Dizeres de Amor

Cerca de 7135 frases e pensamentos: Dizeres de Amor

⁠A palavra tem poder de destruir ou construir o ser humano. Reflita sobre o que você está fazendo com elas.

Inserida por dagnamoreira

⁠Depois de ti, surge a reflexão sobre o fluir constante da vida,
Um rio que segue seu curso, mesmo após uma despedida.
Amar novamente é mergulhar no desconhecido,
É aceitar que o coração é vasto e infinito.

Quando penso em ti, vislumbro o amor como um fenômeno transcendental,
Uma força que permeia o universo, atemporal e imortal.
Admiro tua companhia como quem contempla uma obra de arte,
Um encontro entre almas que transcende o simples compartilhar.

Em nossas conversas, desvendamos os mistérios do existir,
A busca incessante pelo significado, o anseio por evoluir.
O brilhantismo de tua mente reflete a complexidade do ser,
E a inteligência torna-se um farol a guiar nosso viver.

Tu me fazes bem como a sabedoria de um sábio antigo,
Um bálsamo para a alma em meio ao caos do destino.
E ao te ver, a pupila dilata em êxtase e fascínio,
Pois no encontro de nossos seres, vislumbro o divino.

É bom demais querer alguém, numa jornada de descoberta e verdade,
Em que a busca pelo amor transcende a finitude da juventude.
E é contigo que desejo caminhar até a eternidade,
Na dança eterna das almas, em busca da felicidade.

Inserida por matheushruiz

A misericórdia triunfa sobre o juízo!

Inserida por VerbosdoVerbo

Sobreviver pela mente
Sobre viver plenamente
A verdade é que não nos ensinaram
diferente é sobrevivência
De vivência
Uma é sobre o que você faz que te mantém aqui
Outra é o que você faz enquanto está aqui
Complicado é separar
Mas complicado não é viver
Complicado é encaixar a vida em como você acha que tem de ser
A vida acontece somente
Viver plenamente
Não é planejadamente
É sobre quando você sentiu de tudo
E a mente você desligou
Sentiu , vibrou e não pensou
Plenamente mas não pela mente
Pamela Pacheco @sobreapam

Inserida por pamela_pacheco

Não eu não estou me vingando
Não, Não é sobre te fazer sofrer
Não se trata de você
E só agora eu pude entender

Quantas vezes você seguiu em frente
E eu fiquei aqui à assistir
Você fez escolhas viveu histórias
E voltou pra mim?

E eu estava aqui

Eu procurei viver
mas não muito longe
Só para o caso de quando você voltar
Eu não estar tão distante
Só pela chance de voltarmos ao que era antes

E apesar de eu dizer que não
Eu me coloquei
Ao alcance das suas mãos
você foi e voltou muitas vezes
E eu estava aqui


Eu me perguntava
porque você não me escolhia ?
Parecia tão óbvio pra mim
Que eu era tudo o que você queria
E eu sempre acreditava
Todas as vezes que dizia
Que me amava

O que estava errado eu não sabia
Me fiz forte muitas horas
Outras tantas eu superei
Ser sua amiga e confidente
Foi o que eu mais desejei
Mas não aconteceu assim

Agora eu sou a louca
Eu sou a egoísta
Eu sou a rancorosa
Eu sou

Demorou mas entendi
O que eu sou o que eu mereço
Se trata de mim
Não de ti

Você me machucou de novo
Por que eu deixei
Mas eu prometi a você naquele dia
É a última vez

Eu não quero mais ser sua amiga
Eu não quero mais estar por perto
A vida é bem mais leve agora
Só posso estar no caminho certo

A vida continua
Como você tantas vezes me disse
E eu continuo junto com ela
a amar
a sofrer A sobreviver
Eu continuo vivendo
mas não mais por você
Agora eu descobri que posso voar
Por mim
Então Acostume se a não me procurar
Não vai mais encontrar aqui .

Inserida por pamela_pacheco

Sobre o Natal
Festas, confraternizações, brindes, emoções
Lembranças bem vividas, abraços, encontros
Troca dos presentes, os amigos secretos
Quando se espera na árvore, o Papai Noel
Símbolos antigos, estrelas que brilham no céu
Desejando a todos, paz no mundo, o melhor
Mais amor e compreensão, sinceridade
O melhor mês do ano, hora de mudanças
Novos objetivos, novos rumos, renovações
Promessas cumpridas, os acertos de contas
Novas juras, novas conquistas, seus pedidos
Sempre e' tempo de recomeçar e superar
Para isso todos anos temos o Natal
Renascimento do cristo Jesus, o salvador
Seu exemplo de homem, a quem conhece
Uma vida dedicada ao próximo e valores
O simples se torna complicado sem amor
Por isso o natal é a grande homenagem
Mais vale um abraço do presente amigo
Do que o presente de qualquer conhecido
Feliz Natal

Inserida por salvafaria

⁠Haverá um tempo em que nossos sonhos negados irão romper a tempestade caída sobre nós
Suportaremos as lágrimas e revelaremos nosso amor
Em um novo mundo reluzente cheio de esperança e louvor
Algum dia haverá um tempo para eu e você.

Inserida por carolinevargas09

SENHOR:
Me conceda as energias☀ cósmicas e o seu poder 🙌para poder caminhar com serenidade🦋 sobre esse planeta🙏

Inserida por PeregrinoCorrea

⁠SOBRE AMAR NOSSO SEMELHANTE.

Disse Jesus, ao ensinar seus discípulos sobre o alcance do verdadeiro amor, que eles deviam amar seus inimigos e orar por aqueles que lhes perseguissem. Amar nossos irmãos deve ser algo provável para muitos, amar pessoas desconhecidas, talvez seja uma aventura prazerosa, um ótimos desafio para alguns.
Contudo, amar nossos inimigos, pessoas com quem não temos nenhuma relação nem afinidade, mas por quem temos repulsa e preconceito, é algo de fato inatingível para seres humanos imperfeitos, sobretudo para quem não consegue superar o medo de mar incondicionalmente seus semelhantes, independente da suas preferências ideológicas, etnias, costumes e crenças.
Pensando assim, a quantos anos luzes estamos distante do Cristo, e quantos caminhos ainda temos de trilhar na prática genuína do amor cristão.
Se hoje é natal para muitos que professam seguir as pegadas do Mestre, o nosso senhor Jesus Cristo, devemos nos perguntar: “As minhas ações refletem verdadeiramente a minha crença e o meu conhecimento teórico nesta seara?”

Inserida por EvandoCarmo

Amar é ver as cores do arco-íris mesmo quando o sol não brilha sobre gotas de chuva.
Amar é sentir borboletas no estômago.
Amar é quando seu pior momento sobreleva-se aos seus momentos ruins.
Amar é enaltecer a alma. É sentir o coração eufórico.
Amar é a condição de encontrar-te satisfeito fisicamente e mentalmente, é sentir-se seguro e confortável... É aquela sensação de bem-estar.
Em suma, se amar virou "coisa" de gente corajosa, então as pessoas têm medo de serem felizes, pois amar é sentir a felicidade subitamente.

Inserida por SAMANTABERNARDI

⁠Sentimento é passageiro.

Observe as ações, um dia de cada vez.

Amar é sobre isso...

Constância na gentileza.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠⁠Quando amamos a Deus acima de tudo, as vaidades terrenas perdem o poder sobre nós e encontramos a verdadeira liberdade.

Inserida por Sarahkoelho

Alma de Poeta

O sol despontando no horizonte,
Introduz seus raios sobre a lagoa viva,
Retratando um momento fascinante,
Onde a poesia declamada me cativa,

Convertendo no mais lindo sentimento,
Concebido pelo pulsar da minha mente,
Sintonizando um perfeito pensamento,
Como a metamorfose de uma semente,

Crivada pelos seus raios coloridos,
Aquecendo a terra por toda extensão,
Transformando em jardins floridos,
O quintal de uma linda mansão,

Exalando a sua suave fragrância,
E a beleza que não se contesta,
Como o ser humano na sua infância,
Se divertindo em seu dia de festa,

Contagiado pelo verdadeiro amor,
Apregoado por grandes profetas,
Que buscavam do povo o clamor,
Eternizado por muitos poetas,

Na linha referencial de minhas rimas,
Sempre buscando valorizar a mulher,
Com seus perfis de belas meninas,
Espalhada nas rimas de bem me quer,

Ecoando por planície e desfiladeiro,
Impulsionada pela força dos ventos,
Induzindo o meu coração verdadeiro,
A observar na mulher seus talentos,

Muitas utilizam da voz o seu lindo tom,
Com a suavidade que tanto me acalma,
Em cada nota extrai o mais belo som,
Capaz de exortar a frieza de minh’alma,

Fazendo despertar minha inspiração,
Na velocidade desferida por uma seta,
Acertando em cheio meu coração,
Adormecido em minha alma de poeta.

Du’Art 15\10\ 2017

Inserida por DuPoeta

⁠Uma dor deixa de ser sentida em duas situações:
Quando o tempo atua sobre a mesma sanando-a, ou quando outra dor maior surge concomitantemente.
De forma análoga, a dor de um amor perdido se extingue de duas maneiras: Ou sofrendo até que o tempo reduza esse sofrimento a nada ou substituíndo o amor pedido por um novo amor.

Inserida por joseni_caminha

⁠Sabe o que eu reparei ao lançar meus olhos sobre os seus?

Que ninguém me deixa mais apaixonado!

Inserida por tatyanenicklas

⁠Ontem eu te vi novamente depois de tanto tempo, eu amei os seus olhos sobre os meus, eu descobri que você... além de ter sido o meu amor mais marcante, será o único.

Inserida por tatyanenicklas

A VIGILÂNCIA SERENA SOBRE O QUE JÁ FOI SUPERADO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

A reflexão que afirma que alguém não deve tropeçar no que já está abaixo de si não é um chamado ao orgulho, e sim um convite à brandura interior. O que está abaixo representa etapas vencidas, dores que já compreenderam seu lugar e aprenderam a silenciar. Contudo, cada vitória moral é sustentada por uma disciplina fraterna, jamais por altivez.

Quando olhamos para o próprior caminho com humildade, percebemos que ninguém progride sozinho. Os aprendizados vêm do contato com outros seres, das circunstâncias que nos moldam, e da benevolência que recebemos em momentos de fraqueza. Portanto, manter vigilância não significa erguer muros, mas caminhar com cuidado para não ferir a si mesmo nem aos outros. É reconhecer que a alma humana ainda traz áreas sensíveis que precisam de cuidado, e que o progresso espiritual é sempre uma construção comunitária.

Já ensinava Allan Kardec que o avanço do Espírito se realiza pela educação contínua e pela caridade recíproca. Assim, mesmo o que já parece resolvido em nós merece atenção, não como ameaça, mas como lembrança de que somos seres em aperfeiçoamento constante. A fraternidade que exercemos com o mundo deve refletir se também em nossa própria intimidade, acolhendo nossas partes frágeis sem julgamento severo.

A verdadeira grandeza não está em se sentir acima de algo, mas em caminhar com serenidade, humildade e afeto, compreendendo que cada passo pode ser uma oportunidade de servir, aprender e crescer.

Inserida por marcelo_monteiro_4

EXPLICAÇÃO ESPÍRITA SOBRE A INCORRUPTIBILIDADE E A IMPOSSIBILIDADE DA RESSURREIÇÃO DO CORPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

A Doutrina Espírita aborda as passagens citadas com critério racional, fidelidade ao ensino moral do Cristo e respeito absoluto às leis naturais estabelecidas por Deus. Nada é interpretado de modo literal quando a razão, a lógica e a própria evolução do pensamento humano demonstram que o ensinamento foi transmitido por linguagem simbólica, pedagógica e progressiva.
Comecemos por 1 Coríntios capítulo 15 versículos 53 a 57. O apóstolo Paulo afirma que o corpo corruptível deve revestir-se de incorruptibilidade e o corpo mortal de imortalidade. À primeira vista, a leitura literal pode sugerir a ressurreição do corpo físico. Contudo, o próprio texto, quando analisado com rigor, exclui essa possibilidade.
Paulo declara expressamente que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus. Essa afirmação é decisiva. Carne e sangue designam o organismo material, sujeito à decomposição, às leis biológicas e à morte. Se esse corpo não pode herdar o Reino de Deus, é logicamente impossível que ele ressuscite para nele ingressar. A transformação de que Paulo fala não é da matéria grosseira, mas do princípio inteligente que a anima interligado ao corpo espiritual qual seu denomina perispírito.
A incorruptibilidade não se refere à carne, mas ao ser espiritual. O corpo físico nasce, cresce, envelhece e se desagrega. Isso é lei natural observável é fato inegável. Ressuscitá lo significaria anular as próprias leis divinas que regem a matéria e leis essas que o próprio Jesus afirmou com sua autoridade não ter vindo para derrotá-la, mas sim dá-la cumprimento. A Doutrina Espírita ensina que Deus não se contradiz, nem revoga suas leis para atender interpretações humanas.
Quando Paulo utiliza a expressão revestir-se, ele não afirma retornar ao mesmo corpo, mas assumir outra condição. O Espírito, ao desprender-se do corpo físico, conserva sua individualidade, sua consciência e seus atributos morais. Ele passa a utilizar um envoltório fluídico mais sutil, o perispírito, que não está sujeito à corrupção material. É esse envoltório que Paulo, por limitação conceitual da época, denomina corpo espiritual.
A vitória sobre a morte, mencionada no texto, não é a reanimação do cadáver, mas a certeza da sobrevivência da alma. A morte perde seu aguilhão quando o ser humano compreende que ela não extingue a vida, apenas modifica seu modo de manifestação. O pecado, entendido sob a ótica espírita, é o atraso moral. A lei, quando mal compreendida, escraviza. O Cristo, ao revelar a lei do amor, liberta.
Essa leitura harmoniza-se plenamente com o ensino do Evangelho segundo o Espiritismo no capítulo primeiro intitulado Não vim destruir a lei. Jesus não veio abolir as leis divinas, mas explicá las e conduzir a humanidade à sua compreensão espiritual. Ele jamais ensinou a ressurreição da carne como retorno do corpo ao túmulo. Ao contrário, afirmou que seu reino não é deste mundo, indicando uma realidade espiritual distinta da matéria densa.
Nesse capítulo, esclarece-se que a lei de Deus é eterna e imutável. As leis naturais incluem a transformação da matéria e a continuidade da vida espiritual. Ressuscitar corpos decompostos violaria a ordem natural, o que seria incompatível com a sabedoria divina. O progresso ocorre pela evolução do Espírito, não pela perpetuação da matéria transitória.
A distinção feita entre a lei divina e a lei mosaica é fundamental. As prescrições exteriores, rituais e corporais pertencem a um estágio pedagógico antigo. Jesus combateu justamente a fixação na forma e no símbolo, chamando a atenção para o espírito da lei, que é moral. A ressurreição literal do corpo pertence ao mesmo campo das interpretações materiais que ele veio superar.
O Espiritismo, apresentado como o Consolador prometido, não cria nova doutrina, mas esclarece racionalmente aquilo que foi dito de modo alegórico. Ele demonstra que a verdadeira vida é a vida do Espírito, conforme ensinado pelo Cristo. O corpo é instrumento temporário. A alma é o ser real.
O Livro dos Espíritos, ao tratar da lei divina ou natural, ensina que essa lei está gravada na consciência e rege tanto o mundo físico quanto o espiritual, ( 621 L.E.). A morte do corpo não interrompe a vida do Espírito, nem o reduz à inconsciência. Ao contrário, o Espírito prossegue em sua jornada evolutiva, colhendo os frutos morais de sua existência corporal.
Na questão 625, afirma se que Jesus é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo. Ora, Jesus não retomou um corpo corruptível. Sua manifestação após a morte foi espiritual, perceptível aos sentidos humanos por concessão divina, mas não implicou retorno à vida orgânica comum. A Gênese de Kardec , ao analisar a natureza de Jesus, esclarece que sua constituição espiritual superior, lhe permitia fenômenos que não se confundem com ressurreição material.
Portanto, à luz da lógica espírita, a ressurreição do corpo é impossível porque contraria as leis naturais, a observação científica, a razão filosófica e o próprio ensino moral do Cristo. O que existe é a sobrevivência do Espírito, sua libertação progressiva da matéria grosseira e sua ascensão moral rumo a estados mais elevados de existência.
A incorruptibilidade anunciada por Paulo é a conquista espiritual, não a perpetuação da carne. A vitória sobre a morte é a certeza da continuidade da vida consciente. Assim, o Evangelho, compreendido no Espiritismo, deixa de ser promessa fantástica e torna-se lei viva, racional e profundamente consoladora, conduzindo o ser humano ao progresso moral que o aproxima de Deus.

Inserida por marcelo_monteiro_4

SOBRE O ORGULHO E A ILUSÃO DO DOMÍNIO INTERIOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

O orgulho não caminha sozinho por virtude mas por carência. Ele busca companhia porque teme o silêncio onde a consciência poderia interrogá lo. Trata se de um afeto desordenado que se apresenta como força quando na verdade é fragilidade não confessada. Onde o orgulho se instala a segurança não é real mas simulada e o eu passa a representar um papel diante de si mesmo.

Convém recordar que os defeitos não são senhores autônomos da alma. Eles não nos governam por natureza mas por concessão. O erro fundamental do orgulhoso está em inverter a relação entre sujeito e atributo. O homem não é possuído pelo defeito ele o abriga o alimenta e o preserva como se fosse parte essencial de sua identidade. Essa confusão gera servidão moral pois aquilo que poderia ser corrigido passa a ser defendido.

A lucidez ética começa quando o indivíduo reconhece que possuir um defeito não equivale a ser definido por ele. O vício é acidente e não substância. Enquanto essa distinção não é compreendida o orgulho seguirá mal acompanhado pois se alia à negação à rigidez e à insegurança. Quando enfim a razão reassume o governo interior o orgulho perde o trono e revela se apenas como um hábito que pode ser superado.

Assim a verdadeira elevação não nasce da exaltação do eu mas da coragem serena de reconhecê lo incompleto e perfectível pois somente aquele que se conhece sem ilusões caminha com firmeza rumo à imortalidade do espírito consciente.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - O ORGULHO E A VAIDADE.
SOBRE O ORGULHO E A VAIDADE E A ILUSÃO DO DOMÍNIO INTERIOR.

ORGULHO E VAIDADE COMO DESAFIOS DA VIDA MORAL.

Procuremos examinar com serenidade e método dois dos defeitos que mais frequentemente se manifestam no psiquismo humano o orgulho e a vaidade. A análise desses estados morais exige disposição sincera para conhecê los em profundidade sem mascarar lhes os impulsos nem justificar lhes as expressões. A tolerância verdadeira inicia se no trato que dispensamos a nós mesmos pois ninguém se reforma por meio da autopunição mas pelo esclarecimento progressivo da consciência. O trabalho de prospecção interior portanto deve realizar se com brandura vigilante evitando tanto a complacência quanto a censura destrutiva.

Trazer aos níveis conscientes as manifestações impulsivas que ainda nos governam parcialmente é condição indispensável para que possamos educá las e controlá las. Não se trata de negar os defeitos mas de compreendê los em sua origem e dinâmica reconhecendo que o domínio interior não é fruto de repressão violenta mas de lucidez moral constante.

O ORGULHO À LUZ DA DOUTRINA MORAL

O orgulho constitui uma das mais antigas e persistentes imperfeições do espírito. Ele manifesta se quando o indivíduo passa a condicionar sua felicidade à satisfação do amor próprio e dos apetites grosseiros tornando se infeliz sempre que não consegue impor sua vontade ou preservar a imagem idealizada de si mesmo. Segundo os ensinamentos apresentados em O Livro dos Espíritos por Allan Kardec no exame das penas e gozos terrenos aquele que se prende ao supérfluo sofre intensamente diante das frustrações enquanto o espírito que relativiza as aparências encontra equilíbrio mesmo em situações adversas.

O orgulho induz o homem a julgar se mais elevado do que realmente é a rejeitar comparações que lhe pareçam rebaixadoras e a colocar se acima dos outros seja por inteligência posição social ou vantagens pessoais. Conforme se esclarece em O Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo dedicado à cólera o orgulho gera irritação ressentimento e explosões emocionais sempre que o eu se vê contrariado ou questionado.

Entre as características mais recorrentes do indivíduo predominantemente orgulhoso destacam se a hipersensibilidade às críticas a reação agressiva a observações alheias a necessidade constante de centralidade e imposição das próprias ideias a recusa em reconhecer erros e a dificuldade em abrir se ao diálogo construtivo. Soma se a isso o menosprezo pelas opiniões do próximo a satisfação presunçosa diante de elogios e a preocupação excessiva com a aparência exterior com gestos calculados e com o prestígio social.

O orgulhoso frequentemente acredita que todos ao seu redor devem girar em torno de si e não admite humilhar se por considerar tal atitude sinal de fraqueza. Recorre à ironia e ao deboche como instrumentos de defesa nas contendas e acaba por viver numa atmosfera ilusória de superioridade intelectual ou social que lhe impede o acesso honesto à própria realidade interior.

Na maioria dos casos o orgulho funciona como mecanismo de defesa destinado a encobrir inseguranças profundas limitações formativas conflitos familiares não resolvidos ou frustrações relacionadas à imagem social que o indivíduo construiu para si. Em vez de enfrentar tais fragilidades o sujeito identifica se com o papel que escolheu desempenhar no cenário social tornando se prisioneiro da própria representação.

VAIDADE COMO DESDOBRAMENTO DO ORGULHO

A vaidade deriva diretamente do orgulho e com ele caminha de forma próxima e complementar. Enquanto o orgulho se estrutura como convicção interna de superioridade a vaidade manifesta se como necessidade externa de reconhecimento e admiração. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo ao tratar das causas atuais das aflições ensina se que o homem muitas vezes é o responsável pelos próprios infortúnios mas prefere atribuí los à sorte ou à fatalidade para poupar a vaidade ferida.

Entre as expressões mais comuns da vaidade encontram se a apresentação pessoal exuberante no vestir nos adornos e nos gestos afetados o falar excessivo e autorreferente a ostentação de qualidades intelectuais físicas ou sociais e o esforço constante para destacar se aos olhos dos outros mesmo ao custo de provocar antipatia. Observa se ainda intolerância para com os que possuem condição social ou intelectual mais humilde bem como aspiração a cargos e posições que ampliem o prestígio pessoal.

O vaidoso revela dificuldade em reconhecer a própria responsabilidade diante das adversidades e tende a obstruir a capacidade de autoanalisar se culpando a má sorte ou a injustiça do destino por suas dores. Essa postura impede o amadurecimento moral e favorece a cristalização do defeito.

A vaidade atua de modo sutil infiltrando se nas motivações aparentemente nobres. Por essa razão constitui terreno propício à influência de espíritos inferiores que se aproveitam da necessidade de destaque para gerar perturbações nos vínculos afetivos e sociais. Todos trazemos em nós alguma parcela de vaidade em diferentes graus o que pode ser compreensível até certo limite. O perigo reside no excesso e na incapacidade de distinguir entre o idealismo sincero voltado a uma causa elevada e o desejo oculto de exaltação pessoal.

DIMENSÃO PSICOLÓGICA E MORAL DA VAIDADE

As manifestações externas da vaidade revelam quase sempre uma deformação na relação do indivíduo com os valores sociais. Quanto mais artificiais se tornam a aparência os gestos e o discurso maior costuma ser a insegurança íntima e a carência afetiva subjacente. Muitas dessas fixações originam se na infância e na adolescência quando modelos idealizados de sucesso e felicidade são assimilados sem discernimento crítico.

O vaidoso frequentemente não percebe que vive encarnando um personagem. Seu íntimo diverge da imagem que projeta e essa dualidade produz conflitos silenciosos. Há sofrimento interior e desejo de encontrar se mas também medo de abandonar a máscara que lhe garantiu visibilidade e aceitação. Com o tempo essa dissociação pode gerar endurecimento emocional frieza afetiva e empobrecimento do sentimento.

O aprendiz do Evangelho encontra nesse processo vasto campo de reflexão. A análise tranquila das próprias deformações permite identificar as raízes que as originaram e favorece o resgate da autenticidade interior. Despir se da roupagem teatral e assumir se integralmente constitui passo decisivo rumo à maturidade moral e à disposição sincera de melhorar sempre.

ORGULHO VAIDADE E DOMÍNIO INTERIOR

O orgulho não caminha por virtude mas por carência. Ele busca companhia porque teme o silêncio no qual a consciência poderia interrogá lo. Trata se de um afeto desordenado que se apresenta como força quando na realidade é fragilidade não confessada. Onde o orgulho se instala a segurança é simulada e o eu passa a representar um papel inclusive diante de si mesmo.

Convém recordar que os defeitos não são senhores autônomos da alma. Eles não governam por natureza mas por concessão. O erro fundamental do orgulhoso consiste em inverter a relação entre sujeito e atributo. O homem não é possuído pelo defeito ele o abriga o alimenta e o preserva como se fosse parte essencial de sua identidade. O que poderia ser corrigido passa a ser defendido e dessa confusão nasce a servidão moral.

A lucidez ética inicia se quando o indivíduo reconhece que possuir um defeito não equivale a ser definido por ele. O vício é acidente e não substância. Enquanto essa distinção não se estabelece o orgulho seguirá mal acompanhado aliado à negação à rigidez e à insegurança. Quando a razão reassume o governo interior o orgulho perde o trono e revela se apenas como um hábito suscetível de superação.

Assim a verdadeira elevação não nasce da exaltação do eu mas da coragem serena de reconhecê lo incompleto e perfectível pois somente aquele que se conhece sem ilusões caminha com firmeza rumo à imortalidade do espírito consciente.

Inserida por marcelo_monteiro_4