Dom
Cada pessoa nasceu com pelo menos um dom ou vocação, só precisa saber como se utilizar dele, trata-se de um presente além do dom da vida.
Não tenho o dom de desafiar a vida e nem mesmo o tempo, mas ainda assim, eu não me contento quando vejo os dias se movendo e se encaixando de forma errada. O que fazer? Correr ou retroceder? Agir!
Se eu tivesse a chance de escolher um dom, seria saber cantar. Tenho fascínio e paixão avassaladora por músicas. Acho incrível o impacto que uma música é capaz de causar na gente, seja pela letra que tão bem retrata algum momento da nossa vida ou pela voz de encanto inesgotável. O gênero e ritmo, às vezes, nem é tão levado em consideração, válido mesmo é a sensibilidade e o efeito que a harmonia traz para cada um.
Música é cura, silêncio, filosofia, resposta, transformação.
Tem é mágica nessa tal de música. Queria saber explicar, mas só sei sentir. Tenho mania de ficar com os olhos fechados, perdida no nada, independente do estado de espírito. Tanto faz se estou absurdamente feliz ou profundamente triste... Fecho os olhos, paro no tempo e ouço eco mental de sinfonias. As melodias das canções são para mim como vozes humana. Me atam, desatam, me deliram, me transportam, me preenchem, me tomam por inteiro... Ultimamente tudo o quanto tenho desejado ouvir as músicas sabem exatamente como me falar, como me cantar. Expressam o inexprimível e conversam comigo de uma forma bem peculiar. Eu entendo.
A sutileza atraí o dom mais incrível que alguém pode ter: O AMOR. Dom, não se desenvolve, conquista-se ao nascer. Sou sutil, não tive o prazer de nascer com nenhum dom, mas tive o prazer de te amar.
As convicções são o prêmio temporário daqueles que enxergam para crer. Mas a fé é um dom sublime, típico dos que creem antes de enxergar!
Seu "me querer"
Minha inspiração morre ao dom de meus olhos, nem chega a me tocar, apenas sinto uma leve brisa, uma brisa que não está querendo se transformar em um tornado.
Não escolhemos que dom vamos possuir, nem a cor dos olhos que vamos ter, nem a que família vamos pertencer, muito menos de quem vamos gostar.
Jamais deixe de acreditar naquele que te deu o dom da vida, daquele que assoprou tuas narinas e te fez respirar. Que te fez capaz de amar: Deus.
Não posso te obrigar a gostar de mim, até por que não são todos que nascem com o dom da Inteligência.
Pobre dom eu tenho, para compor, em um m mundo de dor, Um dia serei feliz e escreverei cartões de natal..
Mentir era meu dom, eu mentia que estava bem, que estava feliz, mentia até que suportava a dor, mas por dentro algo se debatia e me humilhava, gritava comigo pedindo pra que eu dissesse ao menos uma vez o que eu queria dizer e não fingisse estar bem pra não ter que dar explicações para as pessoas ao meu redor, as que se preocupavam comigo. Era minha obrigação estar bem a todo o momento, menos na frente do espelho. Menos a mim mesma, eu não conseguia mentir pra mim.
