Do nada
"Nada como ouvir os timbres e notas alcançando aos CÉUS, só a alma pode escutar e sentir em seu pleno silêncio, inexplicáveis sentimentos para os ouvidos do mundo."
RUDNEY VENTURA
A preguiça vem chegando
Vontade de fazer nada
Ficar deitado na rede
Na varanda ou na sacada
O dia inteirinho à toa
Numa vida muito boa
Perto da mulher amada
Numa ilha bem deserta
Nem frio nem quente demais
Comida ali à vontade
Fazendo o que um casal faz
Até ficar bem cansado
Tirar um cochilo pesado
Voltando ao que nos apraz
Podemos ignorar e tentar fugir, mas logo que não há mais nada para fazer, ao anoitecer estás lembranças vem a tona.
Se nada vai mudar, não tenha pressa.
Deixa a vela apagar por si só.
Deixa o café esfriar.
Deixa o dia amanhecer.
Deixa o caminho se cruzar e se desfazer.
Deixa eu falar da saudade do teu gosto.
Do beijo com gosto de café
E de tudo o que nao pudemos ser.
Me deu vontade de lembrar. Que pena.
Pra você fomos tão pouco.
Não vejo necessidade de fingir ser quem não sou, pois no fim sabemos que nada fica na sombra por muito tempo.
Ter amor próprio não tem nada a ver com ego ou narcismo, é questão de inteligência.
Dizem que "deve amar o próximo como a ti mesmo", mas eu discordo. Não importa quantas pessoas me rodeiem, eu nunca estarei sozinho.
Minha própria presença já significa tudo para mim. Eu não tenho que amar ninguém, e também não preciso que alguém me ame, afinal, eu não compreendo esse sentimento, eu acho que é desnecessário. Pessoas assim não passam de ferramentas. Não me leve a mal, mas pessoas que se entregam a sentimentos não merecem mais que isso.
Não tenho nada,
mas ao mesmo tempo tenho tudo.
Não sou nada,
mas às vezes me sinto o dono do mundo.
Caminho com passadas concientes, largas e fortes, mas não me pergunte, pois não sei para onde vou, mas estou indo, logo eu chego lá...
Inveja -
Eu não sou nada
Eu não tenho nada
Eu não atingi sitio nenhum,
Então, como é possivel
Que os outros sempre
Tivessem desejado o meu lugar?!
Abriu as portas de par em par
e ali estava ele!
Nada poderia indicar
que novamente seus caminhos se cruzassem,
mas como o destino sempre intervém a seu bel prazer,
lá estavam, um diante do outro.
Sabiam, naquele exato instante,
que suas almas não mais se separariam
e esqueceram o habitual bom senso
para celebrar o tácito acordo de não mais
enfrentarem as tempestades cada um por si.
Cika Parolin
Quantas vezes nos pegamos fazendo vários planos sobre o que queremos e no fim, nada sai da imaginação?
É que no fundo, precisamos decidir, fazer escolhas, movimentar os músculos!
Precisamos não só querer, mas dar vida ao querer com o fazer - agir!
Desprender dos medos e amarras e fazer!
Ressignificar o que for preciso, e dar espaço para novas atitudes...
Com Gratidão dizer Sim à Vida como ela chegou até nós e seguir...
Nada é permanente... A Vida é um eterno movimento e está em constante transformação. Nenhuma situação é imutável... tampouco um sofrimento é infindável.
Há impermanência e nela a certeza de que tudo pode ser diferente a qualquer instante...
O que está acontecendo de muito bom neste momento, pode não acontecer mais daqui há alguns minutos e isso, também, faz parte!
Saibamos, então, aproveitar dos bons momentos, das relações saudáveis e das boas lembranças. Saibamos deixar ir o que se cumpriu, sem tantas reclamações e exigências.
Tudo faz parte, até as grandes frustrações e se elas acontecem, trazem ensinamentos.
Cabe a cada um de nós escolher a maneira que iremos lidar com os Ciclos da Vida!
É uma questão de escolha!
Podemos nos apaziguar e mais resilientes desfrutar dessa linda caminhada!
“O escritador “
Escrever é riscar o nada com o tudo/
É derramar-se em choro mudo/
É encher com ódio poço fundo/
Escrever é jogar com a morte/
E labirintar-se em sorte/
É com um corte certeiro/
Fazer do coração cativeiro/
Para um sofrer insistente/
É fazer o amar insolvente /
É tornar-se indigente /
Do ensejo iminente /
É em papel devoluto, que perpetua sofrer /
Num torrão de barro e suor/
Fazer esperança reverdecer/
É flagelar-se em ferrugem e concreto /
Asfixiar a nostalgia a passo discreto/
São cordas que enforcam copiosamente o futuro/
Transcrito em duvidas suspensas ao muro /
São palavras da jornada num caminhar torto/
Da imprevisão de um futuro natimorto/
É com golpe engessado de desencanto/
Municiar o peito com fúnebre manto/
