Dor seu Silencio
O QUE SOBRA?!
Vou dormir no teu silêncio
Vou morrer na minha cama
Adeus amor, estou cansado
Muito padece quem ama.
E desce a noite lentamente
Em mim desce um estranho medo
Desce a Lua sobre o mar
Quero contar-te um segredo.
Meu coração está parado
Nem de mim te despediste
E os meus olhos magoados
Desde a hora em que partiste.
E a saudade é um vendaval
É um barco em alto mar
Que se afunda em Solidão
Na solidão do teu olhar.
Muito doem os meus lábios
Na ausência dos teus beijos
E mordo flores, mordo rosas
No calor dos teus desejos.
Vou pra lá deste sofrer
Destas noites sem dormir
Meu amor o quanto dói
Saber que finges não sentir.
Já gastámos nossos sonhos
Até a voz de quem nos chama
E o que sobra meu amor?!
Só morrer na minha cama ...
Nas asas
Do silêncio o vôo perfeito acontece...
E na calmaria, segue flutuando...
Sem nada a dizer: apenas sentindo o vento sagrado
Guiando com serenidade as direções que se podem ter.
No céu do seu viver.
Anoitece...
E o silêncio aproxima-se
O coração respira
A alma vibra
E a noite chega
Para enfeitar-me de sonhos
Numa realização
Que chegará no brilho do sol
Que me espera para viver...
No despertar da vida
Que acordará meu mundo
Na página
Do meu livro que voltarei à escrever...
No silêncio
Da minh'alma a voz de DEUS
Reluz...
Trazendo-me
Certezas num lindo foco de luz
Onde EU clareava à minha mente
Que outrora encontrava-se perdida num escuro
De muitas incertezas...
Nas quais
EU trancafiava os meus pensamentos
Para um abismo
Que não me pertencia, porém aproximava-se
Lentamente do meu frágil momento
De tristezas
Que já partirá
Sem nada dizer... apenas se foi...
E EU voltei... à vida que me era dada com alegria
Por um amor que me vestia...
Naquela tarde tão bela, onde as palavras soaram...
No brilho do sol
No qual os meus olhos contemplavam...
Agradecendo o conselho silencioso no qual me fez respirar
Aliviada outra vez!
Neste momento debruço-me no sonho e converso com o silêncio coisas que somente eu e ele sabemos...E ele atento, compreende meus anseios, minha incansável determinação...Tudo bem, que às vezes levo bronca dele, pois crio expectativas, sim crio, alimento-as! O silêncio diz: -Crie galinhas! pois elas nos dão ovos.. E ovo é tão bom...ainda mais quando vem temperado de suor, perseverança... Aprendi então a não criar tantas expectativas e a ouvir mais os meus silêncios.
E ele fala e às vezes quando estou distraída, ele grita e me faz ouvir minha voz interior. O silêncio causa delírios nos verbos e assim eu escuto a cor, vejo os sons, sinto o sabor das músicas...tão bom sentir delírios...tão bom ouvir o silêncio...
E verbo que é verbo precisa do silêncio e eu aprendo com ele a deixar a vida seguir sem a ansiedade, aflição e o descompasso das expectativas. O silêncio alivia minha'lma.
Tem vez que DOI muito que fico em silêncio tentando entender o que realmente acontece dentro de mi .
Mergulho
em pensamentos e vou até você..
Te beijo em silêncio..
Sinto teu cheiro e tenho teu corpo mais uma vez..
Só mais uma vez!
A Máscara Que Uso
O silêncio corrompe minha paz
Indiferença dói mais que desprezo
No teu calor, me fiz indefeso
Sinto que este amor aqui jaz...
Sou tão hábil em negar, disfarçar
Como cão ao lado de uma baderna
Sinto que esta falha ficará eterna
Me perdoe se não cheguei lá...
Me perdoe se não sei esconder...
É muita angústia que sinto em meu interior
Eu queria ser, unicamente, de você
A máscara que uso é uma só
E esta, não consegue esconder minha dor
E não... por favor não... não tenha dó...
Nos tempos atuais , em vez de baixarias e intrigas optei pelo silêncio ou um diálogo mais inteligente, ser muito sincero traz conseqüências e destrói qualquer relacionamento, a paz apesar de estranho neste caso tende ser o melhor caminho ,porém deixa vontade de xingar, de jogar tudo no ventilador , logo passa ...
Vai na fé !
Viva ; a vida (é) curta!!!
O silêncio e uma forma preciosa de ti admirar... Assim como contemplar o céu a presença de uma linda lua
Macabeu
Meu mundo escureceu
Quando das cinzas se emergiu
Aquele velho frio
No silencio que se rompeu
Quanto o céu cedeu
E o primeiro cavaleiro saiu
Minha raiva surgiu
E nos homens o medo cresceu
O segundo cavaleiro aluiu
O terceiro o seguiu
Por fim o quarto apareceu
E a fê dos homens se perdeu
E a esperança que se extinguiu
Sem saberem que o verdadeiro terror sou eu
Meus versos tem jeito estranho
Tem silêncio nos lábios
Flores no canto
Traz poemas na alma
Tem poesias e encanto
É pássaro que voa...
Música
Dança, canta...
Tem doçura nos olhos
Candura
É mágico, divino...
Tem corpo de homem
Olhar de menino !
DESVIO (soneto)
Hoje nada quero, nem se a paixão quiser
Estou em silêncio, lá fora o alvo me errou
Acontece que meu coração de ti cansou
Nada quero, mesmo se ainda afeto tiver
E assim, nesta emoção, então, eu vou
Deixe a ilusão de lado, não sou qualquer
No meu sentimento não meta a colher
Vai em frente, siga, pois em outra estou
Se livra de mim, nada em mim vai acender
Não pense em mim, a estação já chegou
Desça, pegue o desvio, não vou render
Estou machucado, você na dor acertou
É o fim, entenda, não vamos mais sofrer
Agora só recordação, de quem te amou!
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro, 2017
Cerrado goiano
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