Despedida de uma Pessoa Querida
Se tivesses conhecimento, por um lapso do tempo ou por uma graça divina, do que tenho dentro de mim, decerto as tuas lágrimas passadas seriam risos presentes comigo.
Uma chama autêntica, um aroma verdadeiro, uma cor deslumbrante, a centelha que resistiu à racionalidade.
Li nos livros o conhecimento do humano transitório e das distâncias assombrosas de um instantâneo pensamento, por isso pude, enfim, continuar a constatar que o meu bem maior e mais precioso sou eu.
Paz...
(Nilo Ribeiro)
Deixei no lixo a beleza,
pois ela é fugaz,
trago comigo uma certeza,
quero um amor em paz...
Amor proibido
Vou tentar falar pra você de uma maneira diferente
Que muitas coisas na vida só entende quem as sente.
Por isso preste atenção e siga seu coração
Porque Deus não veio atoa pra falar de amor, irmão.
Pois Ele sabe bem o valor que você tem
E não plantaria em você um amor se não fosse pro seu bem.
Proibir é igual matar, pois não deixa germinar
Nem uma planta aqui na terra nem um peixe lá no mar.
Proíbem-se coisas feias, males e doentias que se propagam pelo ar.
O amor não se conjuga nem tão pouco tem sentido com esse verbo auxiliar.
O amor é intransitivo por se só já tem sentido não precisa completar
O Proibir não é Deus, mata você, eu e um sentimento secular
Amor, se escreve assim apenas ou talvez com um advérbio pra ele intensificar
MUITO AMOR é o correto
É tudo que eu espero pra esse mundo melhorar!
ONÇA SONSA
Uma onça sonsa...
Escondida na pedra
com sua roncada manca,
enquanto dorme, tonta...
Manda seus olhos de bronca
para aquilo que te afronta.
Com suas pálpebras de enfoco
jogada por cima da ires
não se atrapalha com focos
nem se enrosca em seus desvires.
Uma onça sonsa...
minguada... de sal, insossa
sem os inteiros temperos
olha o bocado fadado
já salgado em sua boca.
Se já viu, tem que pegar
tudo é seu em seu terreno
o seu bote é de amargar
sua dentada é de veneno.
Antonio Montes
toda alma nasce na liberdade...
somos cativos de uma vida solitária,
devedora de tantos sentimentos.
que aparentemente nos curvamos a sua beleza.
O Guarda-chuva...
Há dias que volto para meu ponto de interrogação e mesmo sem uma resposta convincente, me atrevo a colocar o pé na terra molhada para sair marcando o caminho por onde passei, mas há também, momentos que me pergunto por qual motivo levo o guarda-chuva, se gosto tanto de molhar meu corpo naquela água gelada que cai abundantemente sobre os campos onde brotarão as sementes da próxima colheita.
by/erotildes vittoria
