Do nada
Eu existencial
Vivendo e aprendendo
Com a vida ensinada,
Sei um pouco de tudo...
Sou um pouco do nada...
Porém, em nada creio...
Nem em tudo confio...
Escrevendo, sempre anseio...
Lendo então, desconfio...
Vivo bem sem crença sim,
Que nem delirando estou...
Sem importar para mim
Quem ainda está... Não sou!
Ninguém me impõe conselhos
Sobre velhos mistérios,
A prostrar-me de joelhos
Sob novos impérios.
Mas, minha paz me convém,
Sem alguém ou deus algum…
Nem do mal – nem do bem...
Pois não há, no além... Nenhum!
Também, nem há alma
Em mim... Nem me acalma
Enfim: deuses,
Anjos ou demônios!
Tão bem, que me defina:
Dopamina e serotonina,
Na reação hormonal
Dos meus neurônios!
Apenas a Morte confina
Toda força que domina
Minha natureza sina
Eterna que me fascina!
Jeazi Pinheiro, "Eu Existencial" in "O Último Poema".
Uma dor deixa de ser sentida em duas situações:
Quando o tempo atua sobre a mesma sanando-a, ou quando outra dor maior surge concomitantemente.
De forma análoga, a dor de um amor perdido se extingue de duas maneiras: Ou sofrendo até que o tempo reduza esse sofrimento a nada ou substituíndo o amor pedido por um novo amor.
Gosto de Shakespeare...
Autoajude-se, diz ele; não fique sentado esperando que lhe tragam o que seu coração deseja.
Se gosto de Shakespeare porque batemos longos papos? E ele sempre me ajuda a resolver meus problemas? É aquele amigo com quem posso contar o tempo todo?
Não, não o conheci pessoalmente... conheço alguns de seus textos... como o que acabei de citar, por exemplo.
Vejam que interessante: autoajude-se, diz ele... não fique sentado esperandoque lhe tragam o que seu coração deseja - nada contra em receber uns agradinhos de quando em quando... mas não faça disso sua rotina.
Ah! Pensamento doce: “Não é digno de saborear o mel, aquele que se afasta da colmeia com medo das picadas das abelhas”... diz nosso respeitado escritor.
O medo paralisa? Sim... e ainda bem... em certas situações - se não, haveria centenas de pessoas se jogando precipício abaixo unicamente em busca de adrenalina.
Mas que não seja o medo a impedir você de viver as doçuras que a vida oferece... saboreie, lambuze-se e viva!!! Viva a doce vida, dear friend!
Mas, pra mim, o suprassumo de Shakespeare é: “Seja como for o que penses, creio que é melhor dizê-lo com boas palavras”.
Autoajude-se, car@ amig@... Tome cuidado consigo mesmo... mas, lembre-se: são pessoinhas com coração as que ao seu lado estão.
Então:
a) Preste atenção.
b) Fale com o coração.
c) Cuidado com o tom.
d) E... por fim... se souber que suas palavras podem magoar - um tiquinho que seja -, ponha na sua boca sua própria mão... e não fale nada, não.
Você chegou foi assim, do nada ...
E do nada me levou as tristezas
Me tirou as angústias
Aliviou meus estresses.
Do nada você veio e preencheu o que estava me faltando...
Do começou a escrever uma nova história em minha vida...
Do nada fez sorrisos florir.
Do nada compartilhou emoções...
Transformou preto e branco em cores
Do nada me fez agradecer por existir...
Obrigado.
Qual o sentido de tudo se tudo finda para o nada?
O sentido então está em não olhar para o fim?
Ou o fim é dá um sentido para o olhar?
Na sombra do nada
nada se perde
se nada existir
existe a suavidade total
e é total a harmonia da alma
rpi
Não há estação errada, cores específicas ou desencontros.
O que existe de fato, é uma resistência em abandonar essa prisão de métodos e fórmulas.
É esse litígio interno que provoca toda angústia e ansiedade.
É a vida real diluindo a falsa noção de liberdade que nos ensinaram.
Nada
Nadar nas águas profundas.
De onde são oriundas.
Nada sei.
Nada tenho.
Nada posso.
De que parte herança terei.
Talvez o nardo mais puro.
Cheio de amor, misericórdia do mundo.
Sim, viver, respirar, nadarei.
Disseram que sou nada.
Realmente, tão pequeno, incapaz e insignificante.
Se nado canso, se não nado afoguei.
Sinceramente.
Embirrei.
Não adianta dar me nada.
Do mundo nada terei.
Que eu nao sou hipócrita.
Como é doce.
Pétala, borboleta.
Nado de um rei.
Jesus.
Basta.
Brincadeira não.
Nem rio.
Do tudo que me arrancaram.
Nadando no pranto me afundaram.
No profundo sono.
Na própria morte.
Nada de sorte.
Banhei.
No nado do amor.
Que a misericórdia resgatou.
Foi um nado de um rei.
Jesus, que opera.
Meu joelho ao chão.
A ti ei.
Se ando, corro e respiro.
Nada sei.
És o dono do tudo.
O nado da graça e da lei.
Se mandar e permitir.
Senhor.
Nado na tua água.
Na água do rei.
Giovane Silva Santos
NADA MAIS IMPORTA
Estou morrendo! Sim, de fato, uma tragédia!
O meu corpo não responde; sinto o frio
Minerando o interior de meu vazio;
Minha mente só emula minha acédia.
Chicoteia-me, taciturna, a Moléstia
-As lembranças dessa vida- como rio,
Corre, arranha-me a face à cego fio,
Enquanto beija-me a carne a morfeia.
Estou morrendo de tudo que tenho escrito...
Estou morrendo, assim, só. Assim, restrito
A realidade estupidamente morta.
Fragmenta minha alma triste e doente:
Já não há luz, nem vida, nesse ambiente,
Só o silencio. E nada mais importa...
Itamar FS
"Do nada, TUDO se cria.
O infinito reside no vazio, no vácuo entre o tudo de antes e o tudo do depois. No NADA, reside a PAZ."
"Quem Sou?
Sou o tudo.
Sou o Nada.
Na verdade, não sou: Estou.
Estou em todo lugar
E em lugar algum
A todo tempo
O tempo todo
Basta querer estar."
"Exercício diário de bondade:
Ser humano
Ser o nada
Ser o tudo
Ser e não Ter
Ser é Eterno
Ter tem início, meio e Fim."
Nada é em vão, nem tampouco, um inesperado acontecimento, e um encontro inusitado é por acaso; tudo que nos acontece tem uma razão, modus operandi, uma lição, uma exortação, um precioso legado, presente valioso ofertado por Deus.
