Doce Mulher
DOCE PECADO
Sidney Santos
Amor palavra canção
Clara luz de uma vida
Batidas do coração
Em emoção sentida
Amor é um meigo olhar
O calor de mil beijos
Enlace do abraçar
Traduzido em desejos
É palavra carinho
Suave perfume de flores
É desenho no caminho
De um arco de cores
Amor você a meu lado
Voando nas asas do vento
Amor é o doce pecado
E da vida o alento
Beijo doce e instigante...
Literalmente...?
Desliguei-me aquele instante...
Só sei dizer que me deliciei em seus lábios e me perdi em seus braços...
A melodia é doce, o som é excitante e o tatalar das batidas da alvora é fora do comum.
Uma mistura de amor com ódio, do normal com o mais insano dos aspectos...
É difícil entender a alma de um poeta quando nem ele mesmo sabe o que quer dizer, apenas diz o que quer sentir ou talvez o que ele seja de verdade!
A decepção do político corrupto é pensar que todos devem reverencia-lo...doce ilusão...na primeira oportunidade...seus melhores amigos políticos...irão lhe faltar com respeito...por mudar de partido...na primeira eleição...tão logo...cairá nas coligações partidárias e se não provar que é bom...cairá no esquecimento... esse é pior castigo de um político...que espera reverencia...a qualquer preço.
Doce matéria
Pudim de passas
vovó já fazia
quando nas férias
para sua casa eu ia.
Pudim de passas
eu ouvi na escola
que um cientista Thomson
resolveu batizar
o nosso querido átomo
que já não era mais
uma bola de bilhar.
Eu com mente de criança
lembrei daqueles contos para dormir:
João e Maria
e a casa de doces...
Imaginei a matéria
como um pudim grande e doce.
Mas não sou criança mais.
Voltei a prestar atenção
no que o professor estava a falar.
A matéria deixou de ser doce,
agora é conteúdo para estudar.
Conteúdo sério,
desses que podem cair no vestibular.
Mas eu ainda fico me perguntando
se naquele tempo
Thomson andou se baseando
no conto de João e Maria
para a doce matéria
poder explicar,
criando assim sua teoria.
Eu as vezes misturo
ciência e fantasia...
Vai ver que é por isso
que me ocupo escrevendo poesia.
Em uma palestra qualquer
Tem um doce de coco
me esperando na geladeira
Tem mais de três horas
que estou sentada nessa cadeira
Só imaginando
o meu doce na geladeira
Perdi.... o medo de te deixar, de chorar, de sofrer, de me machucar...
Perdi .... o jeito doce de te olhar,te admirar e te esperar...
Perdi.... a confiança a tolerância e toda a esperança de te achar!
Quando se lembrar de mim, e o teu coração acelerar, uma doce lembrança ficar, olhe para Deus lá vai me encontrar, quando a saudade apertar, e a distancia se tornar muito grande, lembre-se que nunca estive longe, mas dentro de ti, onde sempre morei.
Soneto da flor da infância
Eu me lembro, eu me lembro, doce perfume da flor!
Brancas gotas perfumadas e tinham cheiro de amor...
Inebriavam as noites, da minha infância perdida,
Uma cascata verde e branca no verde da minha vida...
Lua serena no céu, a embranquecer minha ruazinha,
Sem saber que o jasmineiro por me ver assim sozinha,
Eu menina inocente, a me embalar em seus galhos,
Flores lançava aos meus pés, qual fina colcha de retalhos...
Foram-se meus verdes anos, cirandas e brincadeiras,
A doce lembrança da infância, da juventude que passou...
Joia que o tempo levou em leves asas ligeiras...
De menina me fiz mulher, mas na memória ainda há dor
Da doce lembrança dos dias, das minhas tardes trigueiras
Quantas saudades eu sinto, meu jasmineiro em flor!
