Despir nossa Alma
Às vezes você rende-se tanto à alguém que, não lhe sobra mais do que tua própria alma... Despida.
Jamais sujeite-se por alguém, pois uma vez tua alma nua, despida de quaisquer preceitos, âmago ou juízo, nenhuma "veste", apego, afeto, promessa ou declaração perpetrada devolverá tua MORAL.
Entregue-se, ame-se, depois ao outro.
Flávia Abib
"Se me despisse da minha alma em versos, talvez você entendesse que tudo o que escrevo é para você."
Fabricía de Souza
Vida
A vida com seu chicote de palha molesta minha alma.
Como negro no tronco fui despido e a vergonha que a em mim foi revelada.
A máscara que fui obrigado a criar para ser aceito numa sociedade que mata somente no olhar, revelou o obscuro que eu não queria mostra.
Aqueles que me rodeavam aplaudiam em gritos e tiravam suas máscaras vomitando palavra de agrido.
Me vi sem saída, tentei sai do troco mais as cordas que entrelaçava a minha alma não me deixava, e quando achei que seria liberto cortaram o tronco e fui obrigado a carrega-lo como carro alegórico sobre a ruas da vida.
De repente um vento impetuoso passou sobre mim e me fez cambalear, e no balaço do tronco as cordas que me aprisionava desatou como um laço mal feito.
Me vi livre do tronco e aqueles que me rodeavam se dispersaram recolocando suas máscaras para não serem jugado pela sociedade.
E como consolo o vento impetuoso juntou todos os cacos que caiu do meu rosto e mostrou no reflexo do espelho o meu lindo rosto.
E como respiro tudo começa, num respiro recomecei, e com um brilho novo me apresentei e na estrada da vida me reinventei.
E o medo que me criou, quando o vento me revelou como bonito sou, se espantou e acuado me libertou.
E tudo que parecia difícil facilitou e todos que riram se espantou, quem diria esse negro o sucesso alcançou.
Se acaso tu permita que vejam-te desnudo, de corpo e de alma.
despido do medo, da experiência e da arrogância que acumulaste ao longo dos anos.
Despojado das fachadas, artifícios e máscaras.
Desocultando-se de onde assistiras a tudo, ao mundo....
Parado, de peito aberto, sem medo ou pudor, frente a todos.
Bem ali.
Este "ser" ainda seria você? Ainda lhe seria familiar?
Consegue enxergar?
Livre do que é superficial ou material.
Sem se importar com o preconceito social e pessoal.
Sem ontem.
Sem amanhã.
Somente aqui e agora.
Encarando a você mesmo, a sua excencia no espelho.
Teria a coragem necessária para tais atos?
Conseguiria você, estender a mão e a tirar desse buraco onde a enfiaras tentando desesperadamente abrir mão do que ela representava, apenas para seguir a opinião dos que o cercavam, tentando ser aceito ou notado, ou mesmo respeitado.
Se pergunta O que tu és afinal? Eu lhe digo:
Resultado dos anos. Um reflexo do que a sociedade esperava que você fosse, Seguindo as ideias e os comportamentos que lhe foram impostos, Criando sonhos e esperanças alheias a sua vontade ou desejo, oprimido perante as perspectivas inalcançáveis sobre seus olhos.
Até que um dia, delirando das maiores loucuras, ou na paz da maior das sanidades, começa a questionar, e questionando vai encontrando respostas, que pouco a pouco limpam sua visão, até que consigas ver-te no espelho, desnudo, despido e revelado, de corpo e alma. E aquele "ser" que o encara de volta sorri, de leve; pois sabe que tu estiveras cego, mas agora estas no caminho certo, e um dia, ouvindo O som da chuva, em uma tarde de verão, estenderá sua mão e dançará, lado a lado, com essa excencia a pouco revelada.
Ela mora aqui desde de que me viu, me despi da matéria escura que cobria minha alma, me abri, foi consciente, triste foi o fim dessa aventura, por mais que tenha sido maravilhoso, os "FINAIS" sempre torturam, espero desde o adeus um motivo sincero, pois estou certo de que o argumento dado foi insuficiente e vazio, essas são as manobras do inconsciente tentando amenizar a dor. Deplorável . +
Hoje bateu uma tristeza, deve ser a alma se despindo de antigas folhas já cansadas de esperar pelo vento.
E eu amei tão só.. costurei sonhos na solidão da minha cama ... nos retalhos da alma me despi de mim mesma .. me preparei pra ti receber tantas vezes ..mas você não veio ..nunca veio .. esperei tanto por ti ..que quando me dei conta.. não cabia mais amar outra pessoa.. o tempo passou ..envelheci e frustrei .. sim eu frustrei , decepcionei de mim ..por esperar tanto algo que nunca foi meu .. te amei tanto , tanto ..que nunca consegui amar um outro alguém...
Alma
Despido a minha alma banhando a de solidão, dor e angústia, deixo as impurezas da vida caírem, renovo o meu corpo cansado, trago em mim as verdades, busco apenas alimentar o amor ao invés de acrescentar mais dor, enfim deitei sobre o chão bagunçado para esquecer o quanto é ruim sofrer.
UMA POESIA QUE DESPIU-ME
By Harley Kernner
.
.
Minhas poesias despiu minha alma, os meus pequenos versos saquearam meu coração, retirando a desconfiança, e a incerteza que um dia poderia ser feliz de novo.
.
Cada palavra que escrevo faz meu coração tremer, tremer de medo que as palavras bonitas se acabe, pois, já escrevi mais de um milhão dessas palavras que faz alguém sorrir de felicidade, e cada vez consigo ver um novo sorriso naquele lindo, e sincero olhar.
.
Cada letra que desenho no papel tem seus formatos diferentes; uma parece um coração, outra com a aparência de beijo na cor cereja, uma outra tem um formato de um lindo par de lábios feminino querendo dizer-me algo.
.
A letra "A" parece com dois olhos mergulhados em lágrimas de felicidade, e já o "R" é a semelhança de uma rosa-branca sustentada pelo, um caule verde que defende a rosa com seus pequenos espinhos, que só fere as mãos da maldade, mas dá livre acesso às mãos de quem só tem amor para doar...
.
E é assim, cada letra tem sua própria linguagem, e no final compõe a mais linda canção de amor escrita por um simples poeta, para uma única dama de vermelho.
.
De todas as palavras que me faz tremer, a única que não gosto de escrever é "THE END" e jamais escreverei, porque não quero ver o fim deste evento de verbos que me faz tremer de emoção.
.
.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Poeta Sem Livros
Despir o corpo de uma mulher
qualquer um pode fazer.
Desnudar-lhe a alma,
afastar os seus medos,
curar suas feridas
e abrigar seu coração
é tarefa para poucos.
Amar e se sentir amado é muito mais do que dizer, Te amo. É despir tua alma,mesmo antes de despir teu corpo.
Alma Desnuda
Desnudar o corpo das vestes é tarefa comumente realizada, todos os dias nos despimos para o banho, para dormir, enfim...
Mas e quanto a nossa alma ? E quanto o nosso ser e coração, por que também não o fazemos com mesma habilidade ?
Quase nunca expomos nossos verdadeiros e certamente, os mais profundos desejos, ainda assim quando isto acontece, rapidamente retornamos a conveniência e segurança de nossas "vestes".
Penso que é preciso que sejamos,
mais nudez enquanto sentimos, sonhamos, e desejamos.
Mas o que deve de fato nos move neste processo, de descobertas e de plena "libertação" é se despojar dos medos e plenamente vivermos, do modo mais especial, belo, completo e comprometido, no final desta reflexão me ponho a pensar...quais as poucas destemidas almas, que alcançarão feito tão grandioso ?
EU QUERO
Me despir da saudade
Falar o que sinto
Cultivar a leveza da alma
Festejar a felicidade.
Eu quero essa harmonia
Que brota da natureza
Quero a paz que acalma
Na verdadeira sintonia.
Quem sabe um dia
Nos meus sonhos
Eu me vista de poesia.
Autoria Irá Rodrigues
"Pulpila"
Aqui sob a pele fugas
Da alma que corre livre
Em busca de despir
Em um quadro preto e branco
Pintou-se curvas
Desesperadas em toques
De ceda crespa
Como vigilante a três passos de mim
Louvou com sangue fervente
As lágrimas romperam
Em uma caixa que se abre devagar
Reluzente vislumbre de uma nova vida
Promessas retidas ,tantas não cumpridas
O jardim floriu ...
