Do nada
Suprir sentimento por quem não sente nada por você é a mais terrível e torturante forma de masoquismo.
Não tenho nada contra os meus vizinhos ouvirem suas músicas com o volume alto, mas desde de que tenham o bom senso de não cantarem junto com as elas.
De Peixes
Mora na superfície, e nada na profundeza
É Inconstante, de difícil localização
Está intensamente afastado
Seu lugar, é a contradição.
Querido peixe, tenha mais exatidão.
Reluz em seus olhos a obsessão,
Cuidado peixinho, a ansiedade devora!
Teimoso, não me ouve, abocanha mais uma isca
Sorte que você ainda é pequeno!
E teve a chance de escapar.
Mas, peixinho você está crescendo
E o mar não é só diversão.
Tenha mais cuidado, você não é tubarão.
Peixe fui nadar,
Te cuida!
Eu não me permito entristecer por nada nem ninguém. Quando ameaça doer invento uma história engraçada pra distrair, uma piada boba que me faça rir. Ligo o som bem alto, danço e canto junto. Qualquer coisa que expulse a nuvem negra parada em cima de mim. Não me permito entristecer por coisas pequenas, pessoas menores ainda. Faço da felicidade a minha morada, onde a tristeza não tem lugar.
Eu não sei, você sabe? O saber, muitos dizem que sabe, sabem muitas coisas, outros dizem que nada sabem, e não sabem nada realmente, mas aquele que diz não saber, conhece aquilo que o tudo que sabe desconhece, o que não sabe nada, conhece a dor, conhece a tristeza, conhece a falsa esperança, o amor incorrespondido, mas não esqueça que ele não sabe o porque de tudo isso, ele apenas conhece, porque ele viveu sentiu e o saber ele não viu. Aquele que sabe, ele não sente, ele apenas quer saber e saber tudo, e esquece de sentir.
Nada mais poético do que ver uma ave cortar o céu, instigando o homem à suas limitações.
Muitos dizem que o céu é o limite, mas não se põe limite ao que não se pode limitar.
O azul do céu é tão infinito quanto o desejo sem limites do homem de voar.
Retornei a minha fortaleza
Na escuridão do meu quarto tem muita beleza
Não vejo nada, mas aqui tem tudo
Na escuridão eu desenho um novo mundo
Eu sei que nada depende de mim. Mas se dependesse eu ajudaria a curares essa dor que te atravessa. Talvez fizesse com que encontrasses outra saída para os teus conflitos internos e mesmo que te causasse uma dor ainda maior, faria com que tu olhasses para dentro, onde repousa a serpente que te envenena todos os dias e que tu a alimentas através dos teus próprios pensamentos. Sei que nada depende de mim, porque cada um depende a própria vida e das suas próprias escolhas. Mesmo assim, sinto que estás dentro de mim e que despertas uma vontade de entregar os meus poemas num entardecer, onde nele consta algo bem maior que eu ainda não consegui definir.
“- Que bagunça!” Disse isso então olhando sua própria existência, a realidade a sua volta, nada lhe parecia estar em seu devido lugar. A desordem lhe aparentava tanta que não sabia sequer por onde começar, ou se deveria começar. Fazer faxina no SER não é tarefa fácil, as próprias dores e problemas machucam e perturbam muito mais.
Deparou-se com um amontoado de casos inacabados, mal resolvidos, e com finais forçados. Pequenas coisas deixadas para trás, como pecados a gerar peso na consciência, acumulados culminaram ao parar da carruagem. O que fazer então? Ao se deparar com tal ponto da história. Como resolver de uma vez só todas as pequenas coisas que não se resolveu em momentos distintos do passado?
Algumas coisas existem para dar errado, graças a elas você chegou até aqui, até determinados questionamentos. Aquilo que te serviu de experiência ao longo de tua vida nenhuma outra utilidade terá, aquilo que te serviu de lembrança, foi única e exclusivamente para te mostrar que já vivenciou coisas boas e que pode vivenciar mais, tudo o que está somente do ontem para trás deve ser arquivado, o que ainda pode ser o amanhã é que merece ser seguido, descomplicado ou resolvido.
Se Deus me deu um pai e uma mãe que nada fizeram por mim, ele também me deu avós maravilhosos que fizeram e continuam fazendo...
João já sabia, a verdade que o cercava naqueles dias;
Imoral e errado, mas sentia que nada o impediria.
Dedos apontados, seus 2 entrelaçavam o cigarro. tremia. Ele não os revidaria;
Sairia então do lugar onde não mais pertencia.
João já sabia que a mentira sua alma nunca compraria. Ele vivia.
João! Não tenha medo de encarar o furacão. Seus sonhos o sustentarão.
Cantarás a liberdade como uma locomotiva sem freios.
Caminharás pela estrada como um guerreiro sem receios.
João já sabia, Nada o impediria.
O João já sabia.
