Dizer Adeus com Vontade de Ficar
Minha Loucura
Acordei com uma vontade louca
de correr pela cidade gritando
seu nome pela rua, com voz ja rouca.
Acordei com uma vontade pouca
de deixar seu lado, aconchegando
a minha alma nos seus braços, quando
afogo-me nas suas palavras ocas
Quando não estiver produzindo, ler, pensar e não escrever. Levante-se, busque o ar, encoste em uma árvore, saia para passear, diga "oi" para uma moça. Seja feliz. Retorne e escreva.
Percebi que não queria querer fugir de tudo. Descobri que queria fugir de mim mesmo. Entretanto isso não seria possível se eu permanecesse nesse lugar.
Aquela louca vontade de chegar e falar simplesmente que lhe "AMO", porém tenho medo de perder sua amizades e as sensações que tenho só em ter lhe próximo a mim.
Schopenhauer divide a natureza da Vontade em três níveis de importância: Vontade (geral); vontade individual e vontade da espécie.
Vontade - A Vontade é o único elemento permanente e invariável do espírito, aquele que lhe dá coerência e unidade, que constitui a essência do homem. A vontade seria o princípio fundamental da natureza, independente da representação, não se submetendo às leis da razão. Schopenhauer afirma que o real é em si mesmo cego e irracional, enquanto Vontade. "A consciência é a mera superfície de nossa mente, da qual, como da terra, não conhecemos o interior, mas apenas a crosta". O inconsciente apresenta assim, um papel
fundamental na filosofia de Schopenhauer. A vontade é, acima de tudo, uma vontade de viver e de viver na máxima plenitude. Desde que o mundo é essencialmente vontade, não pode deixar de ser um mundo de sofrimento. A vontade é um índice de necessidade, e como ela é imperecível, continua sempre insatisfeita. A aparente satisfação da vontade conduz ao tédio. A satisfação de um desejo é como a esmola que se dá ao mendigo, só consegue manter-lhe a vida para lhe prolongar a miséria. Por isso mesmo a vontade é um mal e a origem de todos os males.
Vontade de Individual - É o poderoso impulso que impele todo ser a perpetuar o máximo possível a sua existência e condição na condição atual. Está presente de modo consciente, como instinto de sobrevivência, no homem e nos animais. Uma de suas características é sua luta contra o devir(mudança) e à própria morte.
Vontade da Espécie - Como o mundo é um constante devir, a vida, para continuar existindo, precisa igualmente mudar para evitar o perecimento. Para tanto criou as espécies e as dotou de uma vontade própria de conservação e vida. É através do instinto das espécies que os seres singulares podem adiar ou sacrificar suas vontades individuais em prol da perpetuação da espécie e da vida.
Diante de uma crise qualquer que seja, há pessoas que se desesperam e se revoltam. As que enxergam o mundo conforme o prisma de suas religiões costumam expressar submissão, dizendo: "Que seja feita a vontade divina". Pessoas amadurecidas pela sabedoria se perguntam: "Que andei fazendo de errado para isto acontecer?". E não param aí. Diante do sofrimento, também se perguntam: "E agora, que devo fazer para me corrigir e passar a fazer o melhor de mim mesmo?" Sempre há tempo de mudar o conformismo das religiões por uma vida mais plena, povoada pela vontade de ser uma pessoa melhor, avaliando cada passo dado e não arranjando uma desculpa divina para tudo.
Se sua vontade e fé se encontrarem, então você será movido, por uma paixão incrivelmente forte, e ninguém poderá te parar.
A Liberdade é poder seguir com Jesus, mas a vontade do ser humano é correr bem a frente D'Ele na sua própria direção e no seu próprio caminho...
Ainda que por algum tempo a gente tente e queira, do melhor modo possível, ajudar em um ou outro momento e situação, aos poucos cada um de nós aprende a reconhecer o valor das próprias forças e, de certa forma, se torna "econômico".
A vontade e possibilidade de ajudar pode até ser mantida, mas é equilibrada com o genuíno interesse do outro na busca pelo melhor para si mesmo.
"O dia amanhece, e quando você resolve fazer algo diferente mesmo que pareça pequeno, saiba que pode torna grande o que você faz com vontade."
Por Sentir
Esse sentimento que se sente
Assim sem perceber.
É quase uma vontade,
Quase um não querer.
Não cabe na coragem
Tão pouco em ser cobarde.
Nele nada se espera,
Também não desespera.
Nele há um “Q” de medo
Quiçá ser temerário,
Um leve desamparo,
Na alma um abraço.
Quem lho buscar no hoje
Alcançará no amanhã.
Aquele que vestir-se disso
Sentir-se-á despido.
Não há mesmo o que sentir
De tanto que se sente.
E de tentar dizer-lhe o nome
Treme a língua,
Morre a trama.
