Doce Mulher

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Ó meu eterno ex-amor, o eco doce de um adeus.Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,Mas hoje a saudade é um cais para os dias meus,Onde a brisa da memória afasta as melancolias.Tu foste o fogo que com paciência me moldou,E em cada cicatriz guardo o ouro do aprendizado.Transformaste-me em alguém que a vida abençoou,Um novo ser que nasceu mais forte e preparado.Agradeço, sim, pela pessoa que hoje me tornei,Mais madura, mais consciente, cheia de paz e luz.Em cada passo novo e em tudo o que conquistei,Levo a canção de ninar que a alma ainda reproduz.Obrigado por me transformar com o teu carinho,Nesta jornada linda, onde o sol voltou a brilhar.Sou uma estrela que hoje ilumina o teu caminho,Pois a chama que fomos nunca vai se apagar.Hoje compreendo o tempo e o valor de cada estação,Como o rio que aceita o seu curso em direção ao mar.Guardei a parte mais pura da nossa antiga união,E fiz do término um jeito mais bonito de te amar.Guardo em segredo o toque suave das tuas mãos,A calmaria que o teu abraço sempre me trazia.Mesmo distantes, cruzamos os mesmos céus vãos,Unidos pela força oculta de uma eterna poesia.O teu nome é um verso que o meu peito ainda canta,Uma melodia doce que o tempo não pode apagar.Há um brilho sagrado em ti que me encanta,E que sempre será o meu farol ao luar.Se fecho os olhos, ainda consigo te sentir aqui,Como um perfume nobre impregnado no meu ar.A melhor parte de tudo o que sou eu te devotei,E nem a própria eternidade pode isso roubar.Teu amor foi o cais onde a minha nau ancorou,O caixilho de ouro que emoldurou o meu viver.Nenhum beijo no mundo apaga o que começou,Naquela tarde linda que nos viu florescer.O nosso sentimento desafia as leis do espaço,É uma constelação viva gravada no meu peito.Mesmo que o mundo desabe e desfaça o laço,Amar-te em segredo sempre será o meu direito.Vejo o nosso passado como um céu no entardecer,Onde a luz doura o topo das montanhas da vida.Foi preciso a distância para a alma florescer,E curar com doçura toda e qualquer ferida.Abro as janelas da alma para o vento da manhã,Sinto o perfume das flores que o tempo semeou.A nossa história foi linda, sincera e soberana,Uma bênção sagrada que o destino abençoou.Foste o meu sol da meia-noite, a minha calmaria,O abrigo perfeito onde o meu peito descansou.Mesmo que a rotina traga uma nova melodia,Nenhuma voz apaga o que a tua em mim marcou.Olho para o horizonte com o peito leve e em paz,Sorrindo pelas lembranças que o vento traz no final.O que ficou entre nós não se perde e nem desfaz,É um laço eterno, sublime, nobre e atemporal.Sei que o fio do destino é misterioso e forte,E que o amor verdadeiro nunca morre em vão.Tu és a minha bússola, o meu ponto do norte,A batida mais bonita do meu coração.Sou o fruto maduro de tudo o que a gente viveu,Um espelho que reflete gratidão e calmaria.O amor não se perdeu, ele apenas renasceu,Transformado em poesia, em luz e em harmonia.Se o destino quiser nos trazer um novo amanhecer,Minha alma estará pronta, despida de qualquer temor.Pois o fio invisível que insiste em nos prender,É a prova mais pura do que chamam de amor.Guarda contigo a certeza de que foste a minha cura,A primavera mais linda que o meu inverno viveu.Mesmo que a vida nos leve por linhas escuras,O meu coração para sempre será teu e só teu.Sou o belo paradoxo entre partir e renascer,Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.Sou o silêncio doce que aprendeu a compreender,Um lindo jardim florido sob chuvas e sob céus.E se a saudade apertar no meio da madrugada,Olha para a lua e escuta o silêncio do luar.Saberás que em algum ponto da longa estrada,Existe alguém que nunca vai deixar de te amar.

Tem gente que é um pequeno afluente de água doce que quando invade um mar, consegue transbordá-lo em doçura.

Todo pecador não santificado gosta de um doce pecado; mas, seu alimento não entrará no cardápio e na comunhão dos santos.

As águas do mar tornam o meu corpo salgado;
mas, o meu coração se torna doce nas águas do amor.

⁠O pecado é doce e prazeroso, no início; mas no fim, é amargoso e destrutivo.
Por isso, o tolo o abraça; mas o sábio o rejeita.

Que a vida seja doce
Ouviu-se dizer à criança
Ouviu-se dizer à adolescente
Porém não disseram à mulher
Então ela mesmo disse que haja doçura,
porque serei doce mesmo com o
amargo do mundo!


30/08/2026


Yohanna Marques Lopes
/Pirralha/YoyoBR/Yo/Infinity/Gyn

Ó meu ex-amor, o eco doce de um adeus.
Ainda sinto o frio em certas manhãs vazias,
Um véu de fumaça que paira entre os meus
Pensamentos, tecendo as velhas melancolias.
​Tu foste a forja cruel que me moldou, é certo.
Em cada cicatriz, levo um pouco do que fui.
Transformaste-me em alguém que hoje me é incerto,
Um novo ser nascido da dor que me construiu.
​Agradeço, sim, a pessoa que agora sou,
Mais forte, mais ciente, mas também mais calada.
Em cada passo novo, a ausência que restou,
Uma canção de ninar que a alma tem guardada.
​Obrigado por ter me transformado, mas a que custo?
Nesta jornada fria, onde o brilho se apagou.
Sou a estrela que renasceu, porém, com certo susto,
Pois a chama que tu foste jamais me abandonou.
​Eu sou o paradoxo do teu partir e do meu vir,
Uma obra de arte triste, pintada em tons pastéis.
Eu sou agora o silêncio que aprendi a seguir,
Um jardim de lembranças sob chuvas e sob céus.

O nosso amor é como um sorvete em dia de sol: doce, refrescante e impossível de resistir.

Seu amor é o doce afeto que ilumina meus dias e aquece meu coração. Em cada sorriso seu, encontro a certeza de que a vida fica mais bonita quando estamos juntos.

Quem ama o fruto
não atira pedras na árvore.
Sabe que o doce que colhe
vem da raiz que sofreu,
do tronco que resistiu,
do tempo que não tem pressa.

Não fere a fonte
de onde nasce o que ama.
Acolhe seus galhos tortos,
suas folhas que caem,
e a cuida, em silêncio,
pois sabe:
se a árvore morrer,
o fruto não volta mais.

Amar de verdade
é amar a árvore inteira
não só o que ela nos dá.

É nos teus braços que me encontro,
Sem pressa para amanhecer,
Num laço ardente, doce e pronto,
Nossos corpos suados de prazer.


A pele quente, o peito em calma,
Num abraço que nos faz um só.
O teu calor transborda a alma,
E o mundo afora se desfaz em pó.

És minha perdição mais doce — o querer que me invade e me governa por completo, que acende em mim o fogo mais intenso, que faz tremer a pele e acelerar o coração. Cada momento ao teu lado é puro êxtase: entrega total, sem freios, sem fronteiras, sem nunca ter fim.

Quiçá cá entre nós, nas ondas vocais,
No ritmo cardio
Ouvir sua doce vós, é tudo o que quero mais.

⁠Tem Gente Que Tem a Aparência Doce Mas o Coração é Azedo.

Você se alimenta de doce espiritual, mas recusa o alimento sólido. E depois não entende por que não cresce.


A festa te anima. A doutrina te revela. Por isso você corre de uma e foge da outra.

⁠Os mais belos hinos e poesias foram escritos na tribulação, e da harpa a doce melodia se ouviu no meio da escuridão.

“O Doce Lugar Onde os Livros Moram”

Eu morava em Macabéa, no Beco dos Milagres, e fique sabendo: Meus Passos Vêm de Longe. Talvez venham de um lugar onde os homens aprendem cedo que a vida é maior do que a estrada que conseguem enxergar e que, para atravessar certas distâncias, basta abrir um livro e aceitar o risco de nunca mais voltar sendo o mesmo.
Foi assim que um dia encontrei Dom Quixote. Vi aquele homem magro levantar sua lança contra os moinhos e compreendi que há uma espécie de dignidade reservada aos que ainda ousam lutar contra aquilo que o mundo inteiro já aceitou. Chamaram-no de louco. Talvez fosse. Mas desde então desconfio que algumas loucuras são apenas sonhos que se recusaram a aprender a linguagem da resignação.
Continuei andando.
Entrei no Grande Sertão: Veredas e descobri que o sertão não termina onde acaba a terra seca. O sertão entra no homem. Tem encruzilhadas, medos, demônios e perguntas que nenhuma estrada responde. Foi ali que encontrei também o Burrinho Pedrês e atravessei Campo Geral, percebendo que Guimarães Rosa sabia uma coisa que poucos sabem: até o silêncio de um bicho pode contar a história inteira de um homem.
Mais adiante encontrei Vidas Secas. E aquelas vidas me ensinaram que a fome também possui linguagem, embora quase nunca tenha voz. Vi homens, mulheres, crianças e uma cachorra atravessando uma terra onde até a esperança parecia precisar economizar água. Depois entrei n’O Cortiço e encontrei outro Brasil: apertado, barulhento, desigual, fervendo de desejos, misérias, preconceitos e sobrevivências. Ali compreendi que algumas casas possuem paredes, enquanto outras possuem destinos.
Mas continuei.
Porque meus passos vêm de longe.
Passei pela Memória do Cárcere e descobri que existem grades capazes de prender o corpo sem conseguir aprisionar o pensamento. E foi talvez por isso que, quando encontrei A Rosa do Povo, compreendi que a poesia também pode nascer no meio do concreto, da guerra, do medo e da injustiça. Há rosas que não foram feitas apenas para perfumar. Algumas nascem para incomodar o mundo.
Carreguei comigo O Livro dos Abraços, porque depois de tantas dores precisava acreditar que a humanidade ainda cabia no gesto de dois braços. Mas Eduardo Galeano não me deixou descansar por muito tempo. Abriu diante de mim As Veias Abertas da América Latina, e eu vi um continente belo sangrando através dos séculos: ouro, prata, terra, suor, povos e sonhos atravessados pela cobiça. Percebi então que há feridas que pertencem a uma pessoa e outras que atravessam gerações inteiras.
Foi nessa caminhada que encontrei O Santo e a Porca e aprendi a rir das contradições humanas, porque Ariano Suassuna sabia que até nossa miséria pode carregar graça, esperteza e uma profunda vontade de continuar vivendo. Depois veio A Cabeça do Santo, lembrando-me de que o extraordinário às vezes escolhe justamente os lugares esquecidos para acontecer.
Mas houve um livro diante do qual precisei diminuir os passos.
O Avesso da Pele.
Porque existem histórias que não pedem apenas leitura. Pedem consciência. Há peles sobre as quais o mundo escreveu violências antes mesmo de perguntar o nome de quem as carregava. E quando viramos essa pele pelo avesso, encontramos memória, identidade, amor, ausência e uma humanidade que tantas vezes tentaram reduzir à aparência.
Então compreendi por que havia caminhado tanto.
Eu não estava procurando o final de nenhuma história.
Estava procurando pedaços de mim.
Um pouco de mim ficou com Dom Quixote diante dos moinhos. Outro atravessou as veredas do grande sertão. Uma parte sentiu sede com as Vidas Secas, outra espiou pela janela d’O Cortiço. Fui prisioneiro por algumas páginas na Memória do Cárcere, segurei A Rosa do Povo entre as mãos, recebi O Livro dos Abraços contra o peito e senti correr diante de mim As Veias Abertas da América Latina.
Ri com O Santo e a Porca. Escutei os mistérios d’A Cabeça do Santo. Toquei, com cuidado, O Avesso da Pele. Atravessei Campo Geral ao lado de um Burrinho Pedrês e, depois de tanta terra, tanta gente, tanta dor e tanta beleza, cheguei aos Contos do Mar sem Fim.
Foi quando finalmente entendi:
eu nunca morei apenas numa casa.
Passei por Macabéa e pelo Beco dos Milagres. Cruzei sertões e veredas, conheci o cortiço e senti de perto as paredes do cárcere. Andei entre santos e porcas, colhi rosas, recebi abraços e encontrei homens, bichos, loucos e retirantes pelo caminho.
No fim, descobri que minha verdadeira morada sempre esteve nas páginas.
E fique sabendo, caso algum dia encontre minhas pegadas entre um livro e outro: meus passos vêm de longe.
Vêm de todos os escritores que me emprestaram seus olhos para que eu pudesse enxergar um pouco além dos meus.
Porque existem livros que a gente lê e coloca de volta na estante.
Mas existem outros que fazem justamente o contrário:
abrem a gente,
entram devagar,
e passam o resto da vida morando em nós.


“existem livros que a gente lê… e outros que passam o resto da vida morando em nós”

​Ah língua, língua, língua.
Doce e amarga Língua Portuguesa.
Coloca-me em paradoxos que não consigo escapar...
Assim os intitulo de antíteses para disfarçar.
Que?
Que!
Que...
Que reticência ora é ponto, ora é figura.
E que hora eu uso "h" e que hora eu oro à Deusa?
E a Deusa eu disse, dona crase.
A
Ah sim!
Ah bom...
Há som!
Ai, ai, ai...
Aí eu me rendo dona Língua.
Do jeito que queres.
Te amo errado
Amo-te certinho.

Doce vivência
(Mauro 1Evaristo)

Sua vida é uma doce vivência
Ou gráfico de baixa frequência
Como resultado ao que dá audiência?

Sua vida segue para o bem
Ou é tropeços e mais além
Ao seguir o que não é bom pra ninguém?

Será que consegue perceber

Que o que curte afeta e muito você?

feradapoesia.blogspot.com

`Chamei-me de Amarga. Morri doce. - Noemi`