Destino
"Perseverar não é insistir no caminho, mas persistir no destino. A rota se molda; o propósito é o que nos sustenta."
Marilene Mesquita
"A eternidade não existe como destino, pois ao querermos questioná-la, a resposta se torna um horizonte eternamente distante."
O destino pode despojar o homem de suas ferramentas e do seu solo, mas é incapaz de confiscar a bússola que ele forjou no silêncio da própria alma.
Deixe de ser plateia do destino dos outros e assuma o papel principal da única história que realmente te pertence, a sua.
Garagem vazia
Retorno de um de um destino planejado e encontro a garagem que antes repleta de carros, agora em um abundante vazio.
O esvaziamento provocado pela data que marca o dia do presente evento, sugere que aqui órfãos não moram.
Memorável dia das mães, que faz unir em um demográfico espaço, gerações, que por quadras, bairros, cidade, estados vivem distanciados.
É dia de celebrar, de relembrar o passado e homenagiar aquelas que com todo cuidado, amaram a missão por Deus ourtogada de amar, criar e educar cada semente inocente.
Valorizar é dever diário, expressar gratidão é obrigação, mas o que marca o dia aqui mencionado, é a celebração que trás alegria e união.
Mãe, não há uma melhor que a sua, por isso filhos, o óbvio também precisa ser dito.
Imensurável papel exerceram e ainda exercem para aqueles ainda gozam de sua presença, hà aquelas que souberam expressar, hà aquelas exageraram, e as que limitadas por suas feridas emocionais só puderam dar o que tinham, mas todas sem exceção, são as mais dignas de profunda gratidão, merecem ser lembradas , presenteadas, cuidadas e homenageadas.
Por isso, digo a todos que ainda podem, esforça-te para demonstrar, dizer que se importa é honrar e cuidar, seja presente, diga obrigado, e o eu te amo, demonstrado e falado.
E para turma dos órfãos, a qual me incluo, resta a lembrança, e o profundo respeito e muito carinho por todas que vivem, mesmo não sendo nossa.
Feliz dias das mães, que os carros das vagas vazias, encontrem seu espaço, e filhas e filhos com suas mães estreitem laços.
Júnior Oliveira.
Não adianta sermos vaidosos, egocêntricos, soberbos ou ignorantes. Nosso destino, como de qualquer outro, é a morte.
Quero viver, viver e viver. Feliz, ou infeliz, mas recuso qualquer destino que me obrigue a evoluir. Recuso qualquer equação que pretenda definir o amor, a beleza ou o propósito. Quero a imanência que, por si só, transcende a guerra da vida.
Às vezes, o destino nos ensina que nem todo amor é feito para ser vivido lado a lado. Há pessoas que habitam nossos corações com uma intensidade silenciosa, mas que não encontram lugar em nossa rotina, em nossos dias, em nossa vida. E é nesse espaço invisível — entre a lembrança e a ausência — que elas permanecem: como saudade, como aprendizado, como um amor que não coube no tempo, mas que jamais deixará de existir dentro de nós.
Eu me enganei profundamente... imaginei que poderia sorrir e seguir adiante, fingindo que o destino se inclinaria a meu favor. Tracei um plano: almejava metamorfosear meu ser. Abraçar a existência como um ser renovado. Alguém destituído de passado. Desprovido da dor de quem viveu. Mas, a realidade se revela implacável. Os infortúnios persistem, perseguem-nos. Impossível escapar-lhes, por mais que se deseje. Resta-nos tão somente nos preparar para o bem-vindo, para que, ao chegar, o recebamos de braços abertos, pois dele necessitamos... Eu necessito.
Eu não renego o que sentimos. Honro. Mas aprendi que amor que não encontra destino precisa, ao menos, encontrar fim. Não como castigo, e sim como respeito. Há silêncios que não são ausência... são maturidade. Há despedidas que não negam o que foi, apenas impedem que a dor continue sendo regada.
Então que o silêncio faça o que não conseguimos: nos aquietar. Que ele não grite por rancor, mas por paz. Não por esquecimento, mas por libertação. Eu paro de regar não porque não houve raiz, mas porque já entendi que nem toda raiz foi feita para dar fruto no mesmo solo.
Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei
Cenas do meu filme em branco e preto
Que o vento levou e o tempo traz
Entre todos os amores e amigos
De você me lembro mais
Tem pessoas que a gente
Não esquece nem se esquecer
Mais que destino, foi profecia
Grande demais para ter uma festa, pequena ainda para entender que ela é a homenageada, mas que a celebração é minha.
Aquele laudo inesperado, meses antes do casamento, dizendo que eu não seria mãe; as lágrimas secando, a cura e a volta da razão...
Aquilo tudo não era uma sentença, porque nada pode contra Deus, e Ele já tinha me mostrado o resultado final.
Era fé.
Era destino.
Era profecia.
Era amor.
E já estava escrito, lá nas estrelas e no meu caderno, quando eu era apenas uma adolescente.
Às minhas gêmeas, Iala e Isla, e ao caçula, Iarane Jr. Era como se o meu amigo imaginário saísse dos meus sonhos, das nossas conversas telepáticas intermináveis, e viesse ao meu encontro para ser o pai dos meus filhos. Sim, estava escrito. Eu mesma escrevi... porque Deus me permitiu.
Então, era apenas uma questão de tempo. Eu esperaria um ano, faria tratamentos, desceria qualquer escada de joelhos, não por duvidar Dele, mas porque acreditava que nada vem de graça; é preciso merecer.
Coloquei uma data, sem compreender o tempo divino. Não sabia que aquele sono inesperado durante o show do Cirque du Soleil, enquanto tentava assistir ao La Nouba, nem que o sono durante as apresentações da NASA, em Cabo Canaveral, e a fome constante no Magic Kingdom eram por acaso.
Ela era, realmente, uma princesa vivendo o seu primeiro drama: uma viagem clandestina de ida e volta, acompanhada da irmã.
Aquele teste de farmácia e o exame de sangue não eram as provas necessárias para um milagre. A confirmação viria no ultrassom. Mas a alegria e a dor, muitas vezes, moram juntas, e, naquele dia, apenas um coração batia.
Eu não estava errada. Ele não errou. Talvez fosse apenas o intervalo entre as linhas... Talvez, quando pensei que havia perdido, Deus apenas estivesse me conduzindo a um novo destino.
Logo entendi que o tempo e o espaço trabalham de maneira diferente no mundo divino. Nem toda alma gêmea chega junto, e nem todo gêmeo nasce ao mesmo tempo.
Eu iria até o infinito. Brigaria com o inimigo. Seria humilhada e viveria uma vida diferente daquela que imaginei... tudo para proteger, para vê-la feliz.
Existe algo muito maior, muito além daquilo que conseguimos compreender. É difícil explicar. Pequeno para mim e, ao mesmo tempo, grande demais para uma menina entender que tudo é uma questão de amor e fé...
Ou talvez de fé e amor.
"O destino é um cárcere de vidro que só se quebra quando paramos de admirar o reflexo e passamos a ser o impacto; transformar-se é o ato brutal de assassinar a própria sombra para que a luz não tenha mais onde se esconder."
"A premiação não é o início da glória, é apenas o recibo que o destino entrega para quem já era campeão muito antes da primeira medalha tocar o peito."
"Para quem tem o destino traçado, o tropeço não é uma queda, é um impulso; é o momento em que o solo tenta te segurar, mas acaba servindo de mola para que o seu próximo passo seja o dobro da velocidade de quem nunca saiu do lugar."
Se somos feitos de palha, se somos feitos de pétalas: ambas o tempo levará. Mas o destino para o qual irão só Deus saberá.
