Doce Mulher

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O amor é a mais doce forma de negligência, onde a lucidez se despede, as dúvidas se calam e a alma, cega e entregue, se lança no abismo acreditando no que se resume em incertezas. Amar é desconhecer o significado das dúvidas, é o sentimento mais transcendental que existe e só o compreende quem, um dia, amou verdadeiramente.

Quando o coração, ferido pela distância, mal pode sussurrar um clamor, é a doce voz do Mestre que encontra a alma exausta, transformando o choro do deserto na festa indescritível do Seu redil.

A nostalgia é um veneno de sabor doce que a gente toma todas as noites, acreditando que o ontem era melhor apenas porque o hoje dói de um jeito novo. Ficamos viciados no que fomos, enquanto o que somos se desfaz como fumaça entre os dedos cansados.

Seus olhos me convidam a uma doce singela paixão e me entrego de corpo inteiro a teus desejos.
Quero ultrapassar fronteiras e perambular sorrateiramente em seu coração.
Faço-me obediente a seu querer de uma forma doce e brejeira com uma emoção pioneira.
Sou teu e você é minha, pois me dá a credibilidade de manter-me seguro com meus sentimentos.

Desvendo as tuas ansiedades e te ponho em mistério para que eu tenha uma doce desculpa em te estudar novamente;
Não caminhe sem sentido... Calada, triste, pois quando a vejo os teus caminhos ganharem cores e os teus sentimentos ganharem sentido, te apresentarei a felicidade completa...

Beije a minha boca como estivesse
Tendo prazer de deliciar-se
Com o melhor doce;

Quero me despir para que encontre facilidade
Para me amar e felicitar os teus desejos
Espero que me note e me dê sua atenção;

Tem momentos em que simplesmente
A vida parece estar mais feliz
e o dia amanhece quente e doce
Um pássaro me trouxe
Uma rara melodia na janela
Aqueles sentimentos tristes
Milagrosa e temporariamente
desistem de mim
e vão entristecer noutro lugar
Que bom seria, se eles não voltassem
Meu Deus, que bom seria, alegria
Se você ficasse e morasse aqui
Eu jamais desisti de conhecer
Esta sua feliz companhia
E hoje me parece, enfim
que você também
Não desistiu de mim.

O toque das suas mãos e a densidade do seu abraço têm esse perigo doce de coisa que não pede licença. Sua voz beija minha malandragem de um jeito rude, sedutor, quase inevitável. Já não é prazer. É uma força suave me levando até você antes do pensamento chegar.

"O gosto da minha saudade
tem sabor de chocolate,
doce que invade,
aquece e não se abate,
derrete na boca,
na mente se espalha,
amor que retorna,
memória que não falha."

Tem gente que prefere acreditar
na versão doce da mentira do que encarar a dureza da verdade.

“Quero que conheça um pedacinho de mim” é a forma mais doce de dizer me importo com você.

Ela é pequena e brava.


Às vezes parece que dendê corre nas veias.
Em outras, é leve e doce feito mel.
Mel da cor dos olhos que dei sem perceber.
Índia pequena.
Moça maluca.
Imprevisível, difícil de decifrar.
Em outra época, eu te daria o mar e o mundo. 🌊
Hoje não.
Hoje aprendi a fazer algo mais raro:
ficar.
Observar.
Sem posse.
Sem pressa.
Sem promessa.

⁠Menina doce...
Eu amo você!
Escuta o meu
coração!

Amizade, é um doce amor
que carrega flores no coração,
e faz festa na alma.

Um doce de vó

Minha vó morava perto do campo de futebol. Era comum, depois das brincadeiras no campo — que ficava onde hoje existe o colégio —, passarmos pela casa dela.

Certa vez, eu e um amigo encontramos uma velha bola de capotão. Estava furada, com o couro bastante desgastado, quase no fim da vida. Mas, para dois meninos, uma bola nunca estava velha demais. Demoramos um tempão para consertá-la e deixá-la em condições de voltar aos gramados.

Ou, pelo menos, ao quintal da minha vó.

A casa dela tinha um quintal bem grande, perfeito para nossas partidas. Marcamos o gol com as camisetas no chão e começamos nosso campeonato particular de “chute em gol”: cada um batia três vezes e depois trocávamos o batedor.

A brincadeira ia muito bem.

Até minha vó aparecer.

Veio caminhando em direção ao nosso campinho com uma faca na mão. Antes que pudéssemos entender o que estava acontecendo, pegou a pobre bola e, sem a menor cerimônia, deu umas dez facadas nela.

Dez!

E, como se a bola fosse a única culpada pela desordem, ainda sobraram para mim alguns cloques na cabeça, dados com aqueles dedos duros de vó.

Acabou-se a festa.

A bola, que já tinha sobrevivido sabe-se lá a quantas peladas antes de chegar às nossas mãos, dessa vez parecia definitivamente morta.

Mas não estava.

Dias depois, encontrei o cadáver debaixo do assoalho da casa da minha vó.

Resgatei aquele pobre pedaço de couro e fui atrás do meu amigo, o companheiro das cobranças de falta. Examinamos a situação e resolvemos ressuscitá-la. Só que, depois das facadas da minha vó, não havia remendo que desse jeito.

Então tivemos uma ideia.

Uma péssima ideia, naturalmente.

Fizemos um enxerto e enchemos a bola com areia.

Ela ficou pesada feito uma pedra.

Foi aí que nasceu uma nova brincadeira.

Colocávamos nossa “bola” num ponto estratégico da rua, onde costumavam aparecer outros meninos, e fingíamos estar batendo faltas. Bastava esperar.

Logo surgia algum candidato querendo mostrar suas habilidades.

— Deixa eu bater uma?

Era tudo o que queríamos.

O sujeito tomava distância, ajeitava o corpo, corria cheio de confiança e...

PÁ!

Chutava aquela bola cheia de areia.

Nós caíamos na gargalhada. Os outros meninos que já conheciam a brincadeira também. E assim a velha bola de capotão, que não servia mais para jogar futebol, encontrou uma segunda profissão: castigar os pés dos desavisados.

Até que, certo dia, apareceu um menino bem maior do que nós.

Ele também quis mostrar suas habilidades.

Tomou distância, correu e soltou o pé.

Quase torceu o tornozelo.

Dessa vez, ninguém teve muito tempo para rir.

Furioso, ele distribuiu uns tapas nos menores — eu e meu amigo incluídos — e, para completar o castigo, levou embora nossa bola cheia de areia.

Foi o fim definitivo daquele capotão.

Pensando hoje, talvez tenha sido melhor assim.

Primeiro minha vó tentou matar a bola com dez facadas. Nós a ressuscitamos, enchemos de areia e a transformamos numa armadilha. Depois apareceu alguém maior, acertou nossas contas e levou embora o corpo do delito.

E minha vó?

Minha vó nunca ficou sabendo da ressurreição.

Ainda bem.

Porque, conhecendo aqueles dedos duros, desconfio que os cloques da segunda vez teriam sido muito piores.

Ivo Terra Mattos

É difícil ser amargo quando se é doce.

A doçura não é um comportamento que se veste conforme as circunstâncias; é uma natureza. Quem é doce por essência pode endurecer a postura, mas raramente endurece o coração. Pode aprender a dizer "não", a partir, a proteger-se, mas sem perder aquilo que o define.

É difícil ser amargo quando a alma foi feita para espalhar leveza. Porque a essência sempre encontra um jeito de falar mais alto do que as feridas.

Ele é extremamente doce como mel. E, de alguma forma, isso me faz querer protegê-lo do mundo.




ff

⁠Num lindo dia. Conheci Ana Maria. Uma linda Princesinha, filha de uma Rainha. Seu nome é doce e belo, e o sobrenome docinho de caramelo .

A derrocada do amor
Desfigurando sabor
O doce ficou amargo
E da solidão eu não largo.

Ao visitar um apiário tenha cuidado para não se sentir mais doce que o próprio mel das abelhas