava, lá era quente, aconchegante, confortável, o alimento sempre chegava eu flutuava.
Sou um recém nascido agora, talvez alguns dias apenas e choro com todas as minhas forças, quero preencher o vazio do meu estômago com o leite de minha mãe.
Agora sou criança com pouco menos de 2 anos, quero colocar tudo em minha boca, reconheço o mundo assim, mas meus cuidadores ficam em alerta, afinal posso me engasgar ou até mesmo ter contato com alguma bactéria/infecção, então tomam de mim o objeto e deixo de saciar o meu deleite, eu sou inocente demais para perceber e lá estou mais uma vez aos gritos fazendo birra sem nem ao menos saber o que é birra.
Talvez eu tenha agora uns 4 anos, estou por ali no supermercado ou alguma lojinha e cismo com um doce, ou um brinquedo qualquer, toda vez que saio com a mamãe acabo ficando encantado com o colorido das embalagens, é quase que irresistível para meus olhinhos. Eu pego na mão e quero porque quero, mamãe disse que não, não sabendo argumentar, uso minha arma letal “ choro bem alto mais uma vez”, às vezes funciona e eu ganho a coisa que é objeto do meu desejo. Graças a birra mais uma vez.
O tempo passou e eu sofri calado, não deu pra tirar ela do pensamento...
Brincadeira, essa é só uma frase de uma música que fez sucesso nos anos 90.
O tempo passou e diversas outras cenas se repetiram.
Meu joelho ralou, eu quis assistir até mais tarde, queria um pouco mais de sobremesa, não queria vestir aquela roupa, brincar na rua só mais um pouquinho, fazer o dever de casa, nossa foram tantos momentos, tantas birras.
Iai quando se vê já sabe né ?
São seis horas como diria o grande Drumond.
Quando se vê você já é um pseudo adulto, já está na rota da vida, já foi... o tempo de birra passou, agora aguente.
Aguentei.
Aguentamos.
Costa larga não é isso ?
É isso que nossa espécie faz.
Aguenta e chega no dia seguinte.
Pronto, aqui eu acabaria o tema desse ensaio sobre birra. Sobre o ciclo dela.
Mas me pergunto como posso acabar algo inacabável ?
Só se eu fosse imaculável.
Não sou.
Me diz quem é ?
Portanto sigo escrevendo sobre o objeto de todas as birras, “o aprazível”, que em sua linha tênue das garantias tangíveis me faz inconscientemente voltar ao ato do parto, ao primeiro manifesto de insatisfação, ao primeiro grito de angústia pela satisfação do objeto prazeroso.
Eita animalzinho indomável que sou.
Acho legal a pose no retrato,
A parte boa dos triunfos contados aos cantos do mundo.
Mas eu não, agora não, hoje não, por somente essa noite não, sem embelezamentos constantes que elevam daqui e enclausuram dali.
Hoje só quero expor o animal, o bicho, a forma indomável que joga toda inteligência no chão.
A rasteira instintiva que como diria Leandro Karnal em uma palestra disponível no YouTube “ coloque ingleses finos, educados, refinados, com suas gravatinhas borboletas e os avise que ficarão em uma sala trancados por um mês e o único alimento que terão será um Danoninho, um único Danoninho”, em poucos minutos teríamos segundo Karnal toda queda dos bons costumes.
Me arriscaria em citar o mestre Pondé quando diz “ Se ficássemos sem energia elétrica, em algumas semanas voltaríamos para a pré história”.
A ficção científica já brinca com isso também, (The 100, the walking dead) e por aí vai.
Olho por olho.
Dente por dente.
“ Um por todos e todos por um só nos mosqueteiros”.
Na vida real mesmo é como na vila do sossego do Zé Ramalho “ Na tortura, toda carne se trai”.
Ou pode ser que nas palavras de
Maslow tudo se encaixe mais adequadamente com os desejos e as necessidades que chegam primeiro na corrida dos desejos humanos.
Se é sobre sobreviver então mais uma vez encontramos um amigo para nos fortalecer o pensamento:
Charles Robert Darwin com sua teoria da evolução.
Melhor adaptação, reprodução e que a vida continue.
Fim !
Ou começo ?
Fim!
Ou início ?
A birra : ato ou disposição de insistir obstinadamente em um comportamento ou de não mudar de ideia ou opinião; teima, teimosia. Quando renitente e motivado por algum capricho, paixão ou suscetibilidade; implicância, má vontade.
Isso que chamamos de birra, é benéfico ?
Ou é um pouco de nós que morre ao gastarmos energia com nossas convicções na hipótese de serem estupidas e destruidoras ?
Eu fiz muito birra.
Nenhuma delas me matou.
Me fizeram chorar. Me causaram angústia e frustrações. Mas com os anos fui percebendo melhor as regrinhas do que podia ou não podia em sociedade, ficou tudo bem pra mim, assim como deve ter ficado pra você também, tão bem que se uma criança quer uma bala antes do almoço e resolve fazer uma birra, eu e você como adultos sãos e dentro de um contexto mínimo de noção, talvez diríamos que não.
E essa criança repetirá o ciclo.
As birras vão mudando de níveis, vai saindo do que antes era uma mama responsável por saciar a fome, para uma bala, um brinquedo, uma brincadeira desmedida até mais tarde e esse poderia ser o ciclo.
Então você cresce: passa pelos 20, 30, talvez 40, talvez 50 ou 60 anos.
Você não quer mais tanta bala quanto queria antes, as brincadeiras já ficaram pros filhos, netos, sobrinhos ou para as crianças de seus vizinhos.
Motivos para birra já não há mais.
Motivos, motivos, motivos mesmo, daqueles incompreensíveis tais como eram em sua infância ou talvez adolescia, no máximo juventude.
Qual a questão então ?
O adulto só muda de endereço.
Um baiano que muda para o Goiás ainda será um baiano.
Um goiano que muda para São Paulo ainda será um goiano.
Até eu mesmo que nasci no Piauí e sair carregado nos braços com menos de dois anos em direção à Brasília, ainda sou um Piauiense. Tudo bem, não tenho sotaque, não sou adepto a culinária, não conheço todo regionalismo, mas sou. Minha raiz é. Minha árvore genealógica ascende ali.
A criança sai da infância metaforicamente falando e caminha para vida adulta.
Mas ainda é uma grande birrenta !
Só que por desejos diferentes.
Qual o problema disso ?
Nenhum, tá tudo bem, desde que não custe a sua vida.
Depois de quase apagar a luz do sol e virar poeira, me despeço da parte animal e indomável em mim que é uma manisfestante materializada em forma de birra, para que eu permita o ascender do amanhecer diante das minhas pupilas e que a íris de meus olhos possa continuar captando beleza.
Bem vindo Antônimo.
“O Antônimo de birra” depois de chegar nas últimas consequências é o único caminho para que os batimentos cardíacos não se encerrem antes do tempo.
Tiago Szymel
VIOLÊNCIA CONTEMPORÂNEA
.
Começa assim: Era uma vez animais na savana.
Fomos “ evoluindo” e aprendendo a criar coisas além da nossa natureza. Nos empolgamos tanto com essa coisa de criar coisas que depois de um tempo criamos a sociedade. Com ela vieram os efeitos colaterais do “bicho homem”, se de fato esse negócio bonito que chamamos de educação-princípios-valores-empatia chegasse ao conhecimento de todos, não tenho dúvidas que de certa forma a coisa toda de vivermos juntinhos e ( Não matando uns aos outros) poderia funcionar. Acontece que bem ali em 1980 a população do Brasil era cerca de 100 milhões de pessoas, muitas morando na zona rural inclusive. E agora, 38 anos depois a galera dobrou, os grandes centros estão lotados, as periferias incharam e a perguntinha que fica é: O quanto avançamos na educação nesses últimos 40 anos ? Você pode ironicamente responder que agora temos a tecnologia ao alcance de todos, a internet, o mundo virtual ou qualquer coisa do tipo para afirmar que a vida é aquela velha e bela cesta de 🍓 morangos. Paremos de nos enganar, a civilização está entrando em colapso, o que nos diferencia de um bárbaro na idade média que saqueava aldeias e ceifavam vidas ? E-D-U-C-A-ç-ã-o, e o que fazer agora ? Se alguém tiver resposta minimamente aceitável, escreva um projeto e envia para o político que você votou. Se não funcionar, converse com alguém do seu meio sobre como você acha que as coisas podem melhorar, se ainda assim não funcionar, faça minimamente a sua parte e eduque seus filhos. Se nada funcionar, voltamos em dois minutos ao paleolítico.
Tiago Szymel
Quando te vi pela primeira vez percebi que você era uma pessoa especial. Quando segurei sua mão, senti aquela conexão, mas o destino mostrou que não era para ficarmos juntos. Não pensar em você é quase impossível! Mas, para ser feliz e precisar seguir em frente para que eu possa ser feliz, ter que te esquecer se torna necessário!
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