Do nada
DIA DA FAMÍLIA
E nada mais sublime
Que essa união
Natal em família
Tempo de confraternização
Abraços, carinhos, presentes
Harmonia em cada coração.
É dia mais que especial
De poder pertinho chegar
Dizer a importância
E o valor daquele lugar
Um abraço bem apertado
Um feliz dia vim desejar.
Dia para se amar
Demonstrar a importância
Mesmo ficando adulto
Volte a ser criança
Lembre daquele Natal
Guardado na sua infância.
Desejo um Natal família
Num rabisco bem traçado
Escrevi esse cordel
Caprichei com cuidado
A todas as famílias
O meu abraço apertado.
Autoria Irá Rodrigues.
Silêncio.
Quero ouvir. Só oiço o que está aqui fora
Por dentro nada.
Escuto atentamente.
Respiro. Respiro novamente com consciência do que estou a fazer.
E volto a escutar.
Sondo: varro tudo dentro de mim.
Nada.
Tudo sereno. Só tenho percepção do movimento do tórax: dilata, expande, e colapsa controladamente.
Fecho os olhos para melhor sondar.
E ponho-me novamente à escuta.
Espero.
Só a presença do nada aflora.
Fico na presença.
E escuto então: vem de dentro, das paredes interiores, a vontade de partilhar. Porque partilhar também é ser. Ser no mundo.
O mundo dentro de mim.
O ser que sou na presença desse mundo.
Só sou eu a ser presença.
A vontade de ir regressou até às suas origens.
E eu escuto novamente a presença desse nada.
Nenhum verbo serve.
Nenhuma acção...
A presença não é. Está!
Estar é consciência das paredes de onde nasce a origem.
Escuto novamente. O peito dilata, expande, retém. Para colapsar, de seguida, controladamente.
O que saiu, escapou. Existiu!
Os sacrifícios pela pessoa errada, na hora errada, pelos motivos errados, não servem de nada se não houver espelhamento.
Reflexão
Se não há nada depois da vida , e não iremos levar nada
Qual a razão de viver, querer , e ter?
Você nunca será nada de ruim ou feio para mim. Por conseguir enxergar a verdade nos detalhes que cada pessoa como você possui como a sua identidade própria, por revelar a essência e a transparência de uma pessoa íntegra e sincera como aprecio e admiro em você e amo em cada detalhe único que somente você possui.
Ricardo Baeta.
Além do "Universo ser mental", onde o "nada" é conceito de ausência, tem por fator perceptível o imaginar.
Com nossos "nada", sobrevivemos imaginando ser tudo.
Somos filhos do imaginário nesse grosso modo do pensar!
