Destino

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O amor não se submete à lei da gravidade, e por mais que eu corra em círculos, o destino me puxa sempre para a sua órbita. Ninguém disse que amar seria uma jornada linear, mas a dificuldade apenas provou que a força da nossa união resiste a qualquer separação imposta. Eu sou eternamente seu, e volto para a sua luz.

Se a estrada for indubitavelmente fácil, desconfie do destino. O que o espírito busca exige a fricção de um caminho que prova o seu valor.

Recuse o frio e pálido destino de ser mera nota de rodapé na saga de outrem, rasgue a coadjuvância e tome o palco central, pois este é o seu próprio livro, e o protagonismo é um direito de nascença.

Se o destino não me permitir este amor, que o rio da desilusão me engula por inteiro.

Na gaiola invisível do destino, o canarinho aprende que cantar é resistir, pois o silêncio seria a verdadeira morte antes do fim. Entre grades feitas de medo, tempo e saudade, a voz nasce pequena, mas atravessa o mundo. Cada nota carrega a memória do céu perdido, cada trinado é um pedido de liberdade que ninguém cala. Mesmo prisioneiro, ele ensina aos homens que quem canta com a alma nunca está totalmente preso.

O destino escreve com notas trêmulas, cada escolha é um
acorde, e cada erro uma melodia
que nunca deixa de ecoar.

Amar é cantar uma ópera sem ensaio, deixar o peito reger a orquestra, enquanto o destino escreve, em lágrimas, o último acorde.

Quando penso em destino, penso em escolhas sutis. Não em decretos gravados em pedra, mas em trilhas. Cada pequena escolha é nó que nos define. Às vezes desfazemos, outras apertamos ainda mais. E o resultado é essa tapeçaria que somos.

Atravessando o rio gélido de um destino não tão bonito, em uma velha jangada, anunciando sua trajetória lenta, pesada, tocando um sino enferrujado, com seu som abafado, como se estivesse submerso, sendo afogado, feita de almas atormentadas, cheias de dor, pelo fundo pedregoso, margens lamassentas e ao horizonte, não existem margens, o rio não se finda e o céu, baixo e cinzento, curva-se como um teto prestes a ruir, comprimindo o ar nos pulmões já cansados, a corrente não conduz, apenas arrasta, e cada braçada é um adeus ao que ficou para trás, enquanto a jangada range, como se soubesse que não há porto, não há farol, não há terra firme, apenas o curso interminável dessa água fria que não acolhe, não absolve, não esquece. E assim sigo, não por esperança, mas por não haver retorno, deixando que o sino continue seu lamento mudo, até que o próprio som se dissolva na névoa, e eu me torne parte do rio que jamais termina.

O destino é um escritor sádico que gosta de colocar pontos finais onde a gente só queria uma vírgula, e exclamações de dor onde o silêncio seria mais caridoso. Eu tento retomar a caneta e escrever meu próprio rodapé, mesmo que seja apenas para protestar contra o enredo.

O destino não é o que nos acontece, mas o que fazemos com o que nos sobra depois que o pior já passou e o silêncio se instalou na sala. É a reconstrução paciente de um vaso quebrado, sabendo que as marcas da cola farão parte da sua nova identidade.

O destino é um tabuleiro de xadrez onde eu sou apenas um peão que sonha em ser rei, mas que sabe que acabará sendo sacrificado para que o jogo continue sem mim. Aceito meu papel com a dignidade de quem sabe que, na caixa, todas as peças voltam a ser do mesmo material.

A verdadeira rebeldia não consiste em amaldiçoar o destino sob o peso de uma cruz inevitável, mas em carregar o próprio fardo com uma elegância que insulta a gravidade do sofrimento. É no meio do inverno mais rigoroso da alma que devemos cultivar um sol interno, cujos raios não dependem de estações externas para aquecer a vontade de continuar a caminhada.


- Tiago Scheimann

A busca por sentido é uma estrada sem fim onde as paradas são mais importantes que o destino, pois é nos momentos de pausa, contemplando a poeira da estrada, que percebemos que o caminho em si é a resposta que tanto procurávamos em mapas inexistentes.

Sou o que não se doma, um cavalo errante, um verdadeiro Mustang selvagem, meu destino não se escreve em linhas, ele não tem selas,ele nasce no horizonte inalcançável.

A esperança virou método, não espero sorte, produzo circunstância, meu esforço cultiva destino.

Vencer não foi destino, foi decisão cotidiana, repeti atos simples até que virassem caráter, agora caminho com a certeza do que plantei.

Já caminhei sem fé, mas nunca sem destino.

A estrada pode até ser longa, mesmo meus passos sendo curtos, eles são firmes e meu destino é maior é melhor do que qualquer obstáculo.


Marcilene Dumont

O coração avisa antes da queda,
mas a teimosia empurra…
e depois chama de destino.