Doce Mulher

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Doce tom da madrugada.
Sejas teu ato meu desejo.
Tão seja teus atos insanos.
Virtuoso o impensável
Novas descobertas teus sonhos.
Para aquele dia seja maravilhoso.
Doce tom da meia noite

Doce amor que te amo muito.
Igual as estrelas do ceus....⁠

As vezes santa, as vezes louca, as vezes atrevida , as vezes tímida... As vezes doce , meiga , carinhosa ... As vezes bandida ... As vezes patroa ...As vezes submissa ... mulher de mil faces , mulher de fases , mulher de opinião construída... mulher de caráter... forte , avassaladora , as vezes musica , as vezes poesia ...As vezes tempestade...outras calmaria ... depende de quem me vê... de como me vê... sou o que vc merece que eu seja....

⁠Ela uma menina sonhadora ...
Sorriso meigo .. doce , encantadora ..
Eu nem sei seu nome garota ..
Como posso assim me envolver ?
Seu brilho compara as estrelas ..
Seu sorriso é meu raio de sol dando bom dia ...
Seu perfume espalha ao vento ...feito aroma das flores primaveiris ... vc me ama? Ou será que nem sabe que eu existo..
Não brinca comigo , por favor ... eu já te amo tanto ... a vida não é um jogo .. de ganhar ou perder ... te vi e me apaixonei ..como o sol se encantou pela lua ..eu me encantei por vc ... feito um poeta assim que escreveu sua poesia deslumbrado ..assim também sou eu ...totalmente apaixonado por vc..

E que as minhas lágrimas se convertam em uma bebida doce.. e que eu morra embriagada , não amargurada !!

⁠Cuidado para não ser doce demais..com pessoas extremamente amargas... se não for recíproco, afasta! Existem pessoas que não valem nosso amor atenção e doçura..

Que a vida seja doce..
que vc seja meu aperitivo...
e que essa mistura de gostos seja um desafio..
que me provoque sensacoes deliciosas..
gosto de me surpreender.. gosto de sabores exoticos.. e de quebra... gosto de vc...

Nunca seja doce demais..
Porque homem safado...
Quando vê doce..se lambuza..
Seja pimenta... ardente..picante...
Que só cabra macho de verdade da conta...

⁠Ela é doce feito mel ... meiga , carinhosa ..
Ela é poema , poesia , rima , estrofe ...
Ela é toda delicadeza !!!
Ela é sensibilidade , é força, coragem ...
Ela é música para os ouvidos, ela é felicidade, sorriso.
Ela é sonho bom , fé em dias melhores. Ela é ventania , vendaval , furacão!
Ela é perfeita , ela é de fases , de lua , de emoção... adrenalina pura , puro êxtase.. quando contrariada Ela é vulcão! Menina moça, princesa , mulherão!!!
Ela é toda indefinível, indecifrável,ela é um livro , que nem se pode julgar pela capa. Ela não é flor que se cheira,mas é leoa , fera , felina.. minha musa , minha deusa, minha loucura, minha perdição , minha inspiração!!

Foi doce tropeçar em seu sorriso, mas foi minha última vez...

MINHA CIGANA!
Pelo mundo encantado
Onde sobrevoam fadas
Onde o beijo é mais doce
No bico do beija-flor...
Eu me jogo por inteiro
Em busca dos seus lábios
Velejando no seu mundo
Cigana do meu amor!
Eu busco sua vida
Por entre minhas histórias
Onde encontro seus olhos
No despertar dessa paixão
Viajando pelos sonhos
No horizonte sem dimensão
Entre vales tão verdes
Rios deslizando suas águas
No prateado da lua
Refletindo a sua imagem
Por entre as estrelas do céu
Na força desse desejo
No piscar de vaga-lumes
No infinito linear dos mares
Onde minha sereia é você
Cantando aos meus ouvidos
E alucinado cá estou
Louco para te amar
E viajar contigo sem destino
Minha cigana dos sete mares
Levando-me onde você quiser!
JOÃO BATISTA BARBOSA

Não seja um peixe de água salgada tentando nadar com um peixe de água doce. (Rodrigo Branquinho)

⁠A época doce dos amantes é aquela que dos românticos sonhadores.

Tem gente que é um pequeno afluente de água doce que quando invade um mar, consegue transbordá-lo em doçura.

Todo pecador não santificado gosta de um doce pecado; mas, seu alimento não entrará no cardápio e na comunhão dos santos.

As águas do mar tornam o meu corpo salgado;
mas, o meu coração se torna doce nas águas do amor.

⁠O pecado é doce e prazeroso, no início; mas no fim, é amargoso e destrutivo.
Por isso, o tolo o abraça; mas o sábio o rejeita.

Que a vida seja doce
Ouviu-se dizer à criança
Ouviu-se dizer à adolescente
Porém não disseram à mulher
Então ela mesmo disse que haja doçura,
porque serei doce mesmo com o
amargo do mundo!


30/08/2026


Yohanna Marques Lopes
/Pirralha/YoyoBR/Yo/Infinity/Gyn

Quiçá cá entre nós, nas ondas vocais,
No ritmo cardio
Ouvir sua doce vós, é tudo o que quero mais.

“O Doce Lugar Onde os Livros Moram”

Eu morava em Macabéa, no Beco dos Milagres, e fique sabendo: Meus Passos Vêm de Longe. Talvez venham de um lugar onde os homens aprendem cedo que a vida é maior do que a estrada que conseguem enxergar e que, para atravessar certas distâncias, basta abrir um livro e aceitar o risco de nunca mais voltar sendo o mesmo.
Foi assim que um dia encontrei Dom Quixote. Vi aquele homem magro levantar sua lança contra os moinhos e compreendi que há uma espécie de dignidade reservada aos que ainda ousam lutar contra aquilo que o mundo inteiro já aceitou. Chamaram-no de louco. Talvez fosse. Mas desde então desconfio que algumas loucuras são apenas sonhos que se recusaram a aprender a linguagem da resignação.
Continuei andando.
Entrei no Grande Sertão: Veredas e descobri que o sertão não termina onde acaba a terra seca. O sertão entra no homem. Tem encruzilhadas, medos, demônios e perguntas que nenhuma estrada responde. Foi ali que encontrei também o Burrinho Pedrês e atravessei Campo Geral, percebendo que Guimarães Rosa sabia uma coisa que poucos sabem: até o silêncio de um bicho pode contar a história inteira de um homem.
Mais adiante encontrei Vidas Secas. E aquelas vidas me ensinaram que a fome também possui linguagem, embora quase nunca tenha voz. Vi homens, mulheres, crianças e uma cachorra atravessando uma terra onde até a esperança parecia precisar economizar água. Depois entrei n’O Cortiço e encontrei outro Brasil: apertado, barulhento, desigual, fervendo de desejos, misérias, preconceitos e sobrevivências. Ali compreendi que algumas casas possuem paredes, enquanto outras possuem destinos.
Mas continuei.
Porque meus passos vêm de longe.
Passei pela Memória do Cárcere e descobri que existem grades capazes de prender o corpo sem conseguir aprisionar o pensamento. E foi talvez por isso que, quando encontrei A Rosa do Povo, compreendi que a poesia também pode nascer no meio do concreto, da guerra, do medo e da injustiça. Há rosas que não foram feitas apenas para perfumar. Algumas nascem para incomodar o mundo.
Carreguei comigo O Livro dos Abraços, porque depois de tantas dores precisava acreditar que a humanidade ainda cabia no gesto de dois braços. Mas Eduardo Galeano não me deixou descansar por muito tempo. Abriu diante de mim As Veias Abertas da América Latina, e eu vi um continente belo sangrando através dos séculos: ouro, prata, terra, suor, povos e sonhos atravessados pela cobiça. Percebi então que há feridas que pertencem a uma pessoa e outras que atravessam gerações inteiras.
Foi nessa caminhada que encontrei O Santo e a Porca e aprendi a rir das contradições humanas, porque Ariano Suassuna sabia que até nossa miséria pode carregar graça, esperteza e uma profunda vontade de continuar vivendo. Depois veio A Cabeça do Santo, lembrando-me de que o extraordinário às vezes escolhe justamente os lugares esquecidos para acontecer.
Mas houve um livro diante do qual precisei diminuir os passos.
O Avesso da Pele.
Porque existem histórias que não pedem apenas leitura. Pedem consciência. Há peles sobre as quais o mundo escreveu violências antes mesmo de perguntar o nome de quem as carregava. E quando viramos essa pele pelo avesso, encontramos memória, identidade, amor, ausência e uma humanidade que tantas vezes tentaram reduzir à aparência.
Então compreendi por que havia caminhado tanto.
Eu não estava procurando o final de nenhuma história.
Estava procurando pedaços de mim.
Um pouco de mim ficou com Dom Quixote diante dos moinhos. Outro atravessou as veredas do grande sertão. Uma parte sentiu sede com as Vidas Secas, outra espiou pela janela d’O Cortiço. Fui prisioneiro por algumas páginas na Memória do Cárcere, segurei A Rosa do Povo entre as mãos, recebi O Livro dos Abraços contra o peito e senti correr diante de mim As Veias Abertas da América Latina.
Ri com O Santo e a Porca. Escutei os mistérios d’A Cabeça do Santo. Toquei, com cuidado, O Avesso da Pele. Atravessei Campo Geral ao lado de um Burrinho Pedrês e, depois de tanta terra, tanta gente, tanta dor e tanta beleza, cheguei aos Contos do Mar sem Fim.
Foi quando finalmente entendi:
eu nunca morei apenas numa casa.
Passei por Macabéa e pelo Beco dos Milagres. Cruzei sertões e veredas, conheci o cortiço e senti de perto as paredes do cárcere. Andei entre santos e porcas, colhi rosas, recebi abraços e encontrei homens, bichos, loucos e retirantes pelo caminho.
No fim, descobri que minha verdadeira morada sempre esteve nas páginas.
E fique sabendo, caso algum dia encontre minhas pegadas entre um livro e outro: meus passos vêm de longe.
Vêm de todos os escritores que me emprestaram seus olhos para que eu pudesse enxergar um pouco além dos meus.
Porque existem livros que a gente lê e coloca de volta na estante.
Mas existem outros que fazem justamente o contrário:
abrem a gente,
entram devagar,
e passam o resto da vida morando em nós.


“existem livros que a gente lê… e outros que passam o resto da vida morando em nós”