Despedida do meu Pai que Ja Morreu
È bom viver com a verdade , posso não ser amado por ninhuma mulher mas si o amor do meu pai e aconfiaca dos meus amigos e irmãos for forte entao so verdadeirament feliz
Problemas.
Meu pai dizia que quanto mais coisas a gente tem, mais problemas a gente arruma.
Não que ele tivesse poucas coisas, mas ele tinha poucos problemas.
Sou sincero, demorei muito para entender o significado daquelas palavras e por um tempo não medi esforços para ter tudo o que o dinheiro podia comprar.Comprei algumas financiadas, outras tive que vender, pois estavam acima das minhas posses.
Tive coisas que custavam cada vez mais caro depois que eu as tinha, porque para mantê-las, tinha que ter tantas outras e isso dava mais dor de cabeça, era um ônus pesado demais.
Com o tempo aprendi que ser admirado pelas coisas que se tem, quer dizer que a gente vale menos do que elas.Um dia ou outro a admiração pode virar inveja, ciúmes ou vontade de tirar um pedaço das nossas coisas, ainda que a gente tenha deixado que as pessoas tirassem várias casquinhas.
Não acho que eu precise pouco para viver, mas sei que elas devem acrescentar mais que um carro ou uma roupa nova e outras coisas que depois de alguns anos ninguém quer mais.
Hoje as coisas têm que me dar prazer em usá-las e não em mostrá-las, e se elas forem invisíveis, como entender as coisas que meu pai me ensinou, aí sim, estará o grande valor.
Há coisas que a gente nem quer e nos são oferecidas de graça, outras que custam tão caro que a gente não pode comprar, e tem gente que troca a honra por coisas que não vão usar, coisas que só servem para mostrar aos outros, coisas que não levam ninguém a nenhum lugar.
Filhos, o pecado é algo muito terrível diante de Mim e do Meu Pai, pois causou-nos muita dor. Eu e Ele nos Céus, e os santos anjos choramos muito quando o homem permitiu o pecado entrar no Planeta Terra. Ele teve q enviar-me, para morrer no lugar de vocês. E do Céu, Eu mesmo bradei: "Eis aqui venho (ao mundo), no rolo do livro (Antigo Testamento) está escrito a meu respeito, para fazer, ó Deus, tua vontade.
Por isso, ao entrar no mundo, diz: Eis aqui venho, sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste. Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus. HEBREUS 10:5,7,12.
Pai, que saudades de você.
Até hoje busco entender
Por que, meu Deus, tu fizeste isso comigo?
Tu tiraste meu maior amigo.
Coisas da vida, devemos nos conformar
Decisão divina não se pode discordar
Sim... hoje eu entendo
A vontade de Deus acima dos desejos
Desculpe Senhor, por nunca aceitar
Discordar da sua escolha ao invés de acatar
Já faz tanto tempo, consegui evoluir
Agradeço-lhe por tudo até aqui
Minha família, o que eu sou
São os frutos de todo seu amor
Meu pai, meu herói, nosso anjo protetor
Está conosco seja onde for
Obrigado... por nunca nos deixar
Sempre presente, sempre por perto
Protegendo-nos ao invés do descanso eterno
Oh meu pai, quantas saudades de ti
Imagino como seria se o senhor estivesse aqui
Tantas coisas seriam diferentes
Um filme já visto passa em minha mente
E uma cena, chama toda a atenção
Já é noite, é hora de subir
A mãe diz: Vão tomar banho, seu pai está por vir
No sofá, estão os três sentados
Abre a porta, é o senhor chegando do trabalho
Na sacola, alguns guarda-chuvas de chocolate
De quem será o primeiro? Começa o combate
Em suas mãos, algumas notas de brinquedo
Feita a felicidade dos teus três pequenos
Olha para a cozinha, nossa mãe está ali
Preparando a refeição que vamos dividir
Mas antes uma voz ecoa
Hoje é dia de devolver as fitas da locadora
E lá vamos nós, entramos em seu carro
Devolver os jogos alugados
Talvez... alugamos mais alguns jogos
Talvez... tomamos um sorvete
Cena linda que não sai da minha mente
Obrigado meu pai, obrigado meu Senhor
Por serem os pilares de tudo que eu sou
Um pobre pecador, um ser tão pequeno
Que luta dia a dia mantendo o respeito
Espero um dia, poder retribuir
Tudo que fizestes por mim até aqui
Que possam... ter orgulho de mim
Que eu possa cada vez mais ser semelhante a ti
Pai, o senhor já pode ir
Descanse em paz, ficaremos bem aqui
Repouse um pouco, alivie sua alma
Em breve teremos uma nova história
Estaremos juntos... novamente
E dessa vez será para sempre
Pode confiar, acredite em mim
Nos veremos na eternidade e ela não será o fim.
Creio Senhor em ti, como meu único e verdadeiro Deus Pai Todo Poderoso, em seu filho unigênito, Jesus, como nosso único e verdadeiro Salvador, e no seu Santo Espirito, como a nossa Salvação Bendita e Eterna, assim como nos foi prometido no princípio, para todo o sempre... Amém!
Meu pai, é o herói que eu estamparia em pôster e colocaria na parede do quarto. Tivesse ele saído de uma história em quadrinhos, seria daqueles personagens com vários braços, um cérebro enorme e dotado de super velocidade.
Dai-me Senhor
Senhor, por favor, faça-me paciente,
Escuta oh pai, este meu clamor,
Me de sabedoria e me faça prudente,
E preencha o meu coração com amor.
Tira o egoísmo existente em meu ser,
Não me deixe iludir por aparência,
Ensina-me, com a realidade conviver,
Observando a sua advertência.
Tape os meus ouvidos ao que não agrada,
Não deixe a minha língua caluniar,
Guie-me por toda essa longa caminhada,
Não me deixando a ninguém eu humilhar.
Afaste de meu coração toda a maldade,
Reveste-me com a sua santa presença,
Blindando-me com toda a sua bondade,
Resguardando-me de qualquer sentença.
Desnuda Senhor, toda a minha mente,
Afaste do pensamento todo o estorvo,
Semeia em meu coração nova semente,
Fazendo de mim um homem novo.
Du’Art 12 \ 02 \ 2017
Meu pai nasceu nessa casinha da pintura. Ela era exatamente igual esta retratada aí. Esse quadro foi pintado antes da casa virar ruínas e sempre que o olho, navego a um passado que me trás recordações quase vivas em minhas memórias.
Casa de tijolos de barro, piso de terra batida quase cinza, janelas e portas de madeira rústica entalhadas pelo formão e pelo machado, tranquilamente trancadas por tramelas. As madeiras do telhado eram feitas artesanalmente de majestosos troncos de árvores nativas da região e nas suas telhas de barro ainda podia se ver os rastros das mãos habilidosas de quem às fez.
Era linda. Arrumadinha. Fresquinha e cheirosa. Cheirava a rosas durante o dia e o perfume de jasmim invadia os cômodos à noite, com a sutileza que beirava a perfeição. Escondidos sobre a beleza da simplicidade os móveis pesados e robustos, arranjados com matéria prima que trazia mais vida ao lugar. As camas bem simples forradas com esteiras de talinhos dourados e pesados colchões de algodão cru, recheados ricamente com capim seco. Jarrinhos de flores, o pote, a moringa com água, o candeeiro com sua mancha de fumaça preta na parede e as imagens de Santos e Santas, faziam a decoração típica do interior da Bahia.
Nas recordações que meus sentidos me trazem, consigo sentir o cheirinho de café moendo, da panela de ferro cozinhando feijão catador, da lenha do fogão a lenha queimando, até o estalinhos eu consigo escutar. Ficava ali encostadinho observando aquelas cores vivas que o fogo improvisava, a dança louca das labaredas e imaginando que a fumaça que saia bailava ao comando de minhas pequenas mãos.
A visão pelas janelas me parecia quadros. As plantas, as árvores maiores, a vegetação nativa, tudo era encantador. O abacateiro grande e frondoso na lateral fazia sombra para o engenho de cana e o forno de farinha. Abacate, rapadura e farinha é a combinação perfeita. O pé de cereja com suas texturas, cheiros e cores era algo que se sobressaia no quintal, perto do rego de água, fazia sombra para as galinhas e aninhava passarinhos de todas as espécies que procuravam por seus deliciosos frutos. Eu era um desses passarinhos, com a habilidade de criança magricela escalava o mais alto que podia e ficava ali, vendo o tempo passar e comendo cerejas. A cerca que rodeava a casa era também por onde passavam várias pessoas a caminho de outros lugares e um cumprimento alegre era praxe. Toda criança que passava gritava um “Bença!” e ganhava um “Deus te abençoe” de cortesia e de coração.
Os sons ao redor da casa compuseram as melodias mais harmoniosas que já escutei. O radinho de pilha ligado em alguma estação, os pássaros livres e cantadores, as aves no quintal piando descompassadamente pra lá e pra cá, o barulhinho bom do rego de água que cortava fora a fora a linha do quintal, os berros do gado e dos bezerros, o relinchar dos cavalos acordando, os latidos dos cachorros mateiros, faziam daquilo tudo uma composição ímpar, transformavam a algazarra matinal em música pra mim.
Mas havia ainda o maestro. Calmo, porém opulente. Forte, todavia tranquilo. Imortal. O Arrojado! Aquele rio de águas doces, límpidas e frescas, era o que permitia se viver ali e o seu ronco, meio canto, meio barulho era ouvido de longe, de qualquer lugar. O arrojado como o próprio nome diz era destemido, cortava as terras desde o Gerais e levava vida a tudo e a todos. Era ele quem mandava.
Banhar nas águas daquele rio era um capítulo a parte, era a aventura maior de todas e ir além de onde se conseguia colocar o pé no chão, me exigia uma coragem sem tamanho. Com os pés flutuando meu coração ia à boca, de medo e de respeito pelo rio. “Rio não tem cabelo menino”, eu escutava dos mais velhos a advertência e assim procurava sempre respeitá-lo como se respeita um Mestre.
Várias lendas e histórias eram contadas a respeito das águas do Arrojado. Algumas pra rir, outras pra meter medo. Quem nunca ouviu falar do Nêgo D’àgua? Aquela criatura imaginária, folclórica e bagunceira deixava minha imaginação fértil. Sempre fui doido para vê-lo, ainda não tive a sorte.
A noite, sentado nas cadeiras no quintal da casa, podíamos ver o maior espetáculo do mundo: O céu!!! Que lua imponente e gigante, dava pra ver a luta de São Jorge com o Dragão todas as noites. Quantas estrelas vinham exibir seu suntuoso brilho. O céu era magnífico e eu ficava por horas, paralisado, olhando pra cima, desenhando coisas, ligando pontos, viajando pelo espaço daquela imensidão de pontinhos de diamantes. Somente os vagalumes, aquelas estrelinhas que voam perto de nós, quebrava o hipnotismo. As candeias disputavam a atenção com sua pequena chama laranjada e seu cheiro gostoso de querosene queimando. A luz mesmo estava era dentro daquelas pessoas: Luz Divina, era a luz de Deus que nos protegia, iluminava e acalentava a noite de sono.
Naquela casinha onde meu pai nasceu, passei bons momentos de minha vida, talvez por conta da dureza da vida e do aprendizado recebido, forjei um pouco do meu caráter, aliás, forjamos, pois somos uma família unida e numerosa e todos que beberam da água do Arrojado se tornaram homens e mulheres virtuosos e agradecidos por ter naquelas casinhas simples da região, um berço de sabedoria, humildade, simplicidade e amor pela vida.
A memória dentro de nós é um tesouro que estará sempre conosco, não pode ser roubado, não deve ser vendido e jamais deve ser esquecido.
À casinha e tudo que ela representa, meu muito obrigado!
Aos bichos e a natureza que vi e me viram crescer, muito obrigado!
Ao Arrojado, meu rio, meu muito obrigado!
Aos meus avós, pais, tios, primos e irmãos, muito obrigado mesmo, família é tudo!
Obrigado Deus, serei eternamente agradecido por viver isso tudo!
Perguntaram ao meu pai:
"_ Que é feito do seu filho Ricardo?!
Ele é um grande Poeta!"
Meu Pai respondeu:
"- Ah, pois ... Anda por lá ... A pairar pela casa!
FAMÍLIA, FAMÍLIA
Meu pai,
minha mãe... Família!
Família, mostrou, a minha trilha.
Nesse mundo,
N'essa strelitzia vazia
Esse mar de maresia
essa pia, quanta azia!
Família, minha alegria,
Meu caminho, minha guia
preenchimento d'essa vasilha
vasilha torta, toda esguia...
Família, minha família.
Antonio Montes
Primeira lembrança? Meu pai saindo da loja com um conjunto de camisa, short e meias. Que dia feliz foi aquele! Depois vieram muitos momentos incríveis, maravilhosos. Todos guardados na memória e no coração. Lembro-me da época que na TV só passava um jogo e, quando era o do adversário, tínhamos que ouvir pela Rádio Sociedade. AMAVA. A emoção de ouvir pelo rádio não tem descrição. E que ironia, hoje o que mais faço é ouvir devido ao excesso de compromissos que me impedem de assistir ou ir ao estádio. Lembro-me do primeiro jogo que fui assistir num estádio, Carneirão. Da emoção. Da felicidade. Foram lindas Vitórias e derrotas aceitáveis. Foram muitas lágrimas de tristeza e de alegria. Suco de maracujá era a bebida do domingo. Foram fogos, risadas, orgulho. Fora batidas no chão, gritos, socos no sofá. Foram muitas revoltas, mas a única coisa que eu nunca tive foi a dúvida sobre o meu amor por ti.
Futebol é uma daquelas coisas loucas, sem sentido, irracional, que a gente sente um sentimento inexplicável e fica gritando por um bocado de homem (ou mulher) correndo atrás de uma bola, é um negócio que faz a gente xingar o juiz e ter vontade de entrar em campo pra dar uma carreira nele. É aquele negócio de ficar xingando pelo passe errado e, dois minutos depois, elogiar dizendo que é o melhor jogador do mundo. É passar raiva pelas injustiças, mas (algumas vezes) fingir que não foi mão na bola pq a gente não pode tomar gol. É sofrer antes, durante e depois. É aguentar piadas quando perde e caçoar quando ganha. É passar noites sem dormir de ansiedade e desespero, é dormir ao som do hino de felicidade. É ficar triste quando recebe um "você, infelizmente, não poderá ir para o jogo" e é chorar de felicidade quando seu pai chega e diz "comprei os ingressos, saímos as oito".
E ser Vitória é cantar o jogo inteiro, é sofrer até o último segundo, é puxar os cabelos e bater a cabeça no vidro do estádio quando perde o gol. É sair pulando no meio da chuva cantando o hino depois de mais um título e reclamar do juiz por sempre ficar contra nós. É caçoar do jahia por ser nosso eterno vice e ser lembrado que não temos título nacional. É lutar com garra, na raça, em todos os jogos. É saber que todo jogo é uma final e que nunca será fácil. É ir pro Barradão pela primeira vez, perder e, ainda assim, ser a pessoa mais feliz do mundo por realizar um sonho. É vestir a segunda pele, pintar o rosto, se descabelar, ficar rouca e, depois de tudo, gritar: É CAMPEÃO!
DESEMPREGADOS
Meu pai, esta desempregado
minha mãe, esta desempregada
meu irmão, mais velho...
Esta desempregado.
Desempregados também estão...
Meu tio e minha tia,
o meu padrinho, esta desempregado
e o meu vizinho, todo dia sai sedo,
para caçar o tal emprego.
Minha prima formou-se na universidade
e agora descobriu que formou-se também
no rol dos desempregados...
Todos os dias, ela distribui um monte de
currículo, pela cidade, e nada de ser chamada.
O povo todo agora estão se transformando
em nômades dos contratados de trabalho...
Ficam para lá e pra cá, na busca do tal
emprego, se querem emprego, terão que
abandonar a família e ir em busca de
contratos em outro lugar de origem.
Eu! Emprego... Quem dera, mas, tenho
menos de dezoito anos e por lei...
Não posso me empregar!
Alem do mais, falta-me experiência
e para se empregar, tem que ter experiência
... Como terei experiência se não tenho
a chance de se empregar para trabalhar?
Antonio Montes
Pedido ao Senhor...
(Nilo Ribeiro)
Peço Meu Pai Celestial,
força, perseverança,
para que eu atinja meu ideal,
para que eu não perca a esperança
peço equilíbrio para mente,
que eu não perca a razão,
que eu seja bom para toda gente,
que não magoe nenhum coração
peço Sua paz infinita,
peço Sua luz divina,
que a Sua palavra bendita
seja a minha doutrina
peço Seu amor sem fim,
peço mansidão e coragem,
não peço só para mim,
mas para quem ler esta mensagem...
Amém...
Quando cristo dizia: não vim para fazer a minha vontade mas sim a vontade de meu pai. quando oramos não ouvimos, só falamos. como quer ouvir ao eterno se não silencia a mente? Cristo utilizava o silêncio para ouvir o Eterno.
"Mesmo depois dos últimos dois dois meses, ainda era estranho ficar sozinho com ele. Meu pai havia passado muito tempo longe, e agora, de repente, estava de volta, mas não completamente. Parecia distante, como se fosse desconfortável ficar fora do navio, como se suas pernas de marinheiro não se ajustassem á terra firme."
(Jackie Baker)
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